Saint Seiya - A Cruz de Prata

6 Capítulo 6 – Aquela que escolheu a morte


Capítulo 6 – Aquela que escolheu a morte

O Papa Francisco emanou sua cosmo energia por todo o ambiente de seu escritório de forma agressiva, bem diferente do semblante que até então ele havia apresentado. Seus olhos focados nos cavaleiros ali presentes.

— Está certo de que quer este combate vossa santidade? – Perguntou o cavaleiro de Cérbero já com sua armadura trajada e segurando com força as correntes de sua vestimenta.

— Não o subestime Virgílio. – Advertiu a amazona de Câncer também já com sua armadura – Se ele prefere lutar do que colaborar que assim seja.

— Vejo que é uma garota bem direta. – Falou Francisco. – De fato, se quiserem alguma informação, terão de tirar de mim à força.

Os olhos do Papa emitiram então um brilho avermelhado. Ele colocou a mão direita por dentro da manga esquerda de sua roupa e de dentro retirou uma chave de ouro. Ele a agarrou entre ambas as mãos e quase sussurrando falou em latim:

In nomine patris... – Ao falar isto a chave brilhou de forma intensa transportando ao Papa e aos cavaleiros para um local diferente. Era um local semelhante à própria Praça de São Pedro, mas encoberto por uma densa neblina.

O Papa surgiu diante dos cavaleiros trajando uma espécie de armadura. De cor branca com adornos em ouro e cristais vermelhos no peito, ombros e tiara. Por trás dele surgiu um enorme portão dourado.

— Sejam bem vindos cavaleiros, à entrada do paraíso. – Disse Francisco.

— Entrada do paraíso?! – Virgílio perguntou surpreso – Então este é o portão dos céus que consta na bíblia?

— Sim meu caro. – Respondeu o Papa. – Como sucessor de São Pedro eu herdei sua armadura e as chaves que abrem os portões do Céu. Infelizmente para vocês, este é um local proibido. Criaturas vis e agressivas como vocês jamais porão os pés no paraíso de Deus.

— Não leva a mal o velhote. – Falou Myuki claramente entediada com toda aquela conversa fiada. – Mas não estamos nem um pouco interessados em entrar nesse paraisinho todo perfeito que o teu deus tenha criado. Vamos Virgílio!

Ao dizer isto Myuki avançou em direção ao Papa seguida por Virgílio. O cavaleiro de prata logo lançou seu ataque contra o adversário:

— CLAVA DO AQUERONTE! – Projetando suas correntes Virgílio impulsionou as clavas de sua armadura em direção ao Papa Francisco. Eram duas esferas de metal com espinhos cujo peso aproximado de 5kg em cada uma, somado a velocidade com a qual eram arremessadas seriam capazes de abater uma pessoa comum rapidamente ou até mesmo um cavaleiro de nível menor sem muitas dificuldades.

Ambas as esferas atingem em cheio o peito Papa rachando sua armadura e fazendo com que o homem por um momento cuspisse sangue. Em seguida Myuki salta por cima do ombro de seu pupilo. Em suas mãos um cosmo de cor escura como a noite se concentra. Ela observa ao seu inimigo e lança seu ataque:

— ADAGAS FANTASMAS! – Contra o Papa a bela amazona de Câncer dispara uma sequência de seis punhas feitos de pura energia. As lâminas mesmo não sendo físicas atravessam a vestimenta de Francisco e perfuram sua carne e espírito como verdadeiros fantasmas tentando-se apossar de um hospedeiro.

Com os ataques somados os cavaleiros projetaram seu inimigo contra o portão dourado atrás dele. Com um baque as costas de Francisco atingiram o portão e então seu corpo caiu no chão. Por um momento os dois defensores de Atena apenas observaram o corpo inerte de seu inimigo, mas então o Papa voltou a se levantar.

Et filius...— Dizendo tais palavras os ferimentos do corpo de Francisco foram curados de forma milagrosa, semelhante à maneira como Jesus curava os enfermos nos relatos bíblicos.

— Os ferimentos... Curaram-se. – Comentou Myuki.

— Pobres cavaleiros de Atena. Ousam dizer que não querem entrar no paraíso que Deus criou. Então pelo que lutam? Para que se rebelar contra diversos deuses se apenas anseiam pelo inferno em sua morte? Acaso acham que isto é viver? Acham que o inferno será um lugar agradável?!

Francisco estava cada vez mais enfurecido e isto se tornava evidente em seu modo de agir e de falar. Ainda assim os cavaleiros não recuavam.

— Receberão então a punição por seus pecados e sentirão o qual terrível pode ser o inferno! Et spiritus sancti! Amen!

Francisco projetou suas mãos em direção aos cavaleiros e delas lançou uma intensa rajada de luz dourada que com força alcançou aos seus oponentes. Atingiu ambos em cheio despedaçando suas armaduras e os derrubando no chão.

O Papa, ao ver os dois cavaleiros caídos, expressou um sorriso de satisfação por ter derrotado aos seus oponentes. Mas logo surpreendeu-se. Virgílio encontrava-se caído no chão inconsciente, mas Myuki por mais ferida que estivesse começou a se levantar novamente.

— COMO É POSSÍVEL?!! COMO PODE ESTAR VIVA DEPOIS DE RECEBER ESTE ATAQUE?!!!!

— Ataque? – Perguntou a amazona. – De fato sua técnica foi interessante, mas não o bastante para derrotar uma amazona de ouro como eu. E o pobre Virgílio ali só desmaiou por que foi pego desprevenido, já que mesmo contra ele que é um cavaleiro de prata o seu ataque não teria surtido tanto efeito.

— MALDITA!

— Pelo visto está desapontado. Mas admito que eu mesma não esperava que um velho como você tivesse todo este poder. – Myuki fitou por um momento os olhos de Francisco. No fundo a amazona sabia que estava blefando e que não teria muito tempo de vida já que havia usado seu corpo para proteger ao seu pupilo da maior parte do ataque inimigo.

— Agora a pouco você ficou falando em inferno e morte. Pois já que você gosta tanto deste assunto, vou lhe mostrar como é de fato o mundo dos mortos. – A amazona de ouro ergueu seu braço direito com o dedo indicador apontado para o auto. Na ponta de seu dedo seu cosmo brilhou e como uma onda espiralada rompeu o vácuo em direção ao homem diante dela. – Ondas do inferno!

O corpo de Francisco foi atingido e em seguida sua alma foi transposta a uma outra dimensão, desta vez sombria e assustadora.

Ao abrir os olhos Francisco deparou-se com uma imensa encosta rochosa que se estendia até onde a vista alcançava. O solo era áspero e pontiagudo como lâminas de facas e diante dele há uma curta distância havia um morre em cuja encosta uma fileira de pessoas caminhavam.

— Aaaahhh!!! Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? – Indagou assustado o religioso.

— Esta é a colina do yomotsu. E aquelas são as pessoas que morreram na Terra. Todos eles vem para este lugar e caminham até a beirada da encosta adiante, de onde se jogam para o mundo dos mortos.

— Quer dizer... Que esta é a entrada... Do inferno?!

— Do inferno, do paraíso, tanto faz, mas sim é para cá que todo morto vem quando chega sua hora e aqui será o seu fim.

— NÃO!!! NÃO SEREI ARRASTADO JUNTO DAQUELAS PESSOAS!!! TOME ISTO!!! – Francisco disparou inúmeras rajadas de cosmo contra Myuki. Nenhuma delas oferecia real perigo a amazona, mas de toda maneira ela sabia que não tinha muito tempo.

— Eu poderia simplesmente te arrastar e jogar na encosta, mas isto seria misericordioso demais e admito que faz tempo que não vejo um sofrimento legítimo na face de um homem. Por isso, como forma de me satisfazer neste último momento vou lhe mostrar minha técnica mais poderosa e dar um fim à sua alma.

Myuki fechou seus olhos por um momento. Seu cosmo brilhando intensamente e gerando ao redor dela uma aura sombria de cor arroxeada. Próximo aos seus pés mãos começaram a surgir como se os mortos estivessem saindo de seus túmulos naquele local. Por trás dela surgiu a imagem de uma linda mulher, com vestes cerimoniais típicas do Japão feudal, longos cabelos negros que iam até o chão e a pele branca quase transparente.

Francisco ficou ainda mais assustado diante daquela cena sem nem ao menos imaginar o que o estaria esperando.

— De onde eu venho. – Falou a amazona. – Há uma crença sobre uma deusa que deixou seu marido no mundo dos vivos e abraçou as sombras do mundo das trevas ao padecer. Esta mulher que comanda aos shinigamis trás a morte para aqueles que a veem auxiliada pela fome de demônios inferiores como estes. – Neste momento os seres que saíam da terra começaram a escalar o corpo de Myuki como animais escalando a uma árvore.

Lentamente a amazona foi aproximando-se de seu inimigo que apenas era capaz de expressar seu medo.

— Você viveu uma vida de orgulho. Orgulho por ser servo do deus hebreu. Orgulho de ter visto tantas pessoas seguirem o que você achava certo e orgulho de ter chegado ao posto de pontífice. Mas agora, você saberá qual o orgulho da minha linhagem, o orgulho da minha antecessora, conheça o ORGULHO DE IZANAMI...

Ao dizer tais palavras os olhos de Myuki brilharam numa luz branca junto dos olhos da imagem por trás dela. Os demônios que cercavam seu corpo avançaram em direção ao Papa seguidos pela mulher fantasmagórica que representava a deusa japonesa da morte. Tais demônios despedaçaram o corpo espiritual de Francisco, tal ato, era a destruição de sua alma de tal maneira que ele não poderia ir para o mundo dos mortos, purgatório ou mesmo renascer. Seria apenas destruído.

— Está... Feito. – Falou a amazona vendo os demônios consumirem os restos finais de sua presa. Em seguida caiu no chão e sua alma tornou-se uma centelha de cosmo que vagou até o Yomotsu.

Na Terra, Virgílio recobrou a consciência já na verdadeira Praça de São Pedro. Em suas mãos repousavam as placas das armaduras de Cérbero e Câncer junto com um pedaço circular de metal dourado que pertencia anteriormente à chave de São Pedro.

Longe dali em Jerusalém, Seth e Há’as também se encontravam em uma dimensão alternativa, mas esta era apenas um enorme vazio. Era um ambiente infinito semelhante a uma sala inteiramente pintada de branco, porém sem limitações de paredes, chão ou teto.

Diante deles havia um homem de vestes simples, semelhantes às de um monge. Com coloração marrom e uma faixa vermelha circulando sua cintura. A pele do homem era de cor morena com cabelos e barba escuros. Olhos negros de tom firme, mas acolhedor.

— Bem vindos sejam cavaleiros de Atena. – Falou o homem dirigindo-se aos dois cavaleiros.

Ambos os cavaleiros permaneceram onde estavam apenas observando seu anfitrião. Ainda assim o cosmo que sentiam desde o momento que chegaram ao santo sepulcro permanecia presente e de forma ainda mais intensa.

— Creio que devamos vestir nossas armaduras meu irmão. – Falou Há’as.

— Sim, tem razão Há’as. – Assentiu Seth lançando ao chão a placa de sua armadura junto de seu irmão.

Diante deles surgiram as imagens de duas estatuetas. Uma de cor dourada cuja forma assemelhava-se a de duas pessoas, uma de costas para a outra. E outra de cor prateada, cuja forma era a do busto de um homem.

As armaduras se desmontaram de suas formas recobrindo os corpos de seus donos. No braço esquerdo de Há’as repousou um escudo hexagonal cujo centro possuía a imagem de uma criatura mitológica entalhada, a imagem da górgona medusa.

— Então estas são as lendárias armaduras que representam as constelações. – Falou o homem diante dos cavaleiros.

— E você é? – Perguntou Seth

— Sou aquele conhecido com o cordeiro de Deus pelos cristãos, aquele que uma vez foi crucificado, morto e sepultado nestas terras. Aquele a quem chamam de cristo e messias. Eu sou Jesus de Nazaré.

— Então estávamos certos. O cosmo que estávamos sentindo era mesmo seu. Mas presumo que deveria estar morto. – Falou o cavaleiro de Perseu dando um passo a frente.

— Verdade. Eu morri há mais de dois mil anos, mas como vontade de meu pai retornei a esta terra para anunciar o final dos tempos. – Explicou Jesus. – Portanto meus irmãos, não se faz necessário que lutem. Apenas aceitem a vontade de Deus-pai e eu lhes garantirei a vida eterna.

Nenhum dos cavaleiros pareceu esboçar qualquer reação direta as palavras que Jesus havia garantido. Talvez ainda estivessem confusos já que na bíblia cristã era relatado que Cristo era um homem bom que morreu para espiar os pecados da humanidade.

— Entendo. Então é disto que se trata. – Seth começou a falar. – Você diz que está aqui para cumprir a vontade de seu pai, mas por acaso acredita mesmo que isto é o certo? Logo você que dizem ter morrido pela humanidade, considera justo que estes mesmos humanos sejam agora castigados por seu pai?

Jesus permaneceu calado.

— Não vai responder? Por acaso morreu em vão? – Perguntou Há’as.

Cristo abaixou a cabeça levemente ao mesmo tempo em que abriu seus braços assumindo uma postura semelhante à de quando foi preso na cruz. Em suas mãos formaram-se chagas ensanguentadas e em sua testa surgiu uma coroa de espinhos.

— Cavaleiros. Vocês de fato não me conhecem e não conhecem a justiça de meu pai. De fato eu morri para poder salvar este mundo, foi a troca que fiz com meu pai, mas vejam o que aconteceu. Os homens continuaram pecando, guerreando, se mutilando. No fim, tudo o que fiz foi em vão. Se considero justo o que meu pai fará? A resposta óbvia é sim. Este mundo teve sua chance, não apenas uma vez, mas várias e várias vezes. Teve uma chance comigo e antes disso com Noé, Moisés, Abraão e tantos outros que quiseram salvar aos seus semelhantes e apenas conseguiram adiar o sofrimento de poucos.

— Então espera que fiquemos de braços cruzados sem fazer nada e sem intervir. Por isso nos trouxe até esta dimensão? – Falou Seth.

— Sim. Esperava poder ser racional com vocês, mas se precisar lutarei. – Neste momento nas mãos de Jesus surgiram dois chicotes vermelhos feitos de sangue e espinhos.

— Pft. Quanta estupidez. – Falou Há’as. – Você fala que não o conhecemos, mas é você quem não nos conhece, é você quem não conhece os cavaleiros de Atena e que certamente não tem o mesmo poder que seu pai.

— O que está querendo dizer? – Questionou Jesus.

— Que se você fosse como seu pai, saberia que enquanto qualquer deus ameaçar esta terra e os humanos que nela habitam nós, os cavaleiros de Atena, lutaremos sem exitar. – Falou Há’as.

— Não importando quem seja a divindade que ameace este mundo. Sempre vamos lutar para proteger Atena e as pessoas deste mundo. – Disse Seth. – Você pode ter perdido a fé na humanidade, mas nós humanos não perdemos a fé em nós mesmos!

— Então que assim seja. – Jesus falou claramente se lamentando. – Eu mesmo os darei a misericórdia divina. Sintam-se felizes em perecer pelas minhas mãos.

O Cristo então avançou em direção aos cavaleiros de Atena. Empunhou seus chicotes e com força atingiu a ambos de cima a baixo fazendo-os caírem ao chão e em seguida de baixo para cima jogando-os para trás.

Seth e Há’as levantaram-se atordoados, porém não podiam hesitar agora.

— Há’as levante-se. – Ordenou Seth. – Ele pode ser forte, mas temos nossa convicção e não podemos recuar.

— Sim meu irmão. Não hesitarei não importa qual seja o oponente. Vamos atacar juntos.

Os dois cavaleiros seguiram em direção a Jesus. Saltaram no ar e ambos lançaram seus ataques contra o inimigo.

— ESPADA DE ALÁ! – Seth bradou seu ataque e de suas mãos rompeu um feixe de cosmo dourado com a forma de uma cimitarra que atacou Jesus pelo alto.

Cristo defendeu-se com seu braço direito bloqueando a investida do geminiano. Em seguida foi a vez do cavaleiro de Perseu atacar:

— GÓRGONA DEMONÍACA! – Com seu escudo virado em direção ao oponente Há’as disparou uma rajada de cosmo esverdeado cuja forma era a de inúmeras serpentes. Elas avançaram sobre Jesus e ao atingirem o alvo provocaram uma explosão.

Ao cessar da fumaça Jesus permanecia de pé com sua mão esquerda aberta virada para o lado de Há’as.

— Não é possível!. – Exclamou Há’as. – Bloqueou ambos os ataques.

— Os parabenizo por terem um sentimento tão verdadeiro e tamanha força de vontade. Mas como já disse não posso permitir que interfiram nos planos de meu pai.

O cosmo de Jesus brilhou de forma mais intensa com uma aura dourada cobrindo seu corpo.

— A humanidade que me traiu. Finalmente terá o seu fim. Benção Divina! – Do corpo de Jesus a luz disparou em todas as direções ao redor do corpo do messias.

Era uma energia tão intensa e de forma tão esmagadora que não permitia aos cavaleiros se quer mover um músculo para tentar escapar, somado a isso o ataque se expandia em todas as direções então para onde tentassem fugir o ataque os atingiria.

Há’as e Seth assumiram uma postura defensiva esperando o impacto do golpe e então houve a explosão de um impacto. Novamente o ambiente infinito teve sua imensidão branca maculada por uma cortina de fumaça que logo se dissipou.

— O quê?! Não foram atingidos? – Indagou Jesus de forma incrédula. Seth e Há’as também ficaram sem entender como escaparam de tamanho ataque.

Foi então que todos sentiram um novo cosmo surgir no local. Por sobre os cavaleiros de Atena surgiu um círculo negro de forma semelhante a um buraco negro. De dentro dele saia um cosmo intenso como o de Jesus, forte, porém triste e melancólico.

Diante dos três, saindo do portal que se abriu, surgiu imponente um quarto ser. Sua pele era alva, seus longos cabelos de cor dourada atingiam a medida de sua cintura. Trajava uma veste negra com detalhes em vermelho sangue e em suas costas repousava um par de asas negras semelhantes às de uma ave de rapina.

— Você fala em traição meu irmão? – Disse o ser recém chegado. – Por acaso esqueceu por tudo o que Eu passei? Esquece a traição que nosso pai cometeu?

— Você?! O que faz aqui?! – Exclamou Cristo.

— Seth, quem é aquele? – Perguntou Há’as ao cavaleiro de Gêmeos.

— Aquele meu irmão, é o ser que foi a primeira criação divina de Deus. Aquele que era tão perfeito que junto a Deus comandava toda a luz da criação e que devido sua perfeição enxergou as verdades de seu pai. É aquele que foi banido aos confins do Hades e que hoje carrega o nome de Satanás.

O ser virou-se em direção aos cavaleiros com seu olhar firme e complementando as palavras de Seth disse:

— Sim, sou aquele que foi considerado o maior de todos os anjos. A criação mais bela de Deus e que diferente dos humanos não pude ser dominado. Hoje sou chamado de Satanás, Diabo, espírito maligno, mas outrora foi chamado de portador da luz. Em outras palavras cavaleiro, eu sou Lúcifer.

Notas finais
Virgílio de Cérbero Idade: 15 anos Nascimento: 21 de Junho Patente: Cavaleiro de Prata Golpes especiais: Clava do Aqueronte (Aqueronte's mace); Divina comédia (Divine Comedy) Myuki de Câncer Idade: 17 anos Nascimento: 21 de Julho Patente: Amazona de Ouro Golpes especiais: Ondas do inferno (Sekishiki meikai ha); Adagas fantasmas (Ghost Daggers); Orgulho de Izanami (Izanami Pride). Seth de Gêmeos Idade: 33 anos Nascimento: 21 de Maio Patente: Cavaleiro de Ouro Golpes especiais: Espada de Alá (Sword of Allah); Explosão Galáctica (Galaxian Explosion); Sacrifício de Alá (Alahu Ackbar) Há'as de Perseu Idade: 18 anos Nascimento: 20 de Junho Golpes especiais: Escudo da Medusa (não necessariamente um golpe, mas uma arma presente em sua armadura); Górgona demoníaca (rha's al ghûl gorgoneion)