Saint Seiya: A Batalha da Tríade Divina!
16 As Dúvidas Por Trás da Guerra!
Notas iniciais

Ikki, seguindo rumo à sala do trono de Poseidon, foi confrontado pelo general de Dragão Marinho. Ao ser atingido pela Explosão Galáctica, Ikki ficou perplexo querendo saber por que o general escondia seu rosto.
- Quer tanto ver quem eu sou? Pois, bem te revelarei nesse momento antes de te matar.
O general marina tira o seu elmo. Ikki olha para o homem a sua frente e leva um susto gritando.
- Então eu estava certo. Não há mais dúvidas, mas era para você estar morto... Saga! Saga de Gêmeos! Mas isso é impossível! Saga, me diga como você pode estar vivo? Eu sei que você se suicidou na sala do Grande Mestre e de alguma forma seu ataque não me matou naquele momento...
- O que? Saga? Como se atreve a me comparar ao meu irmão mais velho?
- O que você disse? Saga é seu irmão mais velho? – Ikki está sem saber o que pensar.
O general marina confirma com a cabeça. Ele sorri olhando para Ikki.
- Exatamente. Eu e Saga somos irmãos gêmeos, eu sou o irmão mais novo dele, Kanon! Sou o general marina Kanon de Dragão Marinho!
- Então vocês são gêmeos como indica o nome da constelação protetora dele, ou melhor, de vocês! – Percebe Ikki.
Kanon fecha os olhos com semblante de desaprovação.
- Mesmo sendo gêmeos eu nada tenho a ver com Saga. Ele era atormentado por um lado maligno, ele se dividia entre o bem e o mal, tinha duas personalidades. Eu tenho uma única personalidade.
- Percebo. Você tem uma personalidade toda voltada para o mal. Sinto em seu cosmo. Você tem o coração maligno e está ao lado de Poseidon. Então pensa em concluir os planos ambiciosos de seu irmão?
Kanon se irrita com os comentários de Ikki. Ele ergue seu punho.
- Chega de conversa. Agora darei um fim a sua vida. Sei que como Fênix tem uma imensa capacidade de renascer, não é? Não vou ficar perdendo tempo, vou logo te mandar para uma outra dimensão, um local onde jamais conseguirá retornar.
- Então quer dizer que consegue abrir portais para outra dimensão como Saga? – Questiona Ikki.
Kanon ergue sua mão direita aberta e a estica. Ele começa a formar um triângulo com os flashes que saem da sua mão.
- Não possuo apenas técnicas similares as do meu irmão Saga. Agora seja tragado por essa fenda temporal Fênix: “Triângulo de Ouro.”
- Meu corpo não responde... Ele está sendo sugado... Aaaaaaaaaaaaaahhhhhhhh...
- Existe um local terrível em forma de triângulo no oceano Atlântico. Ele se chama Triângulo das Bermudas, todos que ali adentram não conseguem sair nunca mais e ninguém mais tem notícias deles. Você agora adentrará esse triângulo e vagará por toda a eternidade. Adeus, Fênix hihehahahahahaha.
Ikki vaga pelo portal e desaparece. Kanon ri satisfeito.
- Evitei do Fênix perturbar Poseidon. Saga, você logo verá, com sua dupla personalidade nada conseguiu, agora se tornou um simples cão de Hades. Provarei que eu tinha razão e dominarei muito além do Santuário na Grécia. Dominarei todo o mundo marinho e terrestre e também terei acesso ao mundo dos mortos. Serei o senhor de todo o mundo!
Um pouco distante dali, Thetis acerta June com seu golpe:
- “Cilada de Cardumes.”
Peixes parecem mastigar June, que sente algo estranho.
- Mas o que é isso? O cosmo do Fênix desapareceu. Ele parecia o único com condições. Dessa forma vamos perder e o dilúvio vai destruir a Terra. Eu tenho que reagir, não posso mais ficar aqui!
June eleva seu cosmo e desfaz do cardume utilizando seu chicote. Seu chicote começa a mudar de cor.
- O que?
- Já não tenho mais tempo, Thetis. Agora usarei minha técnica secreta.
- Do que está falando?
- Meu chicote está mudando de cor de azul para verde. Quando ele mudar totalmente de cor, ele ficará cortante igual uma lâmina e cortará toda a sua pele. Prepare-se para a camuflagem total: “Camuflagem do Camaleão.”
- Aaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh...
Thetis é atingida e lançada longe. June corre em direção à sala do trono.
- Eu tenho que chegar até Poseidon. Pelos cavaleiros e por Athena.
June chega à sala e abre a porta. Ela se surpreende ao ver Poseidon sentando em seu trono.
- Então esse é Poseidon? Mas que cosmo magnífico.
- Quem ousa me incomodar?
- Poseidon, eu vim aqui a pedido de Athena para que você pare de ameaçar a Terra com um dilúvio.
Somente com seu cosmo, Julian Solo, com o cosmo de Poseidon, quebra a máscara da amazona. Ela se sente travada.
- Vá embora, mulher. Aqui só irá perder a vida. Esse ambiente não é lugar para você.
- Eu não vou recuar, estou aqui para lutar. Argh...
June movimenta seu braço e seu chicote começa a se desfazer. Sua armadura racha. Ela cai lentamente no chão.
- Me sinto totalmente vulnerável. Eu não consigo fazer nada diante desse cosmo. Só o cosmo dele me esmaga...
June cai derrotada. Julian Solo, com as vontades de Poseidon, não esboça reação.
Nos escombros do pilar do Antártico, Shun desperta assustado.
- June!
- Shun?
Kiki acode o cavaleiro que reagiu.
- Kiki? Eu senti o cosmo de June diminuindo... Fiquei preocupado.
- June estava lutando com aquela sereia Thetis. O Ikki já partiu após derrotar o general desse pilar.
Shun se levanta e olha para suas correntes.
- Ikki, você me salvou e derrotou aquele sujeito... Ikki e June precisam de mim.
Shun avista Seiya desmaiado no chão.
- O Seiya...
- Não se preocupe, eu cuidarei do Seiya. Hyoga reagiu e foi ao pilar do Ártico, onde derrotou o general marina e destruiu o pilar. Eu estava ferido, mas despertei e Hyoga pediu para eu voltar aqui. Agora estava cuidando de vocês.
- Obrigado, Kiki. Espero que o Hyoga esteja bem assim como Shiryu. Preciso partir.
Shun segue caminho e Kiki ampara Seiya.
Enquanto isso, Kanon está regressando ao seu pilar. Ele coloca seu elmo e fala consigo mesmo.
- Com todos os cavaleiros mortos e com cinco generais marinas que também sucumbiram ficará mais fácil de concretizar minhas ambições.
Kanon escuta uma canção e vira de costas. Sorento está se aproximando dele.
- Kanon de Dragão Marinho, porque deixou o seu pilar sem proteção?
- Sorento, é você? O cavaleiro de Fênix estava indo em direção a sala do trono do Imperador Poseidon e eu acabei com ele. E você pelo visto também havia abandonado seu pilar.
- Eu também vim averiguar o cosmo que estava vindo nessa direção. Parece que foi uma garota que lutava com Thetis, mas já foi contida.
Kanon sorri ao ouvir a informação de Sorento.
- Ótimo. Agora todos os invasores foram derrotados. O resto dos cavaleiros está para sucumbir junto aos espectros no Santuário. A Terra logo pertencerá totalmente ao Imperador Poseidon.
- Será mesmo? – Questiona Sorento.
Kanon não entende a dúvida de Sorento.
- Como assim?
- Toda essa guerra foi a vontade do nosso deus dos mares na intenção de criar um dilúvio na Terra, eliminar a raça humana e repovoar o planeta apenas com pessoas puras e corretas. Com isso, lutar contra os cavaleiros de Athena que protegem a Terra seria inevitável. Mas será que essa guerra está acontecendo conforme o desejo do Imperador Poseidon? Nunca na história o Imperador dos mares se planejou para lutar contra Athena em uma geração quando a deusa da sabedoria estava para enfrentar uma guerra Santa contra Hades, o Imperador do Submundo, que normalmente ocorre a cada duzentos anos. Tantos guerreiros de três exércitos vão se confrontar, já estão em batalha. Se Poseidon e Athena e até mesmo Hades morrerem nesse confronto, uma outra pessoa poderia se aproveitar e governar a Terra e os mares, além de ter acesso até ao Submundo.
Kanon começa a se irritar com a análise de Sorento.
- O que está pretendendo com essa conversa?
- Eu me pergunto quem de fato é você, Dragão Marinho. Pouco conhecemos sobre seu passado, mas você surgiu transmitindo as ordens de Poseidon como o comandante dos marinas e com isso nós seguimos suas ordens. Mas me pergunto se todas as ordens que nos transmitiu eram realmente as vontades de Poseidon ou sua própria vontade. Até mesmo o momento que essa guerra eclodiu, na iminência do início da batalha entre Athena e Hades, será que foi planejado por Poseidon?
- Tome cuidado com suas insinuações, general marina de Sirene. Esse tipo de insinuação pode custar sua própria vida! – Responde Kanon olhando fixamente para Sorento.
Logo, os dois sentem um cosmo indo em direção aos pilares do Atlântico.
- Mas que cosmo é esse? – Pergunta Sorento.
- Impossível! Os cavaleiros de Athena estão todos mortos. Será que algum cavaleiro que estava no Santuário conseguiu chegar até aqui? – Kanon está tenso.
O cosmo segue incomodando os dois generais.
- Nossa conversa deve ficar para depois, Sorento. Volte ao seu pilar, se a ameaça destruir os pilares do Atlântico a estrutura do Templo de Poseidon estará fortemente comprometida.
Sorento vira de costas para Kanon. Os dois vãos em caminhos contrários do Atlântico.
Nesse momento, Shun chega ao pilar do Atlântico Sul.
- Então aqui é o Atlântico Sul...
Shun avista apenas o pilar e olha ao redor.
- Onde está o general que protege esse pilar?
Logo, Shun escuta uma canção. Ele avista alguém surgindo na sua frente.
- Um general marina...
- Sou Sorento de Sirene, guardião do Atlântico Sul. Parabéns por chegar até aqui. Mas no estado que está não parece ter mais condições de entrar em combate.
- Eu sou Shun de Andrômeda. Você é o Sirene? O general que derrotou o Aldebaran no Japão?
- Exatamente. E eu não tenho a menor intenção de enfrentar cavaleiros de Bronze. Poseidon já está na iminência de ganhar a guerra e não há nada que você possa fazer, então recue.
Shun ergue suas correntes em desaprovação.
- Não vou recuar. Enquanto tiver um cavaleiro vivo pelo menos, continuaremos protegendo Athena e a Terra. A guerra não acabou. Nesse caso sou obrigado a lutar mesmo não gostando. Sinta o poder da “Corrente de Andrômeda.”
Com um simples movimento de sua flauta, Sorento faz as correntes mudarem a direção e acertarem Shun.
- Argh...
- Vou falar mais uma vez. Você não tem condições de me enfrentar. Recue e vá embora daqui, senão irá morrer.
- Eu já disse que enquanto tiver vivo irei lutar por Athena e para proteger a Terra. Preciso que todos os pilares caiam inclusive o Pilar Principal.
- Já que é assim te concederei a morte que tanto procura. Agora você entenderá porque o cavaleiro de Touro sucumbiu a minha canção. Escute a melodia da morte.
Shun começa a se sentir perturbado com a canção.
- Que música bela, mas parece que ela está invadindo minha alma... A minha cabeça parece que vai explodir.
- Adeus, Andrômeda: “Sinfonia Final da Morte.”
- Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhh... Eu não posso escutar essa música, não posso... Argh...
- Resistir é inútil. Essa melodia adentra diretamente o seu cérebro mesmo que você tampe os ouvidos e rompa os tímpanos, como fez o cavaleiro de Touro.
Shun fica enlouquecido com a canção. Ele coloca as mãos na cabeça desesperadamente. De repente, um canto interrompe a sinfonia do general.
- Que canto é esse? Está acompanhado de um poderoso cosmo. Esse cosmo me causa... Esse é o cosmo de Athena! Que cosmo esplêndido! Athena está sucumbindo em seu Santuário para deter as águas que está dentro do pilar principal e ainda assim seu cosmo brilha intensamente.
Shun cai atordoado no chão. Sorento fica tenso.
SANTUÁRIO – GRÉCIA
TEMPLO DE ATHENA
Athena segue em posição de oração diante da bússula dourada, onde ela avista o Pilar Principal do Templo Submarino. Ela utiliza seu cosmo para bloquear as águas, que estão sendo guiadas para o Pilar Principal.
- Enquanto eu tiver vida, eu impedirei esse dilúvio.
Da imagem da concha se vê Julian Solo. O receptáculo de Poseidon a olha com serenidade. A sua frente, antes da escadaria, June está caída desmaiada.
CASA DE LEÃO
Mu encontra Aioria, que está preso na cratera criada por Shura. O cavaleiro de Áries se aproxima.
- Aioria!
- Mu! Que bom que chegou.
Mu salta para o outro lado da cratera. Ele ergue a mão e consegue puxar Aioria.
- Obrigado, Mu. Aquele Shura traidor conseguiu me causar essa dificuldade.
Os dois escutam o canto de Athena e se maravilham.
- Athena está cantando!
Milo, na casa de Escorpião, se aproxima da saída de sua casa.
- Athena... Você está levando seu cosmo ao limite. Por que nos pediu para ficarmos distante de seu Templo...
Fale com o autor