Saint Seiya - A Primeira Guerra Santa (MANUTENÇÃO)
3 3 - Tífon, o deus Giga
Frente do Olimpo
Alguns segundos após Ares avançar contra o grande exército Giga, Hades começou a batalha contra Toas. Zeus e os outros deuses lutavam não muito longe da posição do deus dos mortos. Hades movia sua espada com muita velocidade, era uma espada negra com lâmina prateada, na qual um brilho vermelho se destacava sobre a lâmina. Toas encontrava algumas dificuldades para evitar os golpes de Hades, mas sua armadura de diamantes impedia que este sofresse ferimentos graves, apenas cortes superficiais.
— Tem melhorado muito tuas habilidades Hades. — diz Toas.
— São as vantagens de não estar preso durante quatrocentos anos pelo selo de Zeus — responde Hades — Vocês passaram muito tempo presos, não são mais uma grande ameça a nós, deuses do Olimpo. Quando o selo foi removido por aquela traidora, pensei que seriam a mesma ameaça da antiguidade, vi que me enganei.
Hades sorri enquanto desfere seus golpes em Toas, que ainda continuava sem ferimentos graves, porém não conseguia atacar. Toas se irritou com as investidas de Hades e elevou seu cosmo, voltando a ser uma ameaça ao deus do inferno. Toas moveu suas espadas, que foram bloqueadas pela espada de Hades, mas conseguiu cortar o rosto de Hades no lado esquerdo. Um corte superficial, porém que deixou Hades fervendo em ódio.
— Você ... ousa ferir meu corpo ?! — grita Hades elevando seu cosmo — Maldito, se arrependerá de ferir o corpo de um deus! junte-se há seu irmão no inferno!
Hades avançou ferozmente para atacar Toas, que se defendeu facilmente. Porém desta vez algo mudou, os golpes de Hades racharam a Adama de Toas, deixando-o surpreendido. Toas contra-atacou Hades, mas não obteve êxito, tendo sua Adama ainda mais danificada.
— Maldito Hades, eu irei destruí...
Antes que Toas terminasse de falar, um punho atravessou-lhe as costas e saiu por seu peito. Uma mão segurava seu coração pingando sangue enquanto um riso perturbador soava próximo ao ouvido esquerdo de Toas.
— Eu voltei Toas, sentiu minha falta?
— A... Ares ... maldito — Toas tosse sangue — como... como aproximou-se de mim se que eu sentisse teu cosmo... filho de Zeus ?
— Assim é a morte, ela pode chegar sem ao menos ser esperada, ela é uma surpresa, uma surpresa tão maravilhosa que eu faço questão de lhe entregá-la pessoalmente Toas.
Ares mexe o braço dentro de Toas causando-lhe uma terrível dor, Toas gritou, chamando a atenção de todos que estavam na mesma zona de batalha e de alguns que lutavam um pouco mais longe, parando as batalhas por alguns segundos. Hades embainhou sua espada e olhou calmamente para Toas enquanto Ares o torturava. Os gritos de Toas eram assustadores, mas para Hades soava como uma bela canção.
— O grito de dor é a mais linda canção que se pode ouvir — diz Hades enquanto caminha até Toas — vamos Toas, cante mais para mim. — Hades sorri.
Toas não teria como escapar daquele castigo, então uma medida de desespero deveria ser tomada.
Lado Sul do Olimpo
Ártemis voava em Pégaso para ir de encontro a sua mãe, Hera, procurar por ajuda e tentar avisá-los do mal que estava por vir. Com sua armadura suja de sangue, Ártemis caminhou em direção a Hera.
— Mãe — disse Ártemis com voz de preocupação — tenho algo para contar a meu pai, onde ele está?
— Acalme-se minha filha, seu pai esta lutando ao lado de Poseidon, Apolo e hefesto, ele esta bem. — disse Hera — quem te feriu tanto assim minha filha?
— Um dos líderes do exército Giga, mas fui salva por Ares.
Hera pega no braço de Ártemis e utiliza seu cosmo para curar as feridas mais rapidamente.
— Somente nossos antecessores para nos ferir assim — disse Hera olhando para o corpo ferido da filha — fico feliz que tenha voltado com vida.
— Obrigado pela preocupação, mas preciso achar meu pai logo. ouvi um dos soldados Gigas disser que é questão de tempo até ele aparecer, mãe.
Hera para por um segundo, aquilo era o indício de que algo muito ruim aconteceria.
— então quer dizer que ele também entrará em batalha? — diz Hera preocupada — precisamos avisar seu pai logo sobre...
Antes que Hera terminasse sua frase, uma explosão acontece perto de onde ela e Ártemis estavam. Ao olharem em direção ao local da explosão, ambas vêem Zeus caído, sendo protegido por Poseidon, Apolo, Hefesto e Atena, que abandonara sua posição para ajudar o pai. Com lágrimas nos olhos, Ártemis ainda muito ferida monta em Pégaso, e alça voo em direção a seu pai.
— Ele já chegou — diz Hera chorando — devemos detê-lo...
Hera pega uma espada caída no chão e corre em direção ao castelo dos deuses.
Frente do olimpo
Toas não tinha saída para continuar vivo, sua ultima arma era dizer o nome daquele proibido entre os Gigas, o nome daquele que era o mais poderoso, aquele que era o deus de seu exército.
— Malditos... Hades... Ares... vocês verão o terror... o terror de meu mestre — Toas tosse pela última vez — contemplem a fúira de ... a fúria de Tífon! — grita Toas.
Neste momento a armadura de Toas começa a se desintegrar, enquanto seu corpo começa a queimar em um fogo negro. Ares retira o braço do corpo de Toas e se afasta, Hades faz o mesmo. Como mágica, cinco homens aparecem frente a Hades e Ares. Suas armaduras brilhavam como as jóias mais preciosas da Terra, seus rostos eram pálidos, com olhares frios, com exceção do homem que utilizava uma mascara. No centro, liderando os outros quatro, havia um homem de cabelos brancos compridos, olhos vermelhos como o fogo, era alto e magro, e sua Adama era dourada com detalhes vermelhos e com símbolos antigos encrustados em seus ombros.
— Hades, deus dos mortos e Ares, recém nomeado deus da guerra. — disse o homem com voz imponente — Ágrios, estes são seus.
— Sim meu senhor. — Responde Ágrios parando frente há Hades e Ares.
— Ladon, destrua Atena e Apolo.
— Sim meu senhor. — respondeu Ladon desaparecendo em seguida.
— Ortos, destrua Poseidon.
Sim meu senhor. — respondeu Órtos saltando para longe e correndo em seguida.
— Quimera, cuide da mulher que protege o Olimpo.
— Sim meu senhor — respondeu Quimera alçando voo.
Nem Hades e nem Ares pareciam se preocupar com os alvos dos subordinados daquele titã que ordenava. Ágrios permanecia parado frente aos dois deuses. O homem de cabelos brancos levanta o braço esquerdo e forma uma esfera negra em sua mão. O cosmo daquele homem era tão grande que fez com que Hades e Ares recuassem alguns centímetros. o homem estendeu seu braço em direção ao castelo dos deuses e lançou a esfera em direção ao mesmo, porém esta passou por cima do castelo.
— Errar um alvo deste tamanho? — zombou Ares.
— Meu alvo não era o castelo, meu alvo era Zeus.
Nenhum dos dois esboçaram reação ao ouvirem as palavras do homem de cabelos brancos.
— Quem é você maldito? — perguntou Ares.
— Eu sou Tífon, o deus Giga! — grita o homem.
Lado Sul do Olimpo
Muitos soldados Gigas haviam caído perante o poder dos quatro deuses que ali batalhavam. Zeus, Apolo, Poseidon e Hefesto eram poderosos demais para aquele soldados tão fracos. Atena por sua vez, coordenava o ataque dos deuses um pouco mais atrás ao lado de Hera, quando vê Ártemis chegando. Hera olha Atena que faz um sinal positivo com a cabeça, hera então vai ao encontro de Ártemis. Atena sente uma poderosa energia passando sobre o castelo do Olimpo e ao seguir a trajetória da energia com os olhos, vê a esfera atingir Zeus em cheio, causando uma grande explosão e jogando os deuses e soldados para longe. Atena correu para seu pai, enquanto apolo, Poseidon e Hefesto mantinham os poucos soldados longe.
— Pai! O senhor está bem ? — perguntou atena chorando
— Filha ... ele chegou ... o único com poder que se iguala aos três grandes deuses ... Tífon... Tífon veio nos destruir ... proteja os deuses filha, com este golpe não serei capaz de lutar por algum tempo...
Zeus desmaia e Atena se posiciona ao seu lado para protegê-lo. neste momento surgem dois homens trajando armaduras brilhantes. Uma era verde como esmeralda, cobria todo o corpo do homem mais baixo, que usava uma mascara. O outro homem tinha a armadura negra que brilhava levemente pelo brilho das estrelas. Atena não havia percebido que a noite já chegara e pairava sobre eles.
— Vim eliminar Poseidon — disse o homem mais alto.
— E eu vim eliminar Atena e Apolo.
Quem são vocês malditos? — gritou Apolo.
— Eu sou Ladon, o Dragão de Cem Cabeças. — respondeu o mais baixo.
— E eu sou Ortos, o Cão Bicéfalo do Mal.
Poderosos cosmos emanavam de ambos os presentes, até mesmo Atena elevou ao máximo suas forças para proteger seu pai. Ártemis apareceu junto a Pégaso e se colocou ao lado de Atena.
— Atena, Ártemis, cuidem de meu irmão — disse Poseidon caminhando em direção ao homem mais alto — Apolo, cuide do outro.
— Sim — respondeu Apolo parando ao lado do tio.
Os deuses do sol e do mar estavam prestes a mostrar todo seu poder.
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