O sol pairava alto sobre o Santuário, lançando sombras longas e douradas pelas colunas de mármore branco. A brisa suave que cruzava as construções ancestrais não era suficiente para suavizar o calor do dia, mas os jovens aspirantes não reclamavam. Estavam onde sempre sonharam estar: no campo de treinamento do Santuário de Atena.

Era uma vasta arena de pedra clara, com áreas delimitadas para combates, testes físicos e práticas de cosmo. No centro, estacas de madeira, pilares e bonecos de treino marcavam cicatrizes de antigos golpes. Ao redor, pequenos grupos de aspirantes suavam sob a supervisão de figuras lendárias.

Satoru, de cabelos escuros e olhar sério, observava atentamente as instruções. Seu corpo estava firme e recuperado após os ferimentos da última batalha contra os cavaleiros de prata, mas seus olhos se movimentavam rápido, analisando cada movimento ao seu redor. Ao seu lado, um jovem com cabelos loiros bagunçados e uma faixa vermelha na testa sorriu com um brilho provocador.

— Então você é o famoso Satoru — disse ele, cruzando os braços com confiança exagerada. — Disseram que enfrentou o Cavaleiro de Leão e saiu andando. Não sei se fico impressionado ou preocupado com a sua saúde mental.

Satoru virou o rosto lentamente, medindo as palavras. — Foi apenas um teste. Nada demais.

— Hah! Eu sou Hector. E vou te dar um conselho de graça: aqui ninguém gosta de estrela cadente. Brilhar demais atrai trovão, parceiro. — Ele piscou e deu um tapinha nas costas de Satoru antes de correr até o grupo que treinava com pesados escudos.

Satoru apenas respirou fundo. O lugar tinha energia. Egos, rivalidades, sonhos. Tudo misturado num calor que vinha tanto do sol quanto da vontade coletiva de ser algo além do comum.

Pelo campo, quatro instrutores supervisionavam os treinamentos com olhares exigentes: Ban de Leão Menor, Geki de Urso, Nachi de Lobo e Ichi de Hidra. Suas armaduras estavam guardadas, mas os olhares deles ainda pesavam como os de verdadeiros guerreiros.

— Vamos lá, seus lesmas! — gritou Geki, com os braços cruzados como dois troncos de árvore. — Se não sentirem o cosmo queimando no peito, estão só dançando por aí!

Ban gargalhou alto, empunhando um pedaço de madeira que usava para corrigir a postura dos aspirantes. — E se dançarem mal, ainda saem com hematoma! Cuidado, hein.

Satoru treinava em silêncio, desferindo socos e chutes contra um pilar de pedra com movimentos precisos, quase calculados. Nachi se aproximou, observando de braços cruzados.

— Esse aí... tem pegada — murmurou.

Ichi, ao lado, franziu a testa. — Vamos ver até onde vai. Técnica sem experiência é como espada sem fio.

Logo depois, Ichi caminhou até o centro da arena. — Atenção! Vamos fazer uma demonstração. Satoru, venha até aqui.

Satoru o olhou nos olhos e assentiu. Avançou com passos leves, firmes, mas respeitosos. Vários aspirantes se viraram, sussurrando entre si. Alguns riam, achando que o novato levaria uma lição.

— É só uma demonstração — alertou Ichi, estalando os dedos — mas não pegue leve comigo só porque sou seu instrutor.

Satoru não respondeu. Apenas adotou a postura de combate que aprendera com seu avô, Kazuo, mestre lendário que o havia forjado em combate real, não em simulações.

O confronto começou.

Ichi avançou com uma sequência de socos amplos, mas Satoru desviou com fluidez. Seus pés mal tocavam o chão, e cada esquiva era uma dança entre as linhas de ataque. Num giro, Satoru se posicionou atrás de Ichi e aplicou um golpe com o dorso da mão contra sua lombar, fazendo o veterano perder o equilíbrio por um instante.

Ichi girou e lançou um chute lateral. Satoru bloqueou com o antebraço e aproveitou o contato para empurrá-lo e desequilibrá-lo novamente.

— Esse garoto... — murmurou Ban, surpreso.

Em um piscar de olhos, Satoru sumiu da visão frontal de Ichi e apareceu acima, desferindo um chute descendente direto no ombro do instrutor, que caiu de joelhos. Satoru pousou suavemente, com a mão estendida.

— Está bem? — perguntou, respeitosamente.

Ichi, suando e arfando, o olhou com um misto de incredulidade e orgulho ferido. Pegou a mão e se levantou.

— Nada mal. Você aprendeu com alguém muito bom.

Ao redor, o silêncio era espesso. Vários aspirantes franziram o cenho. Um deles, atrás de Hector, murmurou:

— Quem esse cara pensa que é?

Outro apenas rangeu os dentes.

Ao longe, Kin assistia tudo com um leve sorriso tímido. Seu olhar permaneceu em Satoru por alguns segundos, até que uma voz irrompeu ao seu lado.

— Kin! — gritou Sophia, correndo com a respiração ofegante. — Mestre Shun quer falar com a gente. É urgente. E leve o Hugo também. É uma missão.

Kin piscou, como se fosse arrancada de um sonho. O sorriso sumiu e ela assentiu, já em movimento.

— Vamos. Onde ele está?

— Na entrada principal nos aguardando. A missão é no vilarejo de Rodorio. Parece que tem um Cavaleiro causando confusão por lá.

Sophia correu à frente, enquanto Kin olhava uma última vez para Satoru, que conversava com Ban e Geki sobre seu estilo de combate. A leveza do momento se dissipou, substituída pela tensão do dever.

Cinco Picos Antigos de Rozan – China

A manhã surgia entre as montanhas de Rozan com uma névoa densa cobrindo a cachoeira sagrada. O som da água era constante, forte, como uma lembrança eterna das provações que todo guerreiro precisava enfrentar. Shoryu, de treze anos, vestia um kimono escuro. Seus punhos estavam enfaixados e seu olhar, firme.

Ele havia tomado sua decisão.

Com passos determinados, caminhava pela trilha rochosa que levava até os limites do vale. Em sua mente, ele revivia a cena do dia anterior, quando conseguiu reverter o fluxo da cachoeira usando sua Cólera do Dragão. Sentia-se pronto. Sentia que algo o chamava no Santuário. Era hora de provar que não era apenas “o filho de Shiryu”.

Mas quando virou uma das encostas, uma figura o aguardava no caminho. Parado, de braços cruzados e olhos fechados, como sempre.

— Vai a algum lugar? — disse a voz calma e profunda de Shiryu.

Shoryu congelou. Por um momento, pensou em mentir, mas sabia que seria inútil. Ele respirou fundo.

— Eu... estou indo para o Santuário. Quero ser reconhecido como Cavaleiro, como você foi.

Shiryu abriu os olhos lentamente. Seus olhos verdes refletiam não raiva, mas decepção serena.

— Você ainda não está pronto.

— Eu reverti o fluxo da cachoeira! Usei a Cólera do Dragão com sucesso! Não sou mais uma criança!

— Técnica não é tudo — respondeu Shiryu. — Ser forte não é só golpear mais duro. É saber quando não golpear. É saber quando ficar.

Shoryu cerrou os punhos. — Se eu não sair daqui, nunca saberei se estou pronto!

— E se você falhar? — retrucou Shiryu. — E se morrer antes mesmo de alcançar a primeira casa?

O silêncio pairou.

Shoryu sentia o peito apertado. O orgulho o impedia de recuar, mas as palavras do pai perfuravam sua determinação.

— E se eu for... posso voltar?

Shiryu encarou o filho com firmeza, como nunca antes.

— Se você cruzar a trilha de Rozan com esse propósito... não poderá voltar. Não até que seja digno do que está buscando.

Shoryu empalideceu. Os músculos do rosto tremeram por um instante. A decisão, antes tão sólida, agora parecia uma rocha rachada prestes a se despedaçar. Mas... ele respirou fundo.

— Então... é isso. — Ele abaixou a cabeça. — Adeus, pai.

Shiryu não respondeu. Permaneceu parado, observando o filho sumir entre a névoa. Seu coração pesava, mas sua expressão não mudava.

Minutos depois, Shunrei apareceu. Ela vinha com passos preocupados e um semblante aflito.

— Shiryu! O Shoryu... ele saiu? — Ela olhou para a trilha, o vazio na paisagem a fez estremecer. — Você deixou ele ir?

Shiryu permaneceu imóvel. — Ele precisava ir.

— Mas ele é só um menino! Ele...

— Ele é meu filho. Nosso filho. — Shiryu a olhou com suavidade. — E por isso mesmo, eu não posso protegê-lo para sempre.

— Mas... você disse que ele não pode voltar.

— Se eu deixar a porta aberta agora, ele sempre voltará quando falhar. E então nunca vai aprender o que significa viver com as próprias decisões. Ele precisa saber que o mundo cobra. Que as ações têm consequências.

Shunrei o olhou, lágrimas nos olhos. — Você está sendo cruel...

— Estou sendo pai.

Ela caiu de joelhos, sem saber como reagir. Shiryu se aproximou, ajoelhou-se diante dela e a segurou com carinho.

— Eu falhei muitas vezes. Caí muitas vezes. Mas tive que levantar sozinho. Ele vai entender. Se cair... ele vai lembrar do caminho de volta. Mas só se tiver força para reconhecê-lo.

Vilarejo de Rodório

O caminho até o vilarejo de Rodorio se estendia sinuoso entre árvores retorcidas e encostas rochosas. A vegetação, antes viva e verdejante, parecia perder a cor à medida que o trio de jovens Cavaleiros se aproximava do destino.

O silêncio era antinatural.

Nenhum canto de pássaro. Nenhum som de cascos ou vozes humanas. Apenas o som seco das armaduras enquanto Kin, Sophia e Hugo avançavam com atenção.

Kin caminhava à frente, sua Armadura de Andrômeda cintilando suavemente sob a luz pálida do dia. Suas correntes repousavam tranquilas por ora, mas ela mantinha os dedos prontos para o movimento. Ao seu lado, Sophia exibia a discreta Armadura de Camaleão, que quase se mesclava com o cinza esbranquiçado da neblina. Por fim, Hugo avançava com sua imponente Armadura de Ave do Paraíso, cujas asas metálicas e simétricas refletiam como lâminas azuis.

— Essa neblina... — Sophia sussurrou, sem esconder o incômodo. — Ela não é normal. Parece... viva.

— Rodorio nunca foi assim — comentou Hugo, a voz grave e contida. — Isso aqui está errado.

Kin olhava ao redor. A bruma parecia envolver as casas, cada vez mais espessa, ocultando os detalhes da arquitetura. Era como se a vila estivesse suspensa entre o tempo e o espaço.

— Continuem com os cosmos baixos — ela disse. — Não vamos provocar nada... até entender o que está acontecendo.

Avançaram pelas primeiras vielas. As casas estavam com portas entreabertas, algumas janelas quebradas. Pedaços de madeira rachados, manchas escuras no chão e sinais de destruição recente eram visíveis por todo canto. Uma carroça tombada. Potes de barro partidos. Silêncio.

— Onde estão os aldeões? — Sophia perguntou, abaixando-se junto a uma mancha escura no chão. — Isso é sangue...

Hugo estreitou os olhos. — Marcas de batalha. E ali... — ele apontou — escudos quebrados. São de Cavaleiros de Prata.

— Então os relatos estavam certos — disse Kin. — Mas por que nenhum sinal de corpos?

Enquanto falavam, a corrente de Andrômeda subitamente se ergueu do ombro de Kin com um som seco de aço raspando pedra. Vibrava com intensidade, girando em círculos como um radar.

— Esperem — Kin parou no mesmo instante, olhos arregalados.

— O que foi? — Sophia perguntou, instintivamente já recuando um passo.

— A corrente... ela... — Kin levou a mão até a corrente que agora apontava para o norte da vila. — Ela detectou hostilidade.

O clima pareceu mudar. Até mesmo o ar parecia mais denso.

— Não estamos sozinhos — Hugo murmurou.

Guiados pela corrente, seguiram até a antiga praça central da vila. A estátua de Atena, antes símbolo de proteção, estava quebrada ao meio. A cabeça repousava aos pés da imagem mutilada. Os olhos de pedra, partidos, olhavam para o céu cinzento como se denunciassem uma tragédia.

A bruma se dissipava em camadas suaves, revelando o esboço de uma antiga estrutura de madeira: um celeiro parcialmente destruído. E ali, entre colunas estilhaçadas, viram a silhueta de um jovem.

Estava de costas.

Seus cabelos negros caíam até os ombros. As bordas de sua armadura — fragmentada e irregular — tinham reflexos vermelhos, como brasas quase apagadas. Suas mãos, firmes, seguravam um Cavaleiro de Prata desacordado pelo pescoço, erguido com apenas um braço, como se fosse um boneco de pano.

— Isso... é um Cavaleiro? — sussurrou Sophia, paralisada.

A corrente de Andrômeda vibrou com força. Desta vez, estalou no ar e se lançou para frente, se esticando em direção ao desconhecido como se fosse um reflexo da alma de Kin.

— Hostilidade total... — Kin disse em voz baixa. — A corrente está em alarme máximo. Essa presença... é opressora.

O jovem soltou o corpo do Cavaleiro desacordado, que caiu no chão com um baque seco. Sem pressa, ele girou a cabeça na direção do trio.

E então virou-se completamente.

Um frio percorreu a espinha de todos.

Seus olhos eram de um cinza profundo, quase mortos. Não havia raiva. Nem emoção. Apenas uma presença constante... intensa... incômoda. Como se aquele cosmo estivesse acima da razão, além da empatia, fora do compasso do mundo.

— Esse cosmo... — Hugo deu um passo à frente, instintivamente ativando parte de sua energia. — Não é maligno... mas não é humano.

— Não é só isso — disse Kin, quase sem voz. — É como se...

Sophia entreabriu os lábios, encarando a figura que agora os observava em silêncio absoluto.

— Quem é ele...?

Santuário

O fim da tarde mergulhava o Santuário em tons alaranjados e sombras alongadas. O ar estava fresco nas redondezas da Casa de Áries, onde as colunas douradas refletiam suavemente a luz do crepúsculo. Poucos aspirantes ousavam andar por ali sem necessidade, por respeito à tradição — e à presença de Kiki, o atual Cavaleiro de Ouro de Áries.

Satoru, no entanto, caminhava devagar, de cabeça baixa, deixando que seus passos o levassem sem rumo definido. O dia havia sido intenso. A luta contra Ichi ainda vibrava em sua memória, assim como os olhares enviesados de alguns colegas depois da demonstração.

Não era só cansaço físico — era mental. Um ruído interno que ele não conseguia calar.

Enquanto se aproximava de uma das passagens laterais da Casa de Áries, ouviu vozes. Suaves, mas distintas. Parou por instinto, encostando-se discretamente numa das colunas e reduzindo seu cosmo para não ser notado.

— ...é estranho ver ele assumindo esse papel — dizia uma voz calma, firme, mas conhecida.

Shun.

— Ele parece ser bem mais recluso. Um mestre de bastidores — respondeu outra voz, levemente mais grave.

Hiades

Satoru franziu o cenho. Quem?

— E mesmo assim, é exatamente por isso que o Santuário precisa dele agora — continuou Shun. — Ele não quer o cargo... mas entende a responsabilidade. Ele sempre foi assim. Nunca buscou liderança, mas todos o ouviam quando falava. — Shun deu uma breve risada. — Kazuo é diferente.

O nome fez o coração de Satoru parar por um segundo. Ele encostou-se mais na pedra fria, os olhos arregalados.

— Os tempos mudaram — disse Shun, mais baixo agora. — Os deuses estão inquietos, e o Olimpo nos observa. Ter alguém como ele guiando o alto comando... é uma escolha sábia.

— E inesperada — completou Hiades. — Mas talvez por isso seja certa.

As vozes começaram a se afastar, ecoando pela escadaria atrás da casa. Satoru permaneceu imóvel, tentando absorver o que acabara de ouvir.

Kazuo.

O novo Grande Mestre?

Não era possível.

Seu avô sempre foi reservado, quase invisível para o mundo. Um homem de sabedoria prática, palavras diretas e uma calma que às vezes assustava. Para Satoru, ele era uma fortaleza — mas discreta. Invisível ao olhar comum. Nunca imaginaria vê-lo como o líder supremo do Santuário.

“Será que entendi errado?”, pensou. “Será que falaram de outro Kazuo? Não pode ser…”

Mas no fundo, ele sabia. Algo dentro dele dizia que era verdade. E isso o abalava de forma estranha.

Sem dizer palavra, virou-se e caminhou de volta para os dormitórios dos aspirantes, seus passos agora mais pesados. O céu escurecia, e ele não percebeu que havia cerrado os punhos.

“Por que nunca me disse nada?”

Templo de Atena

O céu sobre o Santuário estava coberto por nuvens densas, tingidas em cinza pelo entardecer. Não havia trombetas. Não havia cavaleiros em fila. Apenas o som ritmado de passos ecoando pelas escadarias que levavam ao coração da colina sagrada.

Atena, vestindo seu manto branco, subia calmamente os degraus ao lado de Hyoga de Aquário e Kiki de Áries. Ela segurava seu báculo com firmeza, mas seus olhos estavam distantes, mergulhados em pensamentos.

Eles haviam retornado de Lemnos.

O encontro com Hefesto havia mudado algo dentro dela. O deus do fogo era direto, implacável em sua visão — e mesmo assim, não havia arrogância em suas palavras. Apenas verdade. Uma verdade que a humanidade talvez ainda não estivesse pronta para encarar.

As pedras antigas do solo pareciam estremecer sob seus passos, como se o próprio Santuário sentisse o peso de sua decisão.

"O Olimpo irá agir..." — pensou Saori, encarando o céu. "E quando o fizer, será sem piedade. Já perdemos tempo demais."

Ela não hesitou. Seus olhos se fixaram à frente, atravessando mentalmente os pátios, os salões, os Cavaleiros que a aguardavam com lealdade cega. Ela sabia o que precisava ser feito.

"Eu ajudarei Hefesto."

Ao lado dela, Hyoga caminhava em silêncio, os braços cruzados atrás das costas. Seus olhos também estavam atentos, mas sua expressão era cautelosa. Já Kiki, ainda que respeitosamente em silêncio, lançava olhares rápidos à deusa, percebendo a densidade de seu cosmo — mais firme do que o normal, mais... isolado.

Saori não disse uma palavra.

Ela subiu os últimos degraus e parou por um instante diante do Templo Principal.

O vento soprou forte, erguendo suavemente as pontas de seu manto. Seus olhos estavam decididos. Sua postura, inabalável.

Sozinha, ela entraria no próximo conflito.

Por vontade própria. Por convicção.

E nada — nem mesmo os laços com seus Cavaleiros — mudaria isso.