Saint Seiya: New Classic Universe!
73 O Grande Segredo de Mitsumasa Kido!
Notas iniciais

Aldebaran foi buscar Saori na casa onde estavam os cavaleiros de Bronze no Santuário para levá-la até seu Templo. Hyoga questionou o cavaleiro de Touro sobre Camus. Aldebaran voltou a virar de costas a Hyoga e ficar de frente a Saori.
- No momento não devo dar nenhuma informação.
- Eu preciso saber sobre meu mestre Camus. Que mistério é esse? Não somos todos cavaleiros?
Seiya começa a se irritar com a preocupação de Hyoga, se lembrando de tudo o que Saori falou anteriormente, do atentado que o Santuário sofreu que vitimou os mestres de Shun e June além de deixar sua mestra Marin muito ferida, além de não ter como procurar sua irmã nesse momento.
- Pare com isso, Hyoga, que chatice. Você deveria ficar aliviado por não ter perdido seu mestre como aconteceu com Shun e June e de não estar na minha situação sem saber se minha mestra vai sobreviver.
- Se você estivesse no meu lugar me entenderia, Seiya. Eu nem sei qual é a função do meu mestre aqui no Santuário, não sei que tipo de cavaleiro ele é, além de saber que ele não me perdoou pelo que aconteceu com Isaak.
- Você está sendo egoísta, Hyoga. Nesse momento temos preocupações maiores.
Hyoga olha para Seiya com muita raiva.
- Egoista, eu? Estou junto com vocês em tudo. Só que também tenho meus dilemas. Você é muito injusto.
- Eu, injusto? Você não sabe o que é esperar tantos anos para procurar sua irmã e ser impedido por uma guerra. Vou fazer você engolir suas palavras.
Shiryu se coloca entre os dois cavaleiros, evitando que eles cheguem as vias de fato.
- Parem com isso! Não é momento para nos desentendermos.
- E irmãos não podem brigar também. – Comenta Tatsumi.
Todos viram o olhar para Tatsumi, que fica pálido.
- Do que você está falando? – Questiona Seiya.
- Eu não falei nada, só pensei alto. Bom devo regressar ao Japão, com licença, senhorita Saori.
Saori agarra o braço de Tatsumi.
- Você não sairá daqui sem dizer o que quis dizer. Todos escutamos muito bem o que você falou, Tatsumi.
- Senhorita Saori, é que...
Todos não tiram os olhos da direção do mordomo.
- Eu não sei se devo falar nada. Aliás, eu já falei demais.
- Você não sairá daqui, Tatsumi, sem falar. Acho que os cavaleiros não vão deixar, não é? – Diz Saori, pressionando.
Seiya, Shiryu e Hyoga cercam Tatsumi. Shun e June, sem reação, olham à distância.
- Pode ir falando o que você quis dizer aí. – Exige Hyoga.
- Eu não sei se posso, é o grande segredo da vida do senhor Mitsumasa Kido.
Seiya se irrita e agarra Tatsumi pelo colarinho.
- Eu vou te fazer falar por mal então.
- Acalme-se, Seiya. Ele vai falar. – Diz Saori.
Seiya joga Tatsumi no chão. O mordomo se levanta.
- Pois bem, então irei falar. Tanto o Seiya como Hyoga são filhos do senhor Mitsumasa, só que com mães diferentes.
- Que idiotice é essa que você está falando, careca? – Grita Seiya.
Saori olha perplexa para Seiya e depois para Hyoga.
- Explique essa história, Tatsumi.
- O senhor Mitsumasa tinha uma filha chamada Saori. Foi por esse motivo que ele colocou seu nome de Saori, senhorita, homenagem a filha de sangue dele que havia morrido. Durante o seu casamento com a mãe de sua filha legítima, ele teve um caso com a mãe de Hyoga e posteriormente com a mãe de Seiya. Ele escondeu das mulheres que era casado e depois as deixou. Teve um filho com cada uma delas. Ele com remorso de não ter dado o apoio a mãe dos filhos, resolveu abriu um orfanato para cuidar de crianças. Quis o destino que Seika buscasse vaga no orfanato junto com o então pequeno Seiya e posteriormente Hyoga tenha sido levado para lá pelo senhor Jonatan Solo após ser salvo do náufrago do navio que vitimou sua mãe. Mitsumasa soube da morte das mães de seus filhos e investigou se os dois eram de fato seus filhos e descobriu que de fato eram eles, mas resolveu não revelar pelo destino que eles teriam, pois eles estavam entre os escolhidos para se tornarem aspirantes a cavaleiros.
Saori fecha os olhos e respira fundo.
- Agora entendo toda aquela tristeza do meu avô. Eu sabia que ele tinha segredos. Antes de eu descobrir que era Athena ele me dizia que eu era filha da filha falecida dele. E ele sempre disse que havia sido um mal marido para sua falecida esposa e um péssimo pai, mas nunca me deu detalhes.
Seiya e Hyoga estão perplexos ao lado de Shiryu, June e Shun, que estão da mesma forma. Eles não conseguem pronunciar uma palavra e só se olham.
- O senhor Mitsumasa aceitou a menina Seika no orfanato mesmo ela tendo um irmão tão pequeno, pois já sabia que ela era a irmã mais velha de seu filho, filha do primeiro marido da mãe deles e com isso queria ficar ocultamente próximo do filho. O senhor Kido também sofreu muito quando soube da morte de Natássia, e pelo nome do garoto que foi levado ao orfanato pelo senhor Julian, se percebeu rapidamente que se tratava de seu outro filho.
Hyoga com a voz embargada enfim se pronuncia.
- Eu iria ao Japão naquele maldito navio com a minha mãe exatamente para procurar meu pai.
- Eu era pequeno, mas me lembro da Seika falando que ela foi aceita no orfanato quando ele já estava cheio. Agora entendo o motivo.
Seiya e Hyoga estão muito emocionados. Eles se abraçam.
- Eu não estou sozinho no mundo como imaginava. – Diz Hyoga.
- Eu não tenho só a Seika de irmã...
Shun não aguenta de tanta emoção e começa a chorar muito. June tenta acalmá-lo.
- Só peço para vocês dois não odiarem o senhor Mitsumasa, pois ele após perder a esposa quis ir atrás das mães de seus filhos, mas não as encontrou. Só depois que Seika foi para o orfanato e que Hyoga foi levado até lá, ele soube da morte de suas antigas amantes. Mitsumasa também ficou muito abalado com a morte da única filha do casamento que teve. Ele se tornou um novo homem.
- Sinceramente eu não sei o que pensar. – Diz Seiya.
Hyoga balança a cabeça mostrando concordar. Aldebaran volta a se aproximar.
- Compreendo a situação que está acontecendo aqui, mas preciso levar Athena até seu Templo. Essa é a minha missão.
Saori abraça fortemente Seiya e Hyoga, que correspondem ao abraço. A deusa se aproxima de Aldebaran e quando está para sair da casa com ele, uma luz se aproxima.
- Que cosmo nobre...
Era Eros quem adentrava a casa. Ele reverencia Athena.
- Perdoe-me se apresentar nesse local não apropriado, Athena. Eu, Eros de Peixes, estou a sua disposição. Aldebaran, eu estou preocupado, pois percebi uma cosmoenergia estranha atrás do cemitério do Santuário, próximo ao poço do Tártaro, local onde ninguém se atreve a ir.
- Que coisa estranha. – Comenta Aldebaran.
Mu adentra a casa e todos o olham.
- Já era para ter trazido Athena, Aldebaran. Aioros já regressou após ter se retirado da sala do Grande Mestre para fazer averiguações e quer fazer uma reunião com todos na entrada das doze casas.
- Aconteceu um problema familiar aqui, Mu. Mas eu já estava conduzindo Athena quando Eros chegou demonstrando preocupações com relação a cosmos sentidos na direção do cemitério, próximo ao poço do Tártaro.
- O que? Devemos notificar Aioros. Vamos.
Todos se retiram da casa. Eros não para de encarar June.
- Essa garota... Sinto algo familiar nela...
Todos se reúnem na entrada da casa de Áries. Os cavaleiros de Bronze ficam surpresos ao ver a postos todos os cavaleiros de Ouro com exceção de Saga e Dohko, que obviamente estava nos Cinco Picos de Rozan. Hyoga, já abalado, fica ainda mais quando avista Camus entre os cavaleiros de Ouro.
- O que? Mestre Camus! O senhor é um cavaleiro de Ouro!
- Sou o cavaleiro de Ouro de Aquário, Hyoga. Mas agora não tenho tempo para perder com explicações. – Responde Camus.
Hyoga olha para o mestre bastante surpreso. Aioros chama a atenção de todos.
- Cavaleiros de Athena, de fato algo está acontecendo no limite do Santuário, atrás do cemitério e próximo ao poço do Tártaro. Eu acredito ser ação de subordinados de Ares que estão tentando estender os domínios do deus da guerra junto ao Santuário.
- A energia sinistra que eu senti de fato deve ser de Berserkers de Ares. – Comenta Eros.
- A presença de Anteros pode ser sentida por lá, aqueles Berserkers do batalhão do fogo vermelho foram detidos, mas o deus do antiamor conseguiu deixar seu rastro no Santuário. Infelizmente os cavaleiros de Ouro não devem deixar as doze casas e Athena deve ficar em seu templo.
- Eu usarei meu cosmo para deter a ação de antiamor que causa o cosmo de Anteros. – Diz Saori.
Eros olha para a deusa e depois olha em direção a Aioros.
- Então essa sensação terrível naquele local nos limites do cemitério pode ser a real presença de Anteros aqui no Santuário.
- Sim, mas penso que além de Anteros, outro subordinado de Ares pode estar agindo. Pelo que pude me informar essa sensação terrível pertence a outro deus. – Avisa Aioros.
- De quem se trata, Aioros? – Questiona Milo.
- De Deimos, o deus do terror.
Os cavaleiros de Ouro mostram imensa preocupação. Os cavaleiros de Bronze olham entre si e Seiya relembra o ocorrido há pouco.
- Aquele Berserker Jaga de Neite, ele era do batalhão comandado por Deimos. Ele esteve no Japão querendo sequestrar Athena, mas recuou quando acreditou que ela já estava no Santuário.
- De fato isso aconteceu. Se ele sabendo que Athena já estaria no Santuário recuou... Deimos já pode estar agindo por aqui. – Diz Milo.
- Penso que os Berserkers do batalhão do desastre, comandados por Deimos, podem estar agindo nos limites do Santuário na intenção de estender o Templo da Guerra. – Conclui Aioros.
Aioria olha para seu irmão e acena querendo falar algo.
- Aioros, aquele homem que enfrentei, Yin de Boi, era um Berserker do batalhão da chama. Temos mais motivos para nos preocupar, são vários batalhões.
- É verdade, Aioria, mas como Aioros disse, esse cosmo que parece estar sendo sentido nos limites do Santuário é do deus do terror. Mas pude perceber que os líderes desse batalhão do desastre são regidos pelos signos egípcios, representados por divindades egípcias. – Explica Mu.
Aioros mostra concordar com o que é dito e demonstra no olhar imenso lamento.
- E nesse momento estamos desfalcados. Lamento o ocorrido com os cavaleiros de Prata nesse atentado ao Santuário...
Os cavaleiros de Bronze escutam tudo em silêncio. Eles avistam os rastros de destruição no Santuário, tanto próximo as doze casas como pelos pátios e Coliseu.
- Aqui próximo foi onde lutou o bravo e corajoso Algethi de Hércules contra um Berserker chamado Vermeer de Cérbero, um oponente que demonstrava grande liderança sobre os demais. – Relembra Shaka.
Todos olham para o local do confronto.
HORAS ATRÁS
Algethi derrubava um Berserker, quando via alguém se aproximar das doze casas.
- Esse Berserker tem poder superior aos demais. A intenção dos demais Berserkers era abrir caminho para ele, para invadir as doze casas. Não posso permitir.
Algethi saltou e ficou na frente do poderoso Berserker.
- Vai insistir em ficar no caminho, cavaleiro de Prata? Você não será páreo para mim.
- Se eu fosse você, recuaria. Mas nem te darei tempo, um sujeito igual você não pode permanecer aqui: “Poder Supremo de Hércules.”
Algethi concentrou o cosmo em seus punhos e na sequência, numa incrível velocidade, gerou uma gigantesca tempestade de ventos que arremessou Vermeer a vários metros de altura.
- Argh... Infeliz!
- Já disse que das doze casas você não se aproxima! O que?
Vermeer correu em imensa velocidade e voltou a ficar diante de Algethi, disparando:
- “Cabeças de Cérbero.”
O golpe de Vermeer criou com seu cosmo um cão de três cabeças. Uma das cabeças se tornou um dragão e outra se tornou uma serpente. A terceira se manteve como um cão indo devorar o cavaleiro de Hércules.
- Argh... Estou sendo mordido... A cabeça de dragão me lançou fogo e a serpente me picou.
- Agora seu corpo sentirá os efeitos da minha técnica, cavaleiro.
Algethi se sentiu zonzo, sangrou na perna onde foi mordido e seu braço travou onde foi picado.
- Você agora não terá mais condições de luta. Eu darei um fim nisso.
Vermeer ergueu as mãos e suas forças pareciam esvair. Ele foi ao chão.
- O que aconteceu de repente?
- Achou que aguentaria o Poder supremo de Hércules sem consequências? E usou muita energia para me atacar, seu corpo não sairia ileso.
- Mas que diabos... Esse infeliz recebeu o ataque das três cabeças de Cérbero e ainda está de pé. Incrível sua resistência.
- Serei eu quem dará o golpe final. Mesmo com o corpo travado e sangrando e me sentindo muito zonzo eu sou capaz: “Poder Supremo de Hércules.”
- Eu ainda posso lutar cavaleiro: “Cabeças de Cérbero.”
Os dois oponentes usaram todas as suas forças para um último golpe. Algethi foi novamente vitimado pelo ataque das três cabeças enquanto Vermeer teve seu corpo esmagado. Mesmo assim os dois se levantaram e trocaram os últimos golpes corporais até seus corpos não aguentarem mais.
- Infeliz... Me deteve, mas você não tem como sobreviver. – Diz Vermeer antes de cair morto.
Algethi foi ao chão com os olhos marejados.
- Perdão, companheiros. Dei o melhor de mim. Esse poderoso Berserker não avançou. Protejam Athena e a Terra. Não sei se sobreviverei.
Algethi estava sofrendo hemorragia. Imediatamente ele foi socorrido por um soldado e levado até Arles, que o tratou com sua capacidade medicinal. Ele seguia a beira da morte.
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