[Santuário de Atena]

— O fato de Atena estar cantando para a humanidade e seus cavaleiros é a prova que não devemos abandonar a esperança. — Disse Shaka.

— Verdade! Precisamos confiar nos cavaleiros de bronze. — Disse Aldebaran.

— Vejam, outro cosmo poderoso está acumulando-se na casa de Aquário. — Disse Milo.

— Não me diga que assim como Aioros… — Falou Aioria.

De repente um meteoro saiu da casa de Aquário.

— Isso mesmo Aioria, a vontade de Camus de lutar pela justiça ainda prevalece em sua armadura mesmo após a sua morte. Obrigado meu amigo. Va ajudar os cavaleiros de bronze.


[Templo de Poseidon]

— Shina, porque? Porque está sempre me protegendo? E-eu… eu não mereço Shina… — Falou Seiya com os olhos marejados.

— Não se importe comigo Seiya… — Disse Shina com um sorriso de canto de boca. — Como eu disse… você é a nossa única esperança… você precisa acabar com as ambições de Poseidon. — Shina coloca a mão nas costas e arranca a flecha dourada.

— Nã-não Shina! O que está fazendo!? Desse jeito vai abrir a ferida!

— Vamos, não temos tempo a perder! Dispare a flecha contra Poseidon mais uma vez! Se ela voltar contra você novamente eu servirei de escudo! Então atire a flecha quantas vezes for necessário! Isso é tudo o que posso fazer pra lhe ajudar… agora, vamos, atire! — Shina abraça o corpo de Seiya.

— Se atirar a flecha vai perfurar o corpo desta mulher, e diferente de você ela não está usando uma armadura de ouro. Vai mesmo sacrificar seus próprios companheiros? — Perguntou Julian.

— Tsc… Como a Shina disse… essa flecha é a nossa única esperança de deter seus planos! Tome isso! — Seiya disparou a flecha dourada contra Julian.

Os olhos de Julian brilharam novamente e a flecha dourada gira no ar, Seiya gira o corpo e inverte a situação.

— Desculpa Shina… não posso deixar você se sacrificar por mim…

— Mas… Seiya…

Entretanto, a flecha não atinge as costas de Seiya, mas sim o peito de Shiryu.

— Shiryu! — Gritou Seiya.

— Urgh… A Shina tem razão Seiya, a única coisa que podemos fazer é nos tornamos seu escudo.

— Isso mesmo… não vou deixar a Shina se sacrificar sozinha… — Disse Jabu se aproximando.

— Até você Jabu… — Falou Seiya comovido.

— Nós seremos seu escudo Seiya, por isso continue atirando! — Falou Shina.

— Isso mesmo Seiya, não perca a esperança! — Disse Hyoga entrando no salão junto de Mii e Kiki.

Shiryu tirou a flecha do peito e todos se aproximaram e ficaram ao redor de Seiya.

— Vamos Seiya! Atire com determinação! Assim, nem os ogros e nem os Deuses ficaram em seu caminho! — Disse Shiryu.

— Seiya, suas flechas voltavam porque o seu cosmo não era o suficiente para afrontar o de Poseidon, mas desta vez vamos todos colocar nossos cosmos nessa flecha dourada. — Disse Hyoga.

— Está bem… eu vou tomar suas vidas emprestadas… mas se alguém morrer por causa dessa flecha, eu me recuso a continuar vivendo! — Disse Seiya.

— Eu lhe asseguro, alguém vai acabar morrendo com esse disparo. Mas se isso não lhe incomoda, pode disparar. — Disse Julian.

— Se fosse só eu, não teria problema… mas todos os outros estão cansados e feridos… por favor, flecha dourada, flecha de Sagitário… não retorne… desta vez perfure o corpo de Poseidon… — Clamou Seiya. — Vá flecha dourada! E não volte mais!

Seiya disparou contra Julian e os olhos de Julian brilharam novamente, porém a flecha não o obedeceu, pois os cosmos combinados de todos conseguiram se opor à vontade de Julian, a flecha avançou e acertou o elmo de Julian, o arrancando.

— Is-isso! Nós conseguimos acertar Poseidon! — Gritou Seiya eufórico.

Julian começou a agir estranho, enquanto um filete de sangue escorria da sua testa. — On-onde estou? O que estou fazendo aqui?

— Ele está agindo estranho… — Comentou Shina.

— E a ferida foi profunda? — Perguntou Kiki.

— Não, foi apenas um arranhão. — Respondeu Seiya.

— Mas aquilo é sangue… Isso quer dizer… — Falou Mii.

— Isso quer dizer que mesmo sendo um deus, seu corpo ainda é mortal! — Disse Hyoga.

— Como eu vim parar aqui? Foi aquela mulher… foi ela que me trouxe… e depois disso não consigo me lembrar… o que eu estava fazendo? — Se perguntava Julian completamente confuso.

— O que está havendo? O cosmo gigantesco que emanava de Poseidon está desaparecendo. — Comentou Shiryu.

— É como se ele estivesse voltando a ser um humano normal. — Disse Mii.

— Ele parece estar em choque, acho que podemos passar… — Disse Shina.

— Certo pessoal! Vamos aproveitar essa chance! — Gritou Seiya.

— Quem sou eu… quem sou… minha mente esta confusa… e aos poucos parece estar sumindo… mas eu posso escutar… posso escutar o barulho das ondas do mar… porém parece que o som vem de dentro de mim… — Pensava Julian enquanto os cavaleiros passavam ao seu lado.

— Passamos! — Gritou Kiki.

— O Suporte Principal está logo à nossa frente! Continuem correndo! — Gritou Seiya.

O Tridente Dourado começa a ressoar e os olhos de Julian começam a ficar opacos. Ele vai até o Tridente e o pega.

— Eu sou um Deus… o Deus dos mares, não sou!? — Pensou Julian que em seguida aponta o Tridente na direção dos cavaleiros e lança um ataque pegando todos de surpresa e os derrubando.

— Urgh… maldito Poseidon! — Gemeu Shina. — Ele já voltou a si?

— O cosmo de Poseidon está voltando a crescer! — Falou Mii.

— Não… tem algo diferente… não parece ser o mesmo de antes… — Falou Seiya.

— Seiya avance para o Suporte Principal, eu vou deter Poseidon! — Disse Hyoga se levantando.

— Não Hyoga, desse jeito você vai morrer! — Disse Seiya também se levantando. — Graças a armadura de ouro eu posso lutar!

— Você não pode parar agora, Seiya! O Suporte Principal está bem à sua frente! — Disse Jabu.

— Não temos tempo pra isso, lá vem outro ataque! — Disse Hyoga.

Julian lançou outro ataque e Hyoga se lançou para detê-lo, mas foi inútil, o ataque superou o poder do bronzeado e ainda destruiu completamente a armadura de Cisne.

— Urgh… Se-seiya… o que ainda está fazendo aqui? — Perguntou Hyoga se levantando. — Não se importe comigo, já dissemos que seremos seu escudo… não vou desistir, mesmo que eu morra! Agora avance e vá salvar Atena!

Julian lança outro ataque e Hyoga se joga na frente mais uma vez.

— Hyogaaa! Não faça isso! — Gritou Seiya.

Nesse momento um meteoro dourado se choca com o ataque desferido por Julian, protegendo a todos.

— Mas o que!? Essa é a armadura de ouro de Aquário! Ela nos protegeu! — A armadura se desmonta e veste o corpo de Hyoga.

— Hyoga… isso quer dizer… — Falou Seiya.

— Sim… parece que meu mestre Camus também irá nos emprestar a sua força! Agora vá! Eu vou segurá-lo aqui! Vá pro Suporte Principal e salve Atena!

— Hyoga… se você lutar sozinho, mesmo com uma armadura de ouro você vai morrer! — Exclamou Seiya.

— Não temos escolha! — Respondeu Hyoga. — Pó de Diamante!

O Tridente de Poseidon brilhou e o ataque voltou contra Hyoga o derrubando.

— É inútil atacá-lo dessa maneira, foi o mesmo com a flecha dourada! — Explicou Shiryu se levantando.

— Eu sei, mas temos que fazer ele recuar, nem que seja um pouco. Vamos Seiya, aproveite a chance que vou criar e salve Atena! Mestre Camus, Armadura de Aquário… me emprestem a sua força! Execução Aurora!

Julian moveu seu tridente lançando um ataque que conteve o ar frio do bronzeado quase o anulando por completo, o que sobrou estava sendo empurrado de volta para o bronzeado.

— O tridente conteve o ar frio do Hyoga e o está empurrando de volta! Vamos ser atingidos pelo ar frio junto com a força do tridente! — Falou Seiya.

No momento que o ataque ia acertar Hyoga e Seiya um escudo dourado surge bloqueando o ataque.

— Shiryu!? — Exclamou Seiya surpreso.

— Mas esse é o Escudo de Libra!? — Disse Hyoga também surpreso.

— A urna de libra se abriu sozinha e o escudo voou até a minha mão. — Nesse momento a armadura de libra se desmontou por completo e vestiu o corpo de Shiryu. — Mestre Ancião, o senhor também quer nos ajudar, não é? Aceitarei de bom grado o poder de libra.

— Incrível, os três estão usando armaduras de ouro. — Disse Jabu se levantando.

— Agora podemos ter alguma chance, temos que reunir nossas forças e atacá-lo juntos. — Disse Hyoga.

— Isso mesmo! Uma flecha sozinha pode ser parada, mas três juntas jamais serão quebradas! — Disse Shiryu.

— Mesmo que não possamos derrotá-lo, pelo menos o faremos recuar! — Disse Hyoga.

— E nesse momento salvaremos Atena! — Disse Seiya.

— Exatamente! Essa pode ser a nossa única chance, precisamos atacar com tudo o que temos! — Falou Shiryu.

— Vamos la! Queime meu cosmo! Meteoro de Pegasus!

— Ascenda aos céus dragão! Cólera do Dragão!

— Dance Cisne! Execução Aurora!

— Que nossos cosmos se tornem uma flecha e derrote Poseidon! — Gritou Seiya.

— Tolos humanos… — Sussurrou Julian. Ele brandiu o Tridente Dourado contra o ataque combinado, contudo, o poder dos três juntos foi capaz de sobrepujar o de Julian o derrubando!

— Nós conseguimos! — Gritou Seiya. — Agora é a nossa chance!

— Vamos salvar Atena! — Gritou Hyoga.

Todos saem correndo em direção ao Grande Suporte Principal e se reúnem diante dele. O báculo de Atena começa a ressoar e Mii o crava no chão, a intensidade do cosmo de Atena aumenta e sua canção fica mais potente.

— E agora? — Perguntou Kiki.

— Vamos todos ataca-lo! — Disse Seiya. — Vamos derruba-lo a qualquer custo!


[Pilar do Atlântico Norte]

— Se quer tanto assim saber, eu vou lhe dizer! Mas prepare-se pra se desesperar!

— Vamos Kanon, me diga de uma vez! — Gritou Ikki.

— A ânfora está lá! — Disse Kanon apontando pro Grande Suporte Principal.

— O que você está querendo dizer? — Questionou Sorento.

— Exatamente o que parece! — Respondeu ele.

— Está me dizendo que a ânfora está junto com Atena!? — Perguntou Ikki.

— Exatamente! Agora você entende? Hahahahah — Riu Kanon, mas seu semblante confuso não condizia com aquela risada.

— Mas que maldição! — Praguejou Ikki.

— O que você esperava? Jamais eu ia deixar um objeto tão poderoso solto por aí. O Grande Suporte Principal é o local mais impenetrável do Santuário Submarino! Tudo está acabado!

Ikki virou as costas pra Kanon.

— Onde pensa que vai? — Questionou Kanon.

— Eu disse que só precisava perguntar uma coisa pra você. Não há mais motivos pra lutar contra alguém como você. — Respondeu Ikki.

— Eu não posso permitir que você use a Ânfora de Atena, Fênix! — Disse Sorento. — Vocês dois sofreram com a minha Sinfonia da Morte!

Sorento voltou a tocar a sua flauta e Kanon voltou a gritar de dor e sofrimento, Ikki começou a sentir seu corpo pesado e suas forças indo embora. Mas neste momento a canção de Atena interpelou a música de Sorento.

— A canção de Atena está anulando a minha melodia. — Disse Sorento assombrado com o poder de Atena.

Kanon parou de gritar e Ikki começou a voltar ao normal, a canção não estava apenas anulando a técnica de Sorento, ela estava salvando aqueles dois e o próprio Sorento foi tocado fazendo-o parar de tocar.

Ikki olhou para Sorento que abaixou a sua flauta, Ikki agradeceu silenciosamente acenando com a cabeça e foi embora.

— Atena salvou a sua vida, Kanon. — Disse Sorento se aproximando.

— O que!? Não fale bobagens! — Disse Kanon se levantando.

— Você deve ter sentido o cosmo gigantesco de Atena atenuando os seus ferimentos. Não negue isso.

— Não devo nada a ela!

— Como você, eu também não queria acreditar. Quando eu a encontrei pela primeira vez fiquei aterrorizado, mas não pelo seu cosmo hostil, foi pelo inacreditável amor que ela transmitia. Eu não queria acreditar, porque se eu reconhecesse esse grande amor, então a purificação da terra e tudo o que nós Marinas estávamos tentando realizar, seria em vão, não?

— Na-não pode ser… o que você está dizendo… — Disse Kanon surpreso em ouvir aquilo.

— Atena verdadeiramente decidiu se sacrificar por toda a humanidade… Como não podemos reconhecer esse grande amor? O seu cosmo caloroso me tocou novamente… e te tocou também, não foi?

— Urgh… Atena… — Kanon cai de joelhos.

— Atena ainda acredita na humanidade… Ela acredita tanto que esta arriscando a vida por isso… talvez a terra não seja completamente corrupta como nós pensamos…

Sorento vira as costas pra Kanon.

— Você parou de sofrer com a minha técnica porque Atena não só interferiu, mas acredito que ela expurgou a maldade que habitava o seu coração… e se ainda assim você não quiser acreditar no grande amor de Atena, tudo bem… eu vou aguardar o fim desta batalha para decidir o que fazer… sugiro que faça o mesmo Kanon… até breve… — Disse Sorento indo embora.

Kanon continuou de joelhos, a chuva forte castigava o seu corpo, parecia que estava limpando as feridas e o sangue dele, ele estava completamente confuso, mas seu coração estava mais leve e sendo reconfortado pela canção de Atena.


[Templo Principal]

O ataque combinado dos cavaleiros se mostrou inútil diante do Grande Suporte Principal.

— Droga! Nem nosso ataque combinado fez um arranhão nele. — Disse Jabu.

— Se afastem! Eu vou usar o Escudo de Libra! — Bradou Shiryu. — Ele lançou o escudo contra o Suporte, mas o escudo trincou e foi rebatido contra Shiryu o derrubando.

— Agora é minha vez! Shiryu, me empreste uma das armas de Libra! — Disse Hyoga, Shiryu se levantou e entregou a Tonfa.

Hyoga partiu pra cima do Grande Suporte, mas seu ataque foi refletido e ele foi jogado ao chão.

— Isso é insano demais! Todos os outros pilares foram destruídos graças às armas de libra… Será que as armas de libra são inúteis contra ele? — Questionou Seiya.

— Não podemos desistir agora, ainda restam outras armas pra usarmos. — Disse Shiryu.

— Isso mesmo! Vamos fazer um ataque em conjunto! — Disse Hyoga.

— Certo! — Disse Shiryu que entregou a Espada para Hyoga, a Barra Tripla para Seiya e ele ficou com o Tridente.

— Vamos, o nosso tempo está se esgotando! Vamos atacar juntos! — Bradou Hyoga.

— Isso! Nós conseguimos derrotar Poseidon unindo nossos cosmos! — Bradou Seiya.

— Não importa o quanto sólido seja o Grande Suporte, tem que haver uma forma de destruí-lo! — Bradou Shiryu.

— Vamos lá! Desmorone Suporte Principal! — Gritou Seiya e os três atacaram juntos.

Mas o ataque foi inútil, o Suporte Principal repeliu a investida dos cavaleiros de bronze e eles foram derrubados.

— Urgh… não adianta… mesmo com nosso ataque combinado não conseguimos sequer arranhá-lo. — Gemeu Seiya.

— Grr… Nem mesmo com o uso das armas de libra… conseguimos algo… — Gemeu Hyoga.

— Argh… Será que é simplesmente impossível destruir o Suporte Principal? — Gemeu Shiryu.

— Tsc… estávamos tão perto… — Lamentou Hyoga.

— Acho que não vamos conseguir salvar Atena… — Disse Shiryu.

— Ainda podemos sentir o cosmo de Atena… não podemos desistir! O mundo será destruído se cair nas mãos de Poseidon! Nós cavaleiros precisamos proteger o mundo e Atena! Não juramos que íamos tira-la do Suporte Principal mesmo que custasse as nossas vidas?

— Seiya… não me diga que você… — Disse Shiryu se levantando.

— Shiryu, Hyoga, quero que usem seus golpes para me lançar contra o Suporte Principal.

— Não! Isso vai te matar! — Falou Shiryu.

— Se fizer isso, vai ficar em pedaços quando se chocar contra o Suporte Principal! — Disse Hyoga.

— Isso mesmo! Veja como ficaram as armas de libra! Se fizer isso com o seu próprio corpo vai morrer! — Disse Shiryu.

— Já se esqueceram? Toda matéria nesse mundo é formada por átomos! Não somente os humanos, as flores, as pedras, os animais, as incontáveis estrelas que brilham no céu… tudo isso é formado por átomos, vocês aprenderam isso durante o treinamento… e quando destruímos as coisas estamos basicamente esmagando os átomos de algo… Ou seja, não importa o quão sólido seja o Suporte Principal, ele também é formado por átomos! Se um cavaleiro conseguir elevar o seu cosmo ao máximo vai conseguir esmagar os átomos do Suporte Principal e ele não vai ter como ficar de pé! Vocês dois, preciso que me emprestem sua força! Prometo que vou esmagar os átomos do Suporte Principal.


Notas finais
Mais um capítulo pronto. Esses dois últimos eu fiz praticamente juntos e me empolguei escrevendo, por isso ele ta saindo mais cedo. Eu sempre achei ruim o Kanon ter mudado de lado tao rápido, por isso mudei como aconteceu, espero que gostem. Agradeço aos leitores que aqui chegaram e até o próximo capítulo ^^