Saint Seiya: A Batalha da Tríade Divina!
6 A Queda do Pilar do Pacífico Norte!
Notas iniciais

Em sua luta contra Bian no pilar do Pacífico Norte, Seiya consegue emitir um brilho dourado em sua armadura de Pégaso, surpreendendo o general.
- As suas técnicas poderosas como o Vento de Tempestade teriam me matado se eu estivesse com a minha antiga armadura, não tenho dúvidas disso. Mas agora ela está muito mais poderosa e resistente graças ao sangue dos cavaleiros de Ouro. E eu não vou decepcionar Aldebaran e os outros cavaleiros de Ouro.
Bian também eleva seu cosmo.
- Mas não se esqueça que eu sou um general da maior hierarquia de Poseidon, e não será você que irá me derrotar. Veja que sua armadura já voltou à aparência normal.
- Minha armadura não ficou dourada apenas por ser banhada pelo sangue dos cavaleiros de Ouro, Bian. Eu também atingi o sétimo sentido. E não me darei por vencido! “Cometa de Pégaso.”
O golpe pega Bian com violência e o fere ainda mais.
- Han? Superou minha defesa?
- Bian, sua forma de defesa me faz lembrar-me do cavaleiro de Prata Misty de Lagarto que eu enfrentei no passado e o derrotei.
Bian se levanta mostrando-se admirado.
- Apesar de ser um cavaleiro de Bronze, você tem experiência de batalha. Muito bem, Seiya, mas se vocês, cavaleiros de Athena, são protegidos por armaduras, nós os guerreiros marinas de Poseidon, somos protegidos por escamas. E a minha, escama de general marina, é a mais poderosa da hierarquia de Poseidon, similar a uma armadura de Ouro na hierarquia de Athena.
- Talvez ela não tenha a mesma resistência de uma armadura de Ouro. – Diz Seiya, fechando os olhos.
- Hein? – A escama de Cavalo Marinho começa a rachar em algumas partes.
Bian não acredita ao ver as rachaduras e passa a mão em sua escama, inconformado.
- Fissuras na minha escama? Não é possível que seus golpes tenham causado isso.
- Eu já disse que você é poderoso, mas não se compara a um cavaleiro de Ouro.
Bian cerra os punhos e explode sua energia, assustando Seiya.
- Você fala muito desses cavaleiros de Ouro e de sua armadura banhada no sangue deles. Chega de conversa, usarei toda a minha energia para acabar com você e destruir sua armadura. Matarei depois os cavaleiros de Ouro. Morra, Seiya: “Sopro Divino.”
- Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh... – Seiya cai sangrando no chão.
Bian pega Seiya pelo pescoço e lhe aplica um soco. Ele joga novamente Seiya no chão.
- Levante-se, cretino. Morra de pé: “Sopro Divino.”
Seiya detém o golpe dessa vez. Bian não acredita.
- Como é possível?
- Já descobri seu truque, Bian. Agora é a minha vez!
- Vou te aniquilar agora: “Ventos de Tempestade.”
A armadura de Pégaso volta a ficar dourada, surpreendendo o Cavalo Marinho.
- “Cometa de Pégaso.”
O Cometa supera os Ventos de tempestade. As energias se misturam e acertam Bian em cheio em imensa intensidade. A escama de Cavalo Marinho sofre mais rachaduras e Bian é jogando com violência para cima, caindo com muita velocidade no chão.
- Eu venci... – Seiya sente seu corpo todo doído e olha para o pilar.
- Não comemore, Pégaso. – Diz Bian com a voz fraca.
Seiya olha para Bian detonado no chão.
- Seu cosmo chegou ao nível de um cavaleiro de Ouro, mas isso não é o suficiente. Mesmo um cavaleiro de Ouro não conseguia arranhar a superfície do pilar do Pacífico Norte. Nem esse pilar, nem de nenhum que sustenta os sete mares. Apesar dessa derrota, nós venceremos! – Bian morre.
Seiya respira fundo vendo o general derrotado.
- Obrigado pelo incentivo, Aldebaran. Eu também lutarei por você. Foi você quem salvou nossas vidas quando estávamos em coma.
Seiya olha para o pilar e relembra das palavras de Bian. Ele as ignora.
- Não será um pilar que irá me deter: “Meteoro de Pégaso.”
Os golpes nada fazem ao pilar.
- Será que ele tem razão? É impossível destruir um pilar do Templo Submarino?
Na entrada do Templo Submarino, Kiki se mostra inquieto.
- Cavaleiros, para onde cada um de vocês foi?
- Você já me incomodou demais, moleque insignificante.
Kiki se vira e avista Thetis intacta diante dele.
- Você se levantou?
- Achou que pedras lançadas por um pirralho igual você me causaria alguma coisa? Agora será punido por me atrapalhar.
Thetis agarra Kiki pelo pescoço, quando é interrompida.
- Solte o menino agora!
- Han? Quem é você?
- Sou June de Camaleão, uma amazona de Athena.
Thetis solta Kiki e encara June. O menino corre em direção a June.
- Obrigado, amazona. Você chegou em boa hora.
Kiki percebe que June está com uma urna dourada nas costas.
- Você está com uma armadura de Ouro.
- Sim, o Mestre Ancião me pediu para trazê-la até aqui. Você precisa levar essa armadura até os cavaleiros que foram em direção aos pilares. Por favor, a leve.
- Farei isso imediatamente, June.
Thetis tenta impedir Kiki de seguir com a armadura, mas June se coloca em sua frente. Ela aperta seu chicote.
- Serei sua adversária, guerreira de Poseidon.
Kiki se apressa e logo alcança Seiya no pilar do Pacífico Norte.
- Seiya... Você derrotou um general marina.
- Kiki, você aqui?
- Sim. O Mestre Ancião pediu para trazer essa armadura de Ouro para vocês.
Seiya encara a armadura e se surpreende.
- É a armadura de Libra. Aquela que o Shiryu usou para libertar Hyoga do esquife de gelo...
- Você vai vestir ela, Seiya?
- Não. Essa armadura possui seis pares de armas. Sem dúvidas o Mestre Ancião a mandou para cá para destruirmos os pilares. Agora eu devo escolher uma das armas...
A própria armadura sugere que Seiya utilize o escudo, desprendendo da armadura e indo para as mãos do cavaleiro.
- Entendi, mestre... Por favor, Mestre Ancião, permita-me usar o escudo de Libra!
Seiya atira o escudo contra o pilar. Logo o pilar cria uma rachadura e desmorona.
- Eu consegui! – Seiya sorri.
Começa a chover no local. Seiya pega Kiki e se afasta.
- Vamos embora daqui, Kiki, pode ser perigoso.
O terremoto é escutado por todo o Santuário Marinho. Shun, Hyoga e Shiryu, cada um seguindo por um caminho, escutam.
- Seiya! – Diz Shiryu.
- Você conseguiu. – Comenta Hyoga.
- Parabéns, Seiya. – Shun sorri.
Na entrada Templo Submarino, Thetis e June se estudam. Thetis sente o terremoto.
- Não pode ser... Um pilar caiu!
- Mestre Ancião, o senhor é muito sábio.
Thetis se irrita com June. Logo Kiki e Seiya retornam ao local.
- Eu me lembro de você... Você é a June, a parceira de treinamento de Shun.
- Sim, você é o Seiya, né? Vocês devem seguir em frente. Você já pode perceber a utilidade da armadura de Libra. Bom trabalho, Seiya.
- Certo. Obrigado, June. Seguirei pelo caminho contrário. Creio que lá seja o caminho para o Atlântico Sul. Kiki, procure os demais cavaleiros e leve a armadura.
Kiki concorda. Seiya e ele partem por lados diferentes. Thetis se mostra incomodada e June, escondendo o rosto com sua máscara, não demonstra sua reação.
SANTUÁRIO – GRÉCIA
CASA DE ÁRIES
Mu está incomodado ao ver Shion como espectro de Hades e com aparência jovem. Ele que já havia o reconhecido anteriormente agora o vê claramente.
- Mestre Shion... O senhor está jovem...
- Meu velho amigo Shion. Como você pode ter revivido para servir a Hades, nosso grande inimigo? – Questiona o Mestre Ancião
- Quanto tempo, Dohko. Eu estou com a aparência jovem graças ao poder de Hades, enquanto você, Dohko, está um velho acabado.
O velho mestre fecha os olhos e se aproxima apoiado em sua bengala.
- Tudo isso não passa de uma ilusão. Como disse anteriormente, fui eu quem acendeu o relógio de fogo do Santuário. Sua vida, Shion, e dos outros cavaleiros de Ouro renegados durará apenas doze horas, o mesmo tempo que os cavaleiros de Bronze têm para impedir o dilúvio de Poseidon.
Dohko aponta sua bengala para Mu, que consegue se mexer.
- Agora você pode se movimentar normalmente, Mu. Parta na frente e proteja Athena de todas as formas possíveis, durante as doze horas.
- Sim, Mestre Ancião. Irei imediatamente.
Mu adentra a casa de Áries e os dois antigos amigos seguem frente a frente.
CASTELO DE HADES
Nesse momento, se mostra o castelo de Hades, na Alemanha. Era lá de onde vinham todas as ordens para os espectros agirem comandados por Pandora, a bela representante de Hades na Terra. Ela é uma jovem mulher de longos cabelos pretos e olhos lilás. Ela traja um vestido cumprido preto. Um espectro se aproxima da mulher que estava tocando harpa. Ele é um homem loiro, de cabelos curtos arrepiados e possui uma estatura bem elevada. Outra característica sua que chama a atenção é que ele possui monocelha.
- Radamanthys de Wyvern, um dos três juízes do Submundo, o que deseja aqui?
- Senhorita Pandora, vim pedir para que me envie ao Santuário de Athena.
- Os cavaleiros revividos por Hades já não estão lá? – Questiona Pandora.
Radamanthys confirma a informação.
- Sim. Mas não confio neles. A missão pode ser colocada em risco dependendo da ação deles. Por isso vim pedir que me autorize a me encontrar com as tropas que também já foram ao Santuário. Comigo a cabeça de Athena chegará bem mais rápido, te prometo.
- Não, Radamanthys. O Imperador Hades não quer que nenhum de seus espectros se fira, por isso enviou ao Santuário apenas os necessários também para observar a ação dos cavaleiros revividos.
- Mas senhorita...
Pandora vira de costas.
- Nesse momento temos que ter paciência. Em menos de doze horas teremos a cabeça de Athena. E não queremos perder nenhum dos cento e oito espectros do exército de Hades.
Radamanthys, contrariado, acata.
- Sim, está certo...
Radamanthys também vira de costas. Ele tenta esconder seu descontentamento.
SANTUÁRIO – GRÉCIA
CASA DE TOURO
Mu chega na segunda casa e avista a armadura de Touro montada no local.
- Aldebaran... Posso ainda sentir seu cosmo aqui... Sua morte não foi em vão, os cavaleiros de Bronze já estão nos territórios de Poseidon. Faremos tudo para proteger Athena.
Mu avança deixando a casa de Touro.
TEMPLO SUBMARINO
Shun, que seguiu pelo Sul, logo encontra um imenso pilar.
- Cheguei. Esse é o pilar do Pacífico Sul! O inimigo deve estar próximo, as minhas correntes estão ficando agitadas.
Shun encontra uma moça em posição de oração. A corrente está indo ofensivamente contra a mulher, mas Shun a recolhe. Logo ele escuta uma risada. A mulher desaparece da sua frente.
- Por que conteve sua corrente, cavaleiro de Andrômeda? Recuar em uma guerra pode te levar a morte.
- Então aquela mulher era uma miragem. Quem está aí?
Logo ele vê novamente a mulher, mas de seus pés estão saindo seis bestas. As bestas vão atacar Shun com violência.
- Corrente circular, me proteja!
Shun percebe que não se tratava de uma miragem e sim um ataque real. Um homem de traços finos, cabelos ruivos curtos e meio bagunçados e olhos avermelhados surge na frente de Shun.
- Já ouvi falar muito bem sobre a capacidade de defesa da corrente de Andrômeda. Bem interessante, mas pelo visto não parece ser tudo isso. Cavaleiro, eu sou o general marina protetor do pilar do Pacífico Sul, sou Io de Scylla.
- O que? Scylla? Já ouvi falar desse nome na mitologia grega.
— Quando um navio se aproximava da gruta onde Scylla vivia, seis marinheiros acabaram morrendo. Um monstro marinho onde seu busto era uma jovem maravilhosa, mas os membros inferiores eram compostos por seis bestas.
- Seis bestas? – Shun questiona.
Io se aproxima sorrindo e orgulhoso.
- Agora você receberá uma delas: “Águia Poderosa.”
- Não! Defenda-me corrente: “Defesa Circular.”
Shun tenta defender com suas correntes, mas é inevitável, ele é acertado em cheio pelo ataque da águia.
- Ele ultrapassou minha defesa com muita facilidade... Argh...
Shun vai ao chão ferido. Io se aproxima muito confiante.
Fale com o autor