Saint Seiya - Ragnarok - A saga de Asgard
1 Capítulo 1
A lenda nos diz que os cavaleiros aparecem sempre que as forças do mal tentam apoderar-se do mundo.
Numa era longínqua existia um grupo de jovens que protegiam Atena, a deusa da guerra, eles eram chamados de Cavaleiros de Atena e sempre combatiam sem armas.
Conta-se que com um movimento de mãos eles eram capazes de rasgar o céu, e com apenas um chute abriam fendas na terra.
Hoje um novo grupo de cavaleiros, com mesmo poder e idêntica coragem, chegou a terra.
Após uma feroz batalha através das doze casas do zodíaco, no Santuário, as quais eram protegidas pelos cavaleiros de ouro, considerados humanos com poderes similares ao dos deuses, Seiya, Shiryu, Hyoga e Shun encontravam-se desacordados, sob cuidados dos médicos da fundação Graad no Japão e sob proteção de dois dos cavaleiros de ouro sobreviventes, Aiolia, o cavaleiro de ouro da constelação de leão, e Aldebaran, o cavaleiro de ouro da constelação de touro.
Saori Kido, uma jovem de 13 anos de corpo magro e seios pequenos, com longos cabelos castanhos e olhos azuis como o mar, também reencarnação da deusa da guerra, Atena, encontrava-se sentada no grande e dourado trono localizado na sala do grande mestre no topo das doze casas. Segurava em sua mão direita Nike, a deusa da vitória, em forma de báculo dourado.
Ajoelhados na sua frente, encontravam-se cinco cavaleiros de bronze os quais foram convocados pela própria deusa.
— Jabu de unicórnio está aqui, senhorita Atena. — disse o jovem e magro cavaleiro de cabelos castanhos quase loiros e olhos de um verde bastante escuro, trajando uma armadura de brilho arroxeado.
— Estou aqui, Atena. — disse o cavaleiro que trajava a armadura de Hydra.
Seus olhos eram totalmente negros e sua pele bastante clara. Seu longo moicano grisalho caía além da metade das costas, dando a impressão de ser alguém bem mais velho, porém, era um jovem garoto de apenas 14 anos.
— Nachi de Lobo a suas ordens, deusa Atena. — apresentou-se o cavaleiro de bronze. Mantinha seu elmo abaixo de seu braço direito e sua cabeça abaixada, evitando olhar diretamente para a deusa em sinal de respeito. Sua armadura de uma cor que estava entre o verde escuro e o cinza cobria parte de suas pernas, peitoral e os ombros.
— Ban de leão menor está aqui, deusa Atena. — disse o cavaleiro de bronze enquanto tirava seu elmo de cor alaranjada.
— Geki de urso também está aqui, deusa Atena. — apresentou-se o mais forte, ao menos fisicamente, dos cavaleiros presentes. Seu enorme corpo era protegido pela sua armadura que emitia um maravilhoso brilho negro.
Atena levantou-se do trono e deu alguns passos.
— Desde que Seiya e os outros derrotaram Saga de Gêmeos na mortal batalha das doze casas, venho sentido um cosmo maligno tomando conta da constelação da ursa maior. — dizia a deusa com um leve ar de preocupação. — Acredito que algo esteja acontecendo em Asgard.
— Asgard? — questionou Jabu.
— Asgard é uma terra cercada pelo gelo e pela neve no extremo norte da Europa, a morada dos deuses nórdicos.
— E a senhorita deseja que averiguemos o que esta acontecendo? — perguntou o cavaleiro de Hydra.
— Sim. — respondeu Atena. — Por motivos de segurança, os cavaleiros de ouro sobreviventes, com exceção de Aldebaran e Aiolia que no momento estão no Japão, precisam continuar a proteger suas respectivas casas. — a deusa segurou o báculo com as duas mãos e o aproximou de seu rosto como quem fizesse uma oração. — Se pudesse, preferia que vocês, meus amados cavaleiros de bronze, não se envolvessem em qualquer perigo. Mas, como deusa protetora da terra, preciso protegê-la de qualquer ameaça que possa surgir.
— Não se preocupe. — disse de modo um tanto eufórico o cavaleiro de unicórnio, levantando-se. — Nós estamos aqui para servi-la.
Os demais cavaleiros de bronze balançaram suas cabeças positivamente, concordando com as palavras do amigo e companheiro de batalhas.
— Partiremos imediatamente. — afirmou o cavaleiro de lobo.
Atena agradeceu. Seus olhos brilhavam de forma encantadora enquanto um pequeno sorriso se formava em seu rosto.
Os demais cavaleiros de bronze reverenciaram a deusa, pediram licença e então saíram rumo às geladas terras de Asgard no extremo norte da Europa.
No mais alto monte de Asgard, ao norte, atrás do grande palácio de Valhalla, templo do deus Odin, frente a sua enorme estátua, encontravam-se dois jovens rapazes que aparentavam ter 17 anos. Com longos cabelos azulados e olhos de mesma cor, diferenciando-se somente por suas vestes, mantinham suas mãos erguidas em direção a estátua e chamavam pelo deus.
— Odin, senhor de Asgard. — dizia o rapaz da direita com vestes negras. — Nosso alimento está escasso, o frio está infernal e nosso povo sofre. Todos os dias pedimos ao senhor que nos ajude, porém nunca nos da uma resposta. Não precisamos de muito, apenas que a dor do nosso povo seja diminuída.
— Desde criança vivemos nesta terra congelada, mas nunca vimos o Sol e nem mesmo o azul do céu. — dizia o rapaz da esquerda com vestes brancas. — Sabemos que essa é a provação que o senhor nos ofereceu, porém, se existir uma forma de livrar nosso povo deste tormento, aceitaremos.
Esperaram por alguns segundos enquanto observavam a enorme e coberta de neve estátua de pedra e ouro de Odin que empunhava uma grande espada com sua lâmina voltada para baixo.
Ao perceberem que não teriam resposta alguma, abaixaram suas mãos. O rapaz de vestes negras reverenciou a estátua e então deu as costas, enquanto o de vestes brancas nem mesmo se deu ao trabalho, cerrando seu punho e dando as costas em um pequeno sinal de raiva.
— Calma irmão. — dizia o rapaz de vestes negras. — Odin pode não ter nos respondido hoje, mas com toda certeza responderá amanhã. — dizia de modo otimista.
— Estou farto de esperar, Hati. — dizia o rapaz de vestes brancas. — já faz anos que pedimos a ajuda de Odin, porém ele nunca nos responde. — afrouxou os punhos e então continuou. — Às vezes duvido de sua existência.
— Não diga isso, Skoll — exclamou. — É graças a nossa fé e ao poderoso Odin que ainda não morremos neste inferno de gelo.
— Então porque não morremos logo de uma vez? — gritou. — Seria melhor do que sofrer todos os dias até o resto de nossas vidas.
Nesse momento a enorme estátua tremeu, e no topo de sua cabeça podiam-se ver dois enormes brilhos, um preto e um branco.
— O que é aquilo? — questionou Skoll.
— Aquela é a resposta o deus Odin. — respondeu Hati. — Vamos até lá.
Neste mesmo momento, ao sul de Asgard, chegavam os cinco cavaleiros bronze.
— Mas que lugar frio. — resmungava o cavaleiro de hydra. — Desde a luta contra o Hyoga, estou meio que traumatizado quanto ao gelo.
— Você é muito mole, Ichi. — zombava o cavaleiro de urso. — Isso não passa de uma boa brisa.
— Se eu tivesse tanta gordura quanto você, também não sentiria frio algum. — respondeu o cavaleiro de hydra enquanto esfregava as mãos.
O cavaleiro de urso segurou Ichi pelos ombros e o sacudiu.
— Não é gordura. — retrucou. — São músculos, entendeu? Mús-cu-los!
Jabu estendeu sua mão e apontou para frente, mostrando aos outros o enorme palácio que se encontrava ao norte.
— Não temos tempo para perder aqui. — disse o cavaleiro de unicórnio. — Por algum motivo, sinto que devíamos ir até lá.
— Jabu tem razão. — concordou Nachi. — Não podemos perder tempo aqui.
Os outros cavaleiros balançaram suas cabeças positivamente, então partiram em direção norte, seguindo para Valhalla.
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