Saint Seiya - Painful Reality

11 Capítulo 11 - Um motivo.


Ouroboros se levantava a cada soco que Athos desferia contra ele, apesar de serem fortes o suficiente para estourar uma pequena montanha parecia que Menon era mais resistente do que o próprio ouro das doze grandes armaduras, sempre que Aldebaran parava socar o espectro, parecia que suas ferias se regeneravam, ele finalmente se interrompeu e se afastou.

- Do que sua pele é feita garoto? — Questionou ele.

- Não é minha pele, nem minha sapuris, a verdade é que meu cosmo encobre todo meu corpo, fazendo com que seus socos nada mais sejam do que picadas de pernilongos, é inútil tentar me derrotar com meros socos, aquele seu golpe... Chegou bem próximo de me fazer sentir dor, devo te parabenizar! — Ele tinha um sorriso sarcástico no rosto.

Jaden observava, mas não aguentava mais isso, queria entrar na luta, queria ajudar Athos, mas não podia, não podia ferir o orgulho dele e nem sua honra como protetor da Casa de Touro, ele cerrou os punhos.

- Senhor Athos! — Exclamou.

Ele se virou supreso.

- Senhor... não ligue para o que ele diz, apesar de tudo isso, tenho certeza que a pureza e a honra dos Cavaleiros de Atena são superiores á qualquer coisa que Hades faça! Se o cosmo vem de sentimentos, por favor, não se esqueça pelo o que você está lutando! Posso não saber o que é, mas isso lhe dará forças! Athos! -

Aldebaran riu, então apenas abriu um grande sorriso para Jaden.

- Eu estou tomando lições de alguém que eu ajudei a treinar... Me sinto patético! — Ele parou um por um tempo. — Ouroboros! Agora lutarei pelo o que mais prezo, agora lutarei pela minha familia! -

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Uma chuva pesada despencava sobre a cidade, um garoto andava tristemente, de cabeça baixa, sua cidade parecia grande e próspera, mas ele era ignorado por todos os que passavam com seus guardas-chuvas, lágrimas começaram a escorrer de seu rosto e ele caiu sentado em um beco, apesar de sentar em baixo de um local relativamente coberto, uma goteira caia bem em sua cabeça, ele olhou para cima e começou a pingar em sua testa e murmurou:

- Mamãe... Papai... — As lembranças daquele acidente vieram em sua cabeça, ao chegar em casa um certo dia viu que ela estava em chamas, seus pais haviam sido carbonizados, e ele viu ainda a tempo o corpo deles, queimados e sem vida, então começou a chorar mais ainda, quando de repente um homem veio em sua direção.

- Garoto, por que está chorando? —

- Porque não tenho ninguém que se importe com isso. -

O homem sorriu.

- Se não há ninguém que se importe com isso, por que vim te perguntar? —

O garoto parou por um instante.

- Onde estão seus pais? — Questionou o viajante.

- Mortos... — Disse com pesar, parecendo que choraria novamente, mas o homem levantou seu rosto e abriu um guarda-chuva.

- Não há por que chorar... Se não tem uma familia lhe darei uma! -

Os olhos do garoto se encheram de alegria.

- Como assim? — Disse sorrindo, esperançoso.

- Eu te treinarei, juntamente com outros que você poderá considerar como irmãos, então pretoegeremos aquela a quem você poderá chamar de mãe... E poderá me chamar de pai caso queira, o que acha? — Ele sorria com sinceridade, o garoto voltou a chorar, mas dessa vez de alegria.

- Me diga, qual seu nome? -

- Athos, senhor, apenas Athos. — Ele limpou as lágrimas. — Posso saber o seu? -

- Seiya. — Ele levantou o garoto, juntamente com si mesmo. — Seiya, apenas Seiya. -

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