Saint Seiya - Águia Dourada
16 Encontro
Notas iniciais
"Todos vocês vão pagar... em nome do santuário..."
Capítulo 15. Encontro.
No capítulo passado, Mayura trava uma batalha mortal contra Devi, a entidade que escravizou sua antiga vila. Ao derrotá-la, Mayura obtém o Risco de Hera. Na França, Shaina e Misty de Lagarto escapam de Jasão de Usba, antigo cavaleiro de prata que se tornou um discípulo de Prometeu. Enquanto isso, Orfeu, Algol de Perseu e Babel de Centauro enfrentam Hílio de Cáspio dentro de um vulcão, saindo vitoriosos e conseguindo o Risco de Ares. Na Grécia, Marin e suas pupilas seguem em direção ao próximo Risco dos Deuses.
— Vamos, andem mais rápido! Não temos tanto tempo. — Exclama uma já autoritária Marin.
— Eu nunca andei tanto em toda minha vida! — Se queixa Hope, visivelmente cansada.
— Vamos em frente, Hope. Não seja tão molenga. — Debocha Eve.
Enquanto as garotas se queixam, Marin reflete sobre algumas questões:
"Que estranho, sinto como se um dos Riscos dos Deuses estivesse me seguindo. Sinto ele bem próximo, mas não consigo detectar em qual direção seguir. Será que devo parar e esperar algo acontecer? Ou devo continaur em frente?"
— Olha, uma garota de máscara! — Surge repentinamente um soldado.
— Deve ser uma amazona do santuário. Rápido, vamos derrotá-las!" — Surge outro guarda.
Rapidamente, um batalhão de guardas vestindo armaduras verde-escuras e portando foices surgem diante de Marin, Eve e Hope.
— Para trás garotas, vou acabar com eles. — Diz Marin.
— Hahahaha, você acha que vamos deixar eles para você? — Debocha novamente Eve.
— Queremos lutar também! — Se queixa Hope.
— Ok, eles são todos seus. — Afasta-se Marin, querendo testar as habilidades de suas seguidoras.
Eve e Hope partem para cima dos, aproximadamente, dez soldados. Eve começa dando vários socos em todas direções, atraindo a maioria dos soldados. Hope surge por trás de Eve, tentando dar alguns chutes. Marin acha graça da falta de habilidade das garotas, e prepara para disparar um golpe na direção dos soldados. Porém, algo de estranho acontece com elas:
"Hã? Eu achava que elas não possuíam nenhum cosmo, mas parece que, aos poucos as duas estão o elevando... Quem são elas?"
Eve e Hope acertam alguns socos e chutes nos soldados, e uma pequena luz parece ser emitida dos punhos e pernas delas. Com alguns soldados derrotados, os outros se intimidam e correm, fugindo das garotas.
— Muito bem, pessoal! — Aplaude Marin.
Ao se virarem, Marin percebe que Eve e Hope estão com os olhos totalmente brancos. Claramente há algo de estranho com as duas, mas Marin não diz nada. Rapidamente, as duas voltam ao normal, e começam a se vangloriar dos seus feitos:
— Viu, Marin! Nós sabemos lutar também! — Exclama uma delas.
— Meus parabéns! Levarei vocês duas ao santuário para se tornarem amazonas. Agora vamos em frente. — Diz Marin.
Ao começarem a andar, Marin percebe três luzes passando sobre uma montanha, como estrelas cadentes. Estranhando a situação, elas decidem averiguar. No caminho, Marin percebe que mais e mais soldados aparecem:
— Garotas, não vamos lutar contra eles agora. Vamos desviar e seguir aquelas luzes. Sinto que elas podem ser algo importante. Quem sabe podem ser até os Riscos dos Deuses restantes.
Ao chegar próximo da montanha, Marin, Eve e Hope vêem uma bonita cidade.
— Olhe, parece que aqui é Tebas! — Diz Hope.
— Já ouvi falar daqui. É uma região bastante conhecida pela culinária. Dizem que os deuses mandam mensageiros aqui para buscarem temperos e iguarias. — Diz Eve.
— Interessante. Vamos logo investigar o que eram aquelas luzes. — DIz Marin.
Nesse instante, uma presença passa diante de Marin. Ela sente como se pétalas de cerejeira a tocassem. Por um momento, Marin se sente em casa, mesmo não tendo muitas memórias do seu passado. Num piscar de olhos, Marin vê um rapaz com cabelos ruivos, com uma máscara tampando metade de seu rosto e vestindo uma túnica azul quase angelical.
Perto dali, dois homens encapuzados conversam entre si:
— É ela. Tenho certeza. — Diz um dos homens.
— Então o destino realmente os reuniu. Devemos nos livrar dela? — Pergunta o outro.
O rapaz olha para Marin, parando por um instante. Eles parecem reconhecer a presença um do outro.
— Eu.. eu te conheço? — Pergunta Marin, gaguejando.
— Não... acredito que não.. — Diz o rapaz desconcertado.
Eve e Hope observam a situação sem dizer nada. Uma delas parece estar bem mais interessada nos temperos que estão sendo vendidos na cidade. O rapaz então continua sua jornada, deixando as três para trás, soltando um rápido "Cuidem-se".
Marin, ainda chocada, se pegunta de onde conhecia aquela presença tão esmagadora:
"Eu tenho certeza que já senti esta presença antes. Será alguém do santuário? Será alguém do meu passado? Não consigo me lembrar... Por hora, preciso me concentrar na missão."
— Vamos, Eve e Hope. Não há nada aqui nesta cidade. Devemos partir para outro lugar. — Indaga Marin.
Neste momento, surgem novamente alguns soldados diante de Eve, Hope e Marin, desta vem em um número bem maior. Diante deles, surge um guerreiro vestindo uma armadura verde-clara com chifres nos ombros, de cabelo escuro e olhos ameaçadores.
— Então são vocês que andam derrotando meus soldados? Mestre Prometeu vai ficar orgulhoso se eu matar uma amazona intrometida. — Diz o guerreiro.
— Ora, então o chefe do bando chegou? — Exclama Eve.
— Garota intrometida. Nem sequer é uma amazona e quer me intimidar? Vai ter o que precisa! — O guerreiro se prepara para atacá-la.
Marin dá então um salto e se posiciona na frente de sua amiga. Ela bloqueia o soco do soldado, e tenta disparar um meteoro. Porém, algo acontece e o ataque não chega ao soldado.
— O quê? O que ele fez? O ataque da Marin não chegou nem a se desprender dela? — Exclama uma assustada Hope.
— Hahahaha! Meu nome é Latour de Bézier, um réquiem de alto escalão. Duas garotas e uma simples amazona são como ratos para mim.
Os soldados atrás de Latour parecem soltar risadas confiantes. E também partem para cima de Marin e suas amigas.
— Eve, Hope, cuidem desses soldados. Eu lutarei contra Latour.
— Certo Marin. Tome cuidado! -Diz Eve.
Enquanto Eve e Hope partem para cima dos soldados, Marin dá um pulo no ar e retorna em direção ao réquiem com seu "Lampejo da águia". O réquiem percebe o ataque, algo acontece e o tempo simplesmente pára.
Latour é o único que consegue se movimentar, durante esse lapso no tempo. A imagem de Marin no ar, prestes a dar um intenso chute, é subitamente preenchida com um desenho de arestas em 3-D, como se o réquiem tivesse desenhado um polígono tridimensional ao redor da amazona. O réquiem toca um dos pontos deste polígono, e neste momento o tempo volta ao normal.
Neste momento, Marin dispara seu golpe, mas percebe que o alvo de seu ataque são Eve e Hope. Tarde demais. Marin atingiu em cheio as duas garotas, que ficam desacordadas com o intenso chute.
— Mas o que? O que aconteceu? Eu mirei exatamente no inimigo. Como eu desviei completamente meu ataque sem nem perceber?
O réquiem e seus soldados começam a gargalhar diante da inocência de Marin. Segundos depois, Latour começa a explicar o que aconteceu:
— Eu sou um tipo diferenciado de guerreiro. Esta Nota de Bézier me permite alterar os vetores do mundo. Ou seja, eu posso comandar todas as coisas do universo como se fossem simples massas de modelar em minhas mãos.
Marin percebe o poder imenso do Réquiem e hesita por alguns segundos:
— Será que devo atacar novamente? Como posso vencer esse inimigo?
— Interessante esse seu poder. Pena que é facilmente superável. — Diz uma voz que aparece por trás de Marin.
— Quem é você? Pergunta o réquiem, com voz trêmula.
Marin se vira, e surge novamente o rapaz ruivo que a deixou intrigada mais cedo. Caminhando lentamente em direção ao réquiem, o rapaz emana uma cosmo-energia muito grande, tão branca que parece angelical. De relance, atrás de uma das casas da cidade, os mesmos dois homens encapuzados observam a situação:
— Será que devemos pará-lo, Gavriel?
— Não, Índigo. Deixe-o acabar com isso e iremos embora.
O réquiem parte para cima do rapaz, disparando um ataque:
— PONTOS DE DISTORÇÃO!
O ataque cria um cubo ao redor do rapaz. O réquiem então se prepara para alterar um dos pontos desse cubo.
— Então você não consegue parar o tempo, certo? — O rapaz consegue se desprender do cubo antes do réquiem alterar a proporção deste.
— Mas como? — Pensa Marin.
— Por mais que você consiga realizar esse movimento quase na velocidade da luz, você ainda precisa de um mínimo tempo para alterar os vetores dos objetos. Este é seu ponto fraco. — Diz o rapaz confiante.
— Você.. o que é você? — Gagueja Latour.
O rapaz então atira uma lança de luz contra o réquiem, que cai derrotado.
— Pelo que percebi, você também não consegue modificar nenhum objeto na velocidade da luz. Um fraco como você não merece viver. — Diz o rapaz, fechando seus olhos e finalizando o adversário.
Os soldados do réquiem, assustados, rapidamente fogem temendo por suas vidas. Eve e Hope começa a acordar.
— Eve, Hope, vocês estão bem? — Parte Marin para ajudar suas amigas.
— Sim. Marin, o que houve? — Diz uma delas, acordando.
Marin ajuda as duas a se recoporem, mas não tira os olhos do rapaz, que começa a desaparecer.
— Ei, quem afinal é você? — Pergunta Marin.
O rapaz começa a desaparecer entre penas, sendo levado pelos dois homens encapuzados. Antes de desaparecer completamente, o rapaz joga algo para Marin, e diz:
— Aquele homem escondia algo dentro de seus vetores. Consegui pegá-lo a tempo. Acho que é de seu interesse.
O homem desaparece completamente entre as penas. Marin pega o objeto que fora deixado pelo homem. Percebe então que se trata de um cubo dourado. O Risco de Zeus.
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