Saint Seiya - E as constelações Tupi-Guarani
1 Uma Nova Missão
Notas iniciais
Uma boa leitura a todos!
Após a batalha contra Hades, o Santuário ficou completamente destruído. O Grande Mestre Shion juntamente com os 12 cavaleiros de Ouro para tentar restaurar esse lugar mitológico. No entanto, uma nova missão surge e como prioridade, os guardas avisam que Saori precisa conversar com Shion.
Ele caminha pelo Santuário desolado, grande parte dali estava quebrada, muitos jovens trabalhavam arduamente na reconstrução. O desespero e o cansaço estava estampado no rosto de cada um daqueles guardas e cavaleiros.
— Que diabos Atena quer comigo? – resmunga. — Será que ela não sabe que tenho muito o que fazer? Argh, ser Mestre dessa pocilga não é mole não – reclama tirando o Elmo.
No caminho Shion se mostra muito educado e motivador quanto aos guardas e de mais cavaleiros, não era fácil encontrar animo depois de tudo que aconteceu.
— SHIIOOOON – grita uma voz.
— Mais um? Ora eu tô mais pedido que a senha do wi-fi hoje – esbraveja – Dai-me paciência, Zeus.
— Isso não é jeito de falar com seu velho amigo – diz Dohko, dando um soco no peito de Shion – Nossa amizade não foi feita na porta de um boteco.
— Ah, é você, Dohko? – diz retribuindo o soco no amigo – Não reconheci sua voz – explica desanimado.
— Coisas da idade, hahaha. Você tá trabalhando demais, não acha? – fala mexendo no cabelo de Shion – O que acha da gente ir jogar uma sinuca hoje? Você precisa relaxar cara – convida empolgado.
— Eu gostaria muito, mas Atena me chamou para uma reunião. Com certeza farei hora extra mais uma vez, Aff – resmunga.
— Que isso hein, só enchendo o bolso de dinheiro. Boa sorte com aquela “planta” e se precisar pode contar comigo, meu grande amigo – Shion agradece, se despede de Dohko e se dirige a sala de Saori.
Shion chega na sala de Atena, e bate na porta e nada dela atender, bate de novo e nada, farto ele vira as costas e se prepara para voltar para sua sala.
— Me desculpe, é que eu estava dormindo – justifica – Perdão por te incomodar para vim até aqui, mas é uma missão importantíssima.
— E a novidade? – ele ri. Sem problemas, é o meu dever estar sempre disposto a ajudar.
— Que novidade? Eu dormir ou pedir sua ajuda? Não entendi – fala Saori com cara de paisagem.
— É uma sonsa mesmo— pensa Shion – N-não é nada, deixa pra lá, B-bom, vamos direto ao que se trata – disfarça, gaguejando.
— Certo, o negócio é o seguinte, o preço da égua é 120, o cavalo como não me convém é 1100 – ela gargalha sozinha – Me empolguei, essa piadinha é ótima. Sem mais delongas... Não sei se você sabe, mas os indígenas que habitam o Brasil, mais precisamente os tupi-guarani tem sua crença na mitologia, assim como muitos povos. E para eles existem quatro constelações fundamentais para sua sobrevivência, são elas: Ema, Cervo, Homem Velho e Anta do Norte. E para nossa surpresa as armaduras representantes dessas constelações existem,todas estão aqui no Santuário e são de bronze. Ordenei que o Aldebaran organizasse um torneio no Brasil, uma espécie de jogos olímpicos indígenas, onde os vencedores receberão essas armaduras.
Shion cochilou, seu cansaço era evidente.
— Interessante, eu já ouvir falar dessas histórias, mas não sabia da existência das armaduras – fala surpreso – Em que posso ajudar? – se dispõe Shion.
— Você ouviu tudo? Parecia que estava dormindo – desconfia Atena – Enfim, preciso que envie alguns cavaleiros, no máximo dois, para convencer os futuros cavaleiros e trazerem os mesmos para o Santuário, sabe como são os índios, né? Não é fácil tira-los de seu habitat natural- fala, suspirando.
— Aí você está querendo demais, estamos precisando de ajuda e você quer tirar minha mão de obra? – discorda Shion, coçando a cabeça. – Aproveita que o Aldebaran já está lá e pede ele para fazer o serviço.
— Debas está de férias, ele já teve trabalho demais em organizar o torneio sozinho — rebate Atena – Além disso, digamos que alguns cavaleiros aprontaram bastante, essa é a oportunidade deles se retratarem comigo.
— Debas? Tá assim já? Quanta intimidade – descontrai – Não tenho escolha, não é mesmo? – ele dá de ombros – Bom, vou fazer uma reunião com os cavaleiros ainda hoje e resolver isso... Até mais senhorita Saori – se despede com um breve aceno de mão.
Shion sai da sala de Atena cuspindo marimbondo e pensa:
— Que mulherzinha imprestável, assim é muito fácil ser uma deusa, os outros fazem tudo e ela fica com o crédito.
O Grande Mestre anda cabisbaixo, não cumprimenta ninguém, todos estranhos seu comportamento, pois ele costuma ser gentil com todos.
— Grande Mestre – fala um dos guardas – O senhor está bem?
— Mais ou menos... Mas vou ficar se você chamar todos os 12 cavaleiros de ouro para mim, peça eles para irem até a sala de reunião. Reúna os outros servos e se dividam até encontrarem um a um – pede Shion, suspirando.
O humilde servo acata o pedido do Grande Mestre, enquanto o mesmo se dirige para preparar a sala de reunião e esperar os Golds...
Aos poucos os cavaleiros vão chegando e entrando para a sala.
— Seja lá o que for não fui eu, dessa vez eu não tive culpa – brinca Saga.
— Muito menos eu, não fui “pau mandado” de ninguém – fala Shura, sorrindo.
— Só vocês para me fazer rir, ai ai, porém...
— Mestre Shion – interrompe o guarda – só não encontramos o Aldebaran, procuramos por toda a parte e nada dele.
— Quantas vezes eu já disse que não gosto de ser interrompido? – fala Shion furioso – Não é possível que não viram um homem daquele tamanho, procurem direito – ordena.
— O Debas tá de férias no Brasil – grita Milo ao ouvir os berros de Shion.
— Me esqueci completamente disso, que cabeça – fala Shion com um sorriso amarelo – Perdão guardas, vocês fizeram um grande trabalho – se desculpa.
— Acho que alguém aqui precisa esfriar a cabeça – sugere Camus – Posso ajudar com o meu Esquife de Gelo – descontrai.
— É só chamar o Shun, qualquer coisa – brinca Afrodite.
— Claro, fora da casa de Libra pode tudo. Respeitem o meu recinto – Dohko diz cruzando os braços.
— Vocês estão muito espirituosos – sorri Shaka.
— Até demais para o meu gosto. Não é o momento certo, estamos numa reunião com o Grande Mestre – repudia Mu.
— Deixa de ser desmancha prazeres, carneiro. Você é muito certinho, sabia? – encara Máscara da Morte.
Primeiramente, boa noite a todos, tudo bom? – cumprimenta Shion. – Chamei vocês aqui para uma nova missão, Atena precisa de dois cavaleiros... – ele explica tudo sobre o papo que teve com Saori.
O assunto é polêmico entre os Golds e rende uma discussão.
— Calma crianças – Shion bate na mesa – Um de cada vez, quero ouvir todos.
— Dessa vez até eu discordo de Atena – opina Aiolos – Não é o momento propício para esta missão, nossa prioridade é o Santuário – diz com serenidade.
— Você deveria ir para lá, Aiolos, você usa arco e flecha, combinaria muito bem com o ambiente indígena – sugere Máscara da Morte.
— Estou “morto” meu amigo, morto de cansaço – despista Aiolos.
— O Aiolos já ficou muito tempo fora, creio que não seja legal ele ir – retruca Shion.
— Tem uma ideia – levanta a mão Afrodite – Shiryu e Dohko deveriam ir, pois eles adoram ficar sem camisa, seria super familiar para os índios – descotrai.
— Shiryu está descansando, eu prometi a ele que ele ia descansar após a batalha contra Hades – se posiciona Dohko – e eu estou velho para viajar tanto tempo de avião – esquiva o Mestre Ancião.
— Engraçado, para ficar duzentos e tantos anos parado em frente uma cachoeira você não tá cansado não, né? – fita Shura – Tá de brincadeira mesmo, velhote.
Todos começam a zoar.
— Duvido que vocês briguem – bota pilha Aiolia.
A zoeira rola solta, os ânimos se exaltam.
— Silêncio, silêncio – pondera Shion – Até agora não ouvi nenhuma ideia boa, ninguém se propôs a ajudar, pimenta nos olhos do outros é refresco – grita o ariano.
Kanon que até então estava calado, decide falar:
— Eu cometi muitos crimes no passado, e quero me redimir. Estou disposto a embarcar nessa missão, mas com uma condição: o Máscara da Morte tem que ir comigo.
— O que? Você anda usando os produtos naturais do seu irmão, né? Me deixa longe dessas tretas – fala encarando o Dragão Marinho.
— Que orgulho de você, irmão – se derrete Saga – Sabemos que você levava alimento para o Kanon no cabo Sunion, Máscara da Morte. Então, nada mais justo você ir com ele também.
— Tem altas gatinhas lá. Todas com as tetas de fora – fala o depravado Dohko.
Kanon e Máscara da Morte se entusiasmam.
— Fiquei sabendo que entre as 4 armaduras tem uma amazona também – Shaka da corda.
— Para quem sobreviveu ao discurso do Milo, isso não é nada – descontrai Aiolia.
Todos caem na gargalhada.
— Máscara, Máscara, não se esqueça da Helena, tô te vendo – pondera Afordite.
— O mesmo vale para você, Kanon. Fiquei sabendo de uma tal de Tetis de Sereia, o Kiki me contou – avisa Mu.
— Fiquem tranquilos, meus caros. Tá comigo, tá com Deus – fala Máscara da Morte convencido.
— Quando partimos? – se anima Kanon.
— Isso que eu gosto, de atitude. Eu já comprei as passagens de avião – fala Shion exibindo as duas passagens – O voo sai de Atenas amanhã as 6 da manhã.
— Olha a enrascada que você me meteu – resmunga Máscara da Morte – Terei que madrugar para pegar o avião.
— Estou apenas seguindo ordem, aquele negócio: manda quem pode obedece quem tem juízo – justifica Kanon sorrindo.
— Blá blá blá – ironiza Máscara – Tudo culpa daquela mal comida da Atena, isso é falta de ó – ele faz o gesto de um cacete com as mãos.
— E o Seiya nem tem o órgão reprodutor masculino, pobrezinho – desdenha Milo.
Todos acham bastante engraçado e riem bastante.
— Tá tudo muito bem, tá muito bom, mas vocês precisam arrumar as suas coisas – sugere Shion – Já está tarde e partirão logo cedo.
— Isso mesmo crianças, boa viagem e juízo – deseja Dohko.
Os de mais cavaleiros falam boa noite em coro enquanto Kanon e Máscara vão preparar as malas para zarpar no dia seguinte.
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