Saint Seiya Ultimate - Os Deuses Astrais
2 Capítulo I - Novos Inimigos
Notas iniciais
Seiya de Pégaso, usando sua Armadura Divina está perdido em um espaço escuro. ‘’Onde eu estou o que está acontecendo?’’ Ao longe o lendário guerreiro viu Saori caída no chão. ‘’Saori! Atena, eu vou te salvar!’’ O Cavaleiro de Pégaso tenta socorrer a deusa, mas seu corpo não se mexia. ‘’O que? O que está acontecendo? Eu... Eu não consigo me mexer. Saori! Mas o que é isso no meu peito!?’’ Seiya viu a Espada de Hades encravada no seu peito e vê Saori ser engolida pelas trevas. ‘’Saori! Não!’’ No meio do grito ele acorda. Deitado em sua cama, sem camisa ele se levanta e vê a cicatriz em seu peito, está na Mansão Kido, ao lado de sua irmã, Seika. ‘’Foi só um sonho.’’ Já era de manhã
– Seiya! – diz Seika – O que aconteceu?
– Não é nada – responde – foi só um pesadelo.
– Seiya! Você me assustou.
– Me desculpe.
Marin de Águia chegou ao quarto acompanhada de Shun de Andrômeda.
– Bom dia Seiya! – diz a Amazona.
– Boas notícias Seiya – disse Shun – Seus exames chegaram da Clinica Graad. Seus músculos estão em perfeito estado, e seu coração está bem recuperado.
– Cinco anos de recuperação. – disse Seiya – Acho que finalmente posso voltar a lutar!
– Seiya! – esbraveja Seika – Não vá se esforçar tanto assim, tem que ir aos poucos!
– Ei Shun – diz Seiya – como estão os outros Cavaleiros?
– Hyoga, Ichi e Geki – responde Shun – estão bem próximos de encontrar os lemurianos. Nachi e Jabu voltaram com vários aspirantes a Cavaleiros, e estão no Santuário agora. E...
– Shun – interrompe Seiya – você não sabe onde o Ikki está, não é?
– Eu... – hesitou o Shun – realmente não faço ideia se o Ikki está vivo ou não.
– Eu realmente sinto muito – disse Seiya, logo animando o amigo. – Mas não se preocupe, eu conheço bem o Ikki, ele, sem dúvida, está bem!
– Você tem razão – anima-se Shun – então, eu não te contei do Shiryu. Está treinando o Kiki, o garoto está cada vez mais forte.
...
Shiryu de Dragão estava em uma luta treino com o jovem Kiki. Shiryu, sem armadura, mantinha os olhos fechados enquanto Kiki, também sem nenhuma proteção, lutava normalmente usando todos os cinco sentidos. Mesmo assim, os golpes do lemuriano eram facilmente defendidos pelo experiente cavaleiro.
Shiryu desviou de um soco de Kiki e acertou o garoto também com um soco. O garoto caiu no chão. Shiryu abriu os olhos.
– Droga! Não consigo te acertar. E você sequer abriu os olhos!
– Você só usa os seus olhos para enxergar Kiki.
– O que eu deveria fazer Shiryu?
– Segure isso.
Shiryu jogou uma faixa preta para Kiki e disse:
– Quero que tampe os seus olhos. Vamos lutar em condições iguais.
– Mas eu não consigo lutar de olhos fechados.
– Eu subi o Santuário, enfrentei o Mascara da Morte de Câncer, fui até o Inferno sem enxergar nada, completamente cego. Vai fugir de uma luta-treino por causa de uma venda?
– Tudo bem! Vou tentar!
Kiki colocou a venda e tentou lutar, mas estava completamente estabanado e levou alguns golpes fracos de Shiryu, que mantinha seus olhos fechados.
– Se não aprender a enxergar com seu cosmo – disse Shiryu – nunca vai conseguir parar meus golpes, e nunca vai se tornar um Cavaleiro.
Kiki se concentrou no seu cosmo e começou a sentir o cosmo de Shiryu. ‘’Eu estou vendo! Mesmo com a venda eu enxergo o cosmo de Shiryu!’’ Shiryu golpeou Kiki, que defendeu com uma mão, o cosmo branco do lemuriano ficou vermelho, e ele acertou Shiryu com a outra mão. O Cavaleiro de Dragão ficou parado no lugar, enquanto Kiki tirava a venda.
– Muito bem Kiki! Você conseguiu controlar seu cosmo!
– Sério?
– Sim! Agora você está pronto para ser um Cavaleiro.
...
Nas geleiras do Alaska, Hyoga, Geki e Ban caminhavam carregando as urnas de Armadura nas costas, e seus demais pertences em trenós, quando encontraram uma cabana de madeira no meio de algumas arvores.
– Que frio terrível! – disse Ichi após entrarem na cabana abandonada – Estávamos melhores nas florestas boreais!
– Francamente – retrucou Geki – Cinco anos aqui e ainda não acostumou com o frio?
– Pessoal – disse Hyoga observando as paredes da cabana – vejam isso!
– Que símbolos estranhos. – observou Ichi.
– Geki – falou Hyoga – pegue os papéis de Mu no meu trenó. — Geki o fez e os entregou para Hyoga – Vejam. São parecidos – continuou apontando os símbolos desenhados nas outras evidências que Mu havia encontrado. – alguns são exatamente iguais.
– Então quer dizer que ... – hesitou Ichi — ... Os lemurianos que construíram essa cabana?
– Ou isso – respondeu Hyoga — ou eles também se aproveitaram que ela estava abandonada.
– É um lugar bom — disse Ichi – tem um lago por perto, e muitos animais, por que sairiam daqui?
– Bem – disse Geki consultando um antigo mapa da época que ele ficou no Alaska – acho que não estamos muito longe de um vilarejo que existe nessa região, são conhecidos por serem hospitaleiros, podem ter ido pra lá.
– Bom – disse Hyoga – então nós vamos procurar por lá.
O trio andou por cerca de 1 km adentrando uma pequena floresta congelada. Ao fundo ouviram uma explosão e começaram a sentir cosmos ameaçadores, e Geki logo percebeu de onde vinha.
– Vem das redondezas do vilarejo!
– Vamos! – ordenou Hyoga.
No vilarejo um homem loiro de cabelos curtos com uma armadura prateada, com detalhes de cores do arco íris, que protegia quase o copo todo, deixando livre somente a parte de baixo do abdômen, o bíceps e o tríceps e um pedaço da cocha; no ombro direito havia uma proteção que formava a cabeça de um cavalo, nas costas da armadura havia asas, ao lado do homem estava uma mulher de longos cabelos prateados com uma armadura quase idêntica a de seu companheiro, porém com formas mais femininas, e a cabeça de cavalo estava no ombro esquerdo.
A vila estava em chamas, e a dupla de vilões estava de frente a um casal de gêmeos.
– Muito bem crianças vocês vão nos ajudar a achar os lemurianos! – disse o homem.
– Ou faremos como fizemos com seus pais – disse a mulher – os esmagaremos!
– Se está falando dos estrangeiros – disse o menino com coragem e lágrima nos olhos – nós não vamos te ajudar!
– Sim – falou a menina também em tom de choro – eles são bonzinhos não vamos deixar que faça algo de ruim com eles!
– Ora, ora – exclamou a mulher – como são corajosos!
– Corajosos e burros! – completou o homem – então preferem ser mortos? Que seja!
A mulher concentrou energia em sua mão esquerda, e se preparou para atingir as duas crianças, mas antes do golpe acertar um vulto branco as agarrou e as tirou da linha do golpe.
– O que foi isso? – se impressionou a mulher.
– Quem é você? – perguntou o homem.
O homem agora estava virando para um rapaz loiro, de semblante calmo porém poderoso, que protegia as duas crianças, um de seus olhos estava tampado por uma bandana, mas o outro olho brilhava com um azul radiante, em seu corpo estava uma armadura branca cujo elmo tinha forma de um cisne
– Eu sou Hyoga de Cisne! Cavaleiro de Atena e protetor deste planeta! Quem são vocês?!
– Ora! – disse a mulher – Se não é um dos lendários Cavaleiros que derrotou Hades e seus deuses-fantoches Hypnos e Thanatos! Não era para estar aqui! Deixe me apresentar, eu sou Achila de Lampo.
– E eu me chamo Cleonte de Faetonte! Nós somos os dois Cavalos Alados que servem Eos, a deusa da Aurora!
– Por que estão atacando inocentes? – perguntou Hyoga.
– Inocentes? – riu Cleonte – Não estamos preocupados em quem é inocente ou não, temos que cumprir nossa missão, somente isso!
– Viemos somente matar os lemurianos – disse Achila – essas pessoas entraram no nosso caminho, azar o delas. Não podemos deixar que Atena recupere seu exército.
– Isso é – hesitou Hyoga – completamente desumano!
– Humanos? – riu novamente Cleonte.
– Você não está mais lhe dando com humanos – riu Achila – você agora está lutando contra semideuses!
...
No fim da tarde, na mansão Kido, Seiya estava parado perto da porta de entrada principal de frente para a urna que guarda a sagrada Armadura de Pégaso, ao seu lado estava sua irmã, Seika.
– Ah, Seika – suspirou Seiya – mal espero para vestir novamente minha armadura!
– Fique calmo Seiya – retrucou Seika – seu corpo ainda não está totalmente recuperado.
– Eu sei minha irmã, mas eu estou tão ansioso. Será que... Espere! O que é isso?
– O que foi Seiya?
– Estou sentido um cosmo poderoso se aproximando! Quem está aí?
Do meio das arvores que ficavam de frente para a mansão apareceram duas pessoas, um homem que vestia uma armadura azul claro que protegia quase todo o corpo com diversos detalhes arredondados exceto pelos o ombros que tinham pontas curvas apontando pra cima, ao seu lado uma mulher com uma armadura acinzentada com formas arredondadas. No elmo da mulher havia um circulo negro com uma borda branca, na cabeça do homem estava um circulo com a metade direita branca e a metade esquerda negra.
– Quem são vocês? – perguntou Seiya.
– Finalmente encontramos você, Pégaso – disse o homem.
– Eu sou Néos – disse a mulher – a Lua Nova.
– E eu sou Chamber – disse o homem – a Lua Crescente, nós somos os lunares de Selene.
– Selene? – indagou Seiya.
– Selene – começou a Néos – é a titanide que personifica a lua.
– A lua? – disse Seiya – Mas, o que fazem aqui?
– Não é obvio? – respondeu Chamber – Viemos acabar com exercito de Atena. E nada como começar pelo homem que batalhou contra os deuses!
– Que patético – disse Néos – o Cavaleiro que cruzou o inferno e feriu o rosto de Hades não está conseguindo nem manter seu cosmo estável.
– É melhor te matar agora, antes que se recupere – completou Chamber estendendo o braço para o alto e concentrando uma esfera de energia – Explosão Crescente!
A esfera atingiu Seiya em cheio, mas quando a fumaça do ataque se dissipou, o Cavaleiro de Pégaso ainda estava inteiro, não sofreu nenhum dano, em volta de seu corpo, pairando no ar, estava uma corrente com a ponta circular formando uma espiral. Na outra ponta da corrente estava um homem vestindo uma armadura rosa, de cabelos verdes e rosto sereno.
– Essas correntes... – disse Seiya virando-se para o lado – ...Shun!
– Ora! – disse Néos – Se não é Shun de Andrômeda! Mais um dos desbravadores do Inferno!
– Beleza! – disse Seiya – Agora poderemos lutar juntos!
– Ainda não Seiya – disse uma mulher de cabelos vermelhos e máscara de amazona, vestindo uma armadura prateada que formava uma águia.
– Marin! – surpreendeu-se Seiya.
– Seiya – disse Marin – como sua Mestra eu ordeno que fique pra trás e nos deixe cuidar disso.
– Mas ... – balbuciou Seiya.
– Seiya – disse Shun – seu corpo não está completamente recuperado, não vê que o cosmo do adversário é extremamente poderoso?
– Então está é Marin de Águia – disse Chamber – uma das pessoas que sobreviveram ao golpe de Thanatos! Além de Seiya conseguiremos destruir mais dois fortes Cavaleiros de Atena!
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