[Sala de Música — Castelo de Hades — Alemanha]

— Senhorita Pandora! — Disse um soldado esqueleto abrindo a porta do salão.

— O que houve?

— Os cavaleiros revividos chegaram e estão solicitando uma audiência com o senhor Hades! Eles alegam estar com o corpo de Atena!

— O quê, o corpo de Atena!? Então é verdade mesmo o que o Zelos contou!? Atena está morta!?

— O que devemos fazer?

— Traga-os imediatamente para cá. Eu mesma irei recebê-los.

— Sim senhora! — Respondeu o soldado esqueleto saindo do salão.

— Veremos se Atena está mesmo morta…

Momentos depois.

Camus, Shura e Saga adentram o salão de música onde Pandora estava.

— Não é à toa que vocês já foram cavaleiros de ouro, aqueles considerados a elite do Santuário.

Saga toma a frente, ele estava segurando um manto branco nos braços, o manto estava enrolado no que parecia ser um corpo. Camus e Shura se ajoelharam, um de cada lado.

— Eu devo parabenizá-los, conseguiram matar Atena em menos de doze horas e não só isso, ainda trouxeram o corpo dela como prêmio. Devem ter se esforçado ao máximo, já que se não o fizessem as vidas temporárias que o senhor Hades concedeu teriam sido em vão. Agora, deixe-me ver o corpo de Atena.

— Antes disso… — Falou Saga através do cosmo.

— O que houve Saga?

— Antes de entregarmos o corpo de Atena… gostaria de saber se o senhor Hades vai mesmo nos dar a vida eterna.

— Ora, mas que pergunta tola. É claro que ele dará! O Imperador Hades é uma pessoa de bom coração e de princípios! Ele não é do tipo que conta mentiras, então podem ficar tranquilos.

— Entendo… o senhor Hades está neste castelo ou…

— Sim, ele está no castelo. Porque?

— Então nesse caso queremos mostrar o corpo de Atena diretamente a ele.

— Mostrar diretamente a ele? Não, não é necessário. Não se esqueçam que o imperador Hades é um deus e ele não irá se mostrar diante de meros mortais como vocês. Basta que eu veja o corpo de Atena! Vamos, me mostre agora mesmo!

Saga ajoelhou e colocou o manto no chão.

— O que estão esperando!? Vamos! Me mostre de uma vez! — Mas Saga nada fez. — Zelos!

— Sim, senhorita? — Coaxou o espectro entrando no salão.

— Arranque esse manto e revele o corpo de Atena!

— Sim! Senhorita, tem algo muito suspeito nesses três, a senhorita não deve baixar a guarda! Vamos ver o que eles estão tramando!

Zelos puxa o manto e revela que na verdade ele estava vazio.

— O que!? Aqui só tem sangue! De quem é?

— Ora, de quem mais senão de Atena…

— Onde está o corpo de Atena!? Esse sangue não prova nada!

— Quem sabe… o corpo dela simplesmente desapareceu no meio do caminho…

— O quê!? Como isso é possível!?

— Como ousa falar assim!? Isso é um desrespeito com a senhorita Pandora! — Coaxou Zelo partindo pra cima de Saga que apenas abaixou a cabeça quando uma rajada de ar frio passou ao lado do seu corpo e atingiu o espectro, o jogando contra a parede rachando-a e a congelando.

Nisso Shura desaparece e surge atrás de Pandora, posicionando a sua mão ao lado do pescoço dela. Pandora que estava sentada se levanta calmamente.

— Como deve saber, no meu punho reside o poder da lendária Excalibur. Se fizer qualquer movimento perderá a cabeça.

— Mesmo sendo nossa inimiga, você não é uma combatente, então não gostaria de derramar seu sangue em vão… por isso se quiser que sua cabeça continue grudada no seu pescoço nos leve até Hades!

— O que pretendem fazer quando encontrarem com o imperador Hades?

— Exterminá-lo é óbvio!

— Essa sempre foi nossa vontade!

— Estou muito admirada com vocês, cavaleiros de Atena. Quer dizer que tudo o que fizeram até agora, todo o sangue que foi derramado era apenas para nos enganar?

Os três ficam em silêncio.

— Devo parabenizá-los por irem tão longe. — O salão começa a ficar iluminado. — Mas vocês não estão se esquecendo de algo muito importante?

Shura, Camus e Saga sentem uma tontura muito forte, ficam sem forças e vão ao chão.

— Seus tolos! Vocês só puderam chegar até aqui graças a vida temporária que meu imperador lhes concedeu! Aqueles que esquecem da sua benevolência caem no mais profundo do inferno e sofreram eternamente!

— Argh… o que aconteceu!?

— A pouca força que restava no meu corpo desapareceu…

— O que foi que você fez!?

— Eu? Eu não fiz nada. Olhem pra cima.

Os três renegados olham com dificuldade pra cima e veem uma claraboia.

— E-eu não entendo…

— Vocês foram banhados pelos primeiros raios de sol que entraram por essa claraboia. As doze horas de vida temporária que o senhor Hades lhes concedeu acabaram de terminar!

— Urgh… não pode ser…

— Argh… estávamos tão perto…

— O que foi? Porque estão lamentando? Deixe-me perguntar, por acaso não temem voltar ao mundo dos mortos?

— Nã-não… fizemos tudo isso por Atena…

— Faríamos qualquer coisa para proteger a justiça…

— Não importa o tamanho do sofrimento que nos aguarda…

— Pois somos cavaleiros de Atena! — Disse o trio em coro.

— Entendo, mesmo mortos vocês não esqueceram da sua missão… ou da sua honra… mas se vocês cooperarem comigo eu posso pedir pro senhor Hades prolongar suas vidas por mais um pouco… me respondam, onde está Atena!? Ela deveria estar morta! Onde ela está!?

— Mesmo sendo uma deusa…

— Atena possui um corpo humano…

— E o único lugar que humanos mortos vão é para o mundo dos mortos, não é?

— Malditos, vão ficar brincando comigo!? — Pandora passa o dedo indicador na sua harpa e os três renegados são envolvidos por uma cosmo energia ameaçadora. Pandora move o dedo mais uma vez e os três começam a se contorcer de dor.

— Urgh… Não estamos mentindo!

— Espera… Então se o que disseram é verdade… Talvez Atena tenha escolhido morrer para ir ao mundo dos mortos… — Pandora arregala os olhos espantada. — Nã-não me diga que ela pretende destruir nosso exército pessoalmente!? — Pandora fica congelada por alguns segundos, ela estava aterrorizada com a atitude de Atena, mas em seguida se recompõe. — Mensageiro!

Das sombras surgiu um soldado esqueleto, ele avança e se ajoelha diante de Pandora.

— Estou aqui, senhorita! Em que posso lhe ajudar?

— Vamos abandonar o Castelo imediatamente e seguir para o mundo dos mortos! Transmita minhas ordens a todos no castelo. Devemos voltar o quanto antes para o inferno.

— Agora mesmo, senhorita! — Disse o esqueleto saindo da sala de música.

— Sinto muito Saga, mas as coisas não vão acontecer do jeito que Atena quer! — Bradou Pandora deixando os três para trás.


[Em Algum Lugar do Castelo]

— Pobres coitados! Não sabem onde estão tentando se infiltrar!? Essa é a fortaleza do imperador Hades! — Disse Radhamanthys para Milo, Aiolia e Mu que estavam caídos na sua frente.

— Urgh… im-impossível…

— Co-como ele conseguiu derrubar nós três…

— Argh… precisamos… reagir…

— Senhor Radhamanthys! — Disse um soldado esqueleto se aproximando e se ajoelhando.

— O que foi? Não vê que estou ocupado cuidando de alguns ratos…

— Os espectros que estão no castelo devem voltar para o mundo dos mortos imediatamente! Essa foi a ordem da senhorita Pandora! Iremos abandonar este castelo, é melhor o senhor se apressar…

— Entendi… vou apenas acabar com esses ratos… ou melhor, com essas ratazanas de ouro…

— Urgh… é o que veremos… — Disse Aiolia se levantando.

— Soube que os cavaleiros revividos chegaram no castelo trazendo o corpo de Atena… vocês os seguiram, não é? Mas vocês apenas caminharam em direção a sua ruína! Pois eu, Radhamanthys de Wyvern, um dos três juízes do inferno, estou aqui!

— Então você é um dos grandes juízes do inferno? Ainda que faça parte da elite do exército de Hades, não é possível que nem três cavaleiros de ouro sejam capazes derrotá-lo! Eu não acredito nisso!

Aiolia partiu pra cima de Radhamanthys com uma poderosa sequência de socos, entretanto, o espectro de Wyvern desviou sem problemas dos socos. O semblante blasé do espectro demonstrava que ele não estava dando a mínima para o ataque do dourado.

— Quantas vezes vão tentar me atacar até entender que para mim, seus golpes não passam de uma picada de mosquito! — Disse o juiz segurando o Leão pelo pescoço e o lançando pra cima.

— Maldito! Vou acabar com você com minha Agulha Escarlate! — Bradou Milo se levantando e avançando contra o espectro.

O dourado disparou todas as suas quinze agulhas contra Radhamanthys, mas todas foram ineficazes. Enquanto isso, Aiolia despencava no chão batendo a cabeça.

— Nã-não pode ser… nenhuma das minhas agulhas conseguiu perfurar o corpo dele!?

Radhmanthys avança e aplica um gancho no queixo de Milo o jogando para cima.

Mu se levanta, estica a palma da mão direita e tenta paralisar o espectro, mas Radhamanthys facilmente se liberta das amarras telecinéticas do ariano.

— Como conseguiu se livrar tão fácil assim da minha telecinese!?

Milo cai próximo de Mu e bate a cabeça no chão.

— Quando vocês vão entender que nada podem contra mim?

— Não vamos desistir! Revolução Estelar! — Mu levantou seu braço esquerdo para cima com a palma da mão aberta, e criou várias esferas de cosmo que brilham como estrelas, o dourado então move a mão na direção do Wyvern e as estrelas descem do céu como estrelas cadentes.

Radhamanthys projeta suas asas para frente formando um escudo que bloqueia facilmente o ataque de Mu e ao abrir as asas desfaz todo o ataque.

— Maldito! Nós viemos aqui com uma missão… — Disse Aiolia se aproximando de Mu.

— E só vamos parar quando a cumprirmos! — Disse Milo se levantando.

— Tolos, ratazanas como vocês não tem poder para realizar nada! Sumam de uma vez! *Maximum Destruction! — Radhamanthys abriu os braços horizontalmente, abriu suas grandes asas negras e disparou várias ondas cósmicas que se propagaram por todos os lados destruindo tudo ao seu redor.

Muralha de Cristal! — Bradou Mu criando sua parede invisível para bloquear o ataque, mas foi em vão, a parede foi completamente destruída e os três foram lançados longe pela força do golpe.

— Vou lhes dizer uma coisa. Existe uma barreira criada pelo imperador Hades que envolve todo esse castelo, por isso qualquer inimigo que adentre nosso território perde grande parte da sua força. — Disse Radhamanthys caminhando na direção dos três dourados. — Em outras palavras, agora vocês não tem nem um décimo do seu verdadeiro poder. Mas não se enganem! Mesmo que vocês pudessem usar todo o seu poder, nenhum de vocês seria páreo para mim!

O Wyvern pega Aiolia pelo pé, depois pega Mu e Milo e saí os arrastando pelo chão até uma das entradas para a gruta que havia no castelo, era um lugar sombrio e húmido, a energía caótica que emanava de lá dava calafrios.

Depois de alguns minutos eles chegam em um grande buraco, não era possível ver seu fundo, um sentimento de desespero brotou no coração dos três dourados, algo que eles nunca sentiram.

— Este é o buraco que leva ao mundo dos mortos, semelhante ao buraco da colina do Yomotsu Hirasaka e quem adentra nele sem a proteção do senhor Hades morre imediatamente. Não preciso nem me dar ao trabalho de matar vocês, vou jogá-los vivos aqui!

Radhamanthys joga Aiolia.

— Aiolia! Não!

— Urgh! Seu maldito!

— Sofram eternamente sendo jogados vivos no mundo dos mortos! — O espectro lança Milo e Mu dentro do buraco. — Com isso os últimos cavaleiros de ouro foram eliminados! Se eu tivesse sido enviado ao Santuário desde o princípio esta batalha já teria sido encerrada! Eu teria eliminado o exército de Atena da mesma forma como estou fazendo agora!


[De Volta a Sala de Música]

— Estou com muito frio desde que você me atacou! Meu corpo está congelando! Seu maldito! — Gritou Zelos pisando em cima de Camus. — Seu maldito! Vai pagar caro pelo o que me fez!

— O que está fazendo Zelos?

— Ah, senhor Radhamanthys?

- Achei que você seria um dos primeiros a abandonar o castelo e voltar para o mundo dos mortos. O que está fazendo aqui?

— Eu estava dando uma última punição a estes ingratos!

— Não perca seu tempo com coisas inúteis! Logo eles vão se tornar cinzas e desaparecer!

— Eu sei… mas esse ruivinho aqui me acertou um golpe… — Explicou Zelos chutando a cabeça de Camus. — Mesmo que ele vire cinzas, não vou perdoá-lo!

— Hã? O que é isto!? — Diz Radhamanthys surpreso. — Tem vários cosmos se aproximando rapidamente daqui! Quem pode ser?

Neste momento, os quatro cavaleiros de bronze entram pela claraboia.

Zelos toma um susto e cai sentado.

— Quem são vocês!? — Perguntou Radhamanthys.

— Somos cavaleiros de Atena! — Bradou Seiya. — Viemos acabar com todos vocês!

— Quem vocês pensam que são, hein!? Como ousam me assustar assim!? Vão pagar caro por isso! — Gritou Zelos.

— E o que você vai fazer hein, bixo feio?

— Ora seu… você vai ver só!

Zelos começou a chutar Camus novamente.

— Mais que desgraçado!

— Mestre Camus!

— Tome isto! E mais isto! Vejam bem o que acontece com que me enfurece!

Pó de Diamante! — Uma poderosa rajada de ar frio chocou-se em Zelo o arremessando contra a parede congelando-o nela.

— Mestre Camus! — Correu Hyoga na direção do Aquariano que sorriu carinhosamente para o pupilo e estendeu sua mão na direção dele.

— Shura! — Correu Shiryu na direção do dourado.

— Saga! — Gritou Seiya indo junto com June para acudir o geminiano.

Mas quando Hyoga tentou abraçar Camus, seu corpo começou a se desfazer em cinzas.

— Lembre-se da sua missão… Proteger o amor e a justiça acima de qualquer coisa… — Disse o dourado antes de desaparecer.

O mesmo aconteceu com Shura e Saga.

— Nunca se esqueça Shiryu, no seu braço direito encontra-se o meu legado, a Excalibur. Use-a para proteger a justiça! — Disse Shura sorrindo enquanto desaparecia.

— Não fui capaz de deixar nada para vocês… nem como homem e nem como cavaleiro de ouro… mas ao menos… ao menos herdem… — Disse Saga sumindo entre os braços de Seiya.

— Sim, nós vamos herdar as suas almas…

— Vamos herdar a sua força de vontade…

— Jamais nos esqueceremos deste sacrifício…

— Lembraremos que nesta era houveram cavaleiros de ouro que defenderam a justiça mesmo após a morte!

Zelos eleva o seu cosmo e quebra o gelo que o prendia.

— Aaaah, desta vez meu corpo foi mesmo parcialmente congelado por esse loirinho maldito… Droga! Mas isso não vai ficar assim!

— Hunf… que perda de tempo… — Disse Radhamanthys virando as costas e indo embora.

— Pra onde o senhor está indo? — Perguntou Zelos preocupado.

— A senhorita Pandora ordenou que todos os espectros do castelo voltassem para o mundo dos mortos… temos que nos apressar!

— Mas e esses moleques fanfarrões!?

— Pelo que parecem não passam de meras crianças… não perca seu tempo! Deixe-os aí!

— Não diga besteiras, senhor Radhamanthys! — Gritou Zelos. — Não vou deixar que eles saiam ilesos depois de me atacarem!

— Bem, faça o que quiser… — Disse o juíz indo embora.

— Tudo bem… o senhor não precisa intervir. Eu vou me livrar dessas pestes sozinho! Venham! Podem vir os quatros me atacar! Eu não ligo! Podem vir!

— Quero ver se aguenta… — Disse Seiya, mas Hyoga tomou a frente do grupo.

— Vou lhe dizer uma coisa… aquele estava chutando era meu mestre…

— Hein!? Fala mais alto que não tô ouvindo! Homens de verdade tem que falar alto! Assim como eu, ó! — Gritou Zelos.

Hyoga avançou e acertou um gancho no estômago de Zelos, lançando em seguida seu Pó de Diamante. O espectro sobe rapidamente, bate no teto e cai, ao se chocar com o chão, as partes da sua sapuris que foram congeladas pelo golpe de Hyoga se quebram.

— Aaah, que frio! O ar congelante dele está mais forte do que antes…

Hyoga se põe diante de Zelos.

— O que estava dizendo antes mesmo? Aquele ruivinho atrevido era o quê seu?

— Camus, meu mestre.

— Seu mestre? Então é por isso que você também usa ar frio… sendo atacado desse jeito vou pegar um resfriado…

Zelos se levanta e vai atrás de Radhamanthys que ainda não tinha deixado o salão.

— Humm, com licença senhor Radhamanthys, o senhor pode me ajudar um pouco? Acho que vou ficar resfriado…

— Zelos, como você costuma dizer, a senhorita Pandora mesmo calma é uma pessoa assustadora… não quero provocar a sua ira chegando atrasado. Estou indo.

— Mas hein!?

— Lembre-se, não foi você mesmo que disse que não ligava de enfrentar os quatros de uma vez?

— Urgh… Então nesse caso não vou mais ser bonzinho… Eu, Zelos de Sapo, a estrela terrestre da estranheza, atacarei com toda a minha força! Morram! *Lot Veayokamtech!

Zelo dá um pulo e sobe até chegar na claraboia e depois desce com os dois pés esticados envoltos em cosmo na direção de Hyoga.

— Mestre Camus… dedico a você este ataque! Execução Aurora!

O ataque supremo de Hyoga atinge Zelos, o contendo, o espectro ainda tenta em vão avançar, mas é completamente engolido pela rajada de ar frio, ele se choca com a parede que foi completamente congelada e a atravessa, sua sapuris foi completamente destruída.

— Ei! Para onde está indo? Agora é sua vez grandalhão! — Gritou Seiya apontando para o juíz.

— Minha vez de quê?

— Não me venha com essa! É sua vez de ser derrotado!

— Espere Seiya! — Bradou Shiryu segurando o amigo pelo ombro. — Você já deve ter percebido. O cosmo dele não é normal! Se você se descuidar vai acabar morrendo!

— Esse cosmo é gigantesco, agressivo e beligerante… Estou tensa só de estar diante dele… — Disse June.

— É, nem mesmo os cavaleiros de ouro ou os marinas possuíam um cosmo assim… — Disse Hyoga.

— Talvez nenhum de nós possa ganhar dele… — Finalizou Shiryu.

— Vou dizer uma coisa à vocês… — Disse Radhamanthys se virando na direção dos bronzeados. — Nem mesmo se fossem cem de vocês conseguiriam me vencer!

— Como é!?

— Isso mesmo! Nem mesmo os cavaleiros de ouro, dito os mais poderosos entre vocês conseguiram me derrotar. Nem o Leão, o Carneiro e o Escorpião lutando juntos puderam comigo. Eu mesmo joguei eles vivos no buraco que leva ao mundo dos mortos!

— O quê!?

— Não pode ser!

— Quer dizer que o Mu, o Aiolia e o Milo…

— Seu madito! Eu não acredito nisso!

— Eles devem estar sofrendo com uma dor agonizante… ainda mais que os outros cavaleiros que morreram…

— Tsc… eu vou acabar com a sua raça! — Bradou Seiya tomando a frente e elevando o cosmo.

— Humm, espere, tem algo estranho acontecendo aqui… eles não deveriam ter conseguido derrotar o Zelos tão facilmente… Como essas crianças estão conseguindo se mover tão livremente? A barreira que o imperador Hades criou usando sua vontade divina protege todo o castelo, todos os inimigos que adentrarem a barreira teriam seus cosmos selados e não poderiam usar nem um décimo do seu verdadeiro poder… E por isso até mesmo os cavaleiros de ouro foram derrotados daquela forma… hã… não me diga que eles receberam proteção divina? — Pensou Radhamanthys.

— Tome isso! — Bradou Seiya avançando contra o espectro, atacando com uma sequência de socos, mas o juíz esquivou de todos e tentou acertar um soco no bronzeando, mas ele saltou para trás, esquivando-se.

— Muleque! Acha mesmo que tem alguma chance?

— Mu, Aiolia e Milo, derrotados? Eu não posso acreditar nisso, mas se for mesmo verdade agora eu tenho mais motivos pra acabar com você! Não vou permitir que Hades domine a terra! O mundo jamais será coberto pelas suas trevas!

— Muito bem, eu já me decidi! Vou acabar com os quatro aqui mesmo!

— Antes disso você vai abrir caminho pra gente chegar no mundo dos mortos! — Disse Seiya avançando novamente.

— Seiya! Cuidado!

Nesse momento Seiya é atingido por uma rajada cósmica e vai ao chão.

— Quem foi que atacou o Seiya!?

— Hehe, fui eu. — Disse um espectro surgindo diante do juíz. — Senhor Radhamanthys não precisa se dar ao trabalho de eliminar esses cavaleiros insignificantes.

— Ainda está aqui, Valentine!?

— Sim, senhor. E eu não estou sozinho. — De repente um grupo com vários espectros surgiram na sala. — Nós que lhe servimos diretamente, jamais teríamos nos movimentado sem sua permissão, mesmo se nossas vidas estivessem em risco!

— E Minos e Aiacos?

— Os senhores Minos e Aiacos já voltaram com suas principais tropas para o mundo dos mortos.

— Certo! Então vocês também devem voltar! Não podemos ficar atrás daqueles dois!

— Sim senhor! — Disseram os espectros em coro.

— Esperem! — Gritou Seiya se levantando. — Eu já disse que quero que vocês nos levem para o mundo dos mortos!

— Deixe que nós cuidemos deles. O senhor pode partir tranquilo para o mundo dos mortos.

— Espere Radhamanthys! — Seiya avançou preparando um soco, mas foi impedido por Valentine que o segurou pelo braço.

— Você não demonstra nenhum respeito pelo nosso mestre. Mas fique você sabendo que ele, juntamente com o senhor Minos e o senhor Aiacos, é um juíz do inferno… Um dos cargos de maior destaque do mundo dos mortos, o imperador Hades deposita total confiança nele e em seu poder. E por isso que você não conseguiria nem se aproximar dos pés dele.

— Como é!? — Disse o bronzeado tentando se desvencilhar das garras do espectro.

— É isso mesmo! Ponha-se no seu lugar! — Respondeu Valentine arremessando Seiya para o alto.

— Seiya! — Gritou Shiryu.

— Aonde pensa que vai? Nós vamos cuidar de vocês! — Disse um dos espectros que acompanhavam Valentine atacando Shiryu, outros dois atacam June e Hyoga os derrubando.

– Viu senhor Radhamanthys, o senhor não precisa se preocupar com esses ratinhos… pode ir na frente. — Comentou Valentine.

— Humm… será que me enganei… não, não pode ser… essas crianças foram abençoadas pelo poder divino, provavelmente foi Atena… e neste caso não seria mais prudente eliminá-los agora mesmo? Antes que representem alguma ameaça para nós… — Pensou o juíz.

— O que foi senhor Radhamanthys? Aconteceu alguma coisa? Não me diga que está preocupado com esses reles cavaleiros? — Perguntou Valentine.

— É uma desconfiança… talvez esses cavaleiros se tornem um empecilho para nós…

— Não se preocupe, vamos eliminá-los imediatamente senhor Radhamanthys!

— Is-isso não vai acontecer! Eu já disse, vocês vão nos mostrar o caminho para o mundo dos mortos… — Disse Seiya se levantando.

— Seu idiota… quando eu te matar, você vai conhecer o muno dos mortos! — Bradou Valentine avançando.

— Espere Valentine, se ele quer tanto conhecer o mundo dos mortos eu vou mostrar o caminho!

O juiz caminhou pela sala como se estivesse procurando por algo e ele vai até o centro da sala, eleva seu cosmo que de forma feroz toma conta da sala e soca o chão com o seu punho, em seguida um enorme buraco surgiu, era profundo, escuro e com uma energia sinistra que emanava dele.

— Ao fundo desse buraco se encontra a entrada para o mundo dos mortos, se querem tanto ir, basta pular, mas saibam que apenas aqueles que gozam da proteção de Hades chegaram vivos no inferno… Muito bem, vamos indo, não quero ficar atrás das tropas de Minos e de Aiacos! — Disse Radhamanthys saltando para dentro do buraco, os outros espectros também pularam, Valentine e outros dois se aproximaram das bordas.

— Esperem! Urgh! Não vou deixar você ir embora!

— O senhor Radhamanthys parecia preocupado com o que vocês poderiam fazer, mas eu acho um exagero da parte dele, de qualquer forma não temos mais tempo para perder aqui. Se querem mesmo nos enfrentar, que avancem até o mundo dos mortos… Eu sou Valentine de Harpia, a estrela celeste do clamor!

— Eu sou Queen de Alraune, a estrela celeste demoníaca! — Disse o espectro que tinha atacado a June.

— Eu sou Sylphid de Basilisco, a estrela celeste da perspicácia! — Disse o espectro que tinha atacado o Hyoga.

— Eu sou Gordon de Minotauro, a estrela celeste do cárcere! — Disse o espectro que tinha atacado o Shiryu.

— Estaremos à espera de vocês… isso se conseguirem chegar com vida, hahah. — Disse Valentine pulando no buraco junto com os outros três.

— Esperem! Vocês não vão fugir! — Gritou Seiya elevando o cosmo e pulando, ele se agarrou em Valentine.

— Idiota! O que pensa que está fazendo!?

— Não podemos deixar que vocês escapem! Vocês serão os nossos guias até o mundo dos mortos!

— Todos sumiram… as suas presenças estão desaparecendo nas trevas… — Disse June.

— Pelo visto este buraco leva mesmo para o inferno… — Disse Shiryu.

— Não temos escolha! Vamos pular também! — Disse Hyoga.

— Esperem! — Disse uma voz ecoando no salão. — Se pularem agora irão morrer!

Os três bronzeados se entreolham e ficam sem saber o que fazer.

Duas estrelas cadentes atravessam a claraboia e aterrissam no salão.

— Se avançarem imprudentemente só estarão jogando suas vidas fora. — Disse uma voz de dentro da estrela cadente.

— Quem é esse que está usando a armadura de Libra? — Perguntou June quando a luz cessou.

— Espere… essa voz… Mestre Ancião!?


Notas finais
Mais um capítulo pronto, espero que gostem. Nesse novo arco devo criar mais cenas novas e novas batalhas para os personagens. É o que eu espero, haha. *Lot Veayokamtech - Na Enciclopédia é nomeada uma técnica para Zelos, mas não tem descrição. Seria o Jumping Smash, apenas tentei adaptar para o Khmer que é o idioma do Camboja, onde Zelos nasceu. *Maximum Destruction - No anime o golpe Destruição Máxima é mostrado sendo executado de três formas diferentes, então usei para uma dessas versões para criar um golpe novo. Agradeço aos leitores que aqui chegaram e até o próximo capítulo ^^