Notas iniciais
Oooooooooooi pessoas ^^
Demorei só um pouquinho agora u_u hahahah
OMG! Eu tenho que agradecer as recomendações da fic *---*
A Saiken ta com duas recomendações já e isso me deixou tipo mega-feliz! Uma delas é da Lemma-chan aquela linda *-* E a outra da NathyHyuuga ( Que se não postar logo as fics dela vai sofrer sérios acidentes qualquer dia desses u_u) outra linda, incrível que escreve bem pra caramba!!!
É muito bom saber que vocês curtem a Fanfic, agradeço a todo mundo que comenta, eu leio todos os comentarios e fico muito feliz. Obrigada ♥

Congelei. Parei tudo que estava fazendo e tentei empurrar Naruto de cima de mim a todo custo. Ele nem se mexeu. E o olhar que direcionava para a porta era tão ofensivo que eu não desejaria estar no lugar daquele pedaço de madeira nem em um milhão de anos. Ele se remexeu sem afastar nem um milímetro sequer nossos corpos e nem tirar suas mãos dos lugares... estratégicos onde estavam. O simples movimento de seu corpo me fez conter um gemido.

Eu precisava desesperadamente tira-lo de cima de mim e fazê-lo evaporar de qualquer maneira! O que eu ia dizer para o resto das pessoas da casa? Ah, me desculpem. Enquanto vocês saboreavam a sobremesa, achei que não se importariam de que eu desse uma sumida pra “provar”o loirão aqui. Ah, sim. Claro. Perfeito. Tentei o afastar outra vez, mas era o mesmo que tentar mover uma montanha. Tudo que consegui com isso, foi ganhar sua atenção, antes direcionada apenas a maldita porta e a pessoa atrás dela.

- Mande-a embora – sussurrou em meu ouvido me fazendo arregalar os olhos.

- Ficou maluco?! Não sei se percebeu, mas é a sua mãe quem esta ali atrás daquela porta!

Ralhei e tentei ignorar a vergonha que começava a surgir por estarmos naquela situação. Já era constrangedor o suficiente o modo como Naruto me olhava, como se me comesse com os olhos literalmente. Adicionar a isso a falta de nossas roupas que estavam espalhadas pelo chão do quarto me deixava a ponto de bancar a histérica.

Quando ele me olhou nos olhos outra vez pude ver as duas íris cristalinamente azuladas já escuras de desejo e raiva. Sua respiração era compassada e ele bufava a cada cinco segundos. Seus músculos estavam tensos e a pele um pouco suada. E ele claramente estava fulo da vida por ter sido interrompido.

- Se não falar pra ela ir eu falo.

O olhei espantada outra vez. A ultima coisa que eu precisava era que Kushina soubesse que ele estava no meu quarto. É claro que aquilo me irritou, mas eu estava mais envergonhada do que com raiva. Naruto simplesmente formava uma Muralha da China sobre mim, me impedindo de fazer qualquer movimento de fuga e sua mãe estava do outro lado da porta inocentemente esperando minha resposta para que pudesse entrar.

- Escute querida, não vou demorar. Só percebi que não se sentiu bem no jantar e queria ver como estava, mas se estou incomodando peço desculpas, não foi minha intenção e... Escute meu bem, por que sua blusa esta jogada aqui fora? Aconteceu alguma coisa? Esta tudo bem? – Agora sim eu estava quase explodindo de vergonha. A maldita blusa tinha ficado para fora!

- Ou você a manda embora, ou eu mesmo dou o recado.

Naruto disse outra vez, claramente frustrado.

- Do que esta falando? É a sua mãe! – falei exasperada embora mantivesse o tom de voz no mínimo.

- Dane-se quem esta atrás daquela droga de porta! Você não vai sair daqui.

O peso do seu corpo enorme e a precisão de suas palavras deixaram as minhas opções bem claras. Mas quando ele começou a beijar meu pescoço outra vez é que aquilo tudo ficou maluco demais para permitir um raciocínio decente.

- É... Oi dona Kushina... Eu... Eu estava... – me interrompi quando Naruto mordeu de leve o bico do meu seio esquerdo me fazendo segurar outro gemido as pressas – Então... Eu... – Naruto me olhou e parou o que estava fazendo.

- Mãe, será que pode nos dar licença? – falou alto o suficiente para que a mulher pudesse ouvir. Olhei para Naruto completamente chocada. O silencio atrás da porta só me fazia pensar o pior e de repente ouvi um: “pela Deusa”, baixinho seguido de uma risadinha histérica.

- Oh céus! Desculpe por atrapalhá-los em... Bem... No que estão fazendo – riu – O que posso dizer... Ahn... Comportem — se! – ela continuou rindo de sua própria piadinha e o som de sua voz ia sumindo conforme se ouvia suas passadas apressadas no corredor. Eu sentia minhas bochechas arderem e tinha certeza de que elas pareciam tomates.

- Ficou maluco? Imagine o que eles vão pensar agora! Meu Deus, Sakura e Ino vão me achar uma vadia!

Eu estava uma pilha de nervos enquanto falava e tentava sair debaixo de Naruto, mas assim que parei de falar ele começou a... Rir.

Não foi uma gargalhada. Foi uma risada, solta e espontânea como se ele não fizesse isso há muito tempo. Aquela imagem me prendeu por alguns segundos. Naruto era um homem lindo e forte, briguento e pavio curto. Um verdadeiro “macho”. Mas o ver rir como estava fazendo, daquele jeito casual e inesperado me deixou surpresa. Seu sorriso era lindo e transparecia um lado seu que ele mantinha guardado a sete chaves, talvez oito.

Despertei das minhas variações quando ele rolou para o meu lado deitando na cama ainda rindo. Ele soltou um suspiro e acariciou meu rosto com a mão esquerda. Trocamos olhares por um momento, tentei parecer irritada com ele pelo que tinha feito, mas a suavidade de suas expressões me deixou desarmada.

- Não conseguiria ser uma vadia nem se quisesse Hyuuga.

- O que quer dizer? – perguntei ainda de olhos fechados apreciando seu toque.

- Que é diferente das mulheres normais – disse e se aproximou beijando meus lábios outra vez. A única diferença era que esse beijo não tinha aquela necessidade carnal dos outros toques. Esse foi mais cúmplice, mais intimo do que qualquer um de nossos outros toques.

A guarda de Naruto estava baixa pela primeira vez. O cara mal e sem escrúpulos tinha dado um tempo. E eu quis mais desse outro Naruto, desse mais humano. Seus toques agora eram caricias tranquilas e macias. Caricias que me prendiam, me chamavam que me faziam... apaixonar.

Separei-me dele com rapidez. Seus olhos procuraram os meus enquanto suas sobrancelhas se franziam.

- Eu...

- O que foi? – ele perguntou.

Minha voz saia falhada enquanto a dele parecia mais límpida, mais clara.

- Nada, preciso só... Esfriar a cabeça – dei a primeira desculpa que me ocorreu.

- Minha idéia com as coisas aqui eram justamente o oposto.

Eu sabia que tinha corado. E já estava ficando de saco cheio de ficar envergonhada na frente dele. Eu não sabia mais o que estava acontecendo, o que eu tinha feito ou o que eu não devia ter feito. Fiz menção de sair da cama, mas suas mãos me seguraram me trazendo para perto de seu corpo outra vez.

- Onde pensa que vai?

- O que aconteceu com o seu humor? – devolvi outra pergunta. Seus braços se afrouxaram e sua expressão pareceu endurecer outra vez.

- Nada aconteceu – sua voz saiu mais tensa agora quase como antes, o que me fez arrepender-me um pouquinho de tê-lo lembrado de sua súbita mudança de humor.

- Me desculpe só...

- Pare de se desculpar!

Seus braços me largaram de vez e ele deitou de novo as costas no colchão usando o antebraço para cobrir os olhos. Sentei-me na cama virada em sua direção quando percebi que havia o irritado, mordendo a língua para conter a vontade de me desculpar outra vez.

- Pode ir. Só preciso de um minuto – disse sem emoção alguma transparecendo na voz.

- Não quero ir – falei depois de um tempo analisando seu corpo. Os músculos esticados no colchão. Um dos braços dobrados sobre os olhos e o outro ao lado do corpo. A ereção ainda apertada dentro da única peça de roupa que usava. O que me fez lembrar de que eu não usava nada e me deixou envergonhada de novo. – Eu só, sinto muito se disse alguma coisa que não gostou – o ouvi suspirar – Não quero ficar me desculpando, mas... Não... Droga! Não consigo entender se não conversar comigo!

Olhei para a janela onde a cortina grossa escondia os vidros enormes exceto por uma fresta que deixava a luz da lua iluminar o quarto. Apoiei os braços na cama e continuei olhando a noite escura la fora.

Levei um pequeno susto quando senti os dedos de Naruto deslizarem por meu seio e barriga em uma caricia tão simples e sem malicia como se estivesse afagando meus cabelos. O gesto continuou me deixando surpresa e embaraçada.

- Você é tão linda.

Ele olhava meu corpo exposto fixamente. Tentei pegar um dos travesseiros para me cobrir, mas ele me impediu segurando minha mão. Suspirei e olhei em outra direção que não fosse seus olhos que pareciam absorver tudo e não devolver nada.

- Só to cansada – eu disse de repente – de todas essas coisas que eu não conheço e que eu não sei o que são. Dessa... Eu sei que parece estranho, mas parece que to do mundo aqui esconde alguma coisa. E a única que não sabe o que é sou eu! Era pra isso aqui serem férias – ri sem humor -. Eu só queria poder me desligar por alguns minutos pra tudo voltar a fazer sentido.

Abracei minhas pernas desfazendo-me de seu toque sem olhá-lo. Senti uma movimentação no colchão. Naruto se sentou e me puxou outra vez pra perto. Só que dessa vez ele apenas me fez recostar a cabeça em seu peito e se deitou traçando desenhos imaginários com o indicador delicadamente em minhas costas.

- Então durma.

Suas palavras foram tão gentis e seu toque era tão macio que em segundos eu já fechava os olhos.

Desde que eu chegara aquela tinha sido uma das minhas melhores noites. Eu não acordara no meio da noite, nem tivera sonhos agitados ou acordara completamente cansada. Estava bem, bem demais. Mas algo pareceu esvaziar dentro de mim quando percebi que estava sozinha na cama. Estava deitada no meio dela embaixo de grossas cobertas e sem nenhuma peça de roupa, mas sozinha. Ele não estava la. Assim como das outras vezes, ele tinha sumido.

Levantei me sentindo estranha e fui para o banheiro. Demorei embaixo da água quente que caia da ducha enorme. Sai de la sem pressa e coloquei uma roupa qualquer. Moletom e calça jeans me pareceram perfeitos pra ocasião.

Desci as escadas devagar para tomar café da manha – embora eu não fizesse idéia de que horas eram ou se haveria alguém na cozinha ou, ate mesmo, se teria café.

Entrei sonolenta pela porta da cozinha e encontrei a casa inteira sentada a mesa. Bem, não a casa propriamente dita, mas todas as pessoas que moravam nela ou estavam la de passagem tomavam café alegremente na mesa enorme do cômodo, ocupando dez das doze cadeiras ali dispostas. Assim que passei pela porta todos pararam o que faziam e olharam em minha direção.

Sakura já havia voltado de viajem – ao que parecia bem mais cedo – e ela e Ino sorriam tanto que quase achei que seus lábios não fossem suportar o tanto que eram esticados. Kushina e Tsunade trocaram olhares cúmplices e sorriram para mim. Gaara e Sasuke voltaram a conversar normalmente com Shino como se nada houvesse acontecido – o que era de fato – e Hana conversava com uma mulher um pouco parecida com ela, mas com os cabelos estranhamente espetados e a expressão um pouco mais... Feroz. E Kiba voltou a dar atenção para sua comida no mesmo momento em que me viu, como se um pedaço de pão fosse mais interessante do que eu. Naquela hora eu gostaria que todos achassem o mesmo. Era constrangedor imaginar que Kushina havia aberto a boca e contado a todo mundo que pegara Naruto e eu em flagrante.

Eu estava a ponto de dar um “bom dia” para todo mundo e me sentar o mais rápido possível quando alguém passou tão rápido ao meu lado que mal distingui quem era. Só depois de olhar outra vez mais atentamente vi que Naruto estava parado a poucos metros de distancia, bem no meio da cozinha e nem sequer tinha me notado.

- Sasuke, será que podemos conversar? – ele perguntou parecendo se esforçar para ser educado. O Uchiha o olhou por alguns instantes e depois seus olhos passaram brevemente por mim. Naruto acompanhou seu olhar e quando me encarou foi como se algum tipo de decisão que ele precisava tomar estivesse escrito na minha testa. Ele suspirou e engoliu em seco. Voltou a olhar para Sasuke. – Agora.

Sasuke arrastou a cadeira para trás um pouquinho e se levantou pedindo licença educadamente a todos ali. Caminhou em direção a Naruto. Os dois saíram da cozinha e enquanto passavam o moreno sorriu amigavelmente para mim enquanto Naruto sequer me olhou. Os dois saíram, atravessando a sala de estar e seguindo em direção ao escritório. Deixando-me totalmente sem explicações e mais confusa do que na noite passada Naruto simplesmente sumiu. Outra vez.

Notas finais
Muahahahahaha. Estão querendo me matar. Sim ou não?!
O que sera que o Uzumaki vai conversar com o Sasuke hã?hã?hã?
Acho que a Hinata nem vai escutar atras da porta né... ~lesendoironica~
Até o proximo gente! Kissus :*