Saint Seiya - Kali Yuga Chronicles

19 Capítulo 18 - Entre deusas


Notas iniciais
Capítulo curto,escrito sob pressão de se conviver com gente doente da cabeça em casa. Mas foi feito de todo coração.

O caminho que seguia para a última parte era uma longa escadaria de pedras gastas e com limo. Passava por uma espécie de casa, toda limpa e bem decorada com motivos indianos, coloridos, mas não era ali que a divindade hindu estava. Ainda havia mais escadas a seguir e o grupo continuou a subida até um templo em ruínas, a céu aberto.

Ao fundo, perto de um altar estava Parvati Kaur, ou melhor, Kali. Trajando sua shakti, sua lança matadora de demônios, seus olhos sem viço, possuídos pelo vermelho em contraste com a pele cor de jambo.

Havia uma expressão vazia, indiferente. Os cabelos negros contornando o corpo esguio e de aparência frágil, a franja tremulando com a brisa suave, mostrando o binji vermelho como sangue.

—Não consigo detectar qualquer alteração emocional no cosmo... – murmurou Elys.

—Ela parece estar ocultando o cosmo... – comentou Messura, sem desviar o olhar.

—Não se enganem, ela é poderosa. – afirmou o Sagitário.

As deusas trocavam olhares, ambas segurando suas armas com firmeza.

—Em nome do desejo de Setsuna, lhe pedirei educadamente: saia do corpo de Parvati Kaur e abandone essa guerra.

O momento de tensão durou pouco, quando a indiana apontou a lança contra Atena.

—Parvati Kaur está morta. O desejo tolo e humano de Shiva jamais vai se realizar. O mundo está podre e devo destruí-lo. Um mundo sem helenos sujos para corrompe-lo.

A jovem loira suspirou pesarosa, nada podia fazer. Ergueu seu báculo, iluminado pelo seu potente e doce cosmo, logo um brilho riscava o céu, cruzando milhas e milhas, até descer em segurança na mão livre da deusa grega. Era a armadura de Atena.

—Cavaleiros, quero que fiquem para trás. – disse Steph de forma firme.

A armadura a trajou num brilho rápido e assim, logo apontou o báculo, deixando os olhares se cruzarem. O decidido da deusa grega e o indiferente da hindu.

O confronto iniciou num avanço sincronizado, o choque das armas causando um clarão. Kali deu um mortal para trás ao ser atacada, escapando do golpe. Steph se colocou em defesa, fazendo com seu cosmo a armadura encolher as asas e diminuir um pouco o saiote com os mecanismos. Sabia que sua inimiga tinha uma vestimenta leve e o salto foi a prova do estilo ágil e violento que viria.

Kali avançou com a lança apontada em linha reta, sendo detida pelo escudo, com o báculo descendo com a intenção de quebrar o cabo da arma da deusa da morte, mas no ultimo segundo a morena se esquivou, girando o corpo para a esquerda dela e saltando, pretendendo atacar pelas costas, mas as asas cresceram novamente e bateram, fazendo o ar empurrar a hindu contra uma pilastra.

Havia certa angústia em assistir, mas os dourados sabiam que enquanto o cosmo divino estava selado, a deusa fora amazona e era muito bem treinada em combate, aprimorado pelo cosmo divino desperto.

Atena avançou, se aproveitando de Kali atordoada pela dor do corpo humano, mas atenta, a indiana saltou para cima, usando os ombros da loira para impulsionar, ao mesmo tempo que desequilibrava a inimiga para logo atacar, fazendo Steph apelar novamente para o escudo.

—Não importa quanto lute, deusa helena, os humanos só estão destruindo o mundo. A terra clama por ajuda, está em agonia... Não escuta a voz da terra?

—Minha missão é proteger a vida, Kali. E eu protegerei! Isso inclui os humanos, esse planeta!

Atena explodiu o cosmo, empurrando a deusa. Posicionando o escudo a sua frente e elevando o cosmo, os traços do mesmo começaram a se iluminar, como se fosse feita de leds dourados. Kali se preparava para esquivar ou deter.

—Golden Paradise! – gritou a deusa grega, lançando um potente golpe de luz do escudo, atingindo Kali e a lançando contra seu próprio altar.

Todo o local estremeceu, causando diversas rachaduras pelo local, a shakti estava em pedaços, mal cobria o sari que a garota usava por baixo, igualmente rubro. Da boca da jovem, sangue escorria e ela mal conseguia erguer a cabeça.

Havia um certo lapso de piedade de Steph diante da cena, afinal, mesmo segurando todo um cosmo poderoso e letal, aquele corpo não era treinado, era o corpo de uma jovem inocente.

—Sinto muito, Setsuna...

A loira ergueu seu braço e seu báculo converteu-se numa lança dourada e luminosa, flutuando sob comando da deusa, direcionando sua ponta para a morena.

— Báculo de Atena!

A arma avançou em grande velocidade, e não se desviou do borrão que entrou na frente, transpassando a figura.

Os olhos claros de Atena assim como dos demais se arregalaram ao ver Setsuna ali na frente, tendo recebido o golpe em cheio no peito. Ele ainda arrancou a arma e jogou para Atena, que converteu no báculo normal, mas matizado de sangue.

—Setsuna...

—Por favor... salve... Parvati... – disse antes de cair aos pés da deusa hindu que defendia.

Kali amparou a queda do corpo de seu servo mais precioso, sem compreender como tudo aquilo ocorrera. Estava em choque.

Do lado do Santuário, todos olhavam a cena com piedade e tristeza diante da morte do guerreiro, mas não houve tempo para lamentos, pois Kali queimava perigosamente seu cosmo, fazendo todo o local tremer e se iluminar pelo vermelho sangue.

—Eu vou destruir tudo, destruir vocês, destruir o mundo todo... AGORA! – disse encarando com olhos raivosos o grupo dos defensores da paz e do amor. – Malditos helenos!

Notas finais
falta pouqunho, eu juro juradinho >_