Saint Seiya: A Batalha da Tríade Divina!
9 Lança de Crysaor Contra Excalibur!
Notas iniciais

Mu está na saída da casa de Câncer e para de andar.
- Argh... Eu recebi ataques de vários antigos cavaleiros de Ouro. Meu corpo está sentindo... Perdi a resistência.
Logo, Mu sente seus pés presos. Ele estranha.
- O que? Que fios são esses?
Mu perde o equilíbrio e cai. Ele está imobilizado.
- O que está acontecendo?
Mu percebe a aproximação de vários espectros. Ele tenta se levantar e impedir os inimigos.
TEMPLO SUBMARINO
Shiryu se aproxima de Krishna, quando sente algo.
- O cosmo do Mestre Ancião... Nunca o senti tão elevado como agora. O que estará acontecendo no Santuário?
- Nem precisa se aproximar nem se apresentar. Você será derrotado rapidamente, cavaleiro. Em instantes você não estará mais nesse mundo. Será uma vítima da minha poderosa lança dourada.
Shiryu olha para a poderosa lança de Krishna. Ele sente o cosmo elevado do inimigo. Shiryu sabe que precisa agir contra o poderoso adversário e sua lança, mesmo estando preocupado com seu mestre no Santuário.
- A lança de Crysaor não é uma lança comum. Crysaor em grego significa detentor da lança dourada. Na mitologia, Crysaor é conhecido por sua coragem e considerado filho de Poseidon. A missão dessa lança é destruir o mal até que não reste nenhuma proteção. Qualquer ser que tente usar as forças do mal para deter Poseidon será aniquilado por essa lança.
Shiryu se irrita com as falar do general marina.
- Você está falando um absurdo. Nós não somos malignos. Aliás, quem está agindo com maldade são vocês fazendo milhões de pessoas sofrerem.
Krishna se aproxima de Shiryu e lança o ataque com sua lança contra o cavaleiro de Dragão. Shiryu sente cortes em seu corpo, mesmo sem a lança o atingir.
- Como? Fui cortado sem nem sequer a lança me acertar?
- Já avisei que essa lança não é uma lança comum. Agora sofra mais ainda.
Krishna volta a atacar Shiryu. Shiryu consegue desviar, mas mesmo assim segue sofrendo cortes pelo seu corpo.
- Você só está se desgastando. É impossível escapar da minha lança! – Avisa o general.
- Tenho que tentar deter a lança em vez de fugir dela. Estou conseguindo me esquivar, mas em breve ele conseguirá me acertar em cheio! Tenho que imobilizar a arma dele agora!
Shiryu coloca seu escudo na frente de seu rosto e para proteger seu corpo.
- Vamos ver se sua lança é capaz de atravessar a poderosa defesa do escudo do Dragão.
- Muito bem, mas já aviso que quando minha lança atravessar seu escudo, você não sofrerá apenas arranhões, será perfurado e morrerá!
Shiryu eleva seu cosmo e mostra não temer.
- Em uma batalha se deve estar preparado para tudo, eu não temo.
- Então morra agora, acerte ele “Lança Dourada de Crysaor.”
- Proteja-me “Escudo do Dragão.”
A lança perfura o escudo e o braço de Shiryu, que grita. Ele se surpreende com o quanto que a lança de Crysaor é poderosa e conseguiu atravessar o escudo do Dragão. Krishna tenta puxar a lança de volta para dar um ataque fatal, mas Shiryu segue a prendendo entre seu escudo e seu braço.
- Krishna, eu não vou morrer antes de quebrar sua lança!
Shiryu acerta um golpe na lança com sua mão como um golpe de karatê, porém ele só fere sua mão e a lança nada sofre.
- É impossível fazer sequer um arranhão nessa lança com as mãos nuas. Ela é indestrutível, rapaz.
Shiryu sente os ferimentos em seu corpo e, zonzo e sangrando, cai no chão.
- Ele não é um cavaleiro qualquer. Deveria ter procurado saber melhor quem ele era. – Diz Krishna olhando para Shiryu sangrando no chão.
Shiryu se sente muito fraco. Seu braço sangra assim como os ferimentos pelo seu corpo.
- Eu não tenho o que fazer contra aquela lança. Ele estando a portando, não conseguirei superá-lo. O que devo fazer?
Shiryu olha para seu braço direito e se lembra de quando despertou do coma. Ele antes de ir a Rozan foi até Pequim.
- Então é aqui... O palácio de verão em Pequim, local onde dizem ser protegido pelo cosmo dos quatro reis dragão.
Shiryu adentrou o palácio antigo, se concentrou e meditou no local, sentindo cosmos em ressonância como seu.
- Serão os reis dragão?
Shiryu treinou incansavelmente no palácio. Ele partiu em direção a uma cachoeira que havia em local próximo.
- As águas dessa cachoeira são conhecidas por terem uma poderosa queda d’água. Se eu conseguir parti-la ao meio, comprovarei minha elevação como cavaleiro.
Shiryu investiu contras as águas, mas era sempre derrubado tamanha a força da correnteza.
- Não... Eu não consegui... Não evolui como cavaleiro...
- “O que aconteceu, Shiryu? Já vai desistir?”
Shiryu escutou a voz conhecida e se levantou. Ele avistou na cachoeira a imagem de Shura.
- Essa voz... Estou tendo uma alucinação?
- “Meu cosmo te alcançou aqui, Shiryu. Sou eu mesmo, Shura de Capricórnio. Você não costuma desistir das coisas tão rápido. Você é um dos guerreiros mais justos que conheço, um homem que deve ser o ponto de equilíbrio entre os cavaleiros. Não salvei sua vida à toa, você não deve desistir de sua evolução. Você tem a missão de proteger Athena e para isso lhe dei tudo o que tinha. Quando te salvei transportei a minha Excalibur para seu braço direito. Ou seja, no seu braço repousa uma arma capaz de destruir qualquer coisa.”
- Shura!
- “Shiryu,, no seu braço está a lendária espada que era minha técnica mais poderosa. É como que você tivesse no seu braço a minha alma Shiryu, saiba usá-la...” – A voz de Shura e sua imagem desaparecem.
Shiryu se levantou convicto e emocionado. Após algumas tentativas, ele conseguiu partir a queda d’água da cachoeira em duas.
- Então é verdade... A Excalibur habita no meu braço.
Shiryu se levanta após a lembrança. Krishna está olhando para seu pilar quando sente um cosmo forte se aproximando. Shiryu está de pé.
- Levantar é inútil, rapaz. Deixe a morte chegar a você sem dor.
- Não irei morrer. A primeira coisa que farei agora é me livrar da sua lança dourada de Crysaor! – Diz Shiryu bastante confiante.
Krishna volta a se virar de frente a Shiryu e admira sua coragem.
- Agora estou interessado em saber quem é você!
- Eu sou Shiryu, cavaleiro de Dragão. General, eu vou te mostrar agora o verdadeiro poder desse escudo no meu braço esquerdo reconstruído com a ajuda dos cavaleiros de Ouro. E em meu braço direito eu possuo o poder da sagrada espada Excalibur.
Krishna olha sério para Shiryu. O general agora está mais interessado no combate contra o cavaleiro de Athena.
- Acha mesmo que com suas técnicas poderá se livrar da lança de Crysaor? É melhor você desistir se não quer sentir dor. Não estou a fim de prolongar seu sofrimento. Ou vá embora imediatamente dos territórios do Imperador Poseidon ou terei que dar um fim rápido a você.
- Já disse que não vou desistir, pois tenho uma missão aqui!
Krishna parte para cima de Shiryu com sua lança. Shiryu pensa em Shura e se lembra de tudo o que fez na luta na casa de Capricórnio. Ele precisa se superar mais uma vez.
- Eu preciso elevar meu cosmo ao máximo mais uma vez. Devo alcançar o sétimo sentido como os cavaleiros de Ouro. Primeiro preciso detê-lo!
Krishna ataca Shiryu que coloca seu escudo na frente. O general balança a cabeça negativamente.
- Tolo. Esse escudo já está rachado, não poderá deter minha lança... O que? Mesmo com um racho minha lança travou diante dele... E esse escudo agora está brilhando igual ouro! Não apenas o escudo como toda a armadura de Bronze de Dragão está com um brilho dourado... Parece até uma armadura de Ouro!
- É isso mesmo, Krishna. Minha armadura de Dragão foi revivida com o sangue dos cavaleiros de Ouro. A poderosa energia deles foi passada para nós. – Responde Shiryu. – Com a elevação do meu cosmo minha armadura tomou o brilho dourado como seu fosse uma armadura de Ouro!
Shiryu agarra a lança detida por seu escudo. Ele eleva seu punho direito como se fosse uma espada.
- E agora chegou o momento de destruir sua lança de Crysaor. Vou elevar ainda mais meu cosmo e quebrá-la com a sagrada espada Excalibur que está viva em meu braço direito!
O ataque de Shiryu nada faz contra a lança de Krishna. Shiryu sofre com a dor no braço. O general marina debocha que mesmo com a armadura com brilho dourado e com uma técnica de espada sagrada, Shiryu não passa de um cavaleiro de Bronze.
- Já disse que não quero me alongar: “Lança Relâmpago.”
Os golpes da lança abrem vários cortes no corpo de Shiryu. Ele vai ao chão ferido.
- Agora morra sem resistência. Vou perfurá-lo com minha lança de vez!
- Não consegui intensificar a minha energia no ataque. Talvez se eu...
Shiryu se levanta estando frente a frente com Krishna. Shiryu retira a parte de cima de sua armadura.
- Para elevar minha cosmoenergia ao extremo vou precisar do meu corpo leve. Com isso conseguirei invocar a espada Excalibur presente no meu braço assim como fiz quando estive na cachoeira próxima ao palácio em Pequim.
- Com isso, te matar será ainda mais fácil, já que estará sem nenhuma proteção. Vai mesmo se arriscar assim?
- Sim. Para mim esse ataque será de vida ou morte!
Krisha sorri. Ele aponta sua lança para Shiryu e parte para o ataque.
- Agora morra com o ataque fatal da lança de Crysaor.
- Exploda cosmo. Agora toda a minha energia estará concentrada em meu braço direito. Desperte... “Excalibur.”
O ataque cortante da Excalibur acerta a lança de Crysaor bem no meio. A lança se parte. A parte de cima da lança voa longe. Krishna está perplexo.
SANTUÁRIO – GRÉCIA
CASA DE CÂNCER
Mu enfim consegue se levantar. A tropa de espectros se aproxima. Um deles se coloca a frente como líder. Ele é muito alto e forte, tem rosto rústico com olhos bem grandes pretos e o elmo de sua sapuris cobra todo o seu cabelo.
- Cavaleiro de Ouro, eu sou o espectro Giganto de Ciclope, a estrela terrestre da violência. Quero saber onde estão Saga, Shura e Camus, os renegados que vieram com a missão de matar Athena na nossa frente.
- Creio que isso era algo que vocês deveriam saber. Aliás, eles são seus aliados, não são?
- Você é muito atrevido. Pelo visto está bem ferido. Usarei toda a minha violência para puni-lo e tirá-lo do caminho: “Junta Gigante.”
- Aaaaaaaaaahhhhhhhhh...
Os braços de Giganto parecem se multiplicar com a técnica. Eles acertam sucessivos socos em Mu que é arrastado e cospe sangue. Giganto se aproxima.
- Agora te darei um fim, cavaleiro.
- Espere, Giganto. Deixe que eu o elimine.
Giganto olha para trás procurando o espectro que o fez o pedido.
CASTELO DE HADES – ALEMANHA
Radamanthys está agitado quando avista se aproximar o espectro auxiliar de Pandora. Ele possui um nariz comprido e sardas, além de dentes grandes e feios. Sua expressão é um tanto patética e sórdida.
- Zeros de Sapo, há alguma novidade quanto a invasão no Santuário de Athena?
- Por enquanto não, senhor Radamanthys.
- Lamentável. Se Pandora me permitisse agir...
- Não há com o que se preocupar, senhor. Myu já está no Santuário.
Radamanthys se aproxima da janela mais confiante.
- Menos mal.
SANTUÁRIO – GRÉCIA
CASA DE CÂNCER
Giganto segue procurando quem falou com ele e avista um ovo de inseto no chão.
- Então foi você, Myu? Então já está presente?
- Exatamente. Sou eu, Myu de Papillon, a estrela terrestre do encantamento. Fui eu quem deteve o cavaleiro de Áries prendendo seus pés. Já estou terminando minha metamorfose.
- Que coisa esquisita é essa? Nunca vi coisa tão grotesca. – Pensa Mu consigo mesmo.
Mu aproveita a distração dos espectros e resolve avançar, mas Myu o ataca:
- “Terrível Erupção.”
- “Muralha de Cristal.”
Mu detém a ação do adversário, que diz que já esperava essa capacidade de Mu. A tropa do Ciclope segue na frente, irritando Mu.
- Preciso persegui-los. Agora te derrotarei com a técnica mais poderosa ensinada por meu mestre Shion: “Revolução Estelar.”
O monstro é atingido em cheio, mas logo ele aparece em outra forma. Agora parece um inseto.
- Surgiu agora uma coisa ainda mais estranha de dentro daquela gosma. – Diz Mu. – E agora está soltando fios pela boca.
- “Linhas de Seda.”
- Aaaaaaaaaaaaaahhhhhhhh...
Mu é todo envolvido naqueles fios que grudam nele.
- É impossível sair desses fios, cavaleiro.
Mu cada vez está mais preso e começa a ter dificuldade de respirar. Mu fica como se estivesse em um casulo.
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