Saint Seiya: New Classic Universe!

56 Uma Semifinal Cercada de Mistérios!


Notas iniciais
Olá galera. Nos aproximamos do fim dessa fase da terceira temporada, que compreende o Torneio Galáctico. Espero que gostem. Quem puder favorite a história e comente o capítulo, será de grande ajuda. Boa leitura

Shun se aproxima de Seiya e June após Seiya comentar que Shiryu deve estar morto.

— Não vamos tirar conclusões ainda. Vistam as suas novas armaduras.

— Tem razão, vamos trajá-las pelo Shiryu. – Seiya veste a armadura de Pégaso. June traja sua armadura de Camaleão.

As armaduras estão mais resistentes e deixa Seiya confiante.

— Agora estou pronto para o combate e para tudo que está por vir.

— Eu sinto isso também. – Diz June.

Os dois cavaleiros com as armaduras recém restauradas olham para suas urnas e depois se olham. June resolve comentar.

— Não acredito que tenha sido a alma de Shiryu quem tenha as trazido até aqui.

— Mas então quem as trouxe? – Pergunta Seiya.

As urnas se mexem e deixa todos intrigados.

— Tem alguém aí. Então vamos parar de joguinhos, se mostre! – June lança seu chicote e acerta algo.

Ela puxa seu chicote e percebe um menino que estava atrás da urna. Era Kiki.

— Quem é você?

Kiki se levanta e limpa a roupa.

— Em vez de me atacar, você deveria me agradecer por trazer as armaduras de Jamiel até vocês. Então essa armadura é sua garota?

— Sim. E o Shiryu? – Questiona a amazona.

Kiki coça a cabeça e vira de costas.

— Foi Mu quem me pediu para trazer as armaduras. O outro, o Shiryu, não pôde vir.

Seiya perde a paciência e pega Kiki pelo pescoço.

— O que aconteceu com ele?

— Você está me machucando, eu não sei! – Grita Kiki. – Eu só ouvi meu mestre Mu dizer que para consertar as armaduras precisava da vida dele.

Seiya se desespera ao ouvir as palavras de Kiki.

— Então Shiryu está morto? Vamos, me diga a verdade. – Seiya aperta Kiki ainda mais.

— Ai... Eu não sei... Ai! – Kiki grita novamente. – Juro que não sei, me solte, está doendo!

Shun se aproxima de Seiya, que está descontrolado.

— Solte-o Seiya, ele é apenas uma criança. Parece que ele não sabe de nada mesmo.

Seiya solta Kiki e fecha os olhos.

— Está certo. Tudo bem, me desculpe. E obrigado por vir de tão longe.

— Acalme-se Seiya, não há nenhum indício que Shiryu tenha morrido. – Diz Shun.

Nesse momento Hyoga encontra os três cavaleiros junto a Kiki.

— Shun eu estava te procurando. Vim te avisar que a armadura de Andrômeda já está descongelada.

— Obrigado Hyoga. Agora poderei usá-la para me precaver do perigo dessas ameaças. Minha corrente irá me mostrar se há alguma ameaça. – Responde Shun agradecido.

June se ajoelha ficando diante de Kiki.

— Você veio de longe. Não está com fome?

— Sim, e com muita sede. – Responde Kiki.

— Então venha conosco. Vou dar algo para você comer e beber.

— Oba! – Kiki se anima.

Todos retornam a fundação.

Enfim chega o dia das semifinais do Torneio Galáctico. O Coliseu GRAAD está lotado e o narrador anima o público. Na cabine estão Saori, Tatsumi e Mii enquanto Shoko e Xiaoling seguem na arquibancada. Mihu chega com a presença de surpresa de Shunrei, que regressou ao Japão na esperança de Shiryu ter voltado. Shun e June trajados de suas armaduras adentram a lateral da arena.

— Nada do Ikki nem do Shiryu... – Comenta June.

— É verdade. E minhas correntes parecem estar ficando agitadas.

June olha ao redor.

— Fique em alerta Shun.

Seiya adentra a arena e a plateia aplaude. Ele se aproxima de Shun e June.

— Continuo sentindo que estamos sendo observados.

— Mas não é possível! O Ikki foi atrás de possíveis espiões, não voltou mais e continuamos sentindo essa sensação. – Diz June.

O narrador anuncia o início da luta.

— A primeira semifinal começará agora. Será Pégaso x Unicórnio. E a luta começa agora.

Jabu surge trajado de sua armadura. Seiya adentra a arena e Jabu vai na sequência.

— Sua hora chegou Seiya. Como esperei esse momento. Poder te surrar sem ser interrompido.

Seiya fecha os olhos.

— Ora Jabu. Nem era para você estar aqui!

Jabu já se irrita.

— Não fale bobagens!

— Jabu eu vi as lutas da repescagem na reprise que passou na TV. Não precisa de nenhum computador para saber que Retsu e Kyoko foram extremamente superiores a você.— Seiya sorri.

Jabu serra os punhos com raiva.

— Até parece. Você não sabe de nada!

— Você é muito arrogante Jabu. Pelo que pude analisar, os dois estavam empatados, logo, fariam a luta extra. E você, estava bem atrás deles. Agradeça quem atacou o computador, que deve ser também o motivo para eles terem desaparecido.

Jabu se aproxima de Seiya, que da passos para trás.

— Você fala demais. Vai engolir cada palavra. “Galope do Unicórnio.”

Seiya desvia sem dificuldade, saltando por trás de Jabu. Seiya golpeia Jabu no pescoço, o jogando no chão.

— Você não parece um cavaleiro Jabu. Você só quer ficar se mostrando para a Saori. Não é um cavaleiro, e sim o mesmo cavalinho de sempre.

— Ora seu...

Jabu dispara golpes e Seiya desvia. Novamente nas costas de Jabu, ele da um chute no cavaleiro de Unicórnio, o fazendo cuspir sangue.

— Seus golpes ainda não chegam à velocidade do som. Como disse, nem era para você estar aqui. O Shun te arrasou quando vocês lutaram. Você nunca mostrou o nível de Shiryu, que lutei, nem de Ikki e Hyoga, este que derrotou o Shun. Já disse, se você fosse um cavaleiro, perceberia isso.

Jabu se levanta sangrando.

— Mas mostrarei que estou à sua frente Seiya! – Jabu desfere um soco em Seiya, e enfim acerta.

Jabu sorri, mas logo fica sério. O soco não fez nenhum dano a Seiya.

— Sua motivação para lutar é apenas se mostrar. Você não sabe o que é ser um cavaleiro nem tem uma motivação especial. Eu sempre tive, a minha irmã, assim como o Shun teve, o Hyoga, a June... E eu também tenho que vencer pelo Shiryu!

Hyoga já está na lateral da arena e escuta a fala de Seiya. Ele pensa em sua mãe e em seu mestre. Shun pensa em Ikki e June pensa em Daidaros e Albion. Jabu olha para a cabine e avista Saori.

— Senhorita Saori... Essa eu tenho que vencer.

— É inacreditável como é tolo Jabu. Te mostrarei um verdadeiro golpe de um cavaleiro de Bronze. – Seiya faz os movimentos da constelação de Pégaso.

— Como o cosmo dele evoluiu nesse tempo... – Percebe Jabu.

— Sinta isso Jabu: “Meteoro de Pégaso.”

— Aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh...

Jabu vai ao chão sem defesa. Ele tenta se levantar, mas Seiya o surra. Jabu cai ensanguentado no chão e Seiya pisa em suas costas.

— Incrível. O Pégaso só se esquivou e contra atacou o Unicórnio. No seu primeiro ataque sério, não deu chances ao adversário. O vencedor da primeira semifinal é o Pégaso. Ele é o primeiro finalista.

Jabu está travado no chão e mal se mexe. Ele não consegue entender o que aconteceu. Os médicos o tiram da arena. Seiya se aproxima de Shun e June, que estão do lado direito.

— Parece que agora não existe mais nenhuma ameaça. Lutei normalmente e não senti nada.

— Não teria tanta certeza Seiya, minhas correntes seguem agitadas. – Diz Shun.

Hyoga que está do lado esquerdo se aproxima da arena. Um cosmo é sentido e todos olham para trás. Ikki aparece trajando sua armadura.

— Ikki! – Gritam Shun e June.

Ikki olha para os dois.

— Infelizmente não consegui descobrir o invasor, mas já desconfio de quem seja. Essa luta não deve demorar. Mas será suficiente para atrair o infeliz.

Hyoga escuta a fala de Ikki e segue frio. Ele vai em direção a arena.

— Agora é hora da segunda semifinal. Os dois cavaleiros já estão presentes. Cisne x Fênix. Pode começar. – Diz o narrador.

Os dois cavaleiros estão frente a frente na arena e se estudam.

— Hyoga de Cisne, aquela armadura sagrada que está lá em cima será minha. – Diz Ikki.

— Se você tivesse tanta convicção na sua vitória, não teria tentado a roubar logo que chegou aqui no Japão. – Ironiza Hyoga.

Ikki olha sério para Hyoga.

— De fato não queria participar dessa palhaçada. Mas conversando com Seiya pude ver outras motivações em lutar aqui. E conquistando essa armadura será uma ótima vingança por tudo que passei.

— É melhor não cantar vitória antes Ikki. Eu ainda não fui derrotado. Palavras são inúteis nessas horas, minhas ações falarão por mim agora. – Avisa Hyoga.

Ikki segue sem esboçar reação. Hyoga eleva seu cosmo.

— Sinta o meu poder Ikki: “Pó de Diamante.”

Ikki em grande velocidade vai de encontro ao ataque de Hyoga e consegue lançá-lo de volta contra o cavaleiro de Cisne. Hyoga detém seu próprio golpe.

— Ele voltou o pó de diamante contra mim. – Se surpreende Hyoga.

— Você não me vencerá com suas motivações Hyoga. Eu vivi o inferno e você ainda é sentimental por conta de sua mãe. No campo de batalha, essa será sua fraqueza. Eu a conheço! – Avisa Ikki.

— Ele sabe dos meus sentimentos... Nisso ele leva vantagem, Ikki se tornou um sujeito frio e sem amor. Apesar de que depois da luta dele contra a June... – Pensa Hyoga.

— Te finalizarei da mesma forma que fiz com Nachi. Te acertarei meu golpe que é mais perigoso para o espírito do que para o corpo. Prepare-se Hyoga: “Golpe Fantasma de Fênix.”

Hyoga tem uma ilusão de que se atira no mar da Sibéria para ir ver sua mãe. Ao chegar próximo dela, ela vira uma caveira. Ele da um grito, surpreendendo a todos no Coliseu GRAAD. Hyoga fica agachado com as mãos no chão.

— E então Hyoga. Como estão os seus nervos agora? Irá suportar a violência da minha ilusão? – Pergunta Ikki.

Seiya, Shun e June estão lado a lado. Seiya se mostra surpreendido.

— Esse golpe de Ikki é terrível!

— Ikki... Você no campo de batalha se mostra implacável. Mas sei que você não é assim maldoso. Senti quando lutamos. Mas parece que você se transforma quando quer realizar seus objetivos. – Comenta June.

— Ikki... Por que fazer isso? – Lamenta Shun.

Ikki se aproxima de Hyoga, que segue agachado.

— Já enlouqueceu Hyoga?

— Ikki você quis me enfraquecer atacando meu espírito, mas você conseguiu o contrário. Você ousou mexer com o que eu considero mais sagrado. E despertou a fúria em mim. Não te vejo mais apenas como um adversário em um torneio, você é meu inimigo, cavaleiro de Fênix! – Hyoga eleva seu cosmo. – “Trovão Aurora, Ataque.”

Ikki é lançado longe e sua armadura é congelada. Ele tira sua armadura e salta atrás de Hyoga.

— Incrível a agilidade dele. – Comenta Hyoga.

— Você tem grande resistência Hyoga. Conseguiu me atacar momentos depois de ser vitimado pela minha ilusão.

Ikki desvia o olhar. Ele demonstra que algo o incomoda. Logo ele se vira novamente diante de Hyoga.

— Vou te matar Hyoga!

Seiya, Shun e June se espantam com a fala de Ikki. Na cabine, Saori teme novamente a rebeldia de Ikki.

— E agora? Não tem nenhum cavaleiro do Santuário para me auxiliar.

— Bom, a única coisa que posso fazer é avisar as meninas lá embaixo, senhorita Saori. – Diz Mii.

— Pode ser perigoso! – Saori se levanta e eleva seu cosmo.

Na arena, o cosmo de Ikki se eleva. A armadura de Fênix sente seu cosmo e parte a camada de gelo que a prendia. A luz que sai da armadura ofusca a visão de Hyoga. Ikki ataca e perfura a armadura de Cisne bem no peito de Hyoga.

— Hyoga! – Gritam Seiya, Shun e June.

— Eu mexi com o que você considera mais sagrado Hyoga. Mas ao nos tornarmos cavaleiros temos que renunciar a tudo isso. E esse é seu ponto fraco.

Ikki eleva seu cosmo. Seiya e Shun se aproximam dele.

— Pare com isso Ikki!

Ikki se vira para os dois cavaleiros.

— Saiam daqui ou vai sobrar para vocês!

Shun arregala os olhos. Seiya está perplexo.

— O Ikki... Perfurou o peito de Hyoga... O Ikki vai matar o Hyoga!

Hyoga começa a sangrar. Ikki o olha determinado com sua mão adentrando o peito de Hyoga.

Notas finais
Próximo capítulo de Saint Seiya: New Classic Universe: "O Roubo da Armadura Sagrada."