Notas iniciais
Obrigado à Masami Kurumada, Shiori Teshirogi e todos os outros que escreveram(ou ajudaram a escrever) as fantásticas histórias sobre os cavaleiros de Atena.

Vila Rodório, Grécia.

-Você ficou sabendo, Atlos? -Perguntou o cidadão.

-De quê, Azer? -Atlos respondeu.

-As tempestades marítimas contínuas que têm destruído embarcações há dois meses!

-Sim, eu soube. Poseidon está muito furioso conosco, embora eu não soubesse por quê. — Respondeu Atlos.

-Faço oferendas diárias, mas ainda sim as tempestades não cessam. – Azer prosseguiu. — Ah, mais uma coisa. Soube algo sobre aqueles homens se reunindo no vilarejo?

-Os boatos dizem que Atena iniciou uma guerra com Poseidon e pretende formar um exército.

-Um exército...?!

-É o que dizem. Eles estão se preparando aqui perto, então vamos vê-los.

-É, vamos. — Os dois seguem por um estreito de cabanas de madeira, deparando com uma multidão de centenas de guerreiros trajando armaduras comuns e bradando espadas e outras armas enquanto saudavam uma mulher dos cabelos roxos e um homem de elmo dourado e manto preto.

-Cavaleiros de todas as partes! O deus Poseidon está prestes a despertar nesta terra! Seus guerreiros e exércitos estão prontos, e eles desejam destruir toda a existência nesse lugar! Vocês são os únicos que podem deter os planos de Poseidon e salvar a humanidade! São os nossos salvadores! — A mulher ergueu o báculo ao ar, e quando iria continuar seu discurso, eis que surge uma sombra por cima de sua cabeça e pousa sobre o telhado de uma casa.

-Estes são os guerreiros de Atena? Que patético. — O homem misterioso erguia-se, demonstrando a armadura dourada que cobria seu corpo.

-Quem... Quem é esse? — Exclamou uma voz vinda da multidão, aterrorizada por sua energia absurda.

-Sou Syngnatus de Cavalo Marinho, aquele encarregado de trazer a morte para os cavaleiros de Atena! -Ele retrucou, erguendo a palma da mão carregada de energia.

-Cuidado, cavaleiros! Aeons proteja-os! — A mulher ordenou, enquanto brandia o báculo e avançava para perto do cavaleiro junto ao seu fiel servo mascarado.

-Hai. Prepare-se para morrer, marina! — O elmo dourado era lançado no chão e Aeons já saltava para o telhado da casa, onde começaria um combate com o mesmo.

-Pffft! Tome um pouco disso! — Da palma de Syngnatus partia uma esfera dourada que voava na direção de Aeons.

-Fácil! — Com um único tapa, a esfera era rebatida para longe. O guerreiro prosseguia com um forte soco no rosto do general.

-Uh, nada mal! — O braço do marina era posto a frente do soco, travando-o.

-Idiota! Prove o meu cosmo! — O punho de Aeons era recoberto por uma luz dourada e em segundos sua força superava Syngnatus quebrando seu nariz, arremessando-o para baixo causando uma colisão com a madeira sólida e o oricalco da armadura.

-É só? Prove um pouco do meu Sopro Ascendente! — Neste instante, uma brisa forte formava-se ao redor dos cavaleiros e em questão de segundos tornava-se um pequeno tornado que engolia Aeons, repelindo-o por algum tempo.

-Vamos salvar Aeons, haaaa! — Oito dos cavaleiros bradam suas armas e avançam para o marina.

-Não vão, meus cavaleiros! Ele é muito poderoso! — Atena se posta à frente dos guerreiros, impedindo.

-MORRA ATENA! — O general avança contra a deusa e quando ergue seu punho direito, atravessa seu corpo.

-Atena! — Tomado por uma vontade incontrolável, Atlos se arremessa na direção de Syngnatus, antes que pudesse causar algum dano maior a deusa.

-Como ousa me atingir? Conheça o inferno, maldito! — Cavalo Marinho esticou o braço e segurou seu agressor pelo pescoço, atirando-o alguns metros de distância. — Agora, vocês serão os próximos a morrer.

-Atlos! Por que tinha de fazer isso? — Azer saiu do seu esconderijo também, indo ao socorro do companheiro.

-Ora, ora. Outro verme para eu esmagar? — Syngnatus virou-se, golpeando Azer com um violento chute.

-Não faça isso! — Atena se ergueu, ainda agonizando pelo ferimento.

-Você não pode fazer nada contra mim, Atena. Aguarde por sua morte enquanto massacro esses seus "cavaleiros".

-Talvez ela não possa, mas eu sim! Trovão Atômico! — Como um relâmpago, Aeons reaparece na frente de Syngnatus e ergue o punho, no mesmo instante partem milhares de partículas douradas que rompem a armadura reluzente do general.

-Que poder incrível... ugh. Vocês venceram por enquanto, cavaleiros! Mas eu voltarei. — Da mesma forma que surgiu, o marina desaparece entre as sombras, desgastado pelos ferimentos.

-Atena está ferida! Levem-na para a enfermaria e estes dois também! — Aeons exclamou cobrindo o seu rosto com o elmo dourado e nova capa, agora vermelho-sangue.

-Mas mestre Aeons! Você está ferido também, precisa ir ao médico! — Um dos aspirantes interrompeu.

-Eu posso me curar sozinho, agora vão! — Ele retrucou.

-Sim, grande mestre. — Três dos cavaleiros ergueram Atena, Atlos e Azer, transportando-os para a curandeira mais próxima.

-O restante de vocês deve descansar, os treinos começam amanhã.

-Certo grande mestre. — O restante dos cavaleiros assume seus diferentes rumos, a maioria seguindo para a hospedaria.

-Uma grande batalha esta por vir... — Aeons ergueu os olhos, fitando a constelação de sagitário, que brilhava esplendorosamente sobre o céu escuro da noite.

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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.