Saint Seiya: New Classic Universe!
75 O Santuário Egípcio de Deimos!
Notas iniciais

Aioros, ao adentrar a quinta casa zodiacal, sente algo estranho. Ele olha para seu irmão Aioria reverenciando Athena.
- Aioria, vou precisar que você vá para os Cinco Picos na China.
- Cinco Picos? Em um momento como esse?
- Sim, mas sem demora. Irei lhe explicar.
Enquanto Aioros conversa com Aioria, os cavaleiros de Bronze chegam ao cemitério.
- Meu mestre deve estar aqui... – Diz Shun.
- Não podemos pensar nisso agora, Shun, precisamos atravessar aqui. A atmosfera daqui fica cada vez pior. – Comenta Shiryu.
Eles correm atravessando o cemitério, mas é inevitável June e Shun não verem as lápides de seus mestres. Shun chora copiosamente e June, enquanto derrama lágrimas, tenta ser forte.
- Temos que olhar para frente, Shun.
Os cavaleiros deixam o cemitério e avistam um local escuro e abandonado.
- Deve ser aqui que os cavaleiros não se atrevem a vir. – Diz Seiya.
- Provavelmente. Vejam, ali possui um grande poço, deve ser o tal poço do Tártaro. – Comenta Hyoga.
- Vamos até lá. Por lá que foi sentida a tal energia maléfica. – Instrui Shiryu.
Os cavaleiros avistam um rio no local. Acima dele possui uma pequena ponte.
- Nunca ouvi falar de um rio nos limites do Santuário. Mas a sensação estranha que sentimos vem de lá, não podemos parar. – Diz Shiryu.
Os cavaleiros seguem caminho e passam pela ponte. Quando o quinteto tenta avançar, uma forte energia os empurra para trás.
- Argh... Mas o que foi isso? – Questiona Seiya, caído no chão ao lado dos demais.
- Eu sabia que o reencontraria, Pégaso.
Seiya é o primeiro a se levantar e encara o adversário.
- É você... Jaga de Neite.
- Não imaginava que já o encontraria tão brevemente. Agora estou pronto para matá-lo.
Seiya fica em posição de combate. Os demais, mais atrás, se levantam. Shiryu é o primeiro a perceber algo estranho na região, atrás de Jaga.
- Mas o que é isso? Esse local está parecendo o Egito, até pirâmides possui, tem um solo arenoso.
- Sim, esse local está coberto de areia e essas pirâmides que citou parecem templos. Como surgiram esses monumentos egípcios no Santuário da Grécia? – Questiona Shun.
Jaga olha para os cinco cavaleiros sorrindo.
ROZAN – CHINA
O Mestre Ancião está de olhos fechados diante da cachoeira.
- Pelo visto Aioros incumbiu a missão de ir até o poço do Tártaro para Shiryu e seus amigos. Sinto que aquele território já possui uma energia maléfica controlando. O que será que está acontecendo por lá?
O Mestre Ancião abre os olhos e olha pelos lados.
— Que energia estranha é essa?
Máscara da Morte surge diante do velho mestre.
- Máscara da Morte?
- Quanto tempo, Mestre Ancião.
- Eu sei da ordem de Aioros para todos os cavaleiros de Ouro permanecerem em suas casas. O que está fazendo aqui?
Máscara da Morte se aproxima do Mestre Ancião com semblante de satisfeito.
- Pouco me importa a ordem de Aioros. Não estou aqui a mando dele mesmo.
- O que quer dizer com isso? – Estranha o velho mestre.
- Eu vim matá-lo em nome de Ares, Mestre Ancião hahahaha.
O Mestre Ancião arregala os olhos ao sentir a energia sinistra que o cavaleiro de Câncer desperta.
- Não é possível!
LIMITES DO SANTUÁRIO
No local misterioso que acessaram, os cavaleiros de Bronze encaram Jaga. Shiryu olha para a ponte acima do rio, avista algo e aponta.
- O que é aquilo?
Os demais cavaleiros avistam ao lado do chamado poço do Tártaro um arco em forma de pirâmide com a palavra “Tróia” escrita em grego.
- Tróia? – Estranha Hyoga.
- Ainda não perceberam? Não estamos mais no Santuário de Athena, aqui já é parte do Egito. Agora esta área arenosa que liga ao Santuário de Athena é a nova cidade de Tróia, mas que agora pertencerá ao novo Egito. Aqui será a área comandada por Ares e governada por Deimos. – Explica o Berserker.
- Do que está falando? – Estranha Shiryu.
- Essa área pertence ao senhor Deimos. Esse rio que vocês atravessaram na realidade é parte do Mar Mediterrâneo. Os domínios de Deimos saem do Egito e invadem a Grécia, no Santuário de Athena. Toda essa área pertencerá a deus do terror.
Os cavaleiros se olham assustados.
- O que? Ao atravessar aquela ponte adentramos em terras egípcias? Deimos está ligando os dois países através dessa ponte que atravessa o Mar Mediterrâneo? – Questiona June.
Jaga sorri, confirmando. Seiya segue a frente dos demais encarando Jaga.
- Amigos, quero que sigam em frente. Parece que temos que tomar cuidado e também deter muito além de uma energia maligna.
Os quatro cavaleiros cercam Jaga, que golpeia o chão. Eles saltam. Logo eles avistam a área que estava escura atrás do poço.
- Mas o que é aquilo? – Questiona Shun.
- Agora a área além da ponte escrito Tróia parece existir um outro Santuário, mas todo tomado de um vermelho intenso. – Percebe June.
- Estamos em uma área circular, um ambiente terrível. De fato aqui possui aparência egípcia. – Diz Hyoga.
Jaga sorri após fazer os cavaleiros enxergarem além do poço.
- Vocês são muito ingênuos. Acham que Ares está agindo apenas agora? Ares nomeou um Berserker do batalhão do medo comandado por Fobos para recuperar o território da Grécia Antiga e seu trabalho teve grande êxito.
Os cavaleiros se mostram bastante surpresos olhando ao redor.
- Recuperar o território da Grécia Antiga? Como isso é possível! – Seiya está assustado.
- Um grande Santuário para o senhor Deimos foi construído aqui. Aliás, o senhor Deimos tem a intenção de ver Athena!
- Nem ele nem você verão Athena. Eu irei deter a ambição de vocês Berserker. Amigos, como disse, sigam caminho: “Meteoro de Pégaso.”
Jaga detém a investida de Seiya sem dificuldade, mas os outros quatro cavaleiros conseguem seguir caminho.
- Aqui é uma área ampla, porém circular. No caminho existem pequenos templos parecidos com pirâmides em suas construções. Vamos nos separar entre esses pequenos templos. – Orienta Shiryu.
- Certo, vamos adentrar pirâmides diferentes dessa imensa circunferência. – Diz Hyoga.
Os quatro se separam. Shiryu se aproxima de uma das pirâmides.
- O que será que existe ali dentro? Será que a energia maléfica vem dali? Acho melhor eu verificar.
- Recue, cavaleiro.
O Berserker que surge possui um corpo atlético e musculoso e sua pele é pálida. Ele tem cabelos rosa com sombras roxas vermelhas e seus olhos são verde-claro. Ele possui um jeito imponente.
- Quem é você?
- Eu sou Alberich de Sacmis, um dos líderes Berserkers do batalhão do desastre de Deimos.
- Sacmis? Eu sei que na mitologia egípcia essa era a deusa da vingança. Jaga representa Neite, que na mesma mitologia é a deusa da caça. Então os líderes Berserkers do batalhão do desastre representam as divindades que regem os doze signos egípcios... – Conclui Shiryu.
- Você é o cavaleiro de Dragão, não é? Sei que é discípulo do Mestre Ancião, Dohko de Libra.
Shiryu fica mais próximo do imponente Berserker.
- Sou Shiryu de Dragão. Como conhece meu mestre?
- Sei bem quem ele é. Eu tenho um antepassado que foi um espectro de Hades na guerra Santa passada. E ele foi morto exatamente por Dohko de Libra. Minha vingança será magnífica.
Shiryu se sente confuso e intimidado com o imenso cosmo que o homem demonstra.
- Então você quer se vingar do meu mestre através de mim? Você sabe o que espectros de Hades intencionam na Terra?
- Digamos que quero me vingar sim, mas não devo me preocupar com o Libra. Ele já tem alguém responsável por matá-lo. E o nome do homem que tirará sua vida é Máscara da Morte.
Shiryu olha fixamente para Alberich após ouvir tal nome.
- Isso é impossível! Máscara da Morte é o cavaleiro de Ouro de Câncer, um cavaleiro de Athena.
- Hahahahaha seja sincero, acha mesmo impossível?
- O que? Então o Máscara da Morte... Que sujeito nojento traidor.
Shiryu olha para trás, pensativo.
- Nos reencontraremos mais a frente Alberich. Nesse momento necessito regressar aos Cinco Picos.
Alberich salta em grande velocidade e se coloca a frente de Shiryu do outro lado.
- Você não irá a lugar nenhum, cavaleiro de Bronze.
Shiryu fica pensativo em relação a seu mestre.
ROZAN — CHINA
Máscara da Morte e Mestre Ancião se encaram.
- Então quer dizer que se bandeou para o lado de Ares, Máscara da Morte? Realmente quer seguir o caminho do mal?
- O que é o bem e que é o mal tem respostas diferentes dependendo de sua época ou situação. Se Ares ascender ao poder, suas atitudes serão consideradas justas mesmo hoje sendo consideradas malignas.
- Como você é tolo e imbecil, Máscara da Morte. A justiça sempre será a mesma independente de tempo e lugar. As atitudes do deus da guerra sangrenta sempre serão consideradas malignas.
O cavaleiro de Câncer se irrita imensamente por ter sido chamado de imbecil pelo Mestre Ancião e ergue seu punho.
- Não vou perder tempo discutindo com você. O que devo fazer é executá-lo imediatamente.
Máscara da Morte ergue o punho e percebe alguém intercedendo.
- Quem está aí?
- Para trás, Máscara da Morte.
Era o soldado Lorenzo. Máscara da Morte o olha e desdenha.
- Um simples soldado raso do Santuário me pedindo para ir para trás? Você não é ninguém, sujeito.
- Eu sou alguém sim, mascarado. E para mim você mesmo nessa posição de cavaleiro de Ouro que não é ninguém.
Máscara da Morte se revolta com o atrevimento do soldado.
- Você é muito atrevido, soldado imbecil. Te matarei com facilidade como deve se fazer com um soldado.
Máscara da Morte começa a surrar Lorenzo, que mal sabe como agir diante do imenso poder do cavaleiro de Câncer. Ele o joga na cachoeira de Rozan.
- Quanto a você, Mestre Ancião. – Máscara da Morte o aponta. – Vou matá-lo com honras.
O cosmo do Mestre Ancião cresce imensamente.
- Agora seu fim velho... O que?
Lorenzo surge saltando da cachoeira e se colocando na frente do cavaleiro de Câncer.
- Não vai fazer nada, seu mascarado asqueroso.
Irritado, Máscara da Morte parte para surrar Lorenzo, que eleva seu cosmo.
- O que? Um soldado rivalizando comigo?
O cavaleiro de Ouro segue investindo e Lorenzo segue fazendo frente, mas começa a ser superado.
- Argh...
- Infeliz. É hora de você morrer: “Chamas do Inferno.”
- Argh... Aaaaaaaaaahhhhhhhhh...
Lorenzo sente seu corpo tomado por chamas azuis. Ele sente seu corpo sem forças completamente tomado pelas chamas.
- Agora te matarei na frente do Mestre Ancião para ele ver sua fraqueza. Depois será ele a minha vítima.
- Máscara da Morte, seu ordinário!
O cavaleiro de Câncer avista mais alguém se aproximando.
- Quem está aí?
Era Aioria quem surgia diante de Máscara da Morte.
- Meu irmão sempre desconfiou de você. De fato ele tinha razão.
Máscara da Morte olha para Aioria e depois para o Mestre Ancião.
- Vocês estão em dois cavaleiros de Ouro nesse momento. O melhor é recuar.
- Não vou permitir que fuja. Receba o golpe do meu punho na velocidade da luz.
Aioria tenta acertar Máscara da Morte, que desvia.
- Aioria, por favor, essa luta é minha. – Diz Lorenzo.
Máscara da Morte escuta e começa a gargalhar.
- Hahahaha que soldado insistente. Ele já não sabe que como soldado não vale nada?
- Será mesmo? – Questiona Aioria.
Máscara da Morte olha irritado para o cavaleiro de Leão.
- O que insinua?
- Você agora não tem mais nível de cavaleiro de Ouro. Sua armadura logo perceberá.
- Que bobagem. Essa armadura é minha e eu luto pelo bem ou pelo mal conforme for melhor para mim. – Grita Máscara da Morte.
Aioria parte para uma luta corporal contra Máscara da Morte. Logo um soco acerta a perna do cavaleiro de Ouro e a perna da armadura o abandona.
- Mas o que é isso? A perna da minha armadura caiu?
Toda a armadura de Câncer deixa Máscara da Morte.
- Por que a minha armadura está me abandonando?
- É a vontade da armadura. Agora vou te dar um fim cruel, Máscara da Morte. – Diz Aioria, cerrando os punhos.
- Me deixe lutar, Aioria. – Pede Lorenzo.
Aioria olha surpreso para o soldado.
- Você?
- Sim. Darei um fim nesse mascarado.
Aioria desconfortável não sabe o que dizer quando avista Lorenzo partindo para cima de Máscara da Morte.
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