Saint Seiya: Hades - Saga do Submundo/Elisios 2.0!

2 2. O Encontro das Aves Mitológicas: Benu e Fênix!


Notas iniciais
Olá galera. Hoje postarei o segundo capítulo do meu remake/reboot da fase Submundo da Saga de Hades. Espero que gostem e quem puder, por favor, comentem o que acharam. Boa leitura ;)

Daidaros, o mestre de Shun na Ilha de Andrômeda, está revivido com uma sapuris parecida com sua antiga armadura de Prata.

— Senhora Pandora, eu quero a minha vida eterna. Não seria tolo de querer fazer algo aqui no Submundo contra o Imperador Hades. O meu tempo está acabando e até o momento não recebi minha missão. Preciso provar a Hades que sou leal a ele.

— Pois bem. Então você irá junto ao Caronte trazer o corpo escolhido por Hades. Vou transportá-lo para a segunda prisão!

Daidaros balança a cabeça positivamente. Pandora não sabe que ele foi mestre de Shun. Daidaros compreendeu que Shun seria capturado para ser o receptáculo do deus do Submundo e se lembra do pentagrama que Shun carregava acreditando ser uma lembrança de sua mãe. Ele já sabia que aquele símbolo, que já havia visto pelo Submundo, era ligado a Hades. O antigo cavaleiro de Prata aguarda ser transportado.

Pouco depois, Daidaros já está diante do barqueiro do inferno na segunda prisão, que mais parecia um templo egípcio e que sua entrada recebia chuva de granizo.

— Estamos próximos ao local onde o homem que possui o corpo escolhido pelo Imperador Hades se localiza. Vamos entrar no barco e atravessar o rio Aqueronte. – Diz Caronte.

Os dois entram no barco. Ao começarem a seguir rumo onde estaria Shun, Daidaros eleva seu cosmo.

— Eu não vou permitir que o capture: “Correntes míticas.”

Os ataques das correntes surpreendem Caronte. O espectro cai no rio Aqueronte e começa a se afogar com os mortos o puxando para o fundo do rio. Com isso, surge o guardião da Segunda Prisão, o Faraó de Esfinge que presencia a traição de Daidaros. Daidaros fica estático.

— Você é...

— Sou Faraó de Esfinge, a estrela celeste da besta e guardião da segunda prisão. Pensou que iria conseguir nos enganar seu traidor? Não passa de um cavaleiro de Athena impostor! Agora terá que lutar comigo.

Ao lado de Faraó está o cão de três cabeças Cérbero. Daidaros o avista e se surpreende.

— Cérbero, resgate o Caronte do fundo do rio. – Pede o espectro.

Cérbero resgata Caronte. O espectro de Aqueronte atravessa o rio com o barco. Daidaros tenta impedir, mas Faraó volta a se colocar na frente dele.

— Já disse traidor, terá que me enfrentar.

— Pois bem Faraó. Assim o farei.

Faraó e Daidaros começam a lutar.

Do outro lado do rio Aqueronte, Seiya recobra sua consciência e corre em direção a Shun o acordando.

— Shun! Acorde Shun.

— Mmmmm... Seiya!

— Tudo bem Shun? Você também pulou no buraco que leva para o mundo das trevas?

Shun confirma e diz que Shiryu e Hyoga também pularam.

— Seiya então tanto eu como você despertamos o oitavo sentido.

— Oitavo sentido?

Shun revela para Seiya o que foi dito por Dohko antes deles se jogarem no buraco que era o portal para o Submundo.

— Ótimo Shun. Nesse caso então vamos logo encontrar Athena e lhe entregar essa armadura. – Seiya mostra a Shun a miniatura da estátua de Athena.

Os dois olham para aquele local sombrio sem nenhuma estrela e não sabem muito bem por onde seguir. Shun avista algo a frente dos dois.

— O que é aquilo Seiya?

Eles avistam a porta do inferno onde está escrito: “Aquele que entra aqui perde toda a esperança.”

— Que palavras terríveis! – Diz Shun ao ler o que está escrito no portal.

— Aqui no Submundo de Hades se priva até a esperança dos homens? – Questiona Seiya.

— Se tem uma coisa que a pessoa que perde tudo tem direito de guardar é a esperança. – Diz Shun.

Os dois cavaleiros dizem que seja o que for que aconteça atrás daquele portal eles jamais perderão a esperança. Os dois cheios de coragem atravessam o portal. Eles logo avistam o rio Aqueronte.

— Esse é aquilo que chamam de rio infernal. – Diz Shun.

Eles avistam os mortos cheios de tristezas no local. Seiya tenta conversar com eles, mas ninguém responde.

— Você pode falar o que quiser, mas não vai obter nenhum tipo de resposta deles. – Alguém se aproxima. – Essas pessoas não foram nem boas, nem más. Suas vidas não tiveram o menor sentido. É por isso que mesmo mortas elas não conseguem entrar no paraíso ou no inferno. É por isso que choram eternamento no rio Aqueronte entre o mundo dos vivos e dos mortos.

— Quem é você? – Questiona Seiya vendo o homem que falou chegando de barco.

— Eu sou Caronte de Aqueronte, a estrela celeste espacial, sou o barqueiro do inferno.

Caronte percebe que Seiya e Shun estão vivos e se surpreende com eles terem atravessado o portal do inferno. Caronte exige que eles voltem imediatamente de onde vieram.

— Desculpe, mas nós não estamos perdidos. Agora pegue seu barco e leve a gente para o outro lado do rio! – Grita Seiya indo contra Caronte.

Caronte se surpreende com a audácia de Seiya.

— Me escutou? Vai nos levar: “Meteoro de Pégaso.”

Caronte detém a ação de Seiya com facilidade com seu remo. Ele encara os dois cavaleiros.

— Então vocês são dois cavaleiros de Athena. Foi declarado sinal de alerta já que Athena veio ao Submundo. Então ao certo um desses dois é quem Pandora está procurando... – Caronte fala a última frase em tom baixo.

Seiya volta a investir contra Caronte, que contra ataca:

— “Remo Giratório.”

— Aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhh....

O remo gira, detém o golpe de Seiya e o lança contra ele de volta. Seiya vai ao chão sendo acodido por Shun.

— Acalme-se Seiya! Eu vou conversar com ele.

Caronte volta a girar seu remo. Shun o prende com sua corrente. Shun se aproxima de Caronte que o encara.

— Nós somos cavaleiros de Athena em busca da nossa deusa Athena. Será que você não poderia nos ajudar a encontrá-la?

— Então vocês querem mesmo atravessar o rio jovens cavaleiros?

— Sim. Nós ainda não perdemos a esperança. – Responde Shun.

Caronte olha para os dois e os mede. Seiya se levanta e acha estranho.

— Por que ele está nos olhando assim?

— Se querem atravessar o rio me digam, quanto vocês tem no bolso?Se me pagarem eu os levo ao outro lado.

— Idiota, nós não temos dinheiro. Não sabia que dinheiro tinha serventia no inferno! – Grita Seiya.

Seiya parte para atacar novamente, mas é detido por Shun.

— Espere Seiya. Então Caronte, eu não tenho dinheiro, mas você aceitaria minha corrente como pagamento?

Caronte olha para o pentagrama na corrente de Shun e agora sabe que é ele quem estava procurando.

— Pois bem, não precisam pagar. Subam no barco que os levarei.

Shun fica contente com a gentileza do espectro. Seiya fica desconfiado.

— Mas porque nos levará sem cobrar nada? Você acabou de dizer que queria dinheiro.

— Não gosto de perder tempo. Sei onde está Athena e os levarei até lá. O resto não compete a mim. – Diz Caronte.

Seiya e Shun entram no barco. Seiya segue desconfiado. Shun está feliz por evitar um novo combate.

Distante dali é visto Ikki caindo em um caminho que não parece ter fim. Ele logo cai em um chão sólido e se sente dolorido. Ele abre os olhos e avista o local sombrio.

— Mas que lugar é esse? Aqui é o Submundo?

— Você está na sexta prisão. Aqui estão os mortos que em vida cometeram diversos tipos de violência.

Ikki avista um espectro de estatura mediana, cabelos avermelhados e olhos azuis escuros. Ele possui um cosmo magnífico. Ikki o encara.

— E quem é você?

— Sou Kuroko de Benu, a estrela celeste da violência e guardião desta sexta prisão. Eu te transportei para cá quando caiu próximo ao rio Aqueronte quando percebi que era um homem violento. Vejo que está vivo e é um cavaleiro de Athena.

Ikki se aproxima do homem se mostrando contrariado e confuso.

— Sim, eu sou um cavaleiro de Athena. Você disse que é Benu?

— Sim, represento a ave lendária da mitologia egípcia que possuia na cabeça a coroa branca do Alto Egito acompanhada de duas plumas altas. Já ouviu falar não é?

Ikki balança a cabeça positivamente.

— Sim, e eu sou Ikki de Fênix. Também represento uma ave mitológica, da mitologia grega, a ave que renasce das cinzas.

— A mim não interessa quem você é e ao que você representa! – Responde Kuroko.

Ikki não gosta do jeito que é tratado pelo espectro.

— Muito bem espectro de Benu. Então morra sem conhecer seu adversário: “Ave Fênix.”

Kuroko detém o golpe de Ikki e ainda contra ataca.

— O que?

— Isso não é nada para mim cavaleiro de Fênix. Estamos no Submundo e eu sou um dos espectros mais poderosos guardião de uma prisão. Sua Fênix não é nada perante o meu Benu.

Kuroko lança seu ataque flamejante contra Ikki, que desvia.

— Não pense que porque está em seu território que serei derrotado tão fácil. – Diz Ikki.

Kuroko não se mostra nem um pouco incomodado com a ação de Ikki.

— Eu já imaginava que conseguiria desviar. Conheço muito bem sua reputação e conduta cavaleiro de Fênix. Sei que é um homem violento e será punido por isso. A ave lendária mais poderosa, o Benu, enfim deterá a sua Fênix.

— A Fênix Imortal não será detida por você, espectro de Benu. Você verá qual ave mitológica de fato é mais poderosa.

Ikki volta a investir contra Kuroko, mas não consegue atingi-lo. Kuroko golpeia Ikki, que volta a desviar, mas logo percebe sua testa sangrando.

— O que? Em um milésimo de segundo ele conseguiu me acertar?

— Já superei sua velocidade Fênix. Chegou o momento de sua punição definitiva.

Ikki fecha os olhos diante do espectro de Benu e mostra tranquilidade.

— Acha mesmo que pode me julgar por ser violento? Já analisou o que precisei passar e o que acontece no mundo para eu precisar agir assim? Se está no inferno, saiba que vivi no inferno na Terra.

— Suas justificativas não me interessam cavaleiro. – Responde Kuroko.

— Então você verá se sou eu quem devo pagar por ser violento. Veja o que Hades e seus espectros já causaram. Sinta na pele o “Golpe fantasma de Fênix.”

O golpe de Ikki atravessa o capacete de Kuroko, porém não o retira. Ikki ao lançar o golpe atravessa o espectro e fica de costas para ele. Kuroko se vê punindo vários homens violentos os jogando em um fosso. Logo ele perde o controle de seu corpo e também é tragado para o fosso. Ao cair no fosso, seu corpo arde em chamas. Após a ilusão, o espectro fica de olhos fechados sem mudar sua expressão.

— Então Benu, como foi sentir a mesma punição que causa em quem considera violento? Sendo violento com eles, isso te causou a mesma sensação.

— Hahahaha.

Ikki se vira de frente assustado.

— O que? O golpe fantasma não causou efeito?

— Para ser sincero eu tive uma ilusão, mas ela não me fez sentir nada. Cavaleiro qualquer ilusão que me faça ter não é nada perto do que já presenciei na sexta prisão do Submundo e do que sou capaz de suportar. Seus poderes não têm efeito comigo. Agora te mostrarei o que a ave Benu é capaz. Receberá o golpe especial de um dos mais poderososo dos cento e oito espectros de Hades.

Ikki se irrita e salta batendo as asas de Fênix, mas em uma velocidade impressionante Kuroko salta nas costas de Ikki e o agarra pelo pescoço.

— Argh...

— Já disse que o atraí para cá por sentir que é um homem violento. Você pagará por todos os seus pecados antes de cair no inferno.

Ikki se sente sem ação diante do poderoso espectro. Ele avista um foço.

— Mas o que é isso?

Kuroko joga Ikki contra o solo.

— Essa é a abertura de um dos fossos da próxima prisão, a sétima, que é a maior prisão do Submundo onde possui dez fossos. Te jogarei no oitavo fosso onde terá seu corpo coberto por chamas por ser violento.

Ikki se levanta e resiste.

— Não serei jogado em fosso nenhum: “Asas de Fênix.”

Kuroko eleva seu cosmo e as chamas negras que ele criou detém a ação de Ikki. As asas de fogo de Fênix são tomadas pelas asas com chamas negras de Benu.

— “Elevação das trevas.”

— Aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhh...

Ikki é atacado em cheio. Mais um ataque de Kuroko e Ikki é lançado ao fosso que ele citou.

— Pronto. Esse homem violento está morto.

Kuroko coloca a mão na testa e a sente sangrando. Ele percebe que em uma fração de segundos Ikki o atingiu.

— Fiz bem em eliminar o Fênix, ele não era um adversário qualquer. Não sei se devo ficar aqui na minha prisão passivamente assistindo os demais invasores agindo pelo Submundo aguardando se algum chegará aqui. Devo tratar de eliminá-los o quanto antes.

Kuroko deixa o local. O cosmo de Ikki não é mais sentido.

RIO AQUERONTE

Seiya e Shun estão fazendo a travessia do rio Aqueronte com Caronte no comando. Seiya segue o olhando desconfiado. Shun fecha os olhos e sente algo estranho. Angustiado ele grita.

— Ikki!

— O que foi Shun? – Questiona Seiya.

Shun está soando muito e tenso.

— Eu senti o cosmo do meu irmão... Ele apareceu e de repente se extinguiu!

Seiya acha estranha a sensação de Shun. Ele olha para o outro lado do rio.

— Será que o Ikki veio para cá?

— Não sei, mas é possível. Meu irmão não ficaria de braços cruzados. Porém estou bastante preocupado com o que aconteceu com o cosmo dele.

— Também estou preocupado com o que possa ter acontecido com Shiryu e Hyoga. Me pergunto se eles conseguiram chegar no Submundo. – Se pergunta Seiya.

Caronte os encara irritado. Ele grita e os assusta.

— Calem a boca! Façam a travessia em silêncio.

Seiya olha irritado para o espectro, mas Shun pede para ele se calar para eles chegarem mais rápido. Caronte começa a cantar irritando Seiya.

— Não era para ficar em silêncio? Aliás, vai demorar essa travessia? Já estamos no caminho faz mais de meia hora.

— Tenha paciência jovem. A travessia demora mesmo. – Responde o espectro.

Enfim o barco chega às margens da segunda prisão.

— Enfim chegamos, porém apenas um de vocês poderá adentrar a prisão. – Diz Caronte.

O espectro lança o remo contra Seiya o jogando dentro das águas.

— Seiya! – Grita Shun.

— Seu amigo está condenado. É impossível flutuar nesse rio. Os mortos que vivem no fundo vão puxar seus pés hahahaha. – Avisa Caronte.

Surgem cadáveres tentando afogar Seiya o puxando para o fundo do rio, mas Shun lança sua corrente e prende seu braço. Shun dá impulso a Seiya com sua corrente o lançando para as margens do Rio na entrada da Segunda Prisão. Caronte se irrita, quer atacar Shun, mas sabe que não pode.

— Idiota! Já disse que apenas ele pode seguir, você deve ficar por aqui!

— E porque ele não pode seguir comigo? – Pergunta Shun.

Caronte se esquiva da pergunta de Shun e volta a olhar para Seiya.

— Eu vou te matar Pégaso. Eu te desafio a uma batalha!

— Muito bem, então lutarei. Eu já estava desconfiado de você. Shun, por favor, não interfira na nossa luta! – Pede Seiya.

Shun se sente desconfortável. Seiya mira seu punho para Caronte, que aponta seu remo para Seiya.

Notas finais
Próximo capítulo de Saint Seiya: Hades - A Saga do Submundo 2.0: "A Punição Pelos Julgamentos Injustos." Arte de Kuroko de Benu criada pelo desenhista Igor Thomaz (instagram.com/igordrawreal). Acessem e vejam o seu trabalho.