Saint Seiya: A Redenção (Apáte Chapter)!
31 A Água da Vida e a Misteriosa Aliada!
Notas iniciais

SANTUÁRIO – GRÉCIA
CASA DE ÁRIES
Aioria chega correndo na primeira casa e avista Mu ao lado de Aldebaran.
- Cavaleiros, vocês sentiram essa energia, esse cosmo? – Comenta Aioria.
- Sim, eu também senti. Esse cosmo parecia do... – Aldebaran está instigado e interrompe sua fala, ficando pensativo.
Mu da alguns passos para frente com os olhos fechados. Ele se vira para os outros dois cavaleiros ainda com os olhos fechados.
- Aldebaran, Aioria, sim, é o que vocês estão pensando. Era o cosmo de Camus que se esvaiu. Um dos doze cavaleiros de Ouro dessa geração perdeu a vida.
- Não pode ser! – Grita Aldebaran.
- O Camus... Não é possível! – Aioria está atônito.
Mu olha triste para o céu.
- Agora somos onze nessa Era... Camus você já partiu...
- Na realidade somos nove, ou se esqueceu que Máscara da Morte e Afrodite... – Aioria está falando, quando é interrompido por Kiki.
- Mestre Mu, encontrei a Marin e ela disse que encontrou Asterion machucado e que Kanon fugiu do Santuário.
- Aquele maldito! – Se revolta Aioria.
Mu coloca a mão nas costas de Aioria e olha para ele.
- Acalme-se, Aioria. Kanon não fará nada de errado nesse momento.
Aioria angustiado retorna a sua casa. Ele está pensativo.
- Não podemos mais ficar parados no Santuário...
Uma pena estanca em um pilar surpreendendo Aioria. Ele se aproxima.
- Essa é... Uma pena da armadura de Fênix. Ela tem um recado:
- “Esmeralda está viva e protegida” – Dizia a mensagem.
- Ikki! Onde você estará nesse momento? – Questiona Aioria, que está muito emotivo com a morte de Camus.
Na casa de Virgem, Shaka sente o sumiço do cosmo de Camus.
- Aquário perdeu seu guardião. Athena... – Shaka segue meditando.
Na casa de Escorpião Milo cai em prantos com a morte de Camus. Milo era o melhor amigo de Camus, os dois eram os mais próximos.
- Meu amigo Camus, sua morte não será em vão. Eu não posso ficar parado aqui esperando as coisas acontecerem... – Milo olha para a entrada de sua casa.
CAIRO – EGITO
Saga e Máscara da Morte estão frente a frente. Saga olha para o alto, logo depois olha para o cavaleiro de Câncer e fecha os olhos.
- Máscara da Morte, me diga o porquê você está seguindo por esse caminho?
- Eu que não te entendo, Saga. Você que arquitetou todo o plano. Realmente Arles te dominava? Não tinha nada de você que queria seguir por esse caminho?
- Jamais iria contra Athena em meu estado normal. – Avisa Saga.
Máscara da Morte olha para Saga com semblante de desaprovação.
- Há várias formas de se fazer justiça, Saga de Gêmeos.
- E a sua justiça é colecionar cabeças na casa de Câncer? – Ironiza Saga.
- Hahahaha, é a lei do mais forte, Gêmeos.
- Muito bem, Máscara da Morte. Se você tem esse pensamento, não merece ser um cavaleiro de Ouro. Vou acabar com a sua detestável vida.
Máscara da Morte já fica em posição de combate mostrando a Saga que não o teme.
- Eu que vou acabar com você cavaleiro covarde, que desistiu do nosso plano: “Ondas do Inferno.”
Saga fecha os olhos e nada acontece.
- Mas o que? Ele nem se moveu...
- Isso não vai funcionar comigo, Máscara da Morte. Você não tem condições de me levar para o sekishiki.
- Isso é o que você pensa, maldito! – Máscara da Morte começa a temer Saga.
- Agora se prepare para sentir o poder da sua punição: “Explosão Galáctica.”
- Han? Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhh...
Máscara da Morte é muito ferido com a chuva de estrelas que o atingiram instantaneamente e cai no chão gritando. Ele se levanta respirando fundo.
- Realmente existe uma restrição nesse local devido aos pós de cristal. Vocês que são cães de guarda de Arles e Apáte acabam sendo protegidos. Em condições normais você já teria morrido com a Explosão galáctica, cavaleiro de Câncer. – Diz Saga ao sentir a atmosfera no local.
- Não me subestime, Saga. Não será tão simples me vencer. – O cavaleiro de Câncer se levanta e encara Saga.
Os dois cavaleiros de Ouro queimam os seus cosmos.
No Yomotsu, Shiryu desperta.
- Mmmmm... Onde estou?
Shiryu vê Seiya ao seu lado desmaiado. Ele chacoalha Seiya.
- Argh... Que lugar é esse? – Seiya desperta.
- Seiya, esse é o efeito do Ondas do inferno do Máscara da Morte. Esse deve ser o mundo dos mortos!
O cavaleiro de Pégaso se espanta e olha pelo local escuro.
- O mundo dos mortos?
- Sim... Seiya... Aquela ali não é a... – Shiryu aponta em direção a fila de almas que segue para o buraco do Yomotsu.
- Saori! – Seiya grita desesperado.
- Não é só a Saori. O Aioros também está lá.
- Não pode ser... – Seiya grita novamente.
- Eles não conseguem nos escutar, Seiya. – Percebe Shiryu.
Seiya tenta se aproximar, mas existem muitas almas. Ele encara as almas de Saori e Aioros.
- Mas por que eles estão lá? Indo em direção para aquele buraco? Eu tenho que ir salvá-los.
- Vamos, Seiya. – Shiryu corre ao lado de Seiya.
Seiya é sugado e desaparece. Shiryu estranha.
- Aonde foi parar o Seiya... Aaaaaaaaaahhhhhhhhhh... Estou sendo sugado... – Shiryu também desaparece.
As almas de Seiya e Shiryu reaparecem no Egito. Elas entram novamente em seus corpos que são arrastados para outro lugar. Os dois sentem as dores dos golpes que receberam dos legionários.
- Argh... Como voltamos aqui? – Questiona Shiryu.
- Eu não sei... – Responde Seiya.
- Acho que Athena deve lamentar muito a fraqueza de vocês! – Alguém se aproxima dos dois.
Os dois cavaleiros se levantam e avistam um cavaleiro logo a frente.
- Saga, é você? – Questiona Shiryu.
- Não, ele é o Kanon, irmão do Saga! – Responde Seiya.
Kanon está de olhos fechados com a urna de sua armadura nas costas.
— Estamos próximos a um rio. Que rio é esse? – Pergunta Shiryu se aproximando ainda mais do rio.
- Esse é o rio Nilo.
- Rio Nilo? – Seiya olha para o rio.
- Sim, esse é o maior rio do mundo. Cheguei aqui guiado pelo cosmo de Athena e os trouxe de volta.
Seiya se aproxima curioso de Kanon.
- O cosmo de Athena?
Kanon retira sua armadura da urna em forma de taça e a mergulha no rio enchendo a taça.
- O que ele está fazendo? – Questiona Shiryu.
- Bebam essa água! – Ordena Kanon.
- Beber a água? – Seiya não entende.
- A água da armadura de Taça agora possui a água da viva. Vocês a bebendo curarão suas feridas. E olhando seus reflexos podem ver os seus futuros, mas isso nesse momento é o de menos! – Responde Kanon de costas aos cavaleiros.
Shiryu não resiste e olha seu reflexo na água da Taça.
- Eu quero me ver... O que... A armadura de Libra? – Shiryu se olha e vê trajando a armadura de Libra.
- Você está usando a armadura de Libra... Agora deixa eu me ver... O que? – Seiya se olha no reflexo.
Seiya se vê com a armadura de Sagitário. Ele não entende nada.
- O que será que isso significa? – Questiona Seiya.
Kanon golpeia Seiya e Shiryu que vão ao chão.
- Idiotas. Parem de perder tempo. Bebam logo essa água ou logo morrerão.
Shiryu e Seiya bebem a água. Eles sentem suas energias de volta.
- Incrível! Me sinto forte com muita energia! – Se alegra Shiryu.
- Eu também! – Seiya sorri.
Kanon guarda a armadura na urna e vai indo embora. Seiya o questiona:
- Para qual lugar você irá, Kanon?
- Não lhes devo satisfações. Agora voltem de onde vieram e lutem como cavaleiros!
Kanon parte em retirada. Seiya e Shiryu se olham.
- Seiya, veja, o caminho que tínhamos pegado, aquela estrada. Ali tem várias pirâmides. – Aponta Shiryu reconhecendo a trilha que fizeram com o solo arenoso.
- Sim, foi lá que encontramos os legionários e o Máscara da Morte. Vamos para lá.
Seiya e Shiryu partem para onde estavam, agora revigorados.
LESTE DA SIBÉRIA
Hyoga segue sentado chorando a morte de Camus e do Cavaleiro de Cristal.
- Hyoga, não fique assim, eles foram grandes cavaleiros! – Consola Celina.
- Hyoga de Cisne, faça a vontade de seus mestres e siga até o Egito! – Complementa Rydia.
Rydia e Celina voltam a se encarar. Um grito interrompe a tensão.
- Hyogaaaaaaaa!
- O que? Shun você... – Hyoga vê a aproximação do amigo.
- Hyoga, o legionário Telly me arremessou no fundo desse lago gélido. Custei para conseguir voltar à superfície.
Hyoga se aproxima de Shun, preocupado.
— Mas você está bem?
- Sim, só estou com muito frio, mas eu vou me recuperar. O que aconteceu, Hyoga?
- Meus mestres... – Hyoga começa a chorar.
- Sinto muito, Hyoga... Também perdi o meu mestre!
Hyoga está muito emotivo. Ele abraça Shun.
- Obrigado por salvar minha vida e naquele momento do meu mestre, Shun.
Rydia se aproxima de Shun e Hyoga e coloca as mãos nos ombros dos dois. O gelo que os envolvia desaparece e suas energias voltam por completo.
- Rydia, como fez isso? – Questiona Hyoga.
- É o poder da minha energia da planície lunar. Ele sugou o gelo de seus corpos e os restabeleceu.
- Obrigado, amazona! – Shun sorri.
- Agora vocês devem ir primeiramente até o Santuário para Mu de Áries restaurar suas armaduras danificadas. Depois devem ir até a Pirâmide de Cristal. Meu mestre Saga junto a Aioros e seus amigos cavaleiros de Pégaso e Dragão já partiram para lá.
Hyoga e Shun se olham. Shun exclama.
- O Seiya e o Shiryu!
- Vamos, Shun, a morte dos meus mestres não será em vão! – Hyoga olha para seus mestres.
- Vamos! – Concorda o cavaleiro de Andrômeda.
Hyoga se aproxima de Celina e beija a sua mão. Ele a abraça e se vira para ela.
- Você virá comigo, Celina?
- Acho melhor vocês irem na frente, Hyoga. Preciso saber qual passo devo tomar através das ordens do Grande Mestre.
- Mas Celina, queria que você...
- Vamos Hyoga, melhor nos apressarmos! – Interrompe Shun.
Hyoga olha para Shun e volta a olhar para Celina. Seu olhar brilha.
- Está certo. Então vou na frente com o Shun. Lutarei e esperarei pelo nosso reencontro, Celina. Obrigado pela ajuda, Rydia. – Os cavaleiros de Bronze partem.
Rydia se vira para Celina e a questiona:
- Por que veio aqui para a Sibéria, Celina de Cassiopéia?
- Vim ajudar os cavaleiros, é claro. Treinei por aqui. Infelizmente não cheguei a tempo de ajudar. Eu que não entendi sua presença aqui, Rydia de Pomba.
- Já disse que vim aqui a pedido do meu mestre. Bom, acho que como boas amazonas nesse momento devemos voltar ao Santuário levando o corpo desses honrados cavaleiros.
Celina olha para os dois cavaleiros e concorda.
- Sim, também irei voltar ao Santuário!
Rydia vira de costas para Celina e tenta se comunicar com o Santuário avisando sobre Camus e Cavaleiro de Cristal. Celina se afasta um pouco e muda seu semblante.
- Telly, seu incompetente. De que adianta matar o Aquário e o legionário traidor e manter o Cisne e o Andrômeda vivos? Deixou Capricórnio escapar. Esperava mais de você. Mas o Hyoga fica por minha conta, ele já está completamente apaixonado por mim.
Celina volta a se aproximar de Rydia. Ela pensa alto:
- Quem é essa mulher? Nunca ouvi falar dela nem agora nem no tempo original. Ela me parece muito suspeita. Devo ficar de olho nela.
- Celina de Cassiopeia, cavaleiros de Prata levarão os dois cavaleiros. Estou partindo para o Santuário! – Comenta Rydia friamente.
- Eu também irei! – Responde desconfiada Celina.
As duas misteriosas amazonas deixam a Sibéria rumo ao Santuário!
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