Saint Seiya: O Vazio do Submundo / Parte 1

2 Os Cavaleiros de Bronze Vão à Luta


Saori levantou-se de uma cadeira antiga e apoiou-se no parapeito de um dos balcões que davam para uma das laterais das Doze Casas; era um trecho da Décima Terceira Morada, o Salão do Grande Mestre, que havia sido poupado da força destrutiva dos Espectros.

Olhando para onde ficava um Coliseu de batalhas e adiante onde se quedava a Acrópole, Saori ponderava. Próximos, Kiki, Hyoga, Shiryu e Shaina observavam-na processar aquela informação nova; Ikki apoiava-se em uma pilastra mais afastado do grupo.

— Será possível que os mortos poderão andar livremente entre os vivos?

— Não acho que seja isso, Hyoga. — respondeu Shiryu. — Quando estive no Yomotsu, os mortos não tinham qualquer controle sobre suas almas. Eles apenas caminham feito almas penadas para seu destino final.

Shiryu lembrava-se bem, por exemplo, do vulto de Hyoga caminhando entre os mortos, enquanto seu corpo fora aprisionado por Camus. Shaina continuou a conversa:

— É verdade. E foi Hades quem teve o poder para ressuscitar os Cavaleiros durante a Guerra; por vontade própria, eles jamais poderiam ter retornado.

— Mas agora Hades está vencido e, se bem me lembro, Saori destruiu o corpo original do Deus do Submundo. Talvez isso signifique que... — adicionou o Cavaleiro de Cisne.

— Sim. Há um vazio no Submundo.

Saori finalmente falou, ainda olhando o sol no horizonte bem do alto.

— Atena… — balbuciou Shaina, ela reconheceu no rosto de Saori o mesmo semblante de preocupação que via aparecer em sua Deusa em momentos aleatórios durante os dias, justamente quando ficava mais dispersa. Talvez já fosse algo que ela esperasse. E temesse. Finalmente ela anunciou, virando-se para todos:

— Há um vazio no Submundo. Ao derrotarmos Hades, devolvemos a luz a este mundo, mas também causamos a lenta destruição do Inferno.

Um misto silencioso de confusão instaurou-se no balcão.

— Não estamos falando do que é mais importante. — interrompeu Ikki, impaciente. — Sozinhos, esses cadáveres moribundos jamais poderiam deixar o Reino dos Mortos, por pior que ele esteja.

— Ikki tem razão. Alguém está por trás disso.

— Mas quem, Hyoga? — finalizou Shiryu.

Houve um silêncio tenso entre todos novamente. Seria possível que tão breve tivessem saído de uma sangrenta e terrível batalha contra os Deuses, teriam de entrar em uma outra mais? Mas não era exatamente esse o destino dos Santos de Atena, afinal de contas? Saori virou-se para observar a terra grega, justamente porque talvez adivinhasse essa triste sina de seus guerreiros.

— Ikki, você disse que foram atacados pelos Cavaleiros Negros no Japão; de onde será que eles vieram, afinal?

Foi quando uma voz diferente e conhecida fez-se ouvir no balcão; todos viraram para a entrada ainda fria sem a luz do dia. A silhueta de Marin foi tomando forma com a luz do sol. Estava sem sua armadura, mas mostrava sinais claros de cansaço e até alguns ferimentos leves.

— Marin! Aonde você esteve? — perguntou Shaina, preocupada. Ela desconversou e prosseguiu:

— Um Portão do Inferno levantou-se no Japão e é por lá que os Cavaleiros Negros vieram; há Portões aqui também na Grécia, e talvez outros espalhados pelo Mundo todo.

— Um Portão do Inferno? — perguntou Kiki, perdido.

— Lugares que os humanos acreditam levar direto ao Inferno. — respondeu Ikki, que provavelmente treinou próximo a um deles.

— Sim, esses Portões brotaram da Terra e qualquer um que os atravesse irá ao Mundo dos Mortos livremente, mas não poderá nunca retornar.

— Então como pode ser que os Cavaleiros Negros vieram ao mundo dos vivos? — perguntou Hyoga.

— Como eu disse, não estamos falando do mais importante e óbvio.

— Ikki?

Todos olharam para ele, não era exatamente como se ele soubesse muito mais, mas todos concordavam que ele tinha um ponto a ser considerado: alguém estava por trás daquilo.

— Precisamos destruir esses Portões o quanto antes!

— Tem razão, Hyoga. Se destruirmos, não haverá mais por onde os mortos chegarem à terra. Até agora apenas os Cavaleiros Negros ressuscitaram; se demorarmos mais, não podemos saber que tipo de males poderão voltar do Mundo dos Mortos. — pareciam combinados e prontos, mas Marin interrompeu novamente.

— Esperem!

— O quê?! — repetiram em uníssono.

— Não há necessidade de irem.

— O que está dizendo Marin?! Devemos partir o quanto antes! — vociferou Hyoga.

— Já enviei alguém para que cuide disso. — e virou-se para Saori especificamente. — Atena… Eles estão prontos.

Todos ficaram sem entender nada, mas Saori esboçou um leve sorriso, acompanhado de um largo sorriso de Ikki:

— Essa eu quero ver.

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O Monte Osore levanta-se diante de um lago, cuja praia carrega um tom amarelado sulfuroso correndo por entre seus pedregulhos e levantando um cheiro de morte. A própria lava vulcânica faz borbulhar certos quadrados daquela água sulfurosa do lago. Se normalmente o local atrai a curiosidade de visitantes (e até abriga algumas termas medicinais, muito por crendices antigas do povo vizinho) naquela manhã japonesa o local estava absolutamente inabitado.

E estava assim havia dias, desde que estranhos fenômenos começaram a ser relatados: um odor mais forte que o normal, as borbulhas de lava mais abundantes, os roncos das pedras profundas ainda mais presentes e, sobretudo, os uivos de lamentadores os quais os aldeões mais próximos atribuíam ao choro dos que já se foram.

Se em uma margem do lago ficava o Templo, de outro levantava-se o monte. E dentro de um de seus vales, um corpo foi arremessado com força, seu grito ecoando no ar foi somente cerrado quando espatifou-se contra a pedra, quebrando-lhe a vestimenta negra ornamentada de correntes de ébano. Ainda vivo, o Cavaleiro Negro viu perfeitamente como seu atacante saltou e ascendeu seu cosmo azulino para mostrar o universo acima dele. Seu ataque final desceu fulminante com um grito que reverberou nas paredes do vale.

— O Unicórnio Galopa!

Destruiu a Armadura Negra, sangrou o oponente, obliterou a pedra e venceu a batalha.

— Fácil demais. — e correu para dentro da montanha, o Cavaleiro de Unicórnio.

Não muito longe dali, erguia-se um Pégaso Negro desafiado pelo Urso de Bronze; ele saltou de uma pedra destruída por Geki, girou no ar e desferiu seu punho:

— Meteoro Negro!!!

"Humpf, eu consigo ver seu golpe facilmente."

Geki urrou quando a chuva finalizou e correu com força para onde Pégaso Negro pousaria de seu vôo; Pégaso viu que o Urso ia em sua direção, mas com a certeza de que Geki era lento, o Cavaleiro Negro cometeu um erro gravíssimo e apenas esperou seu oponente chegar próximo. Próximo demais, no entanto, a presença física cobriu os espaços de esquiva do Cavaleiro Negro e ele se viu enforcado por um dos braços de Geki, que continuou correndo com o corpo de seu oponente arrastando-se no chão até que ele deliberadamente o deixasse chocar-se com violência contra um paredão de pedra.

Aproveitando-se do impulso, Geki girou e atingiu o rosto do Pégaso Negro com intensidade assustadora usando a parte de fora de seu outro braço; o elmo negro repartiu-se e o Cavaleiro caiu vencido.

— Eu já vi meteoros muito mais rápidos, Pégaso Negro. Volte para o Inferno! — bradou um Geki já retirando-se de sua batalha.

Escutando os urros dos vencidos e os cosmos que iam se extinguindo, Ichi riu de seu oponente.

— Parece que alguns de seus amigos já estão voltando ao Inferno; se você se apressar, consegue se juntar a eles.

— Como ainda pode se gabar! Será que não percebe que está completamente paralisado? — comentou o Cisne Negro.

De fato, Ichi estava preso na cruz negra da técnica do Cisne; tanto os pés como as mãos estavam presos pelo cristal de gelo negro, mas seu ar de deboche parecia simplesmente não desaparecer. Ainda que em desvantagem, ele sorria.

— Mas será possível? Acabarei com você de uma vez por todas!

O Cisne Negro brandiu seu cosmo e flocos de neve negras começaram a precipitar-se naquela clareira em que estavam. Ichi encarava uma derrota fácil diante de seu oponente, mas o Cisne Negro pareceu cambalear e perder a concentração por um instante. Tanto que seu cosmo amainou e ele teve de se recompor.

— O que será que está acontecendo? — a isso, Ichi reagiu com graça.

— Agora já é tarde demais, seu idiota, o veneno da Hidra penetrou em seu sistema nervoso e tudo que você pode fazer agora é agonizar uma morte lenta!

— Mas… como? Isso não é possível. Em nenhum momento você conseguiu me atingir, isso é impossível!

Ichi ria.

— Você me prendeu nesses cristais justamente pelos pés e pelas mãos, há veneno de Hidra por toda essa cruz; o seu cosmo faz com que lindos flocos de neve negra caiam do céu. Mas essa precipitação é uma armadilha terrível, Cisne Negro, pois basta um floco de neve sair dessa cruz em que estou e tocar a sua pele e então está pronto. Primeiro uma tontura, mas então o corpo começa a arder nos locais que o veneno tocou, o sangue vai queimar a partir daquele ponto e te levará à uma espécie de febre delirante. E, por fim, seu sistema nervoso será tão atacado que você terá desejado ter sido decapitado a sofrer os terrores do veneno da Hidra!

E, nesse ponto, a neve que o prendia já estava tão diluída em seu próprio veneno que, aos poucos, ela foi se dissolvendo e finalmente libertando Ichi de sua prisão; o veneno tocando o solo liberou uma fumaça, como se tocasse uma chapa quente. Cisne Negro já estava delirando no chão. Ichi tocou em partida e só mais longe ouviu o grito desesperado de quem morria lentamente com o veneno trancando seu coração.

— O Uivo Mortal!

— Espírito Diabólico!

Chocaram-se no ar Nachi e a Fênix Negra. Pousaram um de cada lado, de costas um para o outro, sem que pudessem se olhar. De um lado, Nachi estava absolutamente tranquilo, enquanto uma gigantesca Fênix Negra abraçava-o, arranhava-o e bicava de maneira terrível o vazio de seus olhos, os quais o pássaro já mastigara; e diante desse pavor, Nachi portava-se absolutamente impassível, como se a nada lhe despertasse qualquer dor ou reação. De outro, a Fênix Negra finalmente cambaleou e caiu vencida. A ilusão amainou-se e Nachi seguiu monte adentro onde estreitava-se o caminho de uma caverna.

Nesta mesma caverna, mergulhado em uma escuridão intransponível, Ban de Leão Menor caminhava com muito cuidado, pois não podia ver absolutamente nada naquele breu. Seus passos vacilantes eram sua forma de ver, aferindo o terreno e guiando-se tão somente por uma luz muitíssimo no fim da caverna; certamente duas coisas: a saída e seu destino.

Sua marcha lenta foi abruptamente interrompida por um balaço que o atingiu no baço vindo do lado esquerdo, arremessando-o longe de onde estava. Ban levantou-se completamente desnorteado. Não tinha costas para nada, estava no que parecia ser um lugar aberto. Sabia que estava sendo atacado, achava baixo, mas não esperava honra de seus adversários, principalmente quando esses haviam fugido do Inferno.

— Quem está aí? Revele-se!

Ninguém respondeu. O silêncio imperou por meio minuto, durante o qual o cavaleiro de Leão Menor estava absolutamente tenso. E, então, foi novamente atacado, agora por trás. Ban tentou contra-atacar mas, surpreendido dessa maneira, não poderia fazer nada a não ser gastar o esforço de um golpe; então pensou duas vezes. Queimou seu cosmo incendiante e a sua aura conseguiu iluminar ao menos alguns palmos de seu lugar; pouco adiantava seguir marchando, ele sabia que seria novamente atacado.

E foi.

Centésimos antes de ser atingido, pôde ver a silhueta de seu atacante desferindo um poderoso soco em seu estômago, fazendo-o recuar consideravelmente; tentando adivinhar a rota de fuga daquele cavaleiro desonrado, Ban desferiu um punho de fogo que viajou iluminando seus arredores, mas não atingiu absolutamente nada.

A risada tornou-se perceptível.

— Está com medo?! Porque não luta como homem? — perguntou Ban ao vazio, e ninguém respondeu. Nem mesmo a risada sarcástica.

Enraivecido com a falta de resposta, ou honra, Ban desferiu vários punhos de fogo em várias direções diferentes. A voz de seu atacante finalmente se fez ouvir em outra forma além do riso contido.

— Estamos em uma caverna vulcânica. Sugiro que tome cuidado com seu fogo, Cavaleiro de Bronze. — Ban respondeu imediatamente com um esgar.

— É tão horrível o Inferno a que você foi mandado que morre tanto de medo de voltar pra lá novamente?

Não houve resposta, e Ban repetiu seus punhos de fogo de maneira incansável para todas as direções novamente; e seu oponente estava correto, alguns bancos de enxofre inflamaram-se e outros até ensaiaram um começo de explosão.

— Não adianta, jamais me acertará, e tudo que vai conseguir é cavar um túmulo para si próprio. — respondeu o Cavaleiro Negro, mas Ban reparou algo ainda mais perturbador.

— Já entendi… — comentou muito mais para si do que para seu oponente.

— Está pronto para morrer, Cavaleiro de Bronze?

— Shiryu não tinha me dito que o Dragão Negro era cego. — comentou Ban, desdenhando da ameaça.

— O que você disse?

O Dragão Negro revelou-se graças à luz de muitas chamas espalhadas pela caverna, e embora não fosse nítido e claro como o dia, era possível ver a silhueta da Armadura de Dragão Negro graças ao fogo que fulgurava contra o metal escuro. Ele estava estacado longe das chamas, simplesmente parado.

— Na verdade, Shiryu me disse que o Dragão Negro morreu de forma honrada acreditando novamente no valor da amizade. É uma pena ver que você mudou de ideia apenas para que pudesse viver novamente, Dragão Negro. Mas não tem com o que se preocupar, eu vou garantir que você volte ao Inferno para que possa refletir um pouco mais!

E o cosmo de Ban inflamou-se. Sua voz ecoou por todo aquele lugar com fúria:

— Bombardeio do Leão Menor!

E seu corpo disparou feito um foguete envolto em chamas para atingir o Dragão Negro em cheio que, sem a vantagem da escuridão, não era um brilhante guerreiro, e ele sucumbiu facilmente às chamas de Leão Menor.

Moribundo no chão, respirando os últimos segundos de ar, ele ainda chamou a atenção de Ban tentando falar-lhe com muita dificuldade:

— Você… você disse que, que meu irmão arrependeu-se antes de morrer.

— O quê? Então você…

— É verdade? É verdade aquilo que você disse? — repetiu ele com dificuldade, e Ban respondeu a ele já quase de saída.

— Sim. O Dragão Negro salvou a vida de Shiryu, não fosse por ele o Dragão hoje estaria morto.

E Ban deixou-o sozinho no escuro; iluminado apenas pelas tochas artificiais criadas pelo conflito. Aquele Dragão Negro pareceu refletir nos poucos momentos de vida que tinha e respirou fundo ao ver os demais passarem por ele sem nem ao menos darem-se ao trabalho de checarem se estava vencido mesmo.

— Ah, irmão. Ao menos terei a eternidade para me desculpar com você.

E morreu sozinho.

Mais adiante, sob a luz das chamas que dançavam naquela caverna, os demais alcançaram Ban finalmente. Ichi comentou em deboche:

— Dá pra acreditar que esses caras deram trabalho pros outros? Quase mataram o Seiya e o Shiryu! Hein, Geki?

— Não fale asneiras, Ichi…

— Nós é que estamos lutando muito melhor, nosso treinamento fez com que os cosmos aflorassem ainda mais. — comentou um Nachi interessado.

— Vamos deixar de conversa e destruir logo o Portão que é pelo que estamos aqui. — anunciou Jabu.

Todos concordaram e finalmente seguiram a caverna escurecida até o ponto de saída em seu final.

Emergiram da escuridão os cinco Cavaleiros de Bronze recebidos pela luz de um dia branco, de certa forma até triste. Suas armaduras estavam muito danificadas ainda, mas eram sem dúvidas eles: Jabu de Unicórnio, Ichi de Hidra, Nachi de Lobo, Ban de Leão Menor e Geki de Urso.

Imediatamente após essa saída, existia um local pequeno, ao ar livre, mas que não oferecia fuga para nenhum dos lados, e o único jeito de retornar era justamente pela caverna que vieram. Neste local, havia um Portão. Entreaberto.

Era maciço e imponente, causava uma grande impressão e até operava uma sensação opressiva que os deixou agoniados em um primeiro momento. Todo de bronze, aquele portão levantava-se a quase seis metros de altura e esticava-se por outros quatro; abria-se em dois e naquele momento deixava escapar um ar mórbido de dentro. Sem dúvidas parecia que qualquer visitante desavisado encontraria a morte cruzando aquele limiar.

Haviam espalhadas por toda a superfície desse grande portão figuras humanas esculpidas no bronze maciço. Centenas delas nas mais variadas poses, algumas sofrendo, outras lamentando, uma pensava e outras tantas cenas dantescas eram representadas. Acima do portão, apenas a figura de três pessoas unidas.

— Não há dúvidas de que eles vieram daqui. — comentou Nachi.

— Tanto faz.

E Jabu fez seu cosmo elevar-se e desferiu um incrível soco na base desse portão, fazendo ele cintilar por um instante e cegando a todos que estavam por perto por causa da luz emitida; o som da energia batendo contra o bronze foi gigantesco e ecoou nas paredes dos vales próximos. Quando a luz diminuiu, Jabu estava ainda com o punho contra o Portão, mas ele permanecia completamente inteiro.

— Jabu!

As mãos de Jabu sangravam por causa do impacto, ainda que sua armadura estivesse intacta.

— Humpf, deixe comigo que o Leão Menor vai conseguir destruir esse Portão.

— Não seja tolo, Ban. Não podemos perder tempo; o melhor é que façamos isso todos juntos de uma vez.

— Ahn? Geki.

Geki já tinha sua cosmo-energia brilhando ao máximo.

— Certo. — comentou Nachi e também fez o lobo aparecer atrás de si evocando seu universo.

Jabu, Ichi e Ban seguiram os dois e concordaram, com apenas um queimar de cosmo, que aquela era realmente a melhor ideia. E foi dessa forma que, unindo suas cosmo-energia e vontade, os Cavaleiros de Bronze desferiram um punho de energia cada, o que foi suficiente para criar um impacto, trazendo abaixo o grande portão de Bronze. O Portão ainda deixou escapar um último lamento dos mortos que ansiavam por deixar o Inferno, como seu próprio último suspiro.

Quando a poeira e os cosmos baixaram, foi Ichi quem falou.

— Conseguimos!

— Certo. Agora faltam mais três. — disse Ban, e foi Jabu quem os inflamou de vez.

— Então vamos!

E foram.

Notas finais
No próximo capítulo: O Levantar de Inimigos do Passado