Eis o mundo repleto de luz.

Atena ascendeu sua cosmo-energia e foi sentida por toda a extensão daquele Inferno em desolamento e destruição — seu cosmo terno e benevolente guardou seus santos guerreiros de serem tragados pela destruição. E foi com essa proteção que eles puderam, depois de tanto tempo isolados da luz do sol, e ironicamente lutando bravamente para que ele pudesse prevalecer, finalmente os Santos de Atena pisaram Terra acima para serem recebidos pela luz do dia.

A vista de um mundo repleto de luz.

Capítulo 1 — Reencontros

— Ele já está dormindo, então eu já vou me deitar também. Se precisarem de alguma coisa, por favor, me chamem. — e já ia saindo, como se apenas seguisse um roteiro qualquer.

— Você não precisa nos avisar de nada. — alertou a mulher.

— Sim, já dissemos para que se sinta em casa, não há necessidade.

— Está bem. — ela optou apenas por concordar, com a clara intenção de não levar aquela discussão mais adiante. Estava exausta. O rapaz levantou-se da cadeira e foi ter com ela; pôs a mão em seus ombros e sorriu de maneira leve.

— Tome um banho, durma bem. Tenho certeza que ele vai dormir até tarde. É até bem típico dele. — sorriu o rapaz tentando soar amigável. Ela não pôde corresponder o sorriso; ainda tinha uma expressão muito perdida, mas fez uma levíssima mesura (ao que o rapaz protestou levemente com um esgar) e então saiu do cômodo.

Ele fechou a porta e a voz feminina veio de trás novamente.

— Você acha que ela vai se lembrar?

— Ela se lembrou durante alguns momentos enquanto estávamos lutando no Elísios. — caminhou de volta ao encontro da garota, que estava apoiada no parapeito daquele escritório olhando para as árvores do jardim que balouçavam açoitadas pelo vento. — E foi o cosmo dele que fez com que ela se lembrasse. Eu acredito que uma hora ou outra ela vai se lembrar de tudo.

— Você é sempre tão otimista. — ele riu dela. — Por isso convenceu ela de que era por bem cuidar dele. Você acredita que uma hora o cosmo dele vai se manifestar e vai ajudá-la a recuperar a memória.

Ele não respondeu, mas seu semblante feliz e tranquilo denunciava que era exatamente como pensava.

— O Tatsume ainda quer te matar, você sabe, né? Ele quer porque quer levá-lo pra um hospital. Aliás, todos querem.

O garoto pensou que a doença do amigo não era uma que poderia ser tratada em uma clínica normal e, além do mais, a dona da mansão confiava nele. Ele finalmente olhou pra ela, em que perdeu-se naqueles olhos puros e então ensaiou sair.

— Boa noite, June.

A porta se fechou e junto dele saiu também uma lufada de vento de uma corrente que aproveitou-se do momento. June ficou sozinha naquela sala iluminada apenas pelos postes dos jardins e pela lua que tentava fugir das nuvens carregadas; olhava o corpo do gramado respondendo aos silvos do vento. Não estava sozinha, mas sorriu como podia e respondeu à noite.

— Se está assim preocupado com seu irmão, deveria visitá-lo de vez em quando.

Jogou a provocação para o jardim e saiu, deixando deliberadamente as janelas escancaradas como se fizesse um convite àquele observador invisível.

*****************************************************

O sol levanta-se na Grécia. E para aqueles que sabiam com precisão o perigo daquele eclipse de outrora, toda noite desde o evento era um tormento em que reinava a incerteza se haveria um dia para se acordar ou se para sempre dormiriam à noite para acordarem no escuro de uma madrugada eterna.

Mas não, dia após dia, a noite cor de uva arroseava com as horas e então raiava um sol límpido no horizonte aliviando os corações de quem dormia intranquilo. E assim foi, e assim ainda haveria de ser por um tempo — principalmente em Rodorio, vilarejo às proximidades do sagrado Santuário de Atena, em que a existência da deusa e seus Santos não era nenhum segredo, senão sua principal razão de existir. Sabiam os vilões da severidade daqueles enigmas e certamente sofriam quando seus destinos pendiam nos caprichos dos deuses, como havia sido com o Grande Eclipse.

Mas então há paz.

E todos os dias que o sol nasce, em todos esses dias está Saori Kido na ponta da rocha mais distante do vilarejo, aquela que beira o Mediterrâneo, para ver o sol nascer e pôr fim à sua própria angústia. E naquele dia não foi diferente; Saori levantou-se quando o céu ainda tinha o aspecto de uma uva escura, com a Via Láctea rasgando-lhe de ponta a ponta e as estrelas cintilando com força; levantou-se e, sozinha, caminhou Rodorio por completa até estar livre em sua pedra para olhar o sol nascer como sempre fazia.

E como sempre sabia, era natural que não estivesse sozinha afinal, embora Saori, ela ainda era a Deusa Atena. Aliás, mais do que nunca ela era a Deusa soberana da Terra e protetora do Santuário. Alguém estava ali também.

— O sol já está pra nascer. — disse ela sem olhar para sua guarda, apreciando a miríade de tons que descia do firmamento ao horizonte.

— Tem sido assim por todos esses dias, Atena. — respondeu uma voz de mulher.

— Shaina. Tire a máscara para poder ver melhor, Shaina. — convidou ela, deixando a Amazona de Serpentário até um pouco desconcertada. Ela tirou e manteve a máscara em mãos. Shaina e Saori viram o sol nascer como sempre faziam então.

Saori não pôde disfarçar um respiro aliviado ao ver o rosto do sol, assim como Shaina não pôde deixar de notar que Saori não estava exatamente completa e seu semblante guardava um certo pesar. Ela sabia muito bem o porquê.

"Seiya..." — pensou ela em seu íntimo, não sabia se apenas por sua Deusa ou se por ela própria.

— Vamos, Shaina.

Juntas, cruzaram as ruas de Rodorio em direção ao Santuário; a marcha de Atena era sempre acompanhada de algumas crianças que corriam ao redor dela, felizes, adultos que levantavam-se para seus afazeres matutinos, paravam o que estivessem a fazer para dirigir um olhar de agradecimento e uma mesura à garota que andava entre eles. E Saori era sempre muito gentil, embora morasse uma certa tristeza em seu coração, devolvia sorrisos e afagava as crianças que andavam ao redor dela.

Atena era adorada, mas não por ser uma Deusa, pois esse detalhe foi mantido em segredo dos aldeões; era sabido, no entanto, pela constante guarda de Shaina e de outros, que ela era alguém da mais alta importância, uns diziam que era uma princesa. Justamente por isso não era de se estranhar que fosse adorada, posto que vivia entre eles. Se apenas uma necessidade, já que seu Templo estava destruído, ou um capricho humilde de Saori, pouco importava aos aldeões; a bênção e o privilégio eram gigantes.

Ao chegarem, enfim, à quietude de alguns montes que antecediam o sopé da colina em que se levantavam, outrora, as Doze Casas do Zodíaco, Shaina percebeu claramente onde se apagou a alegria pública para o semblante conflitante de sua Deusa, por vezes aliviada, mas de olhos muito tristes.

Não tardou para estarem onde ela tão vivamente lembrava-se de ter sido alvejada pela flecha de Ptolemy, tão distante em sua lembrança; agora, era recebida por figuras que eram amigas e por quem ela tinha enorme carinho. Mesmo diante de tanta tristeza dentro de si, não pôde esconder a alegria de vê-los novamente.

— Hyoga! Kiki!

— Ah, Atena! — sorriu o menino Kiki.

— Saori. — também sorriu o Cavaleiro de Cisne sem sua sagrada armadura.

— Que bom vê-los aqui.

— Shiryu também deve estar aqui a qualquer momento. — disse Kiki.

— É verdade, Shiryu está nos Cinco Picos, e não deverá demorar.

— Não tem problema algum. Está tudo bem com você, Hyoga?

— Sim, Saori. — sorriu ele de volta, de certa maneira esquivo e a conversa morreu ali.

Sem que uma palavra fosse dita a mais, a naturalidade daquele encontro pareceu lhes conduzir de tal maneira que todos acabassem por olhar a colina subir dando uma parcial visão das Doze Casas, muitas delas destruídas pela investida recente dos Espectros.

Uma fila de homens entrava pelo portal carregando blocos cortados e pedras diversas. Pareciam carregar sem qualquer esforço.

— Eles não passam da primeira casa, a Casa de Áries. — comentou Shaina para eles. — Devem ter medo.

— As Casas do Zodíaco agora não passam de simples moradas, uma vez que os Cosmos daqueles que as protegiam infelizmente já não estão mais entre nós. — explicou Hyoga, mas Kiki adicionou.

— Tem razão Hyoga, mas não esqueça das Armaduras de Ouro.

— O quê?

— Sim. As Armaduras de Ouro protegem as Casas do Zodíaco quando seu dono não está presente. — alertou Shaina e Hyoga logo lembrou-se de que aquilo era realmente verdade; experimentaram esse evento ao chegarem na Casa de Sagitário, no que parecia ser uma longínqua batalha sem sentido contra os Cavaleiros de Ouro.

Shaina deu um passo adiante e colocou-se com respeito diante de Saori.

— Atena, eu realmente acredito que nós precisamos reerguer seu Santuário. Marin concorda também que...

— Você tem razão. — concordou ela de maneira leve, mas interrompida. — Infelizmente nada pode nos garantir que essa paz se estenderá por 200 dias ou 200 anos. E precisamos nos precaver para que menos pessoas precisem lutar ou derramar seu sangue por essa terra no futuro.

Kiki emudeceu lembrando-se de seu mestre, assim como Hyoga do seu. Quando na verdade, Saori pensava profundamente no seu Cavaleiro de Pégaso.

*****************************************************

A garota empurra Seiya pelo jardim da Mansão Kido; as rodas da cadeira tendo um pouco de dificuldade em avançar por um caminho de grama cuidadosamente traçado por entre as flores.

Havia dias que ela deixava-o observando o mar de cores adiante, onde a colina descia levemente para um campo de orquídeas; ela sentava-se na relva e deixava o vento bater contra seus cabelos e o rosto de Seiya. Ela sofria amargamente sozinha, pois não lembrava-se de absolutamente nada de sua infância, de sua vida, de quem era e por que estava ali.

Chamavam-na de Seika.

O nome, infelizmente, não lhe significava nada. Não soava como nada que pudesse ter ouvido ou que, melhor, pudesse fazer-se lembrar de nada. E havia esse garoto de cadeira de rodas de quem cuidava; embora os motivos pelos quais o cuidava, ela mesmo já não se lembrava tamanha era a ferida em sua mente.

Apenas sabia que precisava zelar por ele, e assim o fazia com perfeito esmero. Em seu estado são atual, Seika via-se espelhada nele; perguntava-se se ele, ao contrário dela, na verdade sabia exatamente do que lhe passava ao redor, do que as pessoas falavam, de seu passado, de sua vida, mas estava preso a um corpo catatônico, vegetal. Ela, por outro lado podia correr pelas campinas e escutar os cochicos dos quartos ao lados, mas estava presa à essa mente catatônica, que não lhe revelava absolutamente nada sobre quem era.

Ela travou a cadeira de Seiya e sentou-se ao seu lado como sempre fazia. Não demorou um segundo para um tufão tomar conta das flores, o matiz do campo escurecer brutalmente e ela ser arremessada junto do corpo de Seiya para cima e tombar e rolar pelas flores. Seu grito foi escutado por todos na mansão.

— Shun! — clamou June, já pulando o parapeito do segundo andar com uma urna nas mãos (sem tempo algum de colocá-la propriamente); atrás dela precipitou-se Shun, que caiu no gramado e foi direto até onde os dois haviam se afastado. Chegaram para ver Seika de um lado com dor e soluçando e Seiya de outro, imovível.

— O que aconteceu? — perguntou June imediatamente.

Seika apenas soluçava amedrontada sem saber nada sobre seu atacante, mas não demorou muito para que uma risada invadisse o jardim de um cosmo mal intencionado e alertasse a todos.

Revelaram-se enfim: cinco homens trajando Armaduras Negras evocando imagens mitológicas; suas vestes protegiam pouco do corpo e Shun, numa vista rápida, não pôde reconhecer nenhuma daquelas Armaduras; uma delas claramente assemelhava-se à armadura de Seiya, mas ele sabia que não se tratava da Armadura de Pégaso.

— Cavaleiros Negros? — perguntou-se ele. — Achei que tinham desaparecido com a Ilha da Rainha da Morte.

A resposta foi uma risada maléfica prolongada

— O Inferno está cuspindo de volta os seus piores elementos, graças à ajuda de Atena. — falou um homem com uma marca escura nos olhos e uma armadura que não assemelhava-se a nada. O homem não usava elmo e tinha os cabelos desarrumados no vento do jardim, sua voz e sorriso eram carregados de um veneno irônico.

— O quê quer dizer com isso?!

— Humpf. Pouco lhe interessa, vocês irão morrer aqui por terem destruído nossa Ilha. Vamos, cavaleiros, ataquem!

E os cinco Cavaleiros Negros partiram pra cima de June e Shun; um vento fortíssimo imediatamente tomou conta da dupla, protegendo os dois, enquanto June puxava o lacre de sua Urna de Pandora revelando o totem do Camaleão e o cosmo de bronze da Amazona. June levantou os braços como uma bailarina e, na ponta dos pés, recebeu sua armadura no corpo, estalando o chicote que lhe concedia a força.

Os Cavaleiros Negros, repelidos por essa barreira de vento, recuaram e viram-se imediatamente atacados por June, que saltou logo que a barreira amainou-se; o Chicote do Camaleão estalou e, desatento, um Cavaleiro cuja armadura assemelhava-se à um pássaro foi o primeiro a sofrer com a força de June. O chicote bateu-lhe no peitoral destruindo o metal negro que o protegia; o salto-robusto de bronze da Armadura de Camaleão vôou direto no queixo do Cavaleiro Negro. Outro deles, surpreendido, viu seus pés envoltos pelo mesmo chicote e tombou com a força da voadora; foi arrastado pela força de June até ela e, ao aproximar-se o suficiente, o pé direito da Camaleão cravou no seu estômago, vencido.

Ela olhou para os outros três, detendo-se especialmente naquele que tinha uma armadura equina e, sem desviar um cílio que fosse, colocou sua máscara de Amazona e chicoteou o chão, levantando terra.

Os três foram pra cima de June e Jango pra cima de Shun. Ele recuou, mantendo um olhar duro e apenas desviou das investidas do líder dos Cavaleiros Negros — não havia qualquer dificuldade. Vendo-se inefetivo, Jango estacou e fez seu cosmo obscuro queimar:

— Chamas do Inferno da Ilha da Rainha da Morte!

Um turbilhão de chamas incandescentes saiu de seu punho; antes que pudesse se defender, Shun notou brevemente uma energia familiar manifestando-se escondido, mas sem dificuldades ele apenas ascendeu seu cosmo arroseado com força e o fogo não chegou nem perto de seu corpo; apenas algumas chamas que se despregavam do turbilhão lambiam o rosto de Shun. Jango parecia fazer uma força imensurável.

— Como pode, ele nem sequer se moveu! — e fazendo uma enorme força física parecia tentar aumentar a potência de seu golpe, como se a efetividade dependesse de sua força e não de seu cosmo.

— Você deveria aproveitar a sua nova vida para fazer algo de útil, Jango. Mas eu já compreendi que há pessoas que simplesmente serão más e mesmo que eu não goste, eu precisarei lutar para que elas não prevaleçam.

E o cosmo de Shun aumentou de intensidade; despregou-se de seu corpo um sopro fortíssimo que varreu o turbilhão de fogo de Jango, reduzindo suas chamas a absolutamente nada. Jango estava chocado.

June fora arremessada contra uma parede próxima a ele, finalmente acertada; entraram no campo de visão de Shun outros dois Cavaleiros Negros, um claramente muito avariado, mas o outro ainda com sua vestimenta completa. Jango ordenou:

— Matem-no!

A Amazona de Camaleão já levantava-se para atacar, mas Shun estava decidido que a luta deveria encerrar-se: pôs-se em posição de luta finalmente e aumentou levemente os ventos de sua nebulosa. Foi o suficiente para que Jango e os últimos dois Cavaleiros Negros fossem ao céu tombando vencidos na grama do jardim. Os ventos cessaram. June arfou para perto dele — via que Shun não estava feliz; ela bem sabia o quanto ele não gostava de lutar.

Jango ainda lutava por sua vida e disse balbuciando:

— O Inferno está aberto. — riu com rouquidão, ferindo suas costelas avariadas a cada risada. — Vocês estarão perdidos!

E rindo acabou morrendo.

Um vento soprou no jardim e June foi imediatamente acudir Seika que ainda estava muito assustada; pôs de pé também a cadeira de Seiya e ele de volta ao seu lugar — absolutamente impassível com tudo que havia acontecido.

Shun estava sozinho olhando para um céu de fim de tarde e falou ao vento, como se falasse consigo mesmo:

— Saia das sombras, meu irmão. — sorriu finalmente o jovem Andrômeda.

June estacou por um instante e olhou para Shun e adiante e para os lados procurando por quem ele chamava; Ikki realmente apareceu do canto dos olhos de June, quase como se ele estivesse realmente escondido para sempre onde ela não poderia nunca ver. Tinha a expressão sempre severa.

— Você ia me ajudar novamente, não é, irmão?

— Não posso evitar Shun; eu sou seu irmão mais velho, afinal de contas. Mas a bem da verdade, talvez você nunca tenha precisado, não é? — Shun sorriu.

— Meu irmão.

Ikki esboçou outro sorriso, mas foi Shun quem continuou.

— Não há com o que se preocupar, Ikki. O espírito de Hades abandonou o meu corpo por completo.

— O quê!? — Ikki ficara surpreendido por Shun saber a real preocupação da Fênix, pois que Ikki sempre estivera de olho em seu irmão nunca lhe fora novidade, mas ele sabia que ultimamente a ave imortal estava muito mais presente do que costumava. — Shun…

— A batalha contra Hades está terminada, Ikki. Não há por que se preocupar comigo mais.

— Tem razão, Shun… No entanto… — Shun notou a severidade na expressão do irmão, algo mais o incomodava. Ele olhava para os corpos de Jango e os demais Cavaleiros Negros vencidos, a quem conhecia bem de seus tempos de treinamento.

— Desde que voltamos dos Campos Elíseos eu sinto uma turbulência muito grande, Shun. É como se o Inferno estivesse em ebulição, feito um vulcão. Eu temo que o que fizemos nos Campos Elíseos tenha consequências terríveis na Terra. — Shun olhou para os cadáveres também.

— Eles deveriam estar mortos.

Ikki não disse mais nada.

— Você precisa avisar Atena, Ikki. — e o irmão mais velho concordou silenciosamente.

Olharam-se felizes e entre os irmãos não havia a necessidade de mais nada, pois diziam muito apenas olhando-se além dos olhos. Ikki sorriu uma última vez e anunciou que partiria.

— Cuide bem dele, está bem?

— Pode deixar comigo. — respondeu June.

Notas finais
Próximo Capítulo: Os Cavaleiros de Bronze vão à Luta