Saint Seiya: New Classic Universe!
53 Mudança de Regras!
Notas iniciais

Ikki derrota June e a coloca com cuidado no chão da arena, após ela desmaiar em seus braços. June é socorrida pelos médicos. Shun chora e olha para Ikki.
— Por que Ikki?
— June é admirável. Eu posso ter vencido para o torneio, mas quem me deu uma lição foi ela. Ela venceu. Ela me fez sentir uma emoção que eu jamais pensei que sentiria novamente. – Ikki deixa uma lágrima cair. – Perdão por te fazer sofrer, meu irmão. – Ikki deixa o Coliseu.
Hyoga está perplexo e olha para Ikki deixando o local. Ele se vira de costas.
— June trouxe a humanidade de volta a Ikki. Ele lutou pra valer como prometeu, mas maneirou na intensidade do golpe, por ela estar ferida. June o surpreendeu e por um momento o superou. Ikki com certeza repensará em suas motivações. Há coisas que só as mulheres nos fazem sentir. Embora eu nunca tenha tido essa oportunidade de ter uma emoção forte dessa.
Hyoga percebe Shoko, Mii e Xiaoling no chão por conta do impacto dos confrontos dos golpes e as socorre.
— Vocês estão bem?
Xiaoling balança a cabeça meia zonza e acena que está bem. Mii senta no chão e diz que está melhor. Hyoga segura Shoko no colo, que o olha nos olhos.
— Cavaleiro...
— Você está bem garota? – Hyoga retribui o olhar.
Ela balança a cabeça positivamente e sorri.
— Mas quem são vocês? São amazonas?
— Nós somos...
Mii puxa Shoko nesse momento.
— Temos que ir falar com a senhorita Saori. — Mii segue andando puxando Shoko, que olha Hyoga de longe. Xiaoling as acompanha.
As escudeiras chegam na cabine e Saori está sozinha. Ela está emanando seu cosmo junto a seu báculo.
— Senhorita Saori? – Diz Mii se aproximando com cautela.
— Minhas escudeiras. Tenho algo que quero que façam para mim.
As saintias olham para Saori, que começa a explicar o que quer. Nesse momento, Tatsumi adentra cabine.
— Senhorita Saori, tem um rapaz querendo falar com você!
— Quem é?
O homem adentra a cabine mancando. Era Lorenzo.
— Senhorita eu me chamo Lorenzo, sou um soldado raso do Santuário. Vim trazer as armaduras restauradas dos cavaleiros.
Saori encara Lorenzo, que faz o mesmo. Os dois sentem se conhecerem.
— Será ela... Não é possível... Athena! – Lorenzo fala em seus pensamentos.
— Esse homem... Um soldado? Sinto algo forte vindo dele. É meu cosmo de Athena quem diz... Será que o conheço... De outra vida?— Saori também fala em seus pensamentos.
Os dois cortam o silêncio com a fala de Mii.
— O senhor se parece com o Nikol.
— Sou irmão dele senhorita. – Responde Lorenzo.
— Seja bem vindo Lorenzo. Pode entregar as armaduras a Tatsumi. Seu irmão regressou ao Japão, mas você pode permanecer para nos auxiliar. – Diz Saori.
Lorenzo concorda. Ele tem certeza que aquela garota é Athena, mas como sabe que é apenas um soldado, evita perguntar qualquer coisa.
Passam-se algumas horas e June está ainda repousando inconsciente em um dos quartos da clínica da fundação. Shun passa a mão em seus cabelos. Ela desperta.
— Mmmm... Shun?
— Que bom que acordou June. Você lutou muito bem, mas se feriu muito e eu estava preocupado.
June está com a feição triste.
— Eu perdi...
— o mestre Daidaros e o senhor Albion estão orgulhosos de você! – Diz Shun.
June relembra a incrível luta que teve contra Ikki.
— E o seu irmão?
— Ele também se feriu. Mas rebelde do jeito que é, nem foi atendido e já deixou o interior do Coliseu GRAAD.
June sorri. Ela já descobriu que esse é o jeito de Ikki. E a luta contra ele fez muita coisa mexer com seu interior, além de ele ver seu rosto. É quando ela se toca que está sem máscara.
— Shun você não pode me olhar. – June cobre o rosto com a coberta. – Terei que te matá-lo Shun...
— Já tinha visto seu rosto quando éramos novos, June. Você está ainda mais linda. Prometo não contar a ninguém.
Nesse momento adentram no quarto Seiya, Shiryu, Hyoga, Shunrei e Mihu fazendo June novamente cobrir o rosto com a coberta.
— June nós viemos vê-la e parabenizá-la pela luta... O que foi? – Seiya estranha o comportamento de June.
— Ela não pode ter o rosto visto por nenhum homem. – Explica Shun.
— Ah é verdade. Marin e Shaina também... Bobagem né? – Comenta Seiya.
— Não mais! — Quem adentra o quarto agora é Mii.
Todos encaram Mii.
— Você por acaso não é uma daquelas garotas que vivem ao lado de Saori? – Pergunta Shiryu.
— Sim, estou aqui no Torneio a mando de Athena. – Responde a garota.
Seiya fica surpreso e questiona a garota:
— Está querendo dizer que você tem contato com Athena?
— Sim. Sou uma escudeira. – Responde Mii.
Todos os cavaleiros olham entre si. June segue com o rosto coberto.
— Escudeira? Acho que já ouvi falar sobre isso. São as garotas consideradas como guarda pessoal de Athena, que a auxiliam no cotidiano, é isso? – Pergunta Shiryu.
— Exatamente, também somos chamadas de saintias. E vim trazer uma mensagem para June diretamente vinda de Athena. — Mii se aproxima de June a e entrega um envelope por baixo da coberta.
— Uma carta de Athena diretamente para mim? – June se surpreende.
Mii confirma com a cabeça.
— Não só para você, mas é algo que precisa chegar a seu conhecimento.
June abre a carta e se surpreende com o que vê. Ela tira a coberta e todos veem seu rosto. Seiya, Shiryu e Hyoga não escondem a admiração com a beleza da amazona. Eles se lembravam que ela já era uma menina muito bonita quando criança, mas a bela mulher que ela se tornou os deixou encantados. Shunrei e Mihu se mostram incomodadas com as reações de Seiya e Shiryu.
— Uma carta que diz que está abolido o uso de máscara para todas as amazonas e também não há necessidade de cumprir qualquer uma das promessas caso algum homem tenha visto o rosto de alguma amazona. E a carta possui o selo de Athena... Não há dúvidas, é realmente um comunicado de Athena. Mas por que ela tomou essa decisão?
— Digamos que isso já não combina com os tempos atuais. Athena quer valorizar as mulheres que estão ao seu lado, e não quer que elas abandonem a feminilidade para serem guerreiras. Isso só era permitido para nós, suas escudeiras, mas agora as amazonas também podem ficar sem máscara. – Mii se vira de costas.
Hyoga vai atrás de Mii, surpreendendo os demais.
— Espere! Aquela garota ruiva que estava com você e também com a outra menina também é uma escudeira?
— Você está falando da Shoko né? Sim, ela é assim como Xiaoling. Obrigado por ter nos ajudado quando caímos. – Responde Mii.
— Tudo bem. Então é Shoko... – Hyoga fica pensativo. Seiya começa a rir, o deixando sem graça.
Os cavaleiros cumprimentam June mostrando por ela imenso respeito. Todos começam a rir se lembrando dos momentos em que viveram juntos na infância. June percebe que já se passaram algumas horas.
— Acho que já começou a repescagem. Liguem a TV, por favor!
Shiryu liga a TV bem no momento em que o narrador avisa.
— E o vencedor da primeira luta da repescagem é o Lince. Ele derrota Hidra com imensa facilidade. Lembrem-se, dos três vencedores da repescagem, os dois que somarem mais pontos no computador farão uma luta extra, e o vencedor dessa luta extra irá para a semifinal com Pégaso, Cisne e Fênix!
Shiryu fecha os olhos se mostrando contrariado.
— O Lince que eu venci... Pode chegar a semifinal e eu não!
— Muito injusta essa regra. Aposto que é coisa da Saori. – Comenta Seiya.
— Acredito que eles querem que os cavaleiros tenham duas lutas até a semifinal. Por isso que tem essa repescagem. Embora tenha uma luta extra dos dois melhores da repescagem. – Comenta Shun.
Hyoga olha para Retsu na tela da TV comemorando a vitória.
— É verdade. Mas você Shun, assim como Shiryu e June estão muito a frente em questão de poder, até porque derrotaram esses cavaleiros da repescagem. Mas isso é um torneio e tem essas regras, de qualquer forma eu enfrentarei o Ikki e você Seiya, enfrentará o vencedor dessa repescagem.
Seiya fica olhando pensativo para a tela. Os cavaleiros resolvem deixar June descansar. Ela fica observando.
— A próxima luta é da minha antiga adversária. A Kyoko de Lebre enfrentará o cavaleiro de Ursa Maior.
No corredor do Coliseu GRAAD, Shoko entrega uma carta a Kyoko.
— Uma carta de Athena minha irmã?
— Sim Kyoko, leia. – Confirma Shoko.
Kyoko lê a carta similar a entregue a June. Kyoko retira sua máscara.
— Fico feliz que a senhorita Saori tenha tomado essa decisão. Sem dúvidas as ações de Éris a fizeram pensar nisso. Éris joga sujo e de todas as formas para tentar abalar nossa deusa.
— Verdade. Também tenho a mesma sensação... – Shoko olha para cima.
Kyoko pega nas mãos de Shoko.
— É porque nascemos sob essa estrela maligna, por isso sentimos isso. Mas vejo que você conseguiu se livrar desse destino, eu também conseguirei, minha irmã!
As duas se abraçam. Kyoko vai para a arena. Shoko fica pensando sobre seu destino. Ela avista Hyoga de longe no corredor.
— O cavaleiro de Cisne... Por que ele me surpreendeu mais que o Seiya, que é guiado por uma constelação irmã da minha? – Shoko fica olhando Hyoga quando é interrompida por Xiaoling.
— Poxa sua irmã vai lutar contra meu amigo Geki. Eu estou dividida nessa luta... – Comenta Xiaoling.
Shoko sorri e disfarça. Elas mal entram na arquibancada e a luta acaba.
— E quem vence a segunda luta da repescagem é a Lebre. Ursa Maior mesmo com toda a sua força física não foi páreo para a amazona, que enfim mostrou seu rosto.— Diz o narrador.
— Incrível Kyoko! – Shoko sorri.
Na clínica da fundação, June está impressionada com a performance de Kyoko, quando é surpreendida com alguém entrando em seu quarto com flores cobrindo seu rosto.
— Quem está aí?
A pessoa tira as flores da frente de seu rosto. Era Ikki. Seu olhar estava completamente diferente.
— Ikki! – June não consegue disfarçar a surpresa.
— Permita-me entrar e me aproximar de você, June? – Ikki a oferece as flores.
June sorri e permite. Ikki se aproxima e lhe entrega o ramo de flores.
— Essas flores roxas são muito similares as que existiam no campo de flores daquele inferno da Ilha da Rainha da Morte. Esmeralda me levava lá, era um oásis no meio daquele lugar macabro. Resolvi trazer a você, já que junto da saudosa Esmeralda você é a mulher que mais admiro.
— Obrigada Ikki. – June recebe as flores ficando tímida.
Ikki senta ao lado da cama de June e a olha fixamente.
— Agora que vi seu rosto você vai querer me matar? Mas pelo visto não fui apenas eu quem vi seu rosto.
— Athena aboliu essa prática. – June mostra a Ikki a carta. – Você não precisa se preocupar. – A amazona sorri.
— Que pena... – Diz Ikki lendo a carta.
June não entende o comentário de Ikki e espera ele complementar algo. Como ele não fala, ela resolve perguntar.
— O que é uma pena?
— Se você não iria me matar, teria que me amar, não é?
June fica muito sem graça com o comentário de Ikki. Um clima é criado entre os dois. Porém algo na janela chama a atenção de Ikki.
— O que é isso?
Ikki corre para a janela e vê um vulto. Ele se mostra perturbado.
— Esse cosmo... Me parece familiar.
— Eu também senti Ikki. – Diz June.
Ikki volta a se virar para June. O olhar tranquilo de Ikki volta a mostrar seu rancor.
— Como estão os seus ferimentos Ikki? – Pergunta June.
— Já estão melhores... Você me feriu bastante, mas adquiri resistência. – Ikki diz ainda olhando pela janela.
June se levanta da cama, fazendo Ikki ir ampará-la.
— Você ainda está ferida...
— Eu também me senti perturbada com esse cosmo. Era um cosmo muito agressivo.
Ikki volta a ver um vulto na janela. Ele fica ainda mais intrigado.
— Não irá me escapar dessa vez!— Ikki salta da janela.
— Ikki! — June corre para a janela e olha para fora. Ikki não está mais no local. A amazona resolve deixar o quarto.
No corredor a amazona de Camaleão está pensativa e se mostra angustiada.
— Estamos sendo vigiados... Aquele cosmo sinistro...
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