Saint Seiya: A Batalha da Tríade Divina!
14 Os Dilemas de Hyoga!
Notas iniciais

Hyoga deixa a região do Antártico pensativo.
- Não posso mais decepcionar as pessoas que confiam em mim...
Hyoga se recorda do que ocorreu quando despertou do coma. Ele foi o primeiro a despertar entre os quatro e resolveu ir para a Sibéria recuperar suas forças. Lá chegando, tomou uma decisão.
- Para melhorar minha resistência só indo para o ponto mais gelado da Sibéria. O vilarejo de Bluegraad!
Hyoga partiu para Bluegraad e foi confrontado por três guerreiros azuis de Bluegraad, liderados por Alexei, que queria seu poder para dominar as regiões nórdicas. Aqui ocorre a história paralela de Hyoga no mangá: “Natássia no país do gelo”, com a única modificação que Hyoga derrotou Alexei sem sua armadura, apenas com uma proteção de treinamento que o menino Jacob o trouxe quando ele foi preso por Alexei. Hyoga enfrentou e derrotou Alexei e salvou Natássia, irmã de Alexei, de morrer congelada, fazendo Alexei se arrepender de sua conduta. Hyoga partiu revelando que Natássia também era o nome de sua mãe. Ao estar seguindo por Bluegraad para regressar, Hyoga avistou uma parede de gelo.
- Parece com a parede de gelo eterna da qual retirei a armadura de Cisne...
- “Será capaz de partir essa parede Hyoga? Ela é mais resistente do que aquela que conheceu...”
- Essa voz... Milo!
- “Hyoga, Camus confiava muito em você. Eu também confio. Precisamos de sua recuperação total. Essas chuvas estão sendo causadas por Poseidon, o deus dos mares. A região que está é onde Athena chegou a selar Poseidon quando destruiu Atlântida em uma guerra Santa. Aí você pode evoluir como cavaleiro. Parta essa geleira e volte para sua missão, bravo Hyoga...”
Hyoga olhou concentrado para a parede de gelo.
- Milo... Você confia muito em mim...
Assim, Hyoga se concentrou, treinou e partiu a parede. Após isso, seguiu para o Japão, onde encontrou seus amigos também despertos do coma e foi para a China falar com o Mestre Ancião.
Hyoga relembra do que passou em Bluegraad. Ele já se sente melhor.
- Mestre Camus, Milo, eu prometo a vocês que a partir de agora serei mais racional. Não vou deixar meu emocional me atrapalhar independente do inimigo!
Logo, Hyoga avista o pilar que estava à procura.
- Aí está o pilar do Oceano Ártico. Eu sabia que ele era ao Norte do Antártico. Aqui é o pilar que representa o mar das minhas terras que tanto tempo treinei.
Hyoga percebe a região toda congelada. Ele sente uma sensação familiar e para.
- Essa sensação não me é estranha... Esse ar frio me lembra algo, mas não tem a ver com meu mestre Camus...
Hyoga percebe alguém se aproximando vindo de trás do pilar.
- Quem está aí?
- Então é você Hyoga? Confesso que não esperava reencontrá-lo vivo.
Hyoga estranha o general marina a sua frente que mostra conhecê-lo.
- Você me conhece?
- Admito que a armadura de Bronze de Cisne fica muito bem em você. Você esqueceu a pessoa que salvou sua vida, Hyoga?
O general tira o elmo e Hyoga fica impressionado com quem ele vê na sua frente. Um homem de pele clara, com olhos e cabelos bagunçados verdes que atingem seu ombro e uma cicatriz em seu olho esquerdo que atravessa todo o lado esquerdo do seu rosto.
- Então você é... Isaak!
- Sim, sou eu. Como pode ver estou bem vivo.
- Então você não morreu... Que bom saber... Eu quero te pedir desculpas por aquele dia, eu nem sei o que dizer...
Hyoga se ajoelha diante de Isaak, emocionado. Isaak se aproxima e chuta Hyoga o lançando longe.
- O que está fazendo? Estamos em guerra, eu sou Isaak de Kraken, o general marina que protege o pilar do oceano Ártico.
- General marina você? Como é possível, nós dois fomos discípulos de Camus na Sibéria. Você era justo e bondoso, o mais aplicado discípulo de Camus. Aliás, hoje era você para estar trajando essa armadura de Cisne. O que te fez virar um guerreiro de Poseidon?
Isaak se lembra de quando Hyoga foi apresentado a ele por Camus. Isaak já treinava um ano na Sibéria e Hyoga começaria seus treinamentos.
- Isaak esse é Hyoga, meu novo discípulo. – Apresentou Camus.
- Como vai Hyoga? Eu sou Isaak. Não é para ele fugir como outros discípulos do mestre Camus hein, os treinamentos aqui são bem pesados, não é mestre? – Brincou Isaak. Camus concordou sorrindo.
Hyoga sorriu e se sentiu a vontade. Isaak sempre se dedicava nos treinamentos, e mais avançado às vezes feria Hyoga, mas logo pedia desculpas. Os dois treinavam e se tornaram grandes amigos. O tempo foi passando e já fazia três anos que Hyoga estava no treinamento:
- Já faz quatro anos que estou treinando e você já faz três anos que chegou, Hyoga, com o treinamento do nosso mestre logo seremos cavaleiros. – Comentou certo dia Isaak.
- Eu sei Isaak! – Respondeu Hyoga.
- O tempo passa rápido. Mesmo iniciando treinamento depois sua força já se iguala a minha!
Hyoga não concordou com o comentário do amigo.
- Claro que não, Isaak.
- Independente disso, temos sorte de sermos discípulos do grande Camus. Um dia quero ser um grande cavaleiro igual a ele, não conheço ninguém tão bom e justo como ele.
Hyoga olhando para a neve caindo no local concordou.
- O nosso mestre está cada vez mais ocupado, ele tem sido muitas vezes convocado pelo Santuário. – Comentou Hyoga.
- Deve ser por causa dos problemas com o Grande Mestre. Os cavaleiros de Athena estão muito desconfiados das atitudes dele, aparentemente há uma crise lá com os que concordam com as atitudes dele e com os que discordam.
Hyoga ficou surpreso com a informação de Isaak.
- Por isso devemos estar preparados para possíveis guerras. Eu jamais terei piedade diante de qualquer mal! Todo cavaleiro deve sempre agir para manter a paz na Terra! – Disse Isaak.
Hyoga olhava para o amigo admirado com seu grande senso de justiça.
De volta de seus pensamentos, Hyoga volta a questionar o porquê Isaak se tornou um general marina.
- Essa cicatriz no seu olho é daquele dia?
- Sim, é do dia que salvei você. Não era nem para eu ter sobrevivido na verdade.
Hyoga se desespera ao escutar a revelação do seu antigo amigo. Hyoga chora ainda mais.
- Mesmo eu te pedindo desculpas não adiantaria. Você pode arrancar um dos meus olhos e deixar uma cicatriz igual a sua. Você tem até o direito de me matar, Isaak! – Grita o cavaleiro.
- Você não precisa nem falar isso, eu ia fazer de qualquer jeito. Tome isso, Hyoga! – Responde o general marina erguendo dois dedos e apontando para Hyoga.
Isaak ataca Hyoga. O ataque corta a pálpebra de Hyoga que começa a sangrar.
- Esse seu ataque só feriu minha pálpebra, eu continuo enxergando.
- Não tem problema, eu vou te matar mesmo! – Responde Isaak convicto.
- Já que você quer me matar, antes me explique o que te fez se tornar um general marina? – Insiste Hyoga.
Isaak fecha os olhos e sorri.
- Muito bem. Então já que quer tanto saber eu irei te contar...
Isaak relembra da sua reta final de treinamento junto com Hyoga. Os dois passeavam pela gélida Sibéria e Isaak contava a Hyoga sobre lenda de Kraken, que existia desde a antiguidade no oceano Ártico, o monstro dos mares glaciais.
- Aquele monstro aparecia diante das embarcações e devorava tudo. Os marinheiros até hoje tem medo dessa lenda, mas dizem que kraken não devorava os navios onde se transportava pessoas inocentes. Ou seja, kraken só matava quem merecia morrer, ele era impiedoso contra o mal. Eu serei assim, não tenho a menor piedade diante do mal, todo cavaleiro deve ser assim, matar o inimigo maligno da maneira mais fria para proteger a paz na Terra, assim como o mestre Camus nos ensinou. Por isso me identifico com kraken. – Disse Isaak.
- Isaak se você souber o motivo que quero me tornar cavaleiro ficará bravo!
- Como assim?
- Só quero me tornar cavaleiro para tirar o corpo de sua mãe do fundo do mar.
Isaak se revoltou com a revelação e deu um soco na cara de Hyoga.
- Você quer ser cavaleiro só por causa disso? Por um motivo pessoal?
- Sim, o nosso mestre também me repreendeu, disse que com esse pensamento vou perder a vida logo... – Respondeu Hyoga caído no chão.
- Alguém tão frágil como você não merece ser um cavaleiro. Vou tirar sua vida Hyoga, seu aproveitador!
Isaak surrou Hyoga, que caiu desorientado. Hyoga percebeu que Isaak já quebrava paredes de gelo com muita facilidade, ou seja, já estava apto para ser um cavaleiro. Isaak virou de costas para Hyoga.
- Hyoga, nosso mestre Camus me disse um dia em uma conversa que em um certo ponto do mar da Sibéria a corrente marinha muda drasticamente. Mesmo quebrando todo o gelo e chegando ao fundo do mar deve tomar cuidado, nem toda a sua força poderá superar essa correnteza.
- Isaak! – Hyoga olhou seu amigo partindo.
Pouco depois, Hyoga enfim resolveu ir ver sua mãe e encarar o mar. Ele chegou ao fundo, mas assim como tinha avisado Isaak, a correnteza o pegou. Isaak percebeu o buraco que Hyoga fez no gelo e com o tempo que ele já tinha ido era para ele ter voltado.
- Hyoga foi lá mesmo... Será que ele foi pego pela correnteza? – Se assustou Isaak.
Isaak pulou no mar gélido para salvar Hyoga. Ele o encontrou preso no navio inconsciente. Isaak pegou Hyoga e tentou o levar para a superfície, mas foi pego pela correnteza. Isaak foi ferido gravemente no olho ao trombar com uma pedra pontiaguda de gelo. Isaak quebrou a imensa camada de gelo e conseguiu jogar Hyoga de volta para a superfície, porém ele não conseguiu voltar junto. Isaak se preparou para morrer, mas, quase inconsciente, conseguiu avistar o monstro kraken nas profundezas do mar.
Isaak relembra toda essa história e conta o que ocorreu depois para Hyoga.
- Aquele dia fui salvo exatamente por conta da vontade do Imperador Poseidon. Agora sou leal a um deus mais poderoso que Athena. Aprendi que para salvar a Terra na forma que ela está atualmente, é necessário reconstruir do zero. Destruir para construir melhor e com pessoas melhores. Para isso é necessário o dilúvio e só Poseidon tem essa capacidade.
- Impossível que você pense assim. Você está totalmente enganado, Isaak! – Diz Hyoga.
- Não vou ficar discutindo. Agora sim é o momento de você morrer!
Isaak golpeia Hyoga com muita intensidade, o ferindo muito. Sangrando no chão, Hyoga olha para Isaak.
- Você está ainda mais poderoso hoje em dia, Isaak. Mas hoje você não segue mais a justiça e a verdadeira força sempre será seguir a justiça. Estando com seu cosmo contaminado você não poderá me vencer!
Isaak está revoltado com a insinuação de Hyoga.
- Como se atreve a dizer que o meu cosmo está contaminado?
- É a verdade. O fato de você compactuar com um plano sinistro de purificar a Terra levando a vida de vários inocentes junto a Poseidon mancharam seu cosmo. E eu sou um cavaleiro de Athena, como antigamente dizimamos que juntos nos tornaríamos. – Responde Hyoga já de pé.
- Cale a boca, não vou ficar ouvindo sermão de uma pessoa que ainda chora pela mãe...
Hyoga olha fixamente para Isaak.
- Isaak, se você fosse o mesmo que me salvou eu daria minha vida para você. Mas você já não tem mais os mesmos ideais dos anos que treinamos juntos.
- Você já falou demais. Vou te matar agora. Sinta o vento glacial do Ártico!
Hyoga percebe que Isaak elevou seu cosmo e algo se forma atrás dele.
- Essa aura que está se formando atrás do Isaak... É o kraken, o monstro da mitologia nórdica...
- Receberá agora o meu mais poderoso ataque que te levará a morte: “Aurora Boreal.”
- Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh...
Hyoga se arrebenta no chão com o corpo congelado. Isaak fica o observando.
SANTUÁRIO – GRÉCIA
JARDIM DAS ÁRVORES GÊMEAS
Camus se levanta sentindo algo estranho. Ele encara Shaka.
- Mas o que foi isso? Senti como se dois cosmos conhecidos se confrontassem. E esses cosmos eram... Impossível! Hyoga e Isaak?
- O que está acontecendo, Camus? – Questiona Shura.
Camus olha para Shura e Saga e depois volta a olhar para Shaka.
- Será que isso é coisa... É ilusão de Shaka? Eu não posso cair em armadilhas, preciso avançar aqui!
Camus parte em direção a Shaka. Quando chega diante dele, mira em seus pés.
- Han? – Shaka estranha.
Camus tenta agarrar os pés de Shaka, mas ele está protegido por uma barreira de energia. Camus se concentra e começa a congelar a esfera.
- “Esquife de Gelo.”
A esfera começa a congelar. Shaka segue tranquilo.
- Essa sua barreira será onde você será selado, Shaka. Seu corpo não suportará o frio do esquife.
A esfera congela totalmente, mas uma rachadura se cria no meio dela.
- O que? A barreira não congelou Shaka? Ela o manteve protegido e com isso Shaka conseguiu anular meu esquife?
- “Ohm.”
A barreira de proteção de Shaka, que estava congelada, se espatifa e acerta Camus.
- Aaaaaaaaaahhhhhhhhh...
- Camus! – Gritam Saga e Shura.
Camus no chão parece delirar. Ele se sente angustiado.
- Mas por que estou sentindo isso? Hyoga e Isaak, vocês...
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