[Em algum lugar do Templo Submarino]

— Tudo bem mesmo nós deixar-mos ele sozinho? — Questionou Shun.

— Ele vai ficar bem! Ele é muito poderoso! — Disse Jabu, claramente irritado em dizer aquilo.

— Vamos ter que confiar no Igazen. Mas não é só ele que vai ser testado nessa missão, se preparem pra lutar com tudo.

— Sim! — Disseram os outros três em coro.

— Shun, você vai cobrir a Mii e eu vou cobrir o Jabu.

Jabu ia reclamar, mas então se lembrou da missão em Bluegraad e o quanto era importante proteger a urna de Libra e se calou.

Os quatro correram por mais algum tempo até que finalmente chegaram em frente ao templo principal de Poseidon.

— E o que você vai fazer, seu anãozinho? Suas palhaçadas não vão ajudar os seus companheiros a ganharem dos nossos Generais! E mesmo que se por algum milagre eles consigam vencer os nossos Generais, será impossível para eles sequer arranharem os pilares!

— Blé! Ninguém liga pra você! — Disse Kiki fazendo uma careta. — Mas os cavaleiros vão sim resgatar Atena! E quando eles conseguirem não vem choramingando sua cara de peixe, lula, polvo, sardinha, baiacú!

— Como é que é? — Questionou Thetis surpresa com a bocarra de Kiki. — Moleque linguarudo! Eu não tenho nenhum motivo pra ficar ouvindo os seus insultos… eu estava pensando em te deixar ir, mas agora você vai morrer sua peste!

Kiki levanta os braços e dezenas de rochas e pedaços de coral começam a flutuar ao seu redor, e ele começa a sorrir de forma travessa.

— Heheh, eu posso ainda não ser um cavaleiro, mas ainda assim sou o discípulo número um do mestre Mu! Se der mais um passo vou te esmagar!

— Oh, então consegue usar telecinese, não é? Mas isso não será o suficiente!

Thetis então desaparece e começa a destruir cada uma das rochas e pedaços de coral, Kiki não conseguiu acompanhar os movimentos dela, a Marina surge em suas costas e agarra o garoto pelo colarinho.

— “Discípulo número um”, haha, que piada. Você só tem a boca grande! Com esse nível de telecinese você não conseguiria acertar uma baleia quem dirá numa sardinha! — Falou Thetis com ironia.

— Uaah… aí, aí, aí! Me larga sua fedorenta!

— Vou acabar com você agora mesmo, seu anãozin… espera…

— Eita… tem gente chegando… e são cavaleiros!? — Falou Kiki surpreso.

— Não acredito que mais cavaleiros se infiltraram no templo submarino!? — Falou Thetis soltando Kiki que caiu sentado no chão.

— Kiki! — Gritou Mii, o garoto se levantou e saiu correndo na direção da Santia.

— Kiki, onde estão Seiya e os outros? — Perguntou Shun.

— Eles se separaram, cada um foi para um pilar. E vocês, o que estão fazendo aqui?

— Temos outra missão. Onde fica o Suporte Principal? — Perguntou Jabu.

— O que vocês querem com o Grande Suporte Principal? — Perguntou Thetis.

— Viemos destruir o Suporte Principal e resgatar Atena! — Respondeu Mii.

— Bobagem, será um esforço em vão! — Thetis então explica que seria preciso destruir cada um dos sete pilares para ter uma pequena chance de arranhar o Grande Suporte Principal.

— Droga! Então vamos ter que mudar o nosso plano! Vamos ter que ajudar os cavaleiros de bronze a derrubar cada um dos pilares. — Falou Shina tomando a frente.

— Como se eu fosse deixar! Guardas! — Gritou a sereia que logo partiu pra cima de Shina, a amazona também avançou, elas trocaram alguns socos e se afastaram.

— Vão atrás do Seiya e dos outros, eu fico aqui pra ganhar tempo! Vão!

— O-o Seiya veio por aqui… — Gritou Kiki que saiu correndo na frente.

Jabu olhou pra Shina e ela acenou com a cabeça, ele acenou também e correu atrás de Kiki, Shun e Mii foram logo atrás.

[Pilar do Pacífico Norte]

— Urgh… não adianta… não importa quantas vezes eu tente, nada acontece. — Disse Seiya caindo de joelhos no chão sem fôlego. — A-acho que é verdade mesmo, nem um cavaleiro de ouro conseguiria arranhar esse pilar. Se continuar assim será tudo em vão…

Seiya ficou encarando o pilar por um momento.

— Certo! Acho que a minha única opção é me jogar contra o pilar com toda a minha força e velocidade, me transformar em um verdadeiro meteoro… meu corpo certamente ficará em pedaços, mas não tenho escolha… preciso destruir esse pilar…

Seiya começou a elevar o seu cosmo ao máximo, porém nesse momento seus amigos chegam.

— Seiya… Seiya! — Gritava Kiki.

— Hã!? Kiki? Você ainda está aqui? Mii, Shun, Jabu!? O que vocês estão fazendo aqui?

Mii e os outros explicam a situação para Seiya e eles conversam um pouco, Seiya diz que ia tentar se jogar contra o pilar e Kiki diz que ele iria virar panqueca se fizesse isso. Shun sem graça diz que ele e Seiya são parecidos, porque se tivesse na mesma situação também pensaria na mesma coisa.

Em seguida a urna da armadura de ouro começa a brilhar, Jabu coloca a urna no chao e ela se abre sozinha. O cosmo emitido por ela envolve Seiya, então o escudo se solta e voa na direção dele.

Seiya estica as duas mãos para pegá-lo. — O escudo!? Então devo usar o escudo? Muito bem, obrigado Mestre Ancião.

— Seiya, isso vai mesmo dar certo? — Questionou Kiki.

— Tomara que sim. Se afastem! Vamos destruir esse pilar! Escudo de Libra, por favor, me conceda o poder pra destruir esse pilar! — Disse Seiya segurando o escudo com o braço esquerdo e a corrente do escudo com a mão direita. — Vamos, cai pilar do Pacífico Norte!

O escudo dourado avançou como um cometa na direção do pilar, ao se chocar contra ele, um grande brilho dourado iluminou toda a área.

— Seiya, cuidado! O escudo está voltando! — Gritou Jabu.

Seiya novamente estica as duas mãos para pegar o escudo, porém desta vez ele quase é arrastado para trás.

— Então essa é a força do escudo, hein… não tinha reparado em como ele é pesado… meus braços estão formigando. Realmente as armas de Libra parecem capazes de destruir até mesmo as estrelas. — Pensou Seiya.

Várias rachaduras começam a surgir por todo o pilar e em questão de segundos ele começou a ruir, seguido de um grande estrondo.

— Seiyaaa, porque está tudo tremendo? — Gritou Kiki.

— Parece que o que aquela Marina disse é verdade, ao destruir o pilar o templo todo foi abalado. — Comentou Mii.

— Olhem, parece que uma garoa se formou. — Falou Shun estendendo a mão, parece que o céu acima do templo ficou instável.

— Tem razão. Devemos continuar destruindo os pilares. E assim conseguiremos salvar Atena! — Falou Seiya.

— Então nós devemos ir na direção daquele outro cosmo que sentimos antes. — Disse Mii.

E você Seiya, vai para o próximo pilar, não é? — Perguntou Jabu.

— Sim, não temos tempo a perder.

— Então nossa missão agora é ajudar na destruição dos pilares. Seiya, por favor tome cuidado, vamos nos reunir no Grande Suporte Principal. — Disse Shun sorrindo gentilmente.

— Está certo, vamos todos nos encontrar lá. — Respondeu Seiya confiante.

— Kiki, venha com a gente. — Chamou Mii. — Eu tenho uma missão especial pra você. — Disse ela mostrando o báculo de Atena.

Os olhos do garoto brilharam. — Tá certo! Hehe, vamos logo!

Seiya acenou com a cabeça, Mii e Shun responderam do mesmo jeito.

— Vê se não morre, dessa vez vamos salvar Atena juntos. — Falou Jabu e Seiya fez o sinal de positivo com a mão e sorriu. O grupo se separou.

[Pilar do Oceano Antártico]

— Esse som… o Seiya ou o Shiryu deve ter conseguido derrubar um pilar… muito bem… Enquanto isso eu… tsc… essa sensação estranha que não me deixa. Parece que eu estou correndo em círculos todo esse tempo. Mas segundo os soldados que derrotei no caminho, esse deveria ser o território do Pilar do Oceano Antártico. Preciso me focar e achar logo esse pilar, não quero ficar pra trás.

Hyoga correu em círculos por mais alguns minutos até que finalmente chegou ao seu destino, porém, para a sua surpresa um velho conhecido estava à sua espera.

— O quê!? Como isso é possível!? Como você está vivo, Mestre Camus!?

— Hyoga… meu querido discípulo…

— Se-seu desprezível! Não vou permitir que brinque comigo! Tome isso, Pó de Diamante!

No entanto, Camus desvia facilmente do ataque de Hyoga.

— No que pensa que está fazendo Hyoga!? Como ousa erguer seu punho contra mim dessa maneira!?

— Cala a boca! Meu mestre Camus morreu na batalha das 12 Casas. Não importa quem seja, não vai conseguir me enganar! Vou arrancar esse seu disfarce com meus punhos! — Bradou Hyoga atacando novamente com seu Pó de Diamante.

Contudo, Camus parou facilmente o golpe de Hyoga com apenas uma mão.

— Desista Hyoga, você ainda não é páreo pra mim, o que aconteceu na casa de Aquário foi um milagre, assim como eu ter sobrevivido também foi. Não é contra mim que você deve lutar, devemos nos unir para impedir Poseidon. Estas foram as ordens do Mestre Ancião!

— Calado! Não insista mais nessa farsa! Você pode parecer com ele, mas nunca vai conseguir imitar as suas habilidades! Tome isso! Círculo de Gelo!

Camus foi cercado por vários círculos de cristais de gelo que serviam para deter os seus movimentos, paralisando seu corpo, porém facilmente Camus conseguiu destruir os anéis de gelo que o prendiam, movendo a sua capa.

— Então terei que mostrar a verdade através dos meus punhos? — Perguntou Camus visivelmente decepcionado. — Venha Hyoga! Me ataque e descubra se sou realmente o seu mestre ou não!

— Nem precisava pedir por isso, General do Oceano Antártico! Vou fazê-lo se arrepender por usar a imagem do meu mestre! — Disse Hyoga furioso! — Prove o poder do maior golpe do Cisne! Turbilhão de Gelo!

No entanto, mais uma vez Camus deteve o golpe do bronzeado com facilidade.

— Impossível! Ele parou meu Turbilhão de Gelo com bastante facilidade… não pode ser… será que ele é mesmo o meu mestre?

— Hyoga você continua sendo um tolo! — Repreendeu o dourado. — Pensei que tinha aprendido a lição! Mas você continua sendo dominado pelas suas emoções e por isso seus golpes nunca irão me derrotar, não com esse nível de ar frio, você melhor que ninguém deveria saber disso.

— Como é!? Não fale bobagens!

— Abra bem os olhos Hyoga! — Disse Camus ao assumir uma posição de ataque. — Vou provar que eu sou o verdadeiro Camus de Aquário!

— Não pode ser! Essa pose é…

— Execução Aurora!

Hyoga é atingido e jogado para longe pela força do golpe. Camus correu e foi na direção do bronzeado, agachou do lado dele e o levantou.

— Hyoga! Hyoga! Vamos, aguente firme! Eu contive meu ataque, você não foi ferido gravemente.

— Camus… meu mestre… é mesmo você… — Disse o bronzeado aos prantos.

[Pilar do Oceano Índico]

— Você escutou esse som? Um pilar já deve ter caído.

— Não! Não fale bobagens! Isso é impossível!

— Agora sabendo disso, irei dar tudo de mim, mesmo que a chama da minha vida se apague enquanto isso… receba o golpe mais poderoso do dragão, eu estava evitando em usá-lo pois com o meu punho fraturado do jeito que está não sei se ele suportaria, mas já não preciso mais me preocupar com isso… Cólera do Dragão!

Mas até o poderoso golpe de Shiryu foi incapaz de atravessar a barreira de Krishina, o bronzeado foi arremessado com força contra o chão.

— Eu já lhe disse que é impossível atravessar a barreira criada pelos meus chakras. Nem mesmo o seu golpe mais poderoso surtiu qualquer efeito.

— Urgh… então a minha única chance é descobrir onde ficam os chakras dele… — Pensou Shiryu se levantando com muita dificuldade. — Se ele fosse um cavaleiro, eu poderia deduzir seus pontos cósmicos me baseando em sua constelação guardiã…

— Sua insistência só o levará a morte! E assim que você perecer irei checar se isso foi mesmo um pilar, mesmo sendo improvável!

— Eu já dis… o que está acontecendo!? Minha visão está ficando embaçada! — Os olhos do bronzeado estavam ficando esbranquiçados.

— Você recebeu meu Maha Roshini em cheio, mesmo que não tenha morrido, pensou mesmo que ia sair ileso? Você está ficando cego provavelmente devido a exposição a grande luz dele.

— Droga, se eu perder a visão agora nunca conseguirei encontrar os chakras do Krishina.

— Shiryu, você não é um homem sem honra, merece uma morte digna de um herói, mas confesso que gostaria de poder agraciá-lo com uma nova vida na Nova Era. Mas temo que é impossível, pois este será o seu fim. Seja engolido pela grande luz e embarque numa jornada ao Nirvana.

— Urgh! Atena, me empreste seu poder! Meu cosmo, me conceda um milagre! Eu não me importo em ficar cego, contanto que eu possa vencer o Krishina! Preciso enxergar mesmo que só por um instante os chakras dele.

O cosmo elevado do Dragão fez as partes que ele ainda usava da armadura de bronze ficarem douradas e ele conseguiu enxergar os sete chakras do General, que formavam uma linha vertical pelo seu corpo.

— Tarde demais Shiryu, você vai morrer! Maha Roshini!

— Corte, minha Excalibur!— Shiryu saltou na direção do Marina com seu braço envolvido em um cosmo poderosíssimo e aplicou um corte vertical, conseguindo cortar a barreira de Krishina, o Maha Roshini e acertar o General.

Shiryu conseguiu cortar todos os sete chakras de Krishina, cortou o peitoral da Escama de Chrysaor ao meio e feriu mortalmente o General, entretanto Shiryu ainda assim foi acertado e arremessado longe pelo poder do Maha Roshini.

Krishina caiu morto, uma poça de sangue rapidamente se formou devido ao ferimento da Excalibur, já Shiryu, caiu inconsciente.

[Pilar do Pacífico Norte]

— Não consigo acreditar que alguém como o senhor Baian foi derrotado… e que o pilar do Pacífico Norte foi destruído… isso é algo surreal... ninguém deveria ser capaz disso… Preciso achar quem fez isso o mais rápido possível e fazê-lo pagar! — Disse uma Marina ajoelhada ao lado do corpo de Baian.

Enquanto isso, parece que mais alguém estava chegando ao Pilar do Oceano Antártico.

— Que estranho… esse caminho parece ser interminável… e essa sensação me é familiar… humm… talvez igual ao Labirinto da Casa de Gêmeos? Mas diferente daquela vez, não sinto nenhum cosmo a espreita e o caminho não se repete… Se o Shun tivesse aqui com certeza as Correntes de Andrômeda seriam bem úteis e… não… eu estou feliz por ele não ter sido envolvido nessa batalha, é melhor assim… vou me concentrar na luta… parece que alguém estava lutando á pouco… sinto um rastro de cosmo familiar… que estranho… mas sinto que estou perto, deve ser mesmo por aqui…

June então apressou o passo e depois de mais alguns minutos ela chegou no seu destino.

— Que estranho… não encontrei com mais ninguém no caminho pra cá… e este lugar parece vazio… não tinha alguém lutando por aqui? Mesmo assim não posso me descuidar!

June pegou seu chicote e ficou em alerta, começou a olhar por todo lado, até que finalmente ela vê um corpo no chão e quando ela se aproxima pra checar uma voz familiar chama por seu nome.

— Não é possível! — Disse June virando-se na direção de onde aquela voz vinha. — Mestre!? — A voz dela falhou, por causa da máscara não era possível ver, mas o rosto dela estava vermelho e quente, seu coração estava acelerado e seus olhos estavam rasos de água.

Notas finais
Enfim, mais um capítulo, espero que gostem. Uma nova Marina apareceu, e ela quer vingança. O que aconteceu com Hyoga e o que vai acontecer com June? E como esta a luta de Igazen? Agradeço aos leitores que aqui chegaram e até o próximo capítulo ^^