Saint Seiya: A Redenção (Apáte Chapter)!
32 Os Desafios no Egito!
Notas iniciais

CAIRO — EGITO
Petey se levanta e olha para Aioros inconsciente.
- Esse infeliz me fez gastar toda a minha energia. Tenho que matá-lo, mas ainda sinto um forte cosmo vindo dele. Preciso recuperar minha energia e não posso deixá-lo aqui. Já sei o que vou fazer!
Petey envolve Aioros em cristais verdes. Aioros é arremessado para dentro de uma pirâmide. Lá existe uma prisão. O legionário de Plasma prende o cavaleiro de Sagitário!
- Preciso pegar o pó de cristal da restauração. Eu volto e darei um fim a você, cavaleiro de Sagitário.
Aioros abre e fecha os olhos e não diz uma palavra.
- Sinto meus braços pesados. Realmente o cavaleiro de Sagitário é muito poderoso. Mas logo estará tudo acabado. – Diz Petey olhando para Aioros preso.
Aioros desperta, aguarda a saída de Petey e se levanta com dificuldade. Ele queima seu cosmo.
- Athena… Eu não me darei por vencido... Vou me recuperar e sair desse local... Me guie, Athena!
Perto dali, Saga e Máscara da Morte trocam socos. Saga sempre leva vantagem e Máscara da Morte novamente é atingido.
- Desgraçado, a punição virá agora, e você vai aprender no outro mundo que você tanto adora o que é de fato justiça! – Comenta Saga.
- Essa luta ainda não acabou, Saga!
- Então morra agora! – Saga concentra seu cosmo.
- Espere, Saga!
Shiryu surge no local. Saga e Máscara da Morte olham para trás e os avistam.
- Han? Dragão?
- O maldito voltou do mundo dos mortos? – Se surpreende Máscara da Morte.
- Como retornou para cá? – Pergunta Saga.
- Seu irmão Kanon ajudou a mim e ao Seiya!
Saga olha surpreso para Shiryu.
- O que disse? Kanon?
- Exatamente. Ele nos trouxe de volta e nos restabeleceu com a água da vida de sua armadura de Taça.
Saga não esconde a emoção de saber que o irmão, que já foi tão maligno, está realmente seguindo a justiça.
- E onde está o Seiya? – Pergunta Saga, escondendo a emoção.
- Ele foi por outro caminho, Saga. E eu gostaria de lhe pedir que siga também. Eu quero enfrentar o Máscara da Morte! – Pede Shriyu.
Saga é pego de surpresa e encara Shiryu com seriedade.
- Você, um cavaleiro de Bronze, quer enfrentar um cavaleiro de Ouro?
- Sim. – Shiryu responde sem ter dúvidas.
- Você realmente quer que eu te mate não é, Shiryu de Dragão. – Máscara da Morte se levanta.
Saga fecha os olhos ao ver Máscara da Morte se levantar.
- Tem certeza, Dragão?
- Sim, absoluta, será pelo meu mestre e pelos inocentes que ele coleciona suas cabeças na casa de Câncer.
- Você é patético, Shiryu, acha mesmo que tem chance comigo! – Debocha o cavaleiro de Câncer.
Saga olha para Máscara da Morte e começa a dar risada.
- Hihehahahaha.
- Do que está rindo, maldito? – Se irrita o cavaleiro de Câncer.
- Máscara da Morte, você perderá novamente para o Dragão.
- Novamente? Está louco? – Máscara da Morte não entende.
Saga anda alguns passos olhando para frente.
- A única forma de você sobreviver será se recuperar suas memórias, sua mente alcançar uma outra dimensão. Senão seu coração e ambições malignas jamais te farão ver a justiça verdadeira. Muito bem, o deixo em suas mãos, Shiryu de Dragão! – Saga parte em retirada.
- Se você pensa que vai fugir, eu não permitirei, Saga. Eu não vou permitir que você se aproxime da Pirâmide de Cristal! – Máscara da Morte tenta ir atrás de Saga, mas Shiryu o intercepta.
- Vai ficar na minha frente? – Pergunta Máscara da Morte.
- Sim, eu sou seu adversário! – Responde o cavaleiro de Dragão.
Máscara da Morte se mostra incomodado com a ação de Shiryu.
- Muito bem, moleque de Bronze, vou te dar o fim que você tanto quer. O fim da forma mais dolorida.
Máscara da Morte queima o cosmo e assusta Shiryu.
SANTUÁRIO – GRÉCIA
Hyoga e Shun, que partiram na frente, chegam no Santuário. Eles encontram Marin.
- Você é a Marin, mestra do Seiya, não é? – Questiona Shun.
- Sim, e vejo que pelo estado de suas armaduras vocês devem estar atrás de Mu, não é isso?
- Exatamente! – Os dois confirmam.
Marin guia os dois cavaleiros. Ela avista Kiki.
- Certo. Kiki, venha aqui!
- Sim, senhorita Marin! – Kiki se aproxima.
- Leve esses dois cavaleiros até a casa de Áries. Eles precisam falar com seu mestre.
- Tudo bem! – Kiki guia Hyoga e Shun.
Todos chegam na casa de Áries. Mu os cumprimenta.
- Realmente é necessária essa restauração, Mu? Meu mestre Camus e a amazona Rydia de Pomba nos pediu para te procurar, mas não podemos perder tempo. E meu mestre banhou minha armadura com seu sangue... – Questiona Hyoga.
- E o Shaka banhou a minha também! – Complementa Shun.
- Isso responde sua pergunta? – Mu golpeia os dois, partindo ainda mais suas armaduras com muita facilidade.
Hyoga e Shun se assustam ao verem pedaços de suas armaduras caindo no chão.
- Nossas armaduras... Estão ainda mais quebradas! – Percebe Shun.
- E eu nem precisei fazer esforço. Vocês enfrentarão adversários poderosos, que podem ter o nível de um cavaleiro de Ouro. Eu restaurei as armaduras de Dragão e Pégaso junto com o meu sangue e elas já têm uma resistência muito maior. A de vocês, mesmo banhadas com o sangue dos cavaleiros de Ouro Shaka e Camus, serão facilmente destruídas. Aliás, já estão praticamente destruídas.
- Tudo bem, Mu. Por favor, as restaure. – Pede Shun.
Mu vai consertar as armaduras. Passa-se uma hora. Hyoga e Shun estão angustiados. Kiki ri da angústia dos dois, os irritando. Hyoga tenta pegar Kiki, mas o garoto corre e fica levitando as pedras, indo de um lado para outro usando a telecinese, os irritando ainda mais.
- Kiki, pare de incomodar os cavaleiros. Hyoga, Shun, suas armaduras estão prontas. – Interrompe o cavaleiro de Áries.
As armaduras de Cisne e Andrômeda estão brilhando. Hyoga e Shun as vestem e se impressionam.
- Nossas armaduras... Parece que da para escutar a respiração delas! – Comenta Shun.
- Eles estão com muita vida! – Complementa Hyoga.
- Sim, agora vocês estão preparados para a batalha. Como Athena cresceu com vocês e sei que é o que Aioros quer, partam até o Egito, mas tomem cuidado!
- Certo, muito obrigado Mu! – Agradecem os cavaleiros de Bronze que saem do Santuário com pressa.
Mu fica pensativo ao lado de Kiki.
- Camus... Que pena que você partiu.
Meia hora depois, Rydia e Celina chegam ao Santuário. Os cavaleiros de Prata Capella de Auriga e Babel de Centauro trazem Camus e Cavaleiro de Cristal. Eles são levados ao cemitério dos cavaleiros, e de forma aleatória os cavaleiros de Ouro aparecem no local. O primeiro é Mu, que após restaurar as armaduras de Cisne e Andrômeda, vai ir ver o antigo companheiro. Ele chega junto de Marin.
- Mu, eles já estão no local que deveriam ficar. Foram grandes cavaleiros! – Comenta Capella.
- Certo, Capella, obrigado! – Agradece o cavaleiro de Áries.
Mu e Marin se aproximam de Rydia e Celina, que olham a lápide dos cavaleiros: Camus – Ouro – Aquário. Floki – Prata – Coroa Boreal.
- Garotas, vocês são amazonas de Athena então? – Pergunta Marin.
- Sim eu sou uma amazona de Prata igual a você, sou Celina de Cassiopeia. – Pela primeira vez Celina, que é a forma humana de Apáte, aparece com a máscara que as amazonas usam.
- E eu sou Rydia, amazona de Bronze de Pomba. – Rydia também cobriu seu rosto com a máscara.
Os cavaleiros de Prata se retiram. Rydia conta para Marin e Mu tudo o que aconteceu. Milo chega no local chorando.
- Meu grande amigo Camus. Isso não ficará assim. Eu vou dar um fim nos inimigos lá no Egito. Não posso mais ficar por aqui!
- Milo de Escorpião, sei que é um momento difícil, mas se contenha. Não podemos ir contra as ordens de Aioros. – Comenta Mu.
- E o Santuário está coberto desses pós de cristais e presenças malignas ainda estão sendo sentidas. – Complementa Marin.
Ao escutar as palavras de Milo, Celina ri em seu subconsciente.
- “Hahahaha.”
- Mas por que apenas os cavaleiros de Bronze e Aioros e Saga devem ir até lá? Não acho o correto. Necessita de reforços lá para salvar Athena. – Milo segue indignado.
- Por isso estamos esperando o próximo passo de Aioros. – Responde Mu.
- Cavaleiros, talvez vocês devam conversar isso entre vocês em um local seguro, aqui com esses pós de cristais sabemos que qualquer inimigo pode aparecer. – Sugere Rydia, que tem grandes desconfianças com relação à Celina.
Marin concorda com a ideia de Rydia.
- Rydia está certa. Kanon também foi para lá, e agora Hyoga e Shun. Vamos aguardar mais um pouco, Milo. Não sabemos com toda a certeza que Athena está realmente no Egito.
- Compreendo. Quero ficar um pouco sozinho com Camus! – Pede Milo.
- Certo, Milo, vou dar meu lugar a Aldebaran, que quer vir aqui! – Mu deixa o local junto as amazonas.
Já próximo as doze casas, Mu se vira para as mulheres.
- Marin, leve Celina e vá fazer a ronda do Santuário com os cavaleiros de Prata. Rydia, como amazona de Bronze vá ao Coliseu e auxilie June, outra amazona de Bronze que está cuidando dos cavaleiros de Prata feridos.
- Certo. Vamos, Celina! – Responde Marin.
Marin vai com Celina por um lado, Rydia por outro. As duas ficam olhando uma para outra com desconfiança.
CAIRO — EGITO
Shun e Hyoga chegam enfim ao Egito, em Fustat, lado norte de Cairo, aonde também existe grandes pirâmides e um solo arenoso.
- Hyoga, aqui é o local aonde seu mestre Camus nos disse para virmos. Aqui têm várias pirâmides, uma dessas deve ser a de cristal. – Comenta Shun ao avistar o local.
- Verdade, Shun. E pelos meus mestres e por Athena, eu vou derrotar quem vier pela frente! – Responde Hyoga, já recuperado.
- Socorro, socorro... – Os cavaleiros de Bronze escutam gritos.
Os dois correm direção ao som da voz infantil.
- Shun, é uma voz de criança.
- Sim, Hyoga, temos que ver de onde vem.
Os dois enfim avistam a criança. É uma menina pequena, com cerca de 6 anos, presa na mais alta pirâmide que tem no local.
- Menina, o que você está fazendo aí? – Grita Hyoga olhando para cima.
- Dois homens me trouxeram aqui e me prenderam aqui em cima, estou com medo.
- Vamos salvá-la, Hyoga! – Shun arremessa sua corrente e prende na pirâmide.
- Vamos subir nós dois, assim conseguimos descê-la sem perigo. – Instrui Hyoga.
Os dois sobem pelas correntes e se aproximam da garota.
- Como é seu nome, garotinha? – Questiona Shun.
- Eu me chamo Ellen.
- Vamos te salvar, Ellen... O que é isso? – Hyoga sente suas pernas e braços presos em algo na pirâmide.
Shun mal consegue se movimentar. Ele não sabe o que fazer.
- Eu também estou preso, Hyoga... Mas como isso foi acontecer?
- Hahahahaha. – Um homem olhando lá de baixo da pirâmide aparece.
- Quem é você? – Hyoga pergunta ao homem.
- Sou Teremum, legionário de Cristal de Telescópio.
Shun escuta o nome e já sabe de quem se trata.
- Aquele homem que o Seiya disse que tentou raptar a Saori!
- Hahahaha. Ela já foi raptada. E vocês são muito inocentes, ingênuos. Caíram direitinho na minha armadilha.
- O que? – Questionam os cavaleiros.
- Hahahaha, idiotas. Deixaram sentimentalismo os dominar aqui no território inimigo. Eu sequestrei essa garota e a coloquei aí para algum paspalho igual vocês a salvarem. Agora estão presos nas lentes malignas do meu telescópio cósmico que coloquei nessa pirâmide. Logo o corpo de vocês será arremessado às estrelas.
Shun e Hyoga seguem presos sem conseguirem se mover.
- Eu não consigo me soltar... Argh...
- Eu não acredito nisso! – Hyoga não consegue se desvencilhar
- De fato fizemos um grande trabalho, Teremum. – Outro homem chega ao lado de Teremum.
Shun se assusta ao ver outro legionário surgindo ao lado de Teremum.
- Um outro legionário!
- Sou Ravic, legionário de Cristal superior de Sílex. – Ravic é alto, tem cabelos pretos curtos e repicados e olhos roxos. Ele usa uma barba rala. Sua armadura cristalizada é marrom acinzentada como a pedra que representa.
Ravic e Teremum olham para a aflição dos cavaleiros de Bronze.
- Não fiquem tristes, a garotinha vai morrer junto de vocês: “Faíscas da Morte.”
- Aaaaaaaaaaaaahhhhhh... – Os dois cavaleiros recebem o golpe de Ravic sem conseguirem se mexer. As faíscas parecem torrar os corpos deles por dentro da armadura.
- Ver a morte de vocês está sendo muito divertido! – Se alegra Teremum.
- Além de que o nosso senhor Arles ficará muito satisfeito! – Complementa Ravic.
O golpe de Ravic é detido. Ele estranha.
- Mas o que foi isso? Que cosmo estranho é esse? Um cosmo temível! – Estranha Ravic.
- Realmente é um cosmo poderoso. Mas quem é capaz de vir e atrapalhar nossa missão? – Se irrita Teremum.
Uma voz é escutada entre as chamas que desfizeram o golpe de Ravic.
- Vocês realmente se consideram guerreiros? Não passam de vermes covardes.
- Quem é que está aí? Vamos, diga! – Se revolta Ravic.
Os dois olham para o cosmo temível que se aproxima.
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