Saint Seiya - Kali Yuga Chronicles
10 Capítulo 9 - A Torre do Equilibrio
A luz do teletransporte se desfez e Atena e seus cavaleiros viram a linda paisagem verde das montanhas, o ar fresco, típico de uma mata intocada.
-Não se distraíam, companheiros! — gritou Elys de Libra.
Sacha ia na frente, guiando todos para a entrada da construção. Logo puderam ver uma espécie de castelo e um largo pátio, ambos de pedra gasta, coberta em partes pelo limo e vegetação.
Foi por um raio de segundo que duas amazonas de prata percebam. Requim e Casty, que treinaram juntas, aproveitando da sincronia, agiram em conjunto, com a amazona de Corvo usando seu cosmo cheio de misticismo para aumentar a barreira da amazona dos ventos.
A potência da potência técnica fora tamanha que separou o exército em duas partes, um grupo pequeno de cavaleiros de ouro, Altar, Carina, Boieiro e Urso (que estavam mais próximos e a frente), Atena e o Grande Mestre. O restante permaneceu dentro da barreira.
-Atenção, tropa inimiga! — berrou o rei de Blue Graad, Artur de Boieiro ao notar o porque da ação das amazonas.
E invadindo o pátio, vinha os soldados rasos.
A fenda que separava os dois grupos era profunda e perigosa até mesmo para um experiente guerreiro pular. Yuki notou com os próprios olhos o que havia com o grito de Boieiro. Via as costas das duas amazonas, encarando a enorme leva de inimigos.
O pequeno grupo observava espantado pela ação e o resultado da mesma, parecendo parados quando a amazona de Vela virou para trás e encarou o grupo com um sorriso e apontou para torre.
-Vamos seguir. Entendi o que Vela e Corvo fizeram — suspirou o cavaleiro de Áries.
-Mestra... — sussurrou consigo o pupilo de Casty.
Enquanto a maior tropa se virava com os soldados rasos, o pequeno grupo seguiu em frente.
-Ragaraja! — bradou o dourado de Escorpião e Chaffin de Carina.
A sensual deva estava encostada no portal e sorria maliciosamente, erguendo uma mão e incendiando brevemente. Aquilo irritou profundamente Chaffin, vendo que a deva continuava com suas habilidades piromaníacas.
-Cara, essa vadia ainda tá aí? — resmungou Matheus.
-Estou com uma vontade louca de esfregar a cara dela nessas pedras. — acompanhou o cavaleiro de Bronze.
Matheus riu, e assim como Chaffin, não tirava os olhos da beldade maligna.
-Mamãe, siga em frente. Temos pendências com essa vaca.
-Até parece que não te dei educação! — ralhou a amazona de Libra.
-Mas as vacas não são sagradas na Índia, mãe?
-Pode ir, vamos fazer um estrago em quádruplo com essa daí. — disse, estalando as juntas da mão o cavaleiro de fogo.
Os demais assentiram, seguindo em frente, enquanto a dupla se preparava.
-Chaffin, não esfregue tanto a cara dela no chão. Quero beijar ela quando tiver virado presunto, porque louco de beijar ela assim não sou.
-Tirando que parece que suga sua alma, ela beija bem...
A deva se desencostou e ironizou:
-Ficaram com saudades, é?
-Nem tanto — respondeu o dourado.
-Tenho pena quando chegarem no primeiro quarto. Quem os aguarda nem seu Hades derrubaria.
-Para de mugir, quero ver seu sangue! — rosnou Carina e os três partiram pro ataque.
O restante do grupo continuou o caminho entrando num imenso jardim. Logo os cavaleiros sentiram o cosmo de Artur se elevar, junto com Yuki de Altar. O mesmo tipo de idéia fez com que uma parede de gelo novamente separasse o grupo, contendo plantas enlouquecidas de atingirem Stephanie. Os rei e o cavaleiro de prata reconheceram os cosmos de Ryuga e Lenge.
-Rêgo-sama, Stephanie-sama... Sigam em frente. Vamos deter esses dois. — disse Yuki, ao perceber que Artur fizera a parede que contera a manipulação de Lenge.
Logo as figuras dos devas surgiram, encarando os dois.
-Eu também ficarei! — disse o Urso, ao que Yuki rebateu por detrás da gélida muralha:
-Nada disso! O homem que matou seu mestre está com toda certeza, além desse jardim. Você não quer vingá-lo?
Geovanne estacou e sentiu o ar frio da vingança corroer os ossos. Era verdade, queria fatiar se possível, o homem que fizera o mesmo com o Touro.
-Vocês ficarão bem?
-Clara boca, ursinho Pooh — resmungou Artur. — Vá logo!
Com isso os demais seguiram em frente e logo encontraram a entrada da torre, indo parar numa sala escura.
-Ow, Vakevicius! — murmurou o cavaleiro de Cérbero. — Você não consegue me enviar pro outro lado não?
-Por que?
-Queria queimar umas plantas lá. Estou sentindo o cosmo daquela deva estranha...
-Eu não sei...
Então o exército todo viu a figura de outro deva surgir, com uma armadura com asas.
-Peço gentilmente que se retirem, cavaleiros de Atena. Esperem o fim do mundo, por favor.
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