- Saye? – aquele nome fez com que a amazona parasse seu ataque, olhando longamente aquelas urnas de armadura derrubadas da mala. – Não é possível, ele nunca disse que tinha filhos, os cavaleiros de ouro nem se envolvem com outras pessoas.

- Onde mais eu teria conseguido essas armaduras? – Daisuke desafiou, fazendo esforço para ficar em pé depois de levar aqueles choques. – Meu pai me treinou durante anos para que recebesse essa armadura de Pégasus, mas eu não a quero. Troco as duas armaduras e as informações que meu pai reuniu por anos se me disserem onde ele está.

- Se ele deixou o Santuário para treinar você, por que acha que nós vamos saber onde ele está? – Maya desafiou, arqueando uma sobrancelha.

- Aaaah... – murmurou o garoto longamente, começando a se dar conta.

- Você não é muito brilhante, não é? – o tom zombeiro de Maya não ajudava em nada. – Mas como assim ele sumiu?

Daisuke estranhou que ela tivesse interesse naquilo, assim como o nome tivesse causado uma surpresa momentânea, apesar de ela esconder muito bem os dois gestos segundos depois. – Um dia ele simplesmente não estava na nossa casa, e ninguém o tinha visto, sem ter deixado mensagem de que saiu. Só isso.

- Há quanto tempo foi isso?

- Cinco semanas. – o tom do jovem ficou mais baixo, tinha levado tempo demais para agir e procurar o Santuário. Para sua surpresa, Maya abandonou a postura de luta, endireitando as costas e ajeitando o cachecol por sobre a face, apesar de nada além dos olhos ficar exposto.

- Tudo bem, Daisuke, eu vou te ajudar.


Aquela resposta era a única coisa que o garoto tinha pensado em ouvir dela, então levou uns bons segundos para entender o significado daquelas palavras, o que não ajudou na imagem que fazia diante da amazona, que olhou as longas unhas arroxeadas. Fechou os punhos, irritado com a ideia de mais alguém se meter naquele assunto.


- Não preciso da sua ajuda, só que saia do meu caminho e me deixe ver o Grande Mestre. – diante de sua resposta, uma risada baixa fugiu da moça de cabelos azulados, o que não melhorou seu humor.

- Mesmo que eu te deixe passar, teria que lutar contra os cavaleiros de bronze e prata espalhados, além dos cavaleiros de ouro nas Doze Casas. Se quase morreu comigo, não vai durar mais der dois segundos com eles.

- Posso enfrentar quem você mandar! – a resposta saiu sem pensar, e mais uma vez provocou graça na amazona.

- Se quer assim... – ela virou a face por sobre o ombro, falando para dentro daqueles muros. – Kenshin!


Se passaram alguns minutos no qual Daisuke pensou que nada aconteceria, mas uma segunda figura surgiu nos portões, um jovem de cabelos ruivos amarrados no rabo de cavalo baixo e olhos negros. Sua chegada foi notada um pouco antes de ficar próximo porque o metal de sua armadura era um branco quase puro, com um diadema na forma de um pássaro com as asas abertas sobre os cabelos cor de fogo. O filho de Saye ainda não sabia que armadura era aquela, mas não era dourada como a do pai, então não era um dos santos de ouro.


- Este é Kenshin de Cisne, que protege os portões comigo. – apresentou Maya, já que o ruivo não parecia disposto a apresentações. – Kenshin, dê um jeito nesse arruaceiro pra mim?

- Por que eu? Faça você mesma. – retrucou o cavaleiro de Cisne, cruzando os braços com um olhar torto a Daisuke.

- Sou sua superior, e estou mandando que o derrote. – a amazona de Oficio aumentou o tom, e pela face fechada de Kenshin, ele não devia ter outra escolha.

- Que seja.


E com esse comentário mal-humorado, foi andando até chegar a alguns metros do invasor, examinando-o antes de avançar, mirando um soco em seu rosto. Devia achar que Daisuke era apenas um moleque comum que queria incomodar, e para provar com quem estava lidando, o moreno tentou imitar a tática de Maya, esperando que chegasse perto o suficiente para abaixar-se, fechando o punho e esticando o braço para cima, acertando as placas do peito do ruivo, sentindo os dedos doerem com a vibração do impacto. Kenshin parou e se afastou com um salto, olhando surpreso o amasso feito no metal. Daisuke olhou para o punho, nem notando que estava com aquela luz azulada do cosmo nesta.


- Ele não é um arruaceiro comum. – acusou o cavaleiro de Cisne, olhando irritado para Maya, que tinha se sentado sobre uma das pedras próximas.

- Nunca disse que ele era. – ela retrucou simplesmente. Aproveitando o momento de distração do cavaleiro ruivo, Daisuke fechou o punho e correu para acertá-lo, como ele havia tentado fazer antes.


Para seu azar, o ruivo não estava totalmente distraído, e assim que chegou perto, se virou e fechou o punho, atacando o ar com um soco. O ar então ficou mais frio, coberto de lascas de gelo e até neve. – Diamond Dust! – gritou antes que todo aquele turbilhão atingisse Daisuke, derrubando-o metros longe, onde se apoiou numa pedra para não cair, o corpo tremendo de frio e os ofegos gerando nuvens de vapor gelado.


- Nunca vai vencer, nem ao menos tem uma armadura. – zombou o ruivo, vendo que o adversário se erguia, mas continuava tremendo de frio, cambaleando para não cair.

- Eu vou provar pra você... – disse Daisuke batendo os dentes, chegando perto daquelas urnas e se apoiando contra a que era feita de metal menos refinado, agarrando a argola na boca da imagem entalhada do Pégasus, puxando-a e a corrente a que estava ligada. A urna se abriu, os pedaços caindo para os lados e revelando pedaços de metal arrumados de forma a imitar a imagem do cavalo alado, pelo menos até estas se separarem e irem até o moreno, se ajeitando ao longo de seu corpo. O metal não pesava no corpo de Daisuke, mas lhe dava uma sensação ruim, porque não queria ser cavaleiro, e envergar aquela armadura com tanta facilidade parecia-lhe errado, apesar de ser necessário. – Eu sou o Cavaleiro de Pégasus!


Um longo minuto de silêncio caiu entre os três, mas logo Kenshin deu de ombros. – Parece tão inútil quanto antes.

Daisuke não engoliu aquele insulto, seu pai tinha ensinado a nunca deixar que o inimigo o diminuísse, então fechou o punho e buscou nas memórias os movimentos que Sayie tinha lhe ensinado tão repetidamente. Fechou os olhos e quando os abriu não foi o cavaleiro de Cisne que viu diante de si, mas aquele amontoado de pedras que socara sem parar até que o pai ensinasse o segredo para destruí-lo até os átomos. O cosmo concentrado em seu punho aumentou, e socou o ar, lançando seu próprio golpe. – Pégasus Ryu Sei Ken!


Num ponto de vista comum, parecia que havia lançado uma série de meteoros de energia no ruivo, mas o segredo do golpe era outro, consistia em atacar centenas de golpes físicos em alta velocidade com o cosmo concentrado em cada um deles, para que fossem mais longe e o impacto atingisse o inimigo. Em vez de desviar, Kenshin juntou as mãos acima da cabeça, concentrando seu cosmo frio antes de abaixar várias vezes, a cada vez que abaixava, criando um som parecido com um trovão. — Aurora Thunder Attack! – rajadas de vento com cristais de gelo voaram quando o som de trovão tomava o ar, indo em direção aos golpes iluminados de Daisuke.


A meio caminho os golpes se chocaram um contra o outro e se anularam, embora criassem um impacto tão forte que as pedras racharam e muita poeira voou, além de deixar uma camada de gelo fina sobre os destroços da batalha. Daisuke recuou se protegendo com os braços, que ficaram com aquele gelo sobre as placas da armadura, ao passo que Kenshin não se incomodava nada com a temperatura baixa que se instalara no local, pelo contrário. Parecia apenas... curioso.


- Onde aprendeu a fazer isso? – indagou, ainda com os braços prontos para outro ataque. – Nunca o vi com os aprendizes do Santuário.

- Eu treinei com meu pai, Saye de Sagitário. – disse o moreno, esperando que isso causasse algum efeito no adversário, mas este não teve o mesmo espanto que Maya, erguendo o cenho.

- Para quem treinou com um cavaleiro de ouro, é bem fraquinho, hein.


A face de Daisuke ficou vermelha ao ouvir aquilo, não porque o estava chamado de fraco, mas que por isso dizia que seu pai tinha sido um mestre incapaz, e não iria admitir que ele falasse assim. Pensou em usar seu Pegasus Ruy Sei Ken mais uma vez, mas percebeu que da forma que Kenshin estava posicionado, usaria o mesmo golpe que antes e geraria o mesmo resultado de empate. Mas não conhecia muitos golpes, Saye não tivera tempo suficiente pois o filho demorara a controlar seu cosmo. Mas ainda havia um golpe que sabia, e julgou que poderia ser seu trunfo naquela luta. Se controlou para não sorrir ao bolar o plano e concentrou seu cosmo no punho, avançando da mesma forma que para usar o golpe de antes, só mais próximo.


- Você não desiste... – começou o cavaleiro de Cisne, erguendo as mãos unidas e as abaixando, lançando uma rajada de ventos com cristais de gelo afiados. — Aurora Thunder Attack!!


O vento parecia pior com a proximidade e muitas das lascas de gelo rasgaram as partes expostas de seu corpo, fazendo gostas de sangue mancharem a armadura antes de congelar. Apesar disso, Daisuke continuou avançando, mesmo ficando mais lento, com a concentração de energia azul aumentando no punho.


- Pegasus Sui Sei Ken! – ordenou apesar de mal ouvir a própria voz entre os ventos fortes, e o cosmo queimou mais fortemente, vencendo aquele frio até chegar diante de Kenshin. Uma vez vencido o tornado de frio, golpeou-o com um ganho, a energia toda do golpe se concentrando em seu peito protegido, mas o punho chegou até o queixo do ruivo, conseguindo assim jogá-lo para cima com força, levando alguns segundos para que caísse, perdendo os sentidos na queda. Ofegando e ainda tremendo de frio, o filho de Sayie ergueu os olhos para a amazona de prata que fitava a luta atentamente. – Eu o venci, meu caminho está liberado?

- É, você ganhou do aprendiz que se tornou cavaleiro há menos de duas semanas. – Maya controlou o riso. – Minha opinião mudou, você com certeza durará três segundos contra os Cavaleiros de Ouro.

Ao ouvi-la, Daisuke caiu de cara no chão, com o desânimo pesando como uma montanha sobre seu corpo todo arranhado e gelado da luta. – Não sabia que era tão difícil... – gemeu, frustrado.

- Mas – a amazona frisou aquela palavra, conseguindo fazer o garoto levantar os olhos para esta. – eu posso te ajudar a passar pelo Santuário e as Doze Casas sem lutar.


A proposta parecia bem mais aceitável tendo em vista a dificuldade que fora a luta contra Kenshin, fazendo Daisuke mastigar e engolir todo o orgulho que tinha, se erguendo devagar, meio curvado. – Eu aceito sua ajuda então. – disse meio baixo, ainda tendo dificuldade em admitir que ela era mais forte e mais experiente.


Satisfeita, Maya se ergueu daquela pedra e foi até o cavaleiro caído, pegando-o com um único braço e levando de volta aos portões. Daisuke pensou que ela o deixaria ali, mas ela parou poucos passos para dentro, erguendo a voz de novo. – Ei, Kaitlin. – chamou, e rapidamente uma moça de cabelos escuros e curtos apareceu, com a face coberta por uma máscara branca. – Cadê o Yusuke?

- Gêmeos e Aquário estão em missão a mando do Grande Mestre, saíram há dois dias, senhorita Maya. – avisou a moça, que apesar de não estar portando armadura, deveria ser uma amazona também. Maya deixou um xingamento baixo fugir com a resposta, mas logo se recuperou e pensou em outra solução.

- Chame a aprendiz da Aika então.

- Sim, senhorita. – Kaitlin acatou e se virou de costas, saltando e sumindo entre as sombras entre os prédios. Voltou alguns minutos depois, trazendo consigo uma menina bem mais nova, com cabelos louro-escuros curtinhos e vestes de aprendiz, mas o traço mais marcante era o fato de um de seus olhos ser azul, e o outro vermelho.

- Precisa de mim, senhorita? – a menina perguntou baixinho, tentando achar uma forma de se esconder de todos. Daisuke acabou simpatizando com ela, chegando mais perto para ver o que acontecia.

- Sim, Aika lhe ensinou o segredo para teletransporte. – aquela não era uma pergunta, e a lourinha com concordou com um aceno de cabeça, olhando para baixo. – Pode levar a mim e a este cavaleiro?

- Eu não sou cavaleiro! – o garoto interrompeu, mas foi prontamente ignorado por todas as presentes. Mulheres, pensou.

- Posso, só precisa me dizer onde... – a menina disse e olhou rapidamente para Daisuke, se encolhendo. Maya se abaixou e lhe disse em voz baixa demais para ser ouvida pelo garoto, causando certo espanto na aprendiz. – Nunca tentei um lugar tão longe... Mas devo conseguir. Apenas segurem-se um no outro.


Com a orientação, Maya esticou a mão e agarrou o braço de Daisuke com tanta força que arranhou com a ponta de suas unhas afiadas, mas antes que reclamasse, a menina esticou a mão e tocou na amazona de cabelos azuis. A sensação seguinte foi impossível de descrever, mas o jovem sentiu-se puxado violentamente do chão como se por um imã enorme, sem conseguir respirar ou se mover por alguns segundos antes de cair de joelhos num chão pavimentado, mas por sorte ninguém estava na rua para ver a cena. Maya estava de pé, mas parecia um pouco pálida, logo voltando ao normal, cutucando-o com a ponta do salto alto – parando para pensar, como será que ela lutava usando aquilo?


- Anda, temos que ir. – ela parecia impaciente, mas ele logo se ergueu. – E esconde essa armadura.

- Como eu faço isso? – Daisuke se sentiu ridículo ao ver o olhar de incredulidade da moça.

- Apenas ordene mentalmente à armadura que volte à urna. – disse, e em segundos as placas de metal roxo saíram de seu corpo e se juntaram na forma de uma mulher segurando uma serpente, indo para uma urna que o jovem não notara antes. Precisou de algumas tentativas para que as próprias placas saíssem do corpo e voltassem para a urna que se fechou de novo, sendo colocada sobre seus ombros.

- Vamos para onde?

- Para lá. – Maya apontou para a frente, onde um pequeno prédio tinha as luzes ligadas, diferente dos mais próximos. Daisuke tentou ler a placa que estava sobre a porta, mas não reconheceu a palavra.

- Onde estamos? – teve tempo de perguntar antes de tropeçar e começar a seguir a moça, que andava rápido para aquele local.

- Frankfurt, Alemanha. Indo para um bar. – a resposta pegou Daisuke de surpresa.

- O que vamos fazer num, bar na Alemanha?

- Procurar o dono do lugar, o único cavaleiro de ouro que pode te ajudar a passar pelas Doze Casas.


Depois disso, Maya não se dignou a dizer mais nada, chutando a porta do local para entrar. Era um ambiente típico, paredes cheias de jogos de dardos, mesas redondas e um balcão longo com um estoque de bebidas atrás. Muitos homens estavam ali apesar da hora tardia, e a amazona ganhou a atenção de quase todos. Sem se incomodar, a moça foi até um atendente, puxando a manga com tanta força que quase o derrubou. – Quero ver o dono. – disse em grego, mas o homem entendeu mesmo assim, assentindo e indo para outro recinto. Daisuke estava esperando que o dono do bar fosse um “Fritz” de bigode loiro e uma barriga grande usando uma armadura como a de seu pai, mas o que saiu com o atendente foi um rapaz de uns dezoito anos e físico esguio, com pele e cabelos brancos, os fios bagunçados, e olhos vermelhos (provavelmente era albino).


- Jakob! – Maya disse de forma tão séria que deu medo em Daisuke, atraindo o olhar do rapaz albino.

- Maya... – ele piscou confuso, fazendo o garoto mais novo achar que estava bebendo também, passando a mão pelos fios sem cor. – Já disse, me chama de Siegfried agora.

- Não tenho tempo para isso agora. – ela o cortou com exagerada frieza, mas Siegfried (ou Jakob) não se incomodou.

- Tá... Quem é o moleque aí? Não faz seu tipo, e disso eu sei bem. – piscou um dos olhos vermelhos e recuou quando Maya tentou lhe cegar com as unhas afiadas.

- Ele é o filho de Sayie, estamos aqui porque ele tem informações sobre o pai para o Grande Mestre, mas temos que passar pelas Doze Casas. Por isso precisamos de você. – ela disse a última parte com desgosto.

- Quem é esse cara, Maya? – Daisuke teve que interromper, tentando não aceitar a resposta mais lógica: aquele rapaz estranho e prepotente era um santo de ouro como seu pai.

- Siegfried de Capricórnio, protetor da Décima Casa. – o albino respondeu antes da amazona. – Mas eu realmente não quero voltar pro Santuário agora, é a primeira vez que eu consigo ficar fora tanto tempo e vou aproveitar antes que alguma coisa me arraste de volta.


Mas, como se fosse uma resposta ao albino, a porta se abriu com um chute que quase a atirou longe, revelando um outro rapaz da mesma idade, cabelos castanhos meio espetados e olhos azuis, irritado. De longe Daisuke já sentia seu cosmo, e de tão parecido com o do pai, só podia ser outro cavaleiro de ouro. Siegfried pareceu ter visto a própria morte diante dele.


- Tinham que mandar logo o Katsuo? – lamentou, deixando os ombros caírem quando o estranho se aproximou a passos decididos.

- Sieg, você tá fora há três meses! – o cavaleiro de ouro moreno, Katsuo, quase rugiu, apesar de ser mais baixo, parecia mais ameaçador.

- É que eu tava ocupado... – o albino ergueu as mãos e tentou justificar, embora ficasse claro que estava farreando todo o tempo naquele bar. Katsuo fechou a face e já ia responder quando Daisuke se meteu à sua frente, irritado.

- Ei, espera a sua vez, nós precisamos dele primeiro. – Siegfried o olhou como se fosse louco, Maya cobriu a face com a mão e Katsuo abaixou seus olhos para o jovem, mas em vez de responder, encostou o dedo em seu peito, concentrando parte do cosmo ali, fazendo o garoto voar e bater contra uma parede como se fosse atingido por uma força incrível. Daisuke perdeu o ar dos pulmões e caiu sentado, o outro avançando como se fosse atacar, até que Maya se colocou entre os dois.

- Katsuo, viemos pedir ajuda ao Siegfried para subir as Dozes Casas, então ele voltar com você só nos ajuda. – tentou controlar a situação, e conseguiu atenuar o humor do santo dourado.

- Que seja, mas controla aquele ali. – cedeu apontando para Daisuke com o queixo. Pela primeira vez em algum tempo, Siegfried se manifestou, frustrado.

- Ninguém aqui quer saber o que eu acho disso?


Os olhares irritados responderam-lhe.