Saint Seiya: Generation of hope
6 Capitulo 6: Tão belo quanto a natureza, Akash de Peixes
Alguns dias após a queda do cavaleiro de ouro de Escorpião, Kaio, as defesas do Santuário foram fortificadas e o Grande Mestre ordenou que todos os cavaleiros de Prata e Bronze fizessem rondas e ficassem de prontidão para qualquer situação que pudesse vir a acontecer. Comentários entres os cavaleiros surgiram rápido, podia se ouvir desde teorias e lamentos quanto a morte de Escorpião, até o medo e a repulsa por uma nova guerra que poderia ser travada a qualquer momento, afinal, a deusa Athena atual ainda era muito inesperiente.
Os Cavaleiros de ouro foram proibidos de deixar suas receptivas casas até segunda ordem, respondendo apenas as ordem do Grande Mestre, dois cavaleiros de ouro que estavam em missão retornaram e se reportaram ao Grande Mestre, relatando o êxito da perigosa missão.
– Desculpe a demora Grande Mestre, Saiki de Aries ao seu dispor senhor. – Ajoelha-se
– Caíco de Gêmeos senhor- diz fazendo o mesmo gesto de seu companheiro.
– Nós não pretendíamos demorar tanto, perdão por atrasar cinco dias do previsto – reporta Aries – como dito pelo senhor, alguns espectros retornaram antes do previsto e estavam se escondendo em uma área remota na Alemanha, como pedido, exterminamos todos, no total foram quarenta e três que retornaram a vida
– Agradeço o empenho de vocês – diz sentando-se em seu trono – por favor retornem a suas casas e não saiam até segunda ordem...
Gêmeos se levanta e sai da sala sem dizer mais nenhuma palavra, porém Aries se mantem ajoelhado observando seu colega sair, e ao fechar a porta, volta sua atenção para o Grande Mestre, e com um olhar apreensivo questiona.
– Perdão Mestre mas... eu soube que tivemos uma grande baixa em nosso exercito, soube no caminho até aqui que Kaio de Escorpião veio a falecer em combate dentro do santuário... como isso pôde ter acontecido sem que ninguém tenha percebido?
– Compreendo Saiki, de fato isso não poderia ter acontecido, porém, não é que deixamos acontecer, nós simplesmente não sabíamos até ser tarde demais, de alguma maneira, não sentimos o cosmo de Escorpião enquanto estava em combate, nem de seu oponente. – disse ao se levantar e caminhando na direção aos aposentos de Athena.
– Entendo Grande Mestre... peço perdão pela minha ousadia, me retiro neste momento- Responde se levantando.
– Na verdade, ouve alguém que percebeu, mas infelizmente, não foi a tempo... mandarei ele em missão em alguns minutos para investigar alguns desaparecimentos.- respondeu e em seguida saiu da sala.
Descendo as escadarias silenciosamente, a caminhada de Aries é interrompida por Adan, o cavaleiro de ouro de Libra, que o cumprimenta na entrada da sétima casa.
– Fico feliz pelo retorno seu e de Gêmeos, como foi na Alemanha? Soube que derrotaram alguns espectros... – Pergunta sorrindo
– De fato, impedimos que ressuscitassem outros espectros antes da hora, mas eu e Caíco demoramos mais que o previsto – Saiki olha em volta, como se tivesse procurando alguém – seu discípulo ainda não voltou?
– Não, eles foram investigar algo no templo de Poseidon, parece que três Generais Marinas apareceram...
– Generais Marinas? Mesmo sendo discípulo de um cavaleiro de ouro ele é um cavaleiro de bronze e totalmente inexperiente...
– Não se preocupe – Interrompe — ele foi com Pegasus, Fênix, Lobo e estão sendo liderados pelo cavaleiro de prata de Cefeu.
– Bem, sendo assim fica mais fácil para eles... mas e as ordens do Grande Mestre? – questiona Saiki
– Eles saíram antes de darem essas ordens, quando voltarem eles assumirão seus postos.
– Entendo- Aries começa a caminha em direção a sua casa novamente – estou indo, até o próximo encontro Libra.
Casa de Peixes
Na decima segunda casa, se encontrava Akash cuidando de seu pequeno jardim de rosas quando um mensageiro aparece.
– Desculpe incomoda-lo senhor Akash, chegou esta mensagem do Grande Mestre – diz entregando-lhe o pergaminho – quatro cavaleiros desapareceram em suas rondas em um vilarejo próximo daqui, os cavaleiros de bronze de Hidra, Leão Menor e Esquadro e o cavaleiro de prata de Auriga, porém... todos foram achados horas depois, mortos e com suas armaduras destruídas...
– E o Grande Mestre quer que eu investigue e derrote o homem que fez isso, certo? Interrompe o cavaleiro de ouro.
– Sim senhor – responde apreensivo.
– Tudo bem então – diz colocando sua armadura
Neste momento um cavaleiro de Prata aparece descendo as escadas e adentrando a casa de peixes, este era Schneider de Corvo, vestindo sua armadura cinza e um corvo descansando em seu ombro esquerdo, Schneider nasceu na Alemanha e treinou na Grécia desde os oito anos de idade, hoje tem 19, sua classificação é cavaleiro de prata, seu signo é Peixes e foi treinado pelo antigo cavaleiro de Prata de Cão de Caça. Sua cabeça é raspada, olhos verdes e tinha por volta de 1.77m, e uma cicatriz no olho direito.
– Tenho certeza que devido os atuais acontecimentos, o Grande mestre queira que confrontos desnecessários sejam evitados – Diz interrompendo sua caminhada.
– Isso é realmente o desejo do Grande Mestre ou é você com medo de ter que assumir meu posto caso morra? – Responde sarcasticamente.
– Não estou em um nível a qual possa trajar uma armadura de ouro Akash... mas realmente, depois da morte de Kaio, vocês cavaleiros de ouro deveriam ser bem mais cautelosos...
– Não subestime os cavaleiros de ouro Schneider, não somos fracos... Kaio foi descuidado, coisa que eu simplesmente não sou. – Diz caminhando até a saída.
PRÓXIMO AO SANTUARIO
Com a armadura dourada reluzindo o brilho do sol, Akash caminhava até o local informado, ao norte, após alguns quilômetros do Santuário encontrou cruzes indicando onde os cavaleiros morreram, Peixes decide então iniciar a investigação quando alguns minutos de procura de evidências, encontra algumas penas manchadas de sangue.
– Isso deve ser a arma utilizada para mata-los... mas morrerem com isso? Os cavaleiros de bronze eu entendo, mas um cavaleiro de prata? – Questiona em pensamentos. – Quem utilizou isso pode estar ligado ao homem que matou Escorpião. – Continuou
Enquanto procurava outras evidencias, uma forte presença se aproxima do dourado que imediatamente volta sua atenção para a tal presença, uma cosmo energia agressiva e intimidante, porém, ao mesmo tempo grandiosa, e como uma intuição, essa presença se tornou hostil e o ataca fazendo com que o cavaleiro de peixes se desviasse algumas vezes dos múltiplos projeteis arremessados que cravavam no chão. Voltando seus olhos para frente vê uma silhueta se aproximando entre arvores e arbustos.
– Você conseguiu desviar-se brilhantemente de minhas penas, algumas horas atrás, teve outro cavaleiro que quase fez o mesmo, mas eu o matei em seguida, como ele se denominava mesmo? Ah sim, era “cavaleiro de prata”- Provoca-o, sorrindo em seguida.
– E quem seria você afinal? O algoz dos cavaleiros mortos deve tem um nome certo? – Pergunta levantando-se.
O homem misterioso ataca sem responder e desfere inúmeros socos, assim como Akash retribui com a mesma moeda, os socos trocados são ineficientes pois ambos desviam dos golpes um do outro, suas habilidades são incríveis, de certa forma graciosas e tão velozes que parecia uma dança. Os dois percebiam e reconheciam as habilidade de ambos.
– Você é bom estranho, mas eu sou melhor... melhor que qualquer um. – Diz Akash com ar de superioridade.
– Você fala demais Cavaleiro, talvez sua beleza tenha subido a sua cabeça... mesmo sendo um dourado não é pareô para mim. — Responde cruzando os braços.
Elevando seu cosmo ao máximo, a expressão de Akash muda claramente irritado, seu cosmo faz com que sua capa se desprenda de sua armadura e pequenas pedras em sua volta se ergam, seus cabelos castanhos flutuem e balancem e com sua presença grandiosa caminha em direção ao inimigo.
– Sabe, se tem algo que me irrita são as pessoas repararem somente em minha beleza, claro que eu não a nego mas é de longe meu maior orgulho, meu verdadeiro orgulho vem de minha habilidades que são incrivelmente abundantes. Posso ser de fato tão belo quanto a própria natureza, mas vou mostrar que meu poder é o que prevalece... então morra: Rosas piranhas.
Rosas negras como a noite avançam em direção do homem a sua frente que trajava uma armadura cinza a qual cobria o corpo com exceção do abdome e a parte que fica entre os braceletes e a ombreira que por sua vez era pontudas e caídas, possui garras em seus pés e seu elmo lembra a cabeça de uma águia, e por fim, asas grandes e resistentes, que o permitem voar, estas que fora usadas para se defender das rosas negras mortais disparadas por Peixes.
– isso foi interessante, já que quer saber tanto meu nome... me chamo Faustos, Campeão Olimpiano de Hipogrifo – Ao dizer tais palavras, salta cruzando os braços em forma de “X” e recolhe as pernas, como se fosse na posição fetal, fechando as asas em sua volta, para então abri-las violentamente disparando inúmeras penas em direção de Akash – Quero ver se defender das terríveis Rajadas de Penas Cortantes.
Com certa dificuldade, Akash desvia das penas e ao olhar fixamente para o adversário a sua frente revida atacando com suas rosas vermelhas – Acho que é minha vez de novo, Rosas Diabólicas Reais – Estas rosas são lançadas ao redor de Faustos e seu pólen emanado é extremamente venenoso, Faustos dispersa com suas asas, mas não antes de respira-las uma vez e ao pousar começa a tossir e ao levar a mão a boca repara em um pouco de sangue, o Olimpiano então olha furioso para o cavaleiro dourado, e o mesmo fala.
– Faustos... você foi tolo em me subestimar, respirar essa quantidade de veneno pode não ser o suficiente para mata-lo, mas vai com certeza debilita-lo aos poucos.
De joelhos, Faustos coloca novamente a mão na boca, mas dessa vez com a intenção de “filtrar” o ar que respira. Peixes caminha na direção do Olimpiano cautelosamente segurando outra rosa negra.- Essa é a “Rosa Piranha” o nome é devido ao seus espinhos serem tão afiados quanto os dentes de uma piranha, logo, ela pode rasgar sua carne... – Faustus se levanta lentamente, sorrindo e uma maneira confiante e debochada – entendo, pode tentar se quiser. – Diz estufando o peito.
– Morra, Rosas Piranhas. Diz arremessando a flor.
Então Hipogrifo salta mais uma vez, e com o punho direito o ataca ferozmente – Vá para o inferno, Garras de Aço –o golpe é tão rápido que surpreende Akash, que com o impacto o arrasta por dois metros e logo depois é arremessado contra uma arvore, ao tentar se levantar acaba vomitando sangue. O invasor se aproxima rindo baixo debochando de Peixes, estralando os dedos das mãos fica frente a frente com o dourado.
– Então Akash... eu não ia morrer? Você não ia me mostrar o porque eu não devo subestima-lo? – fala em um tom serio
– Eu ainda (tossi)... ainda não te mostrei meu verdadeiro poder Faustus – diz se levantando – você vai morrer, isso eu lhe garanto.
Neste momento Peixes começa elevar seu poder, seu cosmo transborda e flores começam a aparecer por todo o solo, Faustus abre suas asa e se afasta alguns metros, uma nuvem de rosas esconde o cavaleiro de ouro, e quando se esvai o dourado já não estava mais ali. Escondido entre as arvores, Akash esconde seu cosmo e observa seu adversário o procurando.
– Ele é muito forte, mas posso vence-lo, porem antes tenho que descobrir o por que de nenhum outro cavaleiro ter aparecido – pensa Akash – hãã? É isso, acho que eu descobri – sussurra bolando uma teoria – acho que entendi.
Akash pega algumas rosas negras e se prepara para atacar seu adversário. – Muito bem Akash, prove mais uma vez que és digno desta armadura.
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