Saint Seiya: A Batalha da Tríade Divina!
24 A Trágica Morte de Athena!
Notas iniciais

Saori exigiu que Mu, Milo e Aioria levassem Saga, Shura e Camus diante dela no Templo de Athena. Ao chegarem, a deusa entrega a Saga a caixa na qual havia dentro a adaga dourada, que Saga havia tentado matá-la quando era um bebê.
- O que? Mas isso é...
- Sim, Saga. Há mais de uma década você tomou o lugar do Grande Mestre e usou essa adaga para tentar me matar quando eu era apenas um bebê.
Saga está apavorado olhando a adaga. Ele lembra-se do fatídico dia.
- Por que vir com essa arma tão desprezível, Athena? – Grita Milo.
- Por que está me entregando isso agora? – Pergunta Saga.
- Evidentemente para você tirar minha vida, Saga. – Responde Saori.
Todos gritam. Saori pega as mãos de Saga segurando a adaga.
- Não hesite, Saga. Pode cortar a minha garganta. Assim seu sofrimento irá acabar.
- Mas...
- É o que deve ser feito. Vocês devem entender, principalmente você, não é Mu?
Mu não a contesta. Saga reluta e derruba a adaga. Os cavaleiros de Ouro estão pasmos. Saori pega a adaga e a leva contra seu próprio pescoço.
- Não, Athena! – Gritam Mu, Aioria e Milo.
- Athena! – Gritam Saga, Shura e Camus.
O sangue no chão do Templo de Athena começa a jorrar. Uma borboleta do mundo dos mortos observa tudo.
CASTELO DE HADES – ALEMANHA
Pouco depois, Zeros de Sapo se aproxima de Radamanthys, que está na entrada do castelo. Zeros está rindo.
- Do que está rindo, Zeros?
- Senhor Radamanthys, recebi a informação que Athena se matou hihi.
- A própria Athena se matou? Será isso uma rendição?
- Radamanthys!
Pandora surgiu na entrada do castelo surpreendendo o juiz do Submundo.
- Pandora!
- Você desobedeceu as ordens do Imperador Hades enviando vários espectros ao Santuário. Eles foram mortos. Isso merece uma punição.
Pandora ataca Radamanthys com sua lança e o juiz é lançado ao chão.
- Argh... Nessa lança... O cosmo do Imperador Hades...
- Não se atreva a me desobedecer novamente. Eu transmito as vontades do nosso Imperador.
Radamanthys a olha contrariado. Zeros o ampara para ele se levantar.
SANTUÁRIO – GRÉCIA
Na entrada da casa de Touro, Seiya para ao sentir o cosmo de Saori desaparecer.
- Saori não!
- Você também sentiu, Seiya? – Hyoga se levanta.
Shun se aproxima dos amigos.
- Será que a Saori...
- Nós fracassamos. – Lamenta Shiryu se levantando.
Seiya esmurra o chão chorando.
- Como nós podemos ser tão inúteis! Saori está morta!
O abalo no Santuário é tão forte que a casa de Touro começa a ceder. Os cavaleiros de Bronze confrontam os escombros que caem diante deles.
CASA DE VIRGEM
Dohko se levanta entre os escombros. Shion faz o mesmo. Os dois se olham e não falam uma palavra. Eles correm rumo as casas posteriores.
Nas proximidades das doze casas, Ikki está andando no local. Ele se mostra chateado e, com os olhos fechados, pega um pouco dos escombros com as mãos e as joga no ar. Kanon está na entrada do Santuário e começa a chorar copiosamente.
- Athena, você...
Mu, Milo e Aioria surgem nas proximidades da ponte suspensa do Santuário. Kanon estava no local.
- Então é esse sujeito... O irmão gêmeo de Saga! Eu pude observar o final da guerra contra Poseidon. Foi graças a esse sujeito que Poseidon despertou. Ele estava manipulando o deus dos mares. É um miserável! Como se atreve a vir até aqui? – Grita Milo.
- Eu vim lutar por Athena!
Mu olha para Kanon e fala com Milo.
- Milo, Athena o perdoou. Ele se atirou na frente do tridente de Poseidon para protegê-la. Podemos ver tudo no Templo de Athena através da bússola de ouro.
- Apesar de Athena tê-lo aceitado como aliado, não podemos confiar nele, Mu. Kanon, saia já daqui e nem se aproxime do Santuário. Se não eu mesmo dou cabo de você.
- Infelizmente não posso partir! – Responde Kanon.
- Então sairá daqui à força! – Diz Milo elevando o tom de voz.
Kanon fecha os olhos e não se move. Ele retira sua escama de Dragão Marinho.
- Eu vou permanecer para lutar por Athena.
- Você não quer mesmo sair daqui, Kanon?
O irmão gêmeo de Saga volta a balançar a cabeça negativamente.
- Vou falar a última vez, você não vai sair daqui? – Grita Milo.
- De modo algum. Devo permanecer para proteger a Terra.
- Você espera que eu o reconheça como um de nós, cavaleiros de Ouro? Você que manipulou Poseidon e fez Athena sofrer em nome dos habitantes da Terra. – Milo já se mostra sem paciência.
Kanon fica em silêncio. Após alguns segundos, ele responde.
- Escute bem. Enquanto eu não me livrar de todos os inimigos, não posso recuar.
- Nesse caso não me resta outra alternativa: “Agulha Escarlate.”
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh...
Kanon grita com a ferroada que ele recebe.
- A ferroada deixa uma ferida minúscula, mas propicia um grande sofrimento, Kanon. – Avisa Milo.
- Argh!
Milo se mostra incontrolável querendo matar Kanon.
- “Agulha Escarlate.”
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh...
- O veneno do Escorpião vai alastrar por todo o seu corpo. Só restam duas escolhas para quem é atingido pela agulha escarlate. Ou a morte ou a loucura!
Milo segue disparando as ferroadas contra Kanon, que grita de dor.
- Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh...
- Só será possível saber o que irá acontecer quando as quinze ferroadas correspondentes as estrelas do escorpião adentrar o seu corpo.
Kanon vai ao chão sofrendo.
- Mmmmm...
- O que você prefere, Kanon? A morte ou a loucura? Tome isso!
- Aaaaaaaaaahhhhhh...
Kanon é arremessado com mais ferroadas e cai com violência no chão.
- É muito estranho, eu o ataco e ele nem tenta reagir. Ele nem tenta se defender. Parece que quer ser acertado pelas minhas ferroadas. Ele é tão poderoso quanto o seu irmão Saga. Se nos confrontássemos pra valer estaríamos provavelmente em igualdade.
Mu e Aioria se olham. Kanon se levanta novamente.
- Continue, Milo. Vou sobreviver mesmo após as quinze ferroadas.
- O que? – Milo não acredita no que escuta Kanon dizer.
- Por enquanto não posso morrer nem ficar louco. Devo minha vida à Athena, não posso morrer sem ter ajudado a derrotar os principais inimigos.
Milo fecha os olhos entendendo as intenções de Kanon.
- Então tudo o que ele recebeu foi para expiar seus pecados. Recebeu as ferroadas voluntariamente para aliviar sua consciência. Vamos ver até onde ele aguenta sem ficar louco ou morrer.
Milo lança mais ferroadas contra Kanon que não se defende.
- Aaaaaaaaaaaaahhhhhhh...
- Milo, não acha que seria prudente parar? – Questiona Mu.
- De jeito nenhum, Mu. Nós, os cavaleiros de Ouro, jamais devemos aceitá-lo entre nós, mesmo que Athena tenha o perdoado.
Milo volta a encarar Kanon sofrendo no chão.
- Se ele quer realmente ser perdoado, tem que mostrar disposição de renunciar a própria vida. Muito sangue já foi derramado por causa dele. Não acredito que ele tenha se regenerado totalmente. Levante- se, Kanon, você deve receber os últimos três golpes.
- Argh... Você tem razão... Continue, Milo... – Diz Kanon ensanguentado no chão.
Milo dispara mais duas ferroadas. Kanon grita desesperadamente.
- Ele irá morrer em breve. – Diz Aioria.
- Agora ele está jorrando sangue. Logo perderá os seus sentidos. Agora, enfim, ele receberá a última ferroada. Antares, o golpe final!
- Milo realmente vai matar Kanon. – Comenta Mu.
- Prepare-se, Kanon para a última ferroada da Agulha Escarlate: “Antares.”
- Aaaaaaaaaaaaahhhhhh... Argh...
Kanon é acertado. Ele vai de cara no chão.
- Aioria, Mu, vamos em frente. Temos que ir ao Castelo de Hades. – Diz Milo de costas.
- E- espere, Milo, você não se preocupa em deixar um inimigo de Athena vivo no Santuário? – Comenta Kanon, se levantando com dificuldade.
- Não existe mais nenhum inimigo aqui e sim um companheiro. Aqui está um cavaleiro de Ouro, Kanon de Gêmeos.
- Milo! – Kanon chora.
Os cavaleiros de Ouro se retiram. Kanon está muito emocionado.
- O último golpe de Milo não foi Antares, ele me acertou um ponto vital e interrompeu a hemorragia. Para me aceitar como um verdadeiro cavaleiro, Milo disparou catorze ferroadas para me punir das minhas falhas, e também para eu me livrar delas.
Pouco depois, os cavaleiros de Ouro já estão a caminho do Castelo de Hades. Milo pensa consigo mesmo.
- Kanon, eu talvez apenas tenha prolongado um pouco mais a sua vida. Talvez tanto eu como você e os demais cavaleiros sucumbiremos a essa guerra.
Nesse momento, Saga, Shura e Camus chegam diante do castelo de Hades. Saga está com um lençol nos braços.
- Enfim chegamos.
O trio adentra lentamente ao território do deus do Submundo.
No Santuário, Seiya, Shiryu, Hyoga e Shun se livram dos escombros da casa de Touro. Eles partem apressadamente.
- Pude sentir os cosmos de Mu, Aioria e Milo. Para onde eles foram? – Questiona Hyoga.
Os quatro cavaleiros de Bronze chegam ao Templo de Athena e avistam o sangue da deusa jorrado. Eles se desesperam.
- Vocês já acabaram de chorar? Athena está morta, mas a verdadeira batalha está prestes a começar!
Os quatro cavaleiros olham para trás e avistam Shion diante deles.
- Shion! – Grita Shiryu.
- Seu traidor. Você se aliou as tropas de Hades. Não vamos perdoá-lo.
Seiya, Shiryu e Hyoga partem para cima de Shion, que os lança para cima.
- Acalmem-se, garotos! – Grita Shion.
- Cuidado! – Grita Shun.
Os cavaleiros no chão olham Shion.
- Eu vou explicar o sentido da morte de Athena. E a de Shaka também! – Avisa Shion.
- O sentido da morte deles? – Estranha Shiryu.
Shion passa a mão no sangue de Athena no chão. Ele se emociona
- Sim. A realidade é que nós precisávamos do sangue de Athena para despertar a sagrada armadura de Athena, que só é despertada com seu sangue divino. Ela morreu para enfrentar Hades no Submundo, assim como Shaka, que despertou o oitavo sentido e queria chegar vivo ao Submundo.
- Como? – Seiya está surpreso.
- É isso mesmo. Nenhum de nós, os chamados cavaleiros renegados, traiu Athena. O nosso plano era esse exatamente porque eu era o único que sabia desse segredo, o segredo da armadura de Athena, já que fui o Grande Mestre. Nenhum de nós serviríamos Hades e nem trairíamos Athena por conta de uma nova vida. Todos nós somos cavaleiros de Athena e sempre seremos. Estivemos observados pelas borboletas do mundo dos mortos o tempo todo. Se demonstrassemos nossa intenção, Hades nos tiraria a vida na hora.
Seiya, Shiryu, Hyoga e Shun começam a entender tudo o que aconteceu e ficam sem reação.
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