Saint Seiya: New Classic Universe!
51 Seiya Salva a Vida de Shiryu!
Notas iniciais

A notícia da morte de Shiryu choca todos no Coliseu GRAAD. Os médicos levam Seiya de maca. Todos ainda não sabem como proceder com Shiryu. Nikol está do lado do cavaleiro de Dragão.
— Como eu pude... Permitir...
— Por favor, esperem um pouco! — Shunrei corre chorando em direção aos médicos que levam Seiya.— Salvem o Shiryu!
Chorando Shunrei vai próxima a Seiya inconsciente.
— Só você pode salvar o Shiryu, Seiya! O Mestre Ancião disse que se o coração para com o golpe de um cavaleiro, ele volta a bater com o mesmo golpe do lado oposto! Você é o único capaz de produzir o mesmo impacto. Mas se você não fizer isso em menos de quatro minutos, será tarde demais!
Shunrei chora desesperada. Os médicos a amparam.
— Não exija isso do rapaz, senhorita, olha o estado dele. Ele deve ser atendido imediatamente! Senão ele também morrerá!
— Eu lhe imploro Seiya! – Shunrei não para de chorar.
June ampara Shunrei. Seiya se pronuncia, mostrando consciência.
— Me levem próximo a Shiryu! Deixe-me tentar!
— Seiya! – Shunrei sorri.
Shun se aproxima de Seiya na maca.
— Talvez eu não possa fazer muito. Mas tendo uma vida em jogo, ainda mais de um amigo, podem contar comigo.
Shun segura o corpo de Shiryu e o levanta.
— Dessa vez você vai dar um soco nas costas de Shiryu, sobre a garra direita do dragão. Preste atenção Seiya, você só terá uma chance!
Saori volta a ficar séria na cabine. Mii fica angustiada ao lado de Tatsumi. Mihu sorri ao ver que Seiya quer ajudar Shiryu. Shoko também fica torcendo para dar tudo certo. Nikol resolve se afastar em silêncio. O dragão das costas de Shiryu começa a sumir. Hyoga segura o punho de Seiya.
— Não se precipite Seiya. Se você for rápido demais, poderá quebrar a coluna dele e ele não terá chances de sobreviver. Venha comigo, ande um pouco mais para trás.
Seiya desmaia no colo de Hyoga.
— Seiya está perdendo sangue... Ele está sucumbindo.
— Então não adianta mais. – Shun abaixa a cabeça e fecha os olhos segurando Shiryu.
June se aproxima de Seiya, deixando Shunrei para trás.
— Acorde Seiya. Você tem que salvar o Shiryu!
Shunrei começa a orar.
— Deus, por favor, ajude...
Seiya explode seu cosmo e desperta.
— Shiryu eu não deixarei que você morra! Te salvarei com o meu meteoro!
Seiya lança seu golpe, jogando Shiryu e Shun para o muro do Coliseu. Shun coloca a cabeça no peito de Shiryu e sorri.
— Parabéns Seiya. O coração de Shiryu voltou a bater. Consigo escutar claramente.
Todos comemoram. Nikol e Saori sentem um enorme alívio. June abraça Shunrei. Os médicos levam Seiya e Shiryu para o hospital.
Na Cabine, Saori se vira diante de Tatsumi.
— Tatsumi, avise a todos. O Torneio está cancelado.
— Tem certeza disso senhorita?
— Sim. Eu errei em promover esse torneio. Meu avô e o senhor Shion que me perdoem, mas depois dessa luta eu não posso continuar com isso...
Alguém entra na cabine batendo a porta com violência.
— Agora o torneio irá continuar sim, Saori Kido!
Foi Ikki quem entrou com ódio no olhar. Todos se assustam. Mii se coloca a frente.
— Ikki! – Grita Saori.
— Assuma sua responsabilidade, não somos bonecos na sua mão patricinha. Você prometeu a armadura sagrada ao vencedor, e assim o fará!
Tatsumi pega um facão e se coloca na frente de Mii e Saori.
— Você foi sempre abusado garoto. Saia de perto da senhorita Saori. – Tatsumi finge ser valente, mas está tremendo.
Ikki fecha os olhos.
— Você não passa de um lixo, Tatsumi.
Ikki da um pontapé na cara do mordomo e lhe soca o estômago. Tatsumi cai gritando e Mii o acode. Ikki fica de frente a Saori.
— Afaste-se da senhorita Saori. – Grita Mii.
— Vai cumprir sua promessa Saori? – Pergunta Ikki.
— O torneio continuará! — Nikol entra na cabine.
Ikki se vira e encara Nikol.
— Vai querer me prender de novo? – Ikki cerra os punhos.
Nikol passa por Ikki.
— Vá se preparar que em breve será sua luta. Você e os demais cavaleiros têm minha palavra que ele continuará!
— Muito bem. Assim espero! – Ikki se retira da cabine.
Nikol se ajoelha diante de Saori.
— Perdão Athena. A culpa foi minha. Eu deveria agir quando a luta chegou naquela proporção. Eu sou um incompetente.
Saori passa a mão na cabeça de Nikol.
— Não se culpe. Talvez nós não tenhamos a dimensão do poder que os cavaleiros de Bronze possam chegar. Ainda é estranho para mim, os vejo como os órfãos da minha fundação. Embora eles não considerem, eu os considero meus amigos de infância.
Nikol se levanta e vira de costas.
— Athena eu estou retornando ao Santuário. Levarei aqueles dois rapazes, o Ban e o Cássius, para lá onde serão novos soldados rasos. O Grande Mestre enviará alguém mais competente para cuidar da proteção do torneio.
— Nikol! – Exclama Saori.
Nikol deixa o Japão, mesmo com Saori o pedindo para ficar. Ela segue preocupada.
Jabu, Nachi, Ichi, Geki, Kyoko e Retsu assistiram tudo o que aconteceu e estão novamente no Coliseu GRAAD. Eles cumprimentam Shun pela ação ao ajudar Seiya e Shiryu. Eles são encaminhados para seus alojamentos. Shun fica conversando com June.
— Shun, você como sempre ajudando os outros. Parabéns para você também.
— Obrigado June. Mas o importante é que todos nós não soframos nada grave nesse torneio...
Ikki se aproxima dos dois e se vira para Shun.
— Shun vença o cavaleiro de Cisne e quero conhecer suas técnicas na semifinal. Quero ver que homem se tornou.
— Não quero te enfrentar Ikki... Que bom que você está aqui. – Responde Shun.
— Está esquecendo que para ir para a semifinal terá que me vencer Fênix! – Se intromete June.
— Iremos nos enfrentar Shun. Faça o seu melhor contra o Hyoga. – Ikki se retira.
June se irrita por ter sido ignorada por Ikki.
— Seu irmão é intragável!
— Ele passou por muita coisa June. – Shun quer justificar.
June vira de costas para Shun.
— Nós também passamos Shun.
— Mas tivemos o carinho, atenção e cuidado de nosso mestre. Os moradores da Ilha eram simpáticos a nós. Ikki teve um assassino como mestre, que matou a garota que ele gostava na frente dele. Fora os vários renegados que existem na Ilha. Um clima de total ódio.
Shun é convocado para a arena e deixa June para trás. A amazona fica pensativa.
Hyoga está aguardando a presença de Shun. O cavaleiro de Andrômeda chega e a plateia comemora, se dividindo na torcida.
— A segunda luta da segunda fase começará agora: Andrômeda x Cisne.— Avisa o narrador.
Os dois adentram a arena e se encaram.
Shiryu desperta assustado na clínica da fundação. Shunrei que está do seu lado se aproxima.
— Está tudo bem agora Shiryu.
— O que aconteceu? O combate... O Seiya...
Shunrei conta todo o ocorrido para Shiryu.
— Seiya te salvou. Eu falei a ele sobre o que o Mestre Ancião nos disse que se o coração para com o golpe de um cavaleiro, ele volta a bater com o mesmo golpe do lado oposto. E assim Seiya o fez, já que seu coração tinha parado após ele acertar seu peito. Ele deu o mesmo golpe nas suas costas.
Shiryu sorri.
— Então você também me salvou Shunrei. Você é tudo para mim.
Shunrei beija a testa de Shiryu.
— Não só nós. Shun te segurou para Seiya atacar. Hyoga guiou o ataque de Seiya também.
— Meus amigos... – Exclama Shiryu emocionado. – O Seiya está internado?
Shunrei confirma e Shiryu se levanta da cama.
— O que pretende fazer? – Pergunta Shunrei.
— Vou ao quarto do Seiya. Já estou melhor.
— Ele ficou mais debilitado. Embora ele tenha vencido, o corpo dele sofreu mais danos, fora o esforço que ele fez para te acertar o golpe.
Shiryu deixa seu quarto ao lado de Shunrei, se dirigindo ao quarto de Seiya. Seiya já está desperto, deitado na cama assistindo a tv aguardando o início da luta entre Shun e Hyoga. Shiryu abre a porta.
— Boa tarde Seiya!
— Shiryu? – Seiya se surpreende.
— Como está seu rosto? – Pergunta Shiryu sorrindo, pois antes de desmaiar ele tinha acertado um soco na cara de Seiya.
Seiya também sorri.
— Está bem melhor, obrigado.
— Que bom. Trate de descansar Seiya. – Diz Shunrei.
— A Shunrei me contou... Eu devo minha vida a você! – Comenta Shiryu colocando as mãos nos ombros de Seiya.
— Não exagere Shiryu! – Seiya cumprimenta o amigo.
— Então já começou a luta entre Hyoga e Shun? – Pergunta Shiryu.
Seiya olha para TV.
— Está começando...
Shun e Hyoga se olham na arena. Hyoga aponta para Shun.
— Espero que esteja preparado Shun.
— Confesso não ter nem um pouco de motivação. Vencer para enfrentar meu irmão ou a June? É um tormento para mim.
Hyoga fecha os olhos.
— Lute como um cavaleiro.
Shun lança suas correntes, que ficam em volta dele igual teia de aranha, assim como fez contra Jabu.
— Tudo bem Hyoga. Mas agora você não poderá mais se aproximar de mim. A minha defesa está armada!
— Não pense que sou afobado igual o Jabu. Esse truque não funcionará comigo!
— Você sofrerá as consequência se entrar aqui, Hyoga. Eu queria só precisar me defender, mas a minha corrente ataca se alguém se aproximar. – Diz Shun.
Hyoga eleva seu cosmo e faz nevar no local. Ele ataca Shun, e as correntes o golpeiam. Hyoga não consegue se desvencilhar, indo ao chão.
— Argh... Essas correntes... São muito ágeis!
— Você também é ágil, Hyoga. Jabu foi acertado de uma forma muito mais letal. – Responde Shun.
Hyoga se levanta e fecha os olhos.
— Minha armadura que viveu durante séculos na geleira eterna da Sibéria não será destruída tão fácil. Eu sou muito mais resistente Shun. – Hyoga anda devagar e entra no meio das correntes.
A corrente prende o pé de Hyoga. Ele salta, mas a corrente segue o prendendo. Hyoga é lançado contra a grade da arena.
— Eu não queria Hyoga, mas eu já disse você não pode se aproximar de mim. – Diz Shun.
Hyoga se levanta e mostra não estar abalado.
— Muito interessante sua corrente de Andrômeda. Te deixa na situação que você gosta, prepara a defesa e a corrente ataca, não é Shun?
Shun segue em silêncio. O computador começa a dar grande vantagem para ele.
Hyoga olha para o computador e sorri. Ele eleva seu cosmo e neva mais forte.
— Não me ataque Hyoga. Por favor, será melhor para todos!
— Eu vou vencer Shun! Preciso te superar. – Hyoga está confiante.
Hyoga aponta o dedo para Shun e lança um floco de neve em sua direção. Shun estranha. O floco pontiagudo acerta o rosto de Shun, fazendo um ferimento superficial.
— Por que fez isso Hyoga?
— Sua corrente não o defendeu Shun. – Diz Hyoga se aproximando.
— Foi um ataque sem perigo. Nem precisaria dela para me defender. Só não entendi o intuito disso. – Shun está confuso.
Hyoga para de andar.
— Será que foi isso mesmo Shun? Tente movimentar sua corrente.
Shun percebe que sua corrente não se mexe.
— O que?
— Sua corrente congelou Shun. Ela está inutilizada!
— Impossível! – Grita Shun.
Hyoga da passos lentos próximo a Shun. A corrente de Andrômeda, congelada, não se mexe mesmo com Shun fazendo muito esforço.
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