Notas iniciais
É o momento de «abrir os olhos» para a verdade escondida meio às mentiras e à realidade distorcida. É o momento da rendição!


O ADVENTO

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– Lamentando por renegá-lo, Klahan?

Indagou Kaliem mexendo em sua lança, fazendo com que suas correntes o sufocassem ainda mais, provocando já sangramentos em seus braço e pescoço. Isso fez com que Klahan voltasse à realidade, mas aquela dor nada era comprada com aquela que sentia dentro de si.

– Estou oferecendo uma última chance de reconsiderar sua resposta antes que sua cabeça seja arrancada e seja presenteada ao meu senhor Apolo.

Ele ri daquilo como extremo sarcasmo e observando a reação de Klahan. Ele ainda era capaz de manear negativamente respondendo aquilo? Como poderia ser tão estúpido em negar tamanho privilégio em pró daqueles vermes humanos? Com um único movimento visava deferir um golpe contra o renegado quando algo o impediu, algo como uma barreira que o impediu de golpeá-lo a primeira vez. Kaliam ficou surpreso como ela poderia ser capaz ainda que criar algo como aquilo. Voltou-se para o velho homem e o viu desperto, ainda fraco e estabelecendo não uma barreira, mas paralisando o golpe antes mesmo de tocar em Klahan.

– Velho maldito! Ainda querendo interferir em meu julgamento? Vou acabar logo com você!
– disse movendo violentamente a lança no ar e gerando sua Tormenta, um tufão de calor com suas lanças em direção de Harish.

Porém, foi como uma força contrária repelisse o golpe, surpreendendo a ambos. Kiet, o garoto, surgiu por trás de algumas ruínas com seu braço estendido e surpreso com ele mesmo. Teria sido ele capaz daquela proeza? Kaliam trincou os dentes e estendera sua mão para frente arremessando uma poderosa onda de calor em direção ao garoto. Harish precisou ser rápido, acolhendo-o de modo a protegê-lo em seu escudo. "KHAAAAAAN!" Kaliam ria coma aquilo, arregalando os olhos de modo vil e apreciando aquilo.

– Acha mesmo que essa barreira será capaz contra minhas Chamas Divinas? Diferente daquela que o paralisa no chão, com essa posso controlar seu poder destruição. EU VOU ACABAR DE VEZ COM VOCÊS DOIS, VERMES MISERÁVEIS!

“Não... Eu não posso me render. Não posso permitir que mais pessoas se sacrifiquem por mim. NÃO POSSO PERMITIR QUE SE SACRIFIQUEM POR MIM!”, pensou Klahan ainda ajoelhado, o corpo curvado para frente. Os braços antes esticados presos pelas Correntes do Suplício de Kaliam. Pareciam reagir. Seus punhos foram fechados e ele forçava fechá-las. Trincava os dentes pela dor que o dilacerava de dentro pra fora.

Kaliam percebeu uma ponderosa energia emanar atrás de si, assistindo Klahan conseguir, pouco a pouco, sobrepujar o suplício das correntes. O seu cosmo ascendia de maneira violenta, puxando os braços que sangravam pela força das correntes sobre seu corpo, levantando a cabeça com muita dificuldade pela pressão exercendo ao contrário.

Conseguia empurrar a perna de modo a ajudá-lo a se levantar. Kaliam removeu o ataque contra o velho e o garoto e se lançaria contra Klahan, mas sua barreira não somente impediu como também repeliu de imediato, quase que instantaneamente. Somente não atingira a Entidade Suprema porque usara sua lança e girando-a tão rápida que repeliu o ataque. Aquilo o deixou ainda mais surpreso.

– Você se diz a Entidade Suprema do Julgamento? Pois chegou a sua vez de ser julgado por sua crueldade e barbaridade, Kaliam. Não tem o direito de vestir essa indumentária sagrada.
– dizia Klahan com os dentes trincando enquanto ainda se colocava de pé, ereto.

As correntes ainda prendiam seu corpo, fazendo Kaliam acreditar ainda ter alguma vantagem sobre o jovem. Ele segurou firme em sua lança e faíscas surgissem seguindo a trilha das correntes que envolviam o corpo de sua vítima e pressionando-o ainda mais. Klahan sentiu como se todo seu corpo recebesse uma forte corrente elétrica. Ele, porém, não cedeu, apenas segurou as correntes com seus punhos e apertando entre suas mãos até sangrar. Até mesmo um filete de sangue surgia de seus lábios tamanho controle que exercia sobre seu corpo.

– Eu já disse que nada pode deter essas correntes, Klahan. Ela foi forjada pelo próprio Hephaestus...
– vangloriava-se Kaliam quando foi obrigado a se calar.

Kaliam percebe uma reação em suas correntes, não acreditando em primeira instância. Elas estavam trincando? Indignado com aquilo, buscou deferir um golpe contra Klahan com sua lança em direção ao seu peito, mas foi impedido por uma ofuscante luz dourada que se interpôs entre ele e Klahan.

– A Armadura de Virgem protegeu Klahan...– comentou Harish ainda com Kiet em seus braços, inconsciente.

A armadura se colocou diante de Klahan, despertando surpresa até mesmo dele. “A Armadura de Ouro de Virgem... protegeu... a mim?”, pensou ele de imediato, fazendo seu cosmo ascender mais e mais.

“Klahan, confie em você. Lembre-se do que me disse que era capaz de ver além dos seus próprios olhos. Você, pode Klahan. Nãos e deixe enganar pelo o que querem que você veja!”, dizia Sukhon sem eu subconsciente. Klahan apenas baixara a cabeça naquele momento, deixando seu cosmo emanar de forma poderosa. A ponta da corrente que lembrava um tridente, avançou sobre a face de Klahan, arranhando seu rosto e arrancando a venda que cobria seus olhos. Ele mantinha os olhos fechados desde então, mesmo debaixo das vendas. Uma poderosa força parecia escapar de seus olhos.

– Harish, proteja-se junto com Kiet...– disse somente, percebendo que Harish envolvia todo seu corpo com uma poderosa barreira. Nesse mesmo instante, Klahan abriu os olhos que era apenas um globo dourado de uma energia esmagadora percebida até mesmo por Kaliam que o olhou assustado.

– N-não é possível...! E-esses olhos... são... são...– dizia, instigando mais energia em suas correntes que se desfizeram em pós de estrelas, sumindo do corpo de Klahan. Nesse instante, a Armadura de Ouro de Virgem se desfez.

A Armadura de Ouro de Virgem envolveu todo o corpo de Klahan. Kaliam, por sua vez, assistia incrédulo suas correntes desaparecerem no ar juntamente com o chão que parecia se desfazer sob seus pés.

– Acha que pode julgar a mim, Klahan? EU QUE SOU A ENTIDADE SUPREMA DO JULGAMENTO!? COMO PODE RENEGAR AQUELE QUE O AGRACIOU COM TAMANHO PODER? COMO PODE RENEGAR...– esbravejava Kaliam apontando para Klahan com sua lança quando foi abruptamente cortado pelo próprio que o fitava incisivamente com aqueles olhos dourados. A força ao redor era cada vez mais esmagadora.

– O seu deus pode ter me concedido a Visão, mas não foi ele quem me concedeu a graça. O senso de amor e paz que obtive nesse templo se deu graças a outro deus... melhor dizendo, a uma deusa!– dizia incisivamente enquanto olhava para Kaliam. A força de sua cosmo-energia era surpreendente, fazendo com que tudo à sua volta fosse tomada por ela. Todo o cenário á sua volta parecia ter desaparecido naquele instante. – Agora compreendo tudo muito bem, da minha predestinação. Vou renegá-los quantas vezes for preciso!

Kaliam girava sua lança mandando-o se calar e gerando uma Tormenta violenta em direção de Klahan.

– CALA SUA BOCA, MALDITO! VOU ARRANCAR SUA CABEÇA E ESSES MALDITOS OLHOS!!!– e pulou frente ao Cavaleiro Dourado, este se manteve parado em seu lugar em posição ereta, elevando os braços até altura do peito e juntando as mãos em forma de prece. Tão logo as abriu revelando uma esfera de energia dourada.

Tenma Kōfuku... RENDIÇÃO DIVINA!

Uma poderosa força acertaria Kaliam de maneira avassaladora, tomando-o completo por aquela luz dourada que destruía por completo sua lança e sua indumentária sagrada. Os olhos de Kaliam eram de terror, surpresa e perplexidade. “Como poderia imaginar que...”, e caiu violentamente no chão, abrindo uma cratera enquanto ele assistia Klahan fechar os olhos e pressionar com as mãos, contendo aquele poder.

– En-Então... era verdade...? Os olhos... esses olhos... Como pude ser... ser tão... tolo...? Ma-Maldito... Klahan... – e forçou a rir, tossindo mais sangue. – Es-Estou morrendo... mas você... jamais... jamais poderá... remover essas vendas... È o seu... maior castigo...!– ria, até finalmente desfalecer.

O seu corpo logo foi tomado de uma energia que explodiu em milhares de contas de luz que desapareceram no ar. Harish mantivera forte seu escudo, mas sentia que uma segunda força alimentava a sua. Assistiu perplexo aquele poder e apenas Klahan de pé ainda com a Armadura de Ouro de Virgem cobrindo seu corpo. Esta emitiu um forte brilho e deixou seu o corpo e ficando no ar em sua forma verdadeira.

O corpo de Klahan estava muito debilitado e ferido pelas Correntes do Suplício de Kaliam de Promethee. Ele levantou a cabeça, com os olhos já fechados e pressionando com a mão – mas ainda deixando sair alguns resquícios daquela energia. Forçou um sorriso e sussurrou:

– Obrigado, Armadura de Ouro... Obrigado, Atena...– e caiu, inconsciente no chão.

Notas finais
No próximo capítulo... Uma última revelação.