Notas iniciais
Voltei *-*
Sei que demorei um pouquinho mas a semana foi corrida gente.
Mas eu to aqui e tenho muita coisa pra dizer:
Gente. NATHYHYUUGA comentou a minha fic!!! Quase tive um treco, tipo eu amo as fics dela, ela escreve super bem e nossa ela dizer que gostou da minha fic foi... Incrível, obrigada ♥
Outra coisa é que a Vesper-chan que não ta nos comentários mas me mandou uma mensagem super linda me deixou realmente lisonjeada com o que ela disse, foi muito bom saber que alguém gosta tanto de ler minhas historias. Serio vocês são todas umas leitoras maravilhosas. Muito, muito obrigada mesmo ♥ E depois de tanto "por favor" da Aniie-chan ta aí haha.

Obriguei nossos corpos a se apertarem mais ainda um no outro me fazendo o sentir firme abaixo de mim. As mãos dele me abraçavam com força e carinhosamente percorriam toda extensão do meu corpo sem deixar passar um milímetro sequer. Eu estava perdida ali, em seus braços, sem me importar com nada que pudesse acontecer ao redor. Então ele simplesmente se afastou. Sem mais nem menos, como se uma corrente elétrica tivesse passado por nós e o tivesse afastado com um choque. Suas mãos me empurraram e me tiraram com certa brusquidão de seu colo. Ele levantou rapidamente e começou a caminhar em direção a porta da cozinha que dava para o jardim de trás da casa.

Levantei-me ainda meio mole e perdida.


– Ei – minha voz saiu mais grave do que eu esperava. Deus do céu! É obvio que eu estaria excitada. – espera. Naruto espera! Aonde você...


Parei de falar quando sai na porta e ele simplesmente tinha sumido. Em um segundo ele atravessara a porta e no outro já não estava mais ali. Fiquei confusa e atordoada. Primeiro por ele me beijar daquele jeito e segundo por ele me beijar daquele jeito e ir embora. A casa estava mortalmente silenciosa e a cozinha um pandemônio. Havia comida no chão, lama e rastros de sangue. Engolindo o horror que era me lembrar dos dois brigando daquela forma tão brutal comecei a limpar o lugar e por os pensamentos em ordem.

Eu não podia culpa-lo. Eu beijara um homem que nem ao menos conhecia de vista, não podia esperar que ele fizesse juras de amor ao invés de ir embora, mas mesmo assim isso me magoara um pouquinho. Foi tudo tão inesperado.

Comecei a me sentir desconfortável depois de alguns minutos de limpeza. Eu lavava a pequena louça com as mangas da blusa puxadas, mas ela parecia me sufocar. Ficara abafado de repente. Abri todas as janelas da cozinha e vi um tempo nublado, não havia sol, mas uma brisa de ar quente entrou inundando o local e me fazendo sentir mais calor. O tempo mudara de frio congelante para abafado com um forno. Terminei rapidamente de arrumar a bagunça e subi para o quarto trocar de roupa. O tempo aqui realmente oscilava bastante.



Já fazia duas semanas que eu estava na casa dos... Bem, eu não sabia ao certo que sobrenome usar eram tantos: Uchiha, Senju, Sabaku, Haruno, Yamanaka... Uzumaki... Ninguém tocara no assunto sobre o incidente na cozinha depois de tudo. Naruto desaparecera completamente depois daquele dia o que fazia lembrar que N também entrava na lista de pessoas-que-somem-do-nada, certo N não era bem uma pessoa, mas desaparecera também. Eu não podia negar que sentia falta do gato, ele era uma ótima companhia e se mostrou bem dócil depois que nos conhecemos melhor. Já Naruto não era alguém que eu fazia questão de ver, chegara à conclusão de que quem agira errado fora ele. Eu merecia ao menos uma explicação por aquilo tudo, mas ninguém parecia querer me falar alguma coisa. Todos apenas ignoraram o fato de que os caras quase se mataram na cozinha.

Faltavam uma semana e meia para o tal festival que as meninas haviam falado e Kushina e Tsunade andavam bem ocupadas com tudo o que tinham de organizar e mesmo assim dispensaram minha ajuda alegando que eu estava ali para descansar. Realmente consegui relaxar nos últimos dias, mesmo depois de tudo que acontecera logo que cheguei. Sakura voltaria hoje para a cidade apenas para resolver um pequeno problema que surgira com a empresa. Insisti para acompanha-la, mas ela e Ino me forçaram a ficar. Eu adorava ficar ali, mas era um pouco entediante. Ino me prometera que faríamos alguma coisa assim que Sakura voltasse dali dois ou três dias.


Eu estava no meu quarto quando ouvi uns sons estranhos vindos da sala. Desci para ver o que acontecia e encontrei N e um gato preto – mais ou menos do mesmo tamanho que ele — correndo pelos cômodos da casa. N ora fugia ora corria atrás do gato preto a toda velocidade, eles eram realmente rápidos. Passaram pela sala subindo pelos moveis e derrubando uma serie deles. Corri para alcança-los e dei de cara com os dois na escada. Peguei N no colo rapidamente – com certa dificuldade por conta do seu tamanho — antes que ele fugisse. Olhei feio para o gato preto que parara ao meu lado ainda tentando alcançar N.


– Saia daqui gato malvado! – ralhei. N se contorceu no meu colo e eu quase o derrubei – N fique quieto caramba. To tentando te salvar desse gato feio – O que era uma mentira, pois o gato preto era tão bonito quanto o laranja no meu colo. A única coisa que não era negra como a noite nele eram os dentes e aquela parte branca dos olhos, já que suas íris eram tão escuras que mal se enxergavam a pupila. O gato desconhecido se sentou ao meu lado me olhando bem nos olhos com uma postura quase aristocrática. Apostava tudo o que tinha que ele pertencia a Sasuke, era quase tão elegante quanto o Uchiha – O que foi? Eu não vou soltá-lo se é isso o que esta esperando. Não sei de onde você veio, mas é melhor parar de brigar com o N ta legal?! – Virei a cara para o gato e ignorei totalmente minha bizarrice de conversar com esses bichos achando que eles entendem tudo o que eu digo. Ameacei subir as escadas e o animal preto continuou la sentado como um perfeito gato da realeza. N não parava quieto no meu colo, tentando sair dali de qualquer jeito – N! Você não exatamente um gatinho fácil de carregar e alem de tudo ta bem pesado, será que da pra parar de se mexer. Não vou deixar você volt... – ele pulou com brusquidão do meu colo e correu escada acima.


Fui atrás dele passando como um raio pelos corredores e chegando ao terceiro andar. Pensei que talvez ele fosse para o meu quarto já que adorava invadi-lo a qualquer hora, mas ele tomou o sentido contrario indo em direção à outra ponta do corredor. Era engraçado como as portas daquela casa estavam sempre com uma fresta aberta, seja qual fosse o cômodo. Aproveitando essa deixa N invadiu outro quarto daquele corredor e sumiu porta adentro. Cheguei até a porta grande — do que me pareceu ser carvalho envernizado — e a empurrei de leve.

Era um quarto maravilhoso. Ao contrario dos outros quartos da casa pelo que pude perceber esse não fora reformado. Ele mantinha o ar de século XIX me fazendo sentir em um dos castelos da época. O teto era todo desenhado com relevos em gesso e dele pendia um lustre de cada extremidade com quatro velas grandes acesas cada um, iluminando o local fracamente. A cama tinha um curioso dossel de madeira escura e entalhada minuciosamente. Um colchão enorme era coberto por lençóis macios de seda vinho tinto sobreposta por uma colcha de linho bege claro e varias almofadas e travesseiros nessas duas cores. O papel de parede era claro e as cortinas pesadas e escuras iam do teto ao chão. Ao lado direito da cama havia ainda uma poltrona de encosto alto no mesmo tom claro para combinar com o restante da mobília e outra na cor vinho que eram separadas por uma mesinha com alguns papeis em cima. E do esquerdo uma mesinha de cabeceira com um abajur e alguns objetos pessoais. Um tapete imenso e vermelho foi posto aos pés da cama.

Era um lugar lindo e hesitei em entrar. N andou por todo o local e então pulou em cima da cama se esticando ali mesmo bem no meio dela.


– Você não devia entrar aí – falei baixinho sem saber ao certo porque estava cochichando. O quarto parecia vazio. Dei apenas um passo para dentro – N, vamos embora. Vem – estiquei os braços pra ele, mas o gato me ignorou.


Aquilo me deixou furiosa. Entrei e fiz menção de pegá-lo em cima da cama, mas ele virou e sibilou para mim mostrando os dentes pontiagudos e grandes de mais para um gato. Afastei-me com medo de que ele pudesse me machucar outra vez.


– Ok. Tudo bem então. Eu só estava preocupada com você por causa daquele gato la fora e também porque você sumiu, na verdade porque todo mundo nessa casa some e não se preocupa em avisar a Hyuuga! Mas parece que esta tudo bem não é mesmo. Você não precisa de mim. Alias ninguém nessa casa precisa! – Me virei para ir embora sentindo meus olhos encherem de lagrimas. Era mesmo perfeito ficar triste por causa de um bicho! A verdade era que já começava a sentir falta de casa, das minhas coisas e ate do meu trabalho.

Ouvi N miar longamente e olhei para trás tentando me fingir de brava. Ele havia deitado a cabeça nas patas da frente e me olhava triste, miando vez ou outra. Olhando assim ate parecia – de longe – um gato fofinho.


– Eu não vou ir aí. Você é muito temperamental pra um gato sabia? Não preciso ficar fazendo suas vontades. Eu não sei nem por que eu to conversando com você! Devo estar ficando maluca só pode – Saí e bati a porta atrás de mi. Se ele queria ficar la que ficasse. Sozinho.


Enquanto caminhava muito chateada pelos corredores resolvi procurar Ino. Ela devia estar fazendo alguma coisa sem muita importância como fazia quando não estava ou com Gaara ou ajudando as tias. E como Tsunade e Kushina tinham saído fazer compras para o festival e eu não ouvira Ino dizer que iria ficar com Gaara resolvi ir atrás dela. Eu precisava de uma amiga, despejar minhas frustrações nela e espera-la me confortar. É era disso que eu estava precisando.

Passei pelo corredor cheio de portas do segundo andar e procurei pelo dela. Eu já havia estado ali algumas vezes nesses dias em que estive na casa e me lembrava vagamente onde era. Bati na porta três vezes e ela abriu.


– Ino e – parei de falar no mesmo instante em que meus olhos encontraram quem estava parado na porta. O cara era ruivo e tinha uma tatuagem na testa! Caramba era uma tatuagem na testa dele! Foram as primeiras coisas que notei. Depois percebi que ele era alto e esguio. Usava uma regata preta e uma calça cinza com o zíper aberto e toda amarrotada como se a tivesse vestido as pressas. Seus olhos verdes e profundos me olhavam sérios e um pouco incomodados. Percebi que olhava para ele com uma cara de idiota e me recompus. – A Ino ela... – Comecei meio sem jeito e morrendo de vergonha. E se eu tivesse interrompido eles...


– Ela ta no banho – ele me cortou. Respirei aliviada.


– Ahn... Eu... Volto depois então...


– Hina? O mulher, eu ia mesmo te chamar daqui pouco pra te convidar pra ir comigo comprar vestidos novos pro festival – Ino apareceu saindo do banheiro do quarto com uma toalha enrolada no corpo e outra na cabeça. Ela deslizou as mãos despreocupadamente no peito do ruivo ate o zíper da calça e o puxou para em seguida fechar o botão – O passarinho vai fugir amor – ela deu um selinho no cara, que eu imaginei ser Gaara, e o fez sair da porta para me dar passagem. Continuei parada na porta sem saber direito o que fazer e me sentindo extremamente intrometida. Gaara olhou para mim e depois para Ino.


– Ino, eu vou dar uma volta. Ver se acho os caras por aí – Ele a enlaçou pela cintura e, por Deus, o beijo deles me fez ficar vermelha e querer sair correndo.


– Tudo bem – ela disse sorrindo de orelha a orelha. Gaara passou por mim na porta fazendo um aceno com a cabeça que correspondi da mesma forma.


– Gaara? – perguntei apontando por onde ele havia saído.


– Mas é claro né – ela respondeu me puxando pra dentro do quarto.


Nós conversamos enquanto ela trocava de roupa e secava os cabelos compridos. Despejei tudo em cima dela. Minhas saudades de casa, minhas irritações. Falei tudo que eu estava sentindo. Ou quase tudo. Ino me escutou atentamente me dando conselhos e dizendo coisas pra me deixar melhor. Isso realmente estava me ajudando. Ela já conseguia ser uma amiga e tanto mesmo que nos conhecêssemos a tão pouco tempo.


– É o Naruto não é? – ela perguntou de repente.


– O que? – retruquei já na defensiva.


– Eu to sabendo do que aconteceu na cozinha. A Sakura me contou. E... Hina, eu sei que você ficou assustada com o que viu, mas eles são assim. As brigas deles são... – ela parecia procurar a palavra certa – intensas. Sabe, eles fazem coisas mais... Com mais intensidade mesmo que a gente. São bravos ao extremo, fortes ao extremo, gostosos ao extremo – ela deu um sorrisinho safado – Mas são as melhores pessoas que já conheci. Bem, pelo menos dois deles são.


Eu sabia que ela estava falando de Naruto. Ficara claro que ele era literalmente a “ovelha negra” da família.


– Por que todo mundo aqui implica com ele?


– Não é implicância. Deixa eu te contar uma coisa – ela se ajeitou melhor na cama com colcha lilás – O Sasuke, o Gaara e o Naruto foram criados juntos. Os pais deles eram amigos então foi fácil pra eles sempre compartilharem as coisas entre si. Os três eram muito apegados um com outro. Eles viviam juntos dando força um pro outro e se protegendo. E continuaram assim por muito tempo, até virarem adolescentes. Acho que eles tinham acho que entre uns dezesseis e dezoito anos quando aconteceu com o Naruto e ele ficou totalmente mudado. Agressivo e começou a tratar todo mundo mal, a afastar as pessoas dele. Primeiro foram os amigos, depois os pais e aí até do avô com quem ele se dava muito bem ele fez questão de se distanciar. Aí ele começou a arrumar encrenca; chegar em casa todo esfolado; brigar na rua e se isolou do mundo. Sabe – vi os olhos dela brilharem e percebi que aquilo a emociona bastante e que ela segurava as lagrimas – Eu e o Naruto somos primos. Não como ele e o Sasuke ou ele o Gaara que dizem ser por consideração. Nós realmente somos primos e ele costumava cuidar de mim quando eu era menor. E ele era... Era tão bom, tão carinhoso. Sabe aquele irmão mais velho que você não teve?


Não Ino não sei. Senti vontade de dizer, mas a deixei continuar.


– Ele era isso pra mim. Só que depois ele ficou totalmente mudado. Bem, foi assim que eu conheci o Gaara – ela sorriu por um instante, mas o sorriso logo se desfez – mas ainda me dói do mesmo jeito saber que ele não quer a gente por perto.


– O que aconteceu? – perguntei. Ela me olhou franzindo as sobrancelhas sem entender – Você disse que aconteceu alguma coisa com ele e depois ele mudou. Quero saber o que aconteceu.


– Ah. Bem... Eu... – ela hesitou – Eu não sei ninguém sabe.


Não acreditei quando ela disse que não sabia. Tinha muitas coisas que todos nessa casa sabiam e que eu era a única que não fazia ideia.


– Eu acho que ele não é assim tão frio. Voces não dão espaço. Se ele tenta se aproximar vocês repelem com brincadeirinhas sem graça ou sermões. Talvez ele só precise...


– Voce não sabe o quando a gente já tentou – a voz dela não era brava, era cansada – Não faz ideia de quantas vezes já tentamos trata-lo bem mesmo depois de ele só nos tratar de maneira bruta e cruel. Tentamos de tudo Hinata, mas nada mais funciona.


– Ele me beijou – eu disse sem mais nem menos.


– O que? – seu rosto pareceu se iluminar no mesmo instante e ela se sentou sobre os pés na cama – Hyuuga Hinata você esta proibida de sair daqui até me contar todos os detalhes!


Sorri sem graça.


– Bem, eu cuidei dos machucados dele depois da briga com o Sasuke. Eu fiquei apavorada com a ideia de deixa-lo ali sangrando ate sabe quando então fiz uns... curativos. Aí eu passei um negocio nos arranhões que ele tinha no peito e aquilo meio que, que queimou a pele dele...


– Que negocio? – ela perguntou espantada.


– Ah, aquele que a Tsunade usou na minha mão, feito com umas ervas e tal – vi Ino arregalar os olhos.


– Ah minha Deusa!


– É, eu sei. Ele deve ser alérgico aquilo não é? Devia procurar um medico pra... Enfim. Aí eu fiquei meio desesperada por ter feito o que tava ruim ficar pior e comecei a pedir um monte de desculpas e... Ele me deu um beijo – terminei de contar caindo para trás na cama.


– E aí? – ela quis saber toda empolgada.


– E aí o que? Ele me beijou oras!


– Pra cima de moi Hinata? Você bem que viu como o Gaara me beijou e ficou toda sem jeito imagina como é o Naruto que é mais velho?! Dizem que quanto mais velhos eles ficam as coisas só melhoram!


– Naruto é mais velho?


– É, mas não desconversa. Conta logo! – exigiu me arremessando um dos travesseiros. Peguei o travesseiro que ela havia jogado e descansei a cabeça nele.


– Ah... Ta... Foi... Olha, quer saber? Foi... Incrível, foi diferente de todos os beijos que eu já dei e... Caramba Ino. Achei que a gente fosse transar no chão da cozinha!


Ela soltou uma gargalhada e cobriu a boca com as mãos. Nós rimos enquanto eu enfiava a cabeça no travesseiro.


– Foi tão bom assim? – ela perguntou com um sorriso malicioso.


– Foi – eu disse rápido – Só que... Depois ele foi embora e eu não entendi nada.


Ino respirou fundo.


– Ai, o Naruto me broxa sabia?


– Ino! – ralhei. E ela riu.


– Mas é verdade. Na melhor parte ele vaza. Eu ia ter ficado puta. Sério. Quando o Gaara me deixa na mão fico com vontade de arrancar o negocio dele – ela explicou seria.


– Gaara te deixa na mão? – perguntei espantada e rindo ao mesmo tempo. Ela riu também e depois ficou um pouquinho vermelha enquanto explicava.


– Foi só uma vez e... Ah, a tia Kushina tinha me dado umas bebidas meio afrodisíacas pra tomar... Ela disse que as vezes eles ficavam tão acesos que era preciso uma ajudinha pra aguentar – nessa hora ate eu corei enquanto riamos – Só que eu dei uma exagerada. Aí o Gaara... – ela não conseguiu completar a frase e eu gargalhei alto – Para de rir Hinata!


– Você também ta rindo – eu disse secando o canto dos olhos que já começavam a lacrimejar. Continuei irritando Ino e a deixando constrangida ate ouvir alguém bater na porta.


– Entra.


Assim que Ino falou vi a maçaneta da porta girar e Kushina apareceu na porta sorrindo pra nós. Era incrível como eu me sentia bem perto daquela mulher. Era incrível como ela me lembrava minha mãe. Sorri de volta pra ela.


– Olá meninas. Acabamos de chegar da cidade e temos visitas. Tsunade pediu pra vocês descerem.


Sua voz era doce e amável e eu não conseguiria negar nenhum pedido seu.


– Tudo bem, vamos? – Ino olhou pra mim.


– Claro – respondi. Enquanto passava pela porta onde Kushina estava eu diminui o passo – Sabe Ino me contou que a senhora tem umas bebidas ótimas e que ta morrendo de vontade de tomar mais um pouquinho...


Kushina pareceu não entender direito no inicio, mas então seu rosto se iluminou e ela riu alto.


Ino me olhou incrédula. Colocou as mãos na cintura.


– Hyuuga Hinata. Eu vou arrancar esses seus cabelos de missionária de Jesus sua cretina!


Nós duas saímos correndo pelos corredores e escadas com Kushina caminhando atrás de nós aos risos. Desci a escada central o mais rápido que consegui com Ino logo atrás. Pisei em falso no ultimo degrau e minhas mãos se projetaram para frente já esperando o impacto do chão contra os meus braços. Que não veio. Mãos e braços vieram ao meu encontro instantes antes de eu cair de cara no chão. Reequilibrei-me com a ajuda do meu “salvador”.


– Desculpa. Eu acho que já to grandinha pra ficar correndo pela casa desse jeito. Agradeço por não ter me deixado cair de cara no chão – eu disse sorrindo.


– Se todas as moças que esbarrarem em mim forem bonitas como você eu não tenho nada pra reclamar – o cara sorriu. Seus dentes eram brancos e alinhados. O cabelo castanho era rebelde e ele com certeza era forte. As mangas do jaleco branco estavam puxadas pra cima deixando partes do seu braço exposto. A pele era morena e os olhos castanhos eram cheios de vida. Confesso que ele era bonito e me deixou desconcertada por um momento. Sorri sem graça.


– Ahn... Obrigada eu acho.


Ele continuou sorrindo pra mim.


– Meu nome é Kiba. Kiba Inuzuka.


– Hinata Hyuuga – apertei a mão que ele me estendia.


– Hyuuga? Não conheço o sobrenome. Pelo menos não da família – ele disse olhando para Tsunade que estava presente junto com Kushina, Ino, Sasuke, Gaara, um cara de óculos que eu não conhecia, uma mulher alta com cara de poucos amigos e bem parecida com o Inuzuka e... Caramba! Aquele devia ser o maior cachorro que eu já vira na vida.


– Hinata não é da família. Ela é uma amiga, veio passar um tempo aqui. Hina esses são Shino Aburame e Hana Inuzuka — Tsunade apontou o cara de óculos e a mulher com cara de brava – Ah e aquele ali é o Akamaru o cachorro do Kiba. Encontramos com eles na cidade. Kiba acabou de inaugurar o consultório veterinário dele e nós o convidamos pra ficar aqui ate o festival.


– Eu já tinha recebido o convite e ia ligar pra dizer que viria com prazer quand...


Ele foi interrompido com um soco no queixo que me fez recuar uns dez passos de perto dele. Vi Naruto parado em pé ao lado de Kiba ofegante e sacudindo a mão direita.


– Filho da puta, às vezes eu esqueço que teu cérebro parece uma pedra. Acho que quebrei o dedo seu idiota.


Ainda pálida de susto vi Akamaru latir e pular em cima de Naruto. O cão – que mais parecia um lobo – rosnou bem no rosto dele com aqueles caninos enormes e assustadores.


– Alguém tira o saco de pulga daqui antes que eu quebre a cara dele também? – Naruto avisou e empurrou o cachorro com força que deslizou no chão liso do saguão. De longe Akamaru rosnou para ele – Fica quietinho aí Totó que eu só tava acertando umas contas com o teu dono.


Notas finais
Eeeeeeeeeu sei que falei que o Naruto ia sumir, mas eu precisei dele ta u_u hahahaha
E aí, que sera que vai acontecer?