Saint Seiya Ómega, a Saga de Hera
1 Três almas quase sozinhas e um rapto
Notas iniciais

Local desconhecido, um ano e 11 meses depois da Batalha contra Pallas e Saturno
— Senhora? Chamaste-me?
— Sim. Preciso que me faças um favor: quero que vás à Terra e que me tragas Atena. Viva, de preferência. Para isso, se for necessário matares alguém, mata. Fui clara?
— Sim. E já agora, eu não sou do Terceiro Escalão nem nada eu se pareça. Só para o caso de te teres esquecido.
— Disse alguma coisa de mal?
— Esse “fui clara” foi dito num tom que eu não gostei.
— Perdão. Agora vai, por favor.
— Vou sim.
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Pallaestra
Assim como fazia todas as noites, Yuna estava deitada no relvado do jardim de Pallaestra a observar o céu e as estrelas, sem conseguir desgrudar os olhos de uma constelação: Pegasus.
— Kouga…
Há um ano e onze meses, aquela era a sua rotina noturna: jantar, ajudar Geki a preparar as aulas dos aprendizes/candidatos a Cavaleiros, ir para o jardim ler as estrelas, para saber se não havia nenhuma ameaça à paz que prevalecia, ficar durante longos minutos a observar a constelação protetora do (secreto) amor da sua vida e pensar nele. E fazer perguntas.
Estas eram sempre as mesmas: será que ele pensa em mim? Será que ele me ama, assim como eu o amo? Será que ele já me esqueceu? Será que ele pensa noutra pessoa?
Ter aquelas perguntas todas a corroer-lhe a mente e não conseguir qualquer resposta era algo a que ela já se tinha habituado.
E era sempre assim, todos os dias. Quarenta e três minutos e vinte segundos a pensar nele.
Ao fim desse tempo, Yuna virava a cabeça noventa graus no sentido dos ponteiros do relógio e, sentado numa pedra, com as mãos juntas em namasté estava o seu amigo de infância: Souma de Leão Menor.
A rotina dele era parecidíssima com a dela: jantar, ajudar Geki a preparar as aulas dos aprendizes/candidatos a Cavaleiros, ir para o jardim, mas em vez de se deitar na relva para ler as estrelas, Souma ia para A Pedra rezar.
Rezar por Sónia.
Yuna sabia que a ex Amazona de Escorpião tinha vivido uma vida de luto. Para começar, a morte da mãe que ela tanto amava e que foi substituída pela sua malvada e perversa madrasta: Medea, que apenas lhe trouxe o seu prezado irmão: Éden, Cavaleiro de Oríon. Tirando isso, Medea não lhe tinha dado mais nada, exceto vários traumas permanentes e infindáveis noites acordada e afogada num mar de choro à conta de um homicídio que ela se tinha sentido forçada ou pressionada a cometer.
Tudo apenas por medo.
Medo de ficar sozinha.
E Souma ia rezar para que ela estivesse a descansar num sítio harmonioso, o mais belo e tranquilo possível onde apenas existissem coisas que lhe fizessem bem e mais importante, que ela tivesse a companhia de pessoas que a amavam: a mãe, o pai e Aria. Nesse tal lugar, não podia lá estar NADA, (a negrito, itálico e sublinhado) que lhe pudesse dar qualquer tipo de dor, por isso, Medea não podia nem sequer saber que aquele lugar existia. Ela que estivesse a assar no inferno.
Yuna acreditava que as preces de Souma eram ouvidas e que Sónia estava a descansar em paz. A amazona de Águia sorriu e voltou a olhar para o céu, mas este estava diferente: faltava-lhe alguma coisa. Olhou o céu mais uma vez e analisou-o com toda a atenção.
— S-S-SOUMA!!!
O Leão Menor estava com a mente do outro lado, mas quando ouviu o grito de Yuna, quase caiu d’ A Pedra abaixo. Ao menos conseguiu equilibrar-se a tempo e olhar para a amiga, que se encontrava sentada, a olhar para o céu com uma expressão de choque e medo; tudo misturado. O Cavaleiro correu ao encontro da amiga e agarrou-lhe os ombros, forçando-a a olhar para os olhos dele.
— Yuna! O que é que se passa?
Yuna encarou Souma, que tinha o rosto a centímetros do dela, e percebeu que ele já não estava n’A Pedra. Logo, sentiu-se culpada por tê-lo interrompido.
— Tenho de ir ao Planetário. Agora! Explico-te tudo quando lá chegarmos.
Os dois andaram calmamente, tentando dar a entender que nada de errado estava a acontecer, e tudo aconteceu como eles queriam. Souma olhou para Yuna com uma expressão de preocupação e amor fraternal. Ele via-a como a sua irmã gémea e amava-a muito. Sem contar com a aparência, os dois eram a cópia chapada um do outro: ambos perderam pessoas amadas em crianças, ambos lutavam arduamente para serem cavaleiros honrados e exemplares, ambos tinham alguém que amavam (sem essa pessoa saber), e ambos odiavam chá com a sua vida.
E como qualquer outro irmão metediço, Souma sabia dos sentimentos que Yuna nutria por Kouga e torcia para que os dois ficassem juntos. Por isso, se ele chegasse a Pallaestra, ou a outro lado, acompanhado por uma vadia qualquer e dizer: “Esta é a Não Sei Quantas, a minha namorada, ou a minha noiva.”, Souma não se iria conter, e se fosse preciso, matava-o por ter feito Yuna sofrer. E obviamente que também mataria a alcoviteira que roubou o coração do homem que a irmã amava.
— Souma?
— Sim?
— Desculpa por te ter interrompido. A sério, tu estavas a rezar pela Sónia e eu…
— Não te preocupes. Se eu quiser, posso ficar no jardim toda a noite. Não é preciso fazeres nenhum filme.
— Ok… e já agora, tu achas que eu tenho alguma hipótese com o Kouga? – Yuna já queria ter feito aquela pergunta há imenso tempo, por isso tinha medo da resposta. – E já agora, dá-me a resposta verdadeira. Não a resposta que eu quero ouvir.
— Olha… — Souma começou tirando uns fios de cabelo do lindo rosto da “irmã” e pondo-os atrás da sua orelha esquerda. – Eu não sou nenhum bruxo para adivinhar o que o Kouga sente ou deixa de sentir. Mas uma coisa é certa: se ele afinal de contas for um completo idiota e não tiver inteligência para te amar, eu mato-o.
— Hey, calminha aí, psicopata. É a minha vez de dizer: não é preciso fazeres nenhum filme. Se eu sofrer uma desilusão amorosa à conta do Kouga, tiro-o da minha vida e pronto. Se ele não for “o tal”, é porque existe por aí alguém melhor do que ele.
— A sério? – Souma não acreditava numa palavra que saía da boca de Yuna.
— É claro que não. Eu não sei o que pensar. Às vezes eu sinto que ele é bom demais para mim…
— Não penses assim. Eu não imagino o Kouga a namorar com ninguém sem seres tu.
— Achas mesmo?
— Completamente.
Os dois abraçaram-se e pouco depois chegaram ao Planetário.
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— Então é mesmo verdade…
— O quê?
— Tu não prestaste nem um pingo de atenção ao que eu te disse, pois não Souma?
— Eu devo ter cara de quem percebe alguma coisa de astronomia.
— Tu tens cara de idiota, é o que é.
— Vá, diz lá o que é que se passa…
Yuna tomou uma postura mais séria e preparou-se para explicar tudo.
— Eu nem desconfio o quê ou quem possa ter feito isto, mas olha.
Apareceu um holograma do Sistema Solar. No entanto, faltava-lhe os dois primeiros planetas.
— Yuna, eu sei que isso é o Sistema Solar. Não precisas de mo explicar. Mas o que aconteceu a Mercúrio e a Vénus?
— Também não faço ideia. Foi por isso que eu gritei há pouco quando estávamos no jardim. Dois planetas não podem sair da sua órbita, a não ser que uma força sobre-humana o permita.
— Então quer dizer que… foi um deus?! Tipo o Saturno?! E eu que já me estava a adaptar tão bem a esta paz…
— Não me parece que tenha sido ele. Mas independentemente de quem tenha sido, temos de ir ao Santuário e avisar Atena.
— Sim. E se escrevêssemos uma carta ao Ryuho e ao Haruto para eles também virem. Assim se for alguma coisa de grave, podemos ficar todos juntos. Quase.
— E o Ryuho? Já faz um ano e meio que a namorada dele está desaparecida. Coitadinha…
Yuna sentia uma profunda pena do amigo. Ele namorava com uma menina um ano mais nova que ele, mas ela tinha a maturidade de uma pessoa adulta, apesar de manter o espirito jovem. Mas o que era deveras surpreendente era, quando ainda nem tinha 15 anos feitos, ter sido violada pelo padrasto: um pedófilo, maníaco e obcecado por vingança que por sinal era o pai do (meio) irmão que ela tanto amava e ex marido da sua mãe.
— Sim, ele está de rastos. E a pior parte é que ele nunca nos deixou ajudar a procurá-la.
— Ele acredita que ela irá voltar sem precisar de ajuda. Mas só diz isso porque sonha com ela quase todas as noites. Do Haruto é que ninguém tem notícias.
— É melhor irmos. Se for alguma coisa séria, Atena não será avisada previamente e a culpa vai ser nossa. Além disso, estou ansioso por voltar ao Santuário. Quero saber o que está a acontecer por lá.
— Já somos dois.
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Grécia, Santuário de Atena, 13º templo, três dias depois
— Jovens Cavaleiros, bem-vindos! O que vos trás por cá? – Seiya recebeu-os à entrada, o que Souma e Yuna acharam estranho, já que um Cavaleiro de ouro deveria estar na sua Casa Zodiacal. Mas não se importaram. As outras casas também estavam vazias, portanto…
— Olá Seiya! – Responderam-lhe os cavaleiros de bronze em uníssono.
— O Santuário está totalmente diferente. Nós mal o reconhecemos. – Disse Souma.
— Pois, o Harbinger disse que nos ia fazer trabalhar que nem condenados e estava a falar a sério.
O Cavaleiro de Touro como novo Grande Mestre era rígido e exigente com os treinos de tal forma que a melhor amiga de Seiya, Shaina, dizia que mais fazia lembrar a época em que Saga, possuído por Ares, governava o Santuário com todo o seu poder e tirania. Mas, no “reinado” de Harbinger não existia a parte da tirania. Ele usava sempre o seu poder com moderação, já que tirania é sinónimo de “abusar do poder”.
— Souma, Yuna!! Há quanto tempo?
Os dois viraram-se de imediato e a poucos metros deles, estava Haruto, a usar roupas de treino rasgadas, todas encharcadas em suor.
— Eu senti os vossos cosmos e tive de vos vir cumprimentar. Desculpem por estar neste trajeto. — Isso é o menos.
E mais três cosmos poderosos fizeram-se sentir à entrada do templo: era Ryuho acompanhado pelo seu pai, Shiryu. O terceiro cosmo era de Hyoga, que manteve a distância e o seu ar frio. Por muito pouco tempo. Assim que viu Seiya, quis ir logo cumprimenta-lo. Além disso, durante aquele curto período de paz, antes de ir para a Grécia, tinha vivido no Japão com as luzes da sua vida: a sua esposa, Eiri e a sua primeira filha, Natássia, que já estava na Universidade a estudar Medicina. Primeiramente, quis que Natássia se tornasse uma amazona poderosa e honrada, mas quando começou a Guerra contra Marte, quando a sua pequena só tinha 4 anos, Hyoga percebeu que a última coisa que queria era ver a sua filha envolvida nas guerras que quase o mataram, e que quase mataram Eiri. Perder a mãe e os mestres já era mais que suficiente. Não precisava de perder a esposa e a filha.
Mas de facto, não envolver Natássia no mundo dos Cavaleiros de Atena tinha sido o certo a se fazer: a sua filha era tão bela e delicada que mais parecia uma divindade. Viva muito feliz no Japão a tirar o seu curso, a viver com os seus amigos, e para grande alívio do Cavaleiro de Cisne, ainda sem namorado. Estava muito orgulhoso da sua bebé, que queria ser médica e ajudar os outros, “tal como o tio Shun”.
Quanto aos seus outros filhos…
— Hyoga, como vai a vida? – Perguntou-lhe Seiya, super animado e feliz por voltar a ver o seu companheiro de armas.
— Muito bem. Melhor não pode ficar.
— Fala. Mas espera, vou chamar a Saori, quer dizer, a Atena.
E Seiya entrou dentro do templo.
— Isn't anyone trying to find me
Won't somebody come take me home?
It's a damn cold night
Trying to figure out this life
Won't you
Take me by the hand take me somewhere new
I’m with you, Avril Lavigne
Todos olharam para Ryuho a sussurrar aquela letra com um par de fones cor de rosa pendurados, um em cada orelha e ele também percebeu a quantidade de olhos postos na sua pessoa e sentiu-se meio envergonhado, mas ignorou. Aquela era uma das músicas preferidas da sua amada, para além dos rocks anos 80 de artistas como Queen, Gus N’ Roses, Scorpions, Iron Maiden, AC/DC ou aqueles pops do tipo Justin Bieber, Jennifer Lopez e One Direction, entre outros muitos.
A primeira vez que a tinha visto tinha sido num bar, num domingo à noite e ela estava a cantar e a brilhar lindamente.
Yuna não pareceu notar o constrangimento do amigo, apenas tinha prestado atenção à letra. Será que o Kouga vai pegar na minha mão e levar-me para algum lugar novo? perguntou, sendo ouvida apenas pelos seus pensamentos.
Talvez.
Talvez não.
Perdida nos seus pensamentos, não tinha percebido que Atena tinha chegado e o que a fez descer até ao mundo real foi um pequeno pontapé no calcanhar direito, por parte de Souma.
Os dois fizeram uma pequena referência à deusa, que sorriu para todos os presentes.
— Não precisam de tanta formalidade. – Depois virou-se para Seiya. – Bem, disseste que o Hyoga tinha alguma coisa boa para nos contar.
— E tenho. – Sorriu animado o Cisne. – Bem, como todos sabem, a Natássia está a estudar Medicina na Faculdade e já está no segundo ano.
— Isso é fantástico. – Elogiou Saori.
— E como se isso ainda não fosse bom o suficiente, a Eiri está grávida. De gémeos.
Todos ficaram sem reação.
— Isso é maravilhoso. – Disse Yuna, apenas para quebrar o silêncio. Obviamente que estava feliz por Hyoga, mas não queria ser a primeira a demonstrá-lo.
Olhou tudo à sua volta: todos sorriam e felicitavam o Cavaleiro, mas haviam dois que estavam mais isolados: Shiryu, que estava encostado a uma parede e a observar a cena com um sorriso bastante discreto, e Ryuho. Este não parecia importar-se com nada, estava focado numas colinas distantes e mantinha a sua expressão neutra, e continuava a sussurrar letras.
— Não estás feliz pelo Hyoga?
O Cavaleiro de Dragão estremeceu e olhou para Yuna.
— Claro que estou, mas eu já sabia destas coisas todas. Ele esteve no Japão, foi lá que eu conheci a… tu sabes. Já não a vejo há um ano e meio e já a procurei pelo mundo inteiro. E nada. Mas eu sei que ela vai voltar um dia, sem precisar da minha ajuda. Como é óbvio, a família dela está de rastos, por isso, eu e o meu pai vamos ao Japão todas as semanas visitá-la. E aproveitamos, damos um salto ao orfanato e ficamos um pouco com o Hyoga, a Eiri, a Natássia, a Miho, e as outras crianças.
— Por um lado isso deve ser bom. Ir ao Japão. Tu deves gostar de lá estar.
— Sim. Ainda ontem fui lá com o meu pai. A minha mãe não gosta muito de viajar, por isso fica em casa e claro que eu lhe conto tudo o que acontece por lá. Ela às vezes também vai porque a Nara e a Sayuri gostam imenso dela. Mas há dois dias, ela ligou-me e disse-me que tu e o Souma me tinham enviado uma carta e eu disse para ela ma ler. Quando fiquei a saber o que se passava, tinha que vir cá. O meu pai e o Hyoga também resolveram vir comigo.
— E fizeram bem. Eu não sei ao certo o que se passa, mas só pode ser preocupante.
— Souma, Yuna? – A voz de Atena fez-se ouvir. – Há dois anos que vocês não vêm ao Santuário e hoje apareceram sem dar aviso. Passa-se alguma coisa? – Perguntou, com uma preocupação notável.
— Sim. – Respondeu a amazona, endireitando as costas. – Há três dias, eu estava no jardim de Pallaestra a ler as estrelas, como faço sempre. Mas daquela vez, eu consegui ver todos os planetas do Sistema Solar. No entanto, não estavam lá Mercúrio e Vénus. Claro que fiquei assustada, e quis confirmar se aquilo era verdade ou não, por isso fui ao Planetário. E Mercúrio e Vénus tinham mesmo saído da sua órbita, o que não pode acontecer, a não ser que uma força sobre-humana o permita. O Souma disse que poderia ter sido o Saturno, mas eu acho que não.
Todos estavam sem reação.
— Ainda bem que nos informaste. Obrigada. – Agradeceu Saori, com a preocupação multiplicada. Quem quer que tenha tirado os dois planetas, provavelmente iria querer tirar a Terra. “Outra guerra não. Por favor.”, pensou
— O que é que fazemos? – Perguntou Hyoga. Embora não o demonstrasse, o cavaleiro estava bastante triste. Assim como Saori, guerras eram tudo o que ele não queria. Uma guerra era sinal de afastar-se de Eiri e de Natássia. Além disso, ele ainda queria ver os filhos a nascer.
— Por enquanto, isto fica só entre nós. Não quero espalhar o pânico pelo Santuário.
— Mas assim os cavaleiros não ficarão com treino e preparação suficiente se for uma guerra. – Interveio Shiryu.
— Nota-se que não pões os pés aqui há dois anos. – Bufaram Seiya e Haruto. Os dois esfregaram os olhos, pois tinham a vista embaçada. Mas não eram os únicos.
Souma, Yuna, Ryuho, Hyoga, Shiryu e até mesmo Saori sentiram os corpos pesados assim que uma neblina lilás invadiu o local onde estavam. Todos, inevitavelmente, respiraram o ar impuro e desmaiaram.
— Demasiado fácil. – Disse alguém. – Nem sequer precisei de matar. Graças a Deus.
Dito isto, abriu um portal interdimensional e através de telecinesia, levou consigo o corpo de Atena e o dos cavaleiros que a acompanhavam. Poucos segundos depois, o portal fechou-se.
Deixou os Cavaleiros Lendários separados dos Jovens Cavaleiros.
Voltou a abrir o portal. Ainda faltava um cavaleiro Lendário. Na realidade faltavam dois, mas só estava com interesse num para conseguir realizar o seu plano.
— Agora fizeram-me ir parar à Etiópia. Cum caraças.
Continua
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