Saga Veras - No Passo da Luz

3 Ato 4 - O Imperador Caos


Notas iniciais
Sobe a luz das Senes em seu trono, depois de décadas foi acordado por seu vigilante pela primeira vez. — Meu senhor - sussurrou - há um forasteiro de mundos vizinhos em nossos domínios querendo entrar - mencionou com uma voz trêmula O imperador que estava a descansar, apenas abriu os olhos lentamente, entretanto voltou a fechá-los. — Deixe-o entrar - ordenou calmamente depois de lembrar de que não gostava de visitas - Avise as torres lunares, deixe-o entrar - novamente ordenou — Sim mestre - disse o vigia em reverência

Depois de receber a autorização de uma das quatro luas que rodeavam aquele lugar, príncipe Tetis realizou mais uma entrada em um planeta não muito distante chamado Glorium. Um planeta rochoso razoavelmente pequeno e gelado. Aparentemente sem vida, de oceanos congelados e de picos que chegavam a tocar os céus.

De aparência acinzentada, Tetis enquanto penetrava pela sua atmosfera densa em meio a ventos gelados que arranhavam o seu rosto, chegou a achar que os habitantes dali já estivessem sido extintos a muito tempo.

Entretanto notara depois de atravessar algumas camadas de nuvens nebulosas que o chão se encontrava muito mais perto do que ele imaginava.

— O que! – Se espantou ao ver que não daria para desacelerar.

Vendo sua queda eminente, Tetis encolheu suas pernas firmemente e protegendo sua cabeça com os braços, colidiu na terra bruscamente, entretanto, não se feriu.

Ao olhar novamente, viu que havia atravessado uma fina camada de metal, que parecia ser um céu, ou mais uma camada de uma atmosfera artificial.

Tetis enquanto analisava sua rota de pouso, admirou notoriamente aquela civilização estranha, civilização tal que conseguira alcançar um elevado nível de conhecimento e sabedoria dos elementos presente nesse planeta.

Suas construções eram grandiosas, seus palácios estupendos feitos de pedra e suas cidades erguidas da combinação perfeita de metais e rochas tão densas quanto diamante.

Ao se aproximar do seu local de pouso, Tetis pode notar as vibrações daquele curioso mundo perfeito. Era de se espantar. Seres de uma inteligência digna de reis, ainda tão ligados a matéria e ao poder.

Desejos de grandeza impregnados em suas almas.

Lamentável, pensou o príncipe.

Ao aterrissar suavemente em uma plataforma de vidro fosco que emanava uma luz branca tão suave e sutil, Tetis percebeu que tudo naquele mundo havia energia fluindo pela matéria como se não precisasse mais dela.

Perceberá também ao sentir as emanações de alguns, que todos ali não podiam ver a beleza das coisas, pois estavam sendo privados de verem por uma energia maligna e estranha que surgia como correntes da torre mais alta do planeta logo a sua frente, correntes negras invisíveis que prendiam todos os seres daquele curioso mundo.

— Seja bem-vindo Viajante interestelar — bem baixo pronunciou aquele ser de aparência estranha, de pele cinza como se a cor o tivesse sido tirado a força, de olhos negros arredondados e pesados como se não dormisse a dias, e espantado como se visse algo pela primeira vez

— Está perdido? — Perguntou a criatura ainda sem nome, vestida dos tecidos mais brancos chegando a emanar luz.

Como um guardião e um guia ele perguntou — Posso ajudá-lo em algo?

— Sim forma de vida originada do carbono, gostaria de saber como vós denominam — perguntou Tetis ainda a admirar aquela plataforma que dava direto ao portão principal da maior torre do planeta.

— Nós somos o povo de Nametita — respondeu o vigilante no mesmo instante — Somos o povo do metal mais precioso e poderoso de todos os mundos — ressaltou a criatura orgulhosa

E Tetis continuara a o ignorar até que a criatura novamente tornou a perguntar

— Quem é você e o que quer em nosso grandioso mundo?

Tetis deu uma leve risada e tornou a andar em direção a grande torre de vidro fosco luminosa.

— Realmente tu não podes ver a luz que emana graciosamente de suas contruções? — Perguntou o príncipe curioso

— Que luz? — Perguntou o vigilante sem entender — Está ficando louco? Não se atreva a dar mais nenhum passo! — Ordenou com estranha ignorância

— Leve-me ao representante desse planeta — ordenou Tetis impondo mais autoridade.

— Porque eu faria isso? — Perguntou

— Não sejas ignorante — ressaltou o príncipe — Eu sou Príncipe Tetis, protetor dos sistemas estrelares das Senes!

— E de onde tu viestes?

— Está vendo aquela estrela ali? — Apontou o príncipe para o céu — Ofuscada pela sua atmosfera artificial — ressaltou — Meu planeta rodeia a irmã dela, estrela tal invisíveis aos seus olhos nus — Vim trazer notícias de nosso sistema, notícias que devem ser entregues aos representantes de cada planeta — respondeu seriamente — Agora — tornou a repetir — Me leve ao seu governador.

A criatura simplesmente abaixou a cabeça e o guiou por aquela plataforma sem dizer nada. Não demoraram muito até chegar ao portão principal da torre.

— Venha — disse a criatura ao atravessar o portão como se o mesmos não estivesse lá.

E assim, Tetis o seguiu.

Ao atravessarem, chegara a uma gigantesca sala oval, onde o brilho do chão e das paredes iluminavam todo o local.

— Apenas os extraordinários podem chegar ao imperador — sussurrou o vigilante com medo de que o ouvissem.

E assim, começando a volitar sem dificuldades, os dois subiram a gigantesca torre por dentro até chegarem a uma ponte que cruzava a torre de um salão a outro.

Aquela criatura que Tetis só agora percebera as corrente negras em seu peito tornou a falar

— Há duas portas visitante, saberás qual porta entrar? – Perguntou friamente.

Por possuir habilidades extraordinárias e ver coisas que a maioria dos seres não conseguiam ver, Príncipe Tetis teve facilidade em saber qual porta se encontrava seu destino, simplesmente ao notar que a origem de todos os males daquele mundo partiam da porta logo a sua frente.

Uma porta impregnada de matéria negra, de pensamentos e desejos ruins e obscuros. Pelas bordas podia se ver uma nuvem cinza que saia constantemente, mesma nuvem que dava cor ao planeta.

— A porta é aquela ali, bem atrás de você — respondeu o príncipe

A criatura olhou surpresa, por achar que Tetis nunca iria acertar

— Tu realmente és extraordinário — ressaltou o vigilante

Os dois andaram e novamente atravessaram pela porta como se ela não estivesse ali. Assim que olhou para dentro, o príncipe visualizou uma gigantesca sala escura, onde apenas um raio de luz vinda de um círculo no teto iluminava uma poltrona real, magnífica, feita de ouro e um metal tão brilhante quanto diamante.

Despojado sobre a poltrona, encontrava-se um ser misterioso, onde sua aparência nada se parecia com nenhum outro ser daquele mundo.

Enquanto andavam em direção a poltrona real, Tetis pode cada vez mais ver e sentir o quão poderoso aquele ser era. De aparência humana, muito mais forte fisicamente do que qualquer outro humano, vestia uma armadura fosca tão brilhante quando todas as construções das cidades e tão bonita quanto o brilho do pôr do sol das Senes.

— Meu senhor, imperador supremo de todos os Reinos! — Aclamou o vigilante ao se atirar no chão em reverência — Trago forasteiros de mundos vizinhos — disse ele mudando a voz nitidamente esboçando medo.

Ao abrir os olhos, os mesmo com a borda da íris luminescente, aquele homem na poltrona que o intitulavam como imperador encarou Tetis suavemente, como se nada estivesse acontecendo.

— Trago notícia daqueles que regem nossos sistemas! — Disse o príncipe se pondo um pouco mais à frente.

E um silêncio permaneceu. E nada emanava de seus pensamentos, impossibilitando que Tetis previsse seus movimentos e ações.

Olhando profundamente em seus olhos, o imperador ainda sem dizer nada simplesmente fechou seus olhos novamente como se voltasse a dormir.

— Não precisa dizer nada — disse o imperador de repente quebrando aquele incômodo silêncio — Deixe que eu mesmo descubra — concluiu o mesmo.

De repente Tetis pode sentir o perigo.

Se virando rapidamente para traz, por um segundo conseguira se defender de um soco dado por um dos três robôs guardiões do imperador. Robôs de batalha nunca antes vistos ou conhecido por ele ou qualquer outro verino.

Tetis prendera as mãos daquela máquina monstruosa e forte com dificuldades, deixando toda a energia cinética do soco da máquina correr pelo seu braço, deixando-o adormecido junto com um rastro de pressão no chão.

Vendo que estava encurralado, Tetis planou para traz no mesmo instante e saltou em alta velocidade, quebrando o teto da torre e saindo dali o mais rápido que podia.

— Mestre! — Reverenciou os três grandiosos robôs

— Não o deixe escapar — disse ele sem expressar nenhuma preocupação — tragam no para cá e tirem todas as informações dele — Ordenou serenamente.

E assim os três carregaram pressão em seus pés e saltaram em direção a Tetis, perseguindo-o antes mesmo que o mesmo chegasse a atravessar a atmosfera. Bombardeando-o incessantemente com bombas de pressão eletromagnéticas, Tetis fora atingido por duas bombas, o atordoando, impedindo sua passagem pela atmosfera artificial. Sendo repelido instantaneamente pela atmosfera, Tetis mudou sua trajetória e voou em alta velocidade por aquele mundo a dentro, entretanto, apenas sendo perseguido por dois dos três robôs.

Perfurando nuvens em velocidades sobre humanas, os três ultrapassaram a velocidade do som depois de riscarem os céus entre vales, planícies e montanhas sem vida.

— Volte aqui, não há para onde escapar! — Gritou um dos robôs enquanto tentava retalhar Tetis com sua metralhadora que saia de sua mão direita enquanto o outro gargalhava como um bobo da corte pelos céus escuros de Glorium.

O príncipe passou a voar rente ao chão enquanto desviava das rajadas dos robôs. Aterrissando rapidamente controlando a pressão em seus pés para não destruir o solo rochoso, Tetis calculou a trajetória dos dois, se virou e espalmou pelo peito os dois que quase foram esmagados pela inércia. Amassando seus corpos metálicos e destruindo as rochas do solo, Tetis jogou-os no chão com tanta força que achou que assim os parariam.

Entretanto, suas gargalhadas ainda davam para ser ouvidas a quilômetros de distância. Entre as brechas e arranhões dos corpos, começara a jorrar sangue como uma fonte de águas vermelhas. E o príncipe pode detalhadamente ver seus rostos, pálidos, de uma máscara de metal dourada sem expressão, como homens de lata vazios, apenas programados para cumprir ordens, mesmo que o preço fosse suas próprias vidas. Ainda os prendendo no chão com um em cada braço.

— O que vocês são? — Perguntou espantado.

Eles depois de se entreolharem, colocaram seus canhões de luz da mãe esquerda no peito de Tetis e atiraram sem pensar duas vezes. O príncipe voou para longe colidindo com suas costas em um enorme rochedo ao pé de uma das sinuosas montanhas que haviam espalhadas no local.

Os dois se levantaram sem dificuldades, sem esboçar nenhuma expressão em seus rostos, e sem emanarem nenhum sentimento. Reajustando a metralhadora de seus braços esquerdos, o príncipe sentido seu peito arder em chamas devido às balas de luz, rapidamente se levantou e em puros reflexos desviou e espalmou uma sequência de rajadas de prata.

Por extrema habilidade, conseguira espalmar todas as balas. Descontentes, novamente os robôs regularam suas metralhadoras sacando ao mesmo tempo seus canhões de seus braços direito. Contra o rochedo, não havia para onde ir. E mais uma sequência de rajadas foi iniciada, entretanto, para Tetis eram rápidas de mais para serem desviadas ou evitadas, algumas das balas densas e pesadas chegaram até mesmo a perfurar de raspão suas mãos e seu rosto.

Tetis rapidamente cansado, não conseguira desviar das balas de cachão, que explodiram catastroficamente em seu corpo. Jogando-o contra a parede, as rajadas se intensificaram junto com as balas de canhão para cima de Tetis, levantando uma densa nuvem de fumaça branca no ponto onde o príncipe estava.

Por um momento realmente chegaram a achar que Tetis havia caído, porém, ao verem de repente aqueles olhos azuis claros incandescentes penetrando no fundo de seus olhos escuros e sem vida. Foram os primeiros a sentirem, estando a dois passos à frente do príncipe, e a calcularem seu movimento.

Tetis lançou duas esferas azuis de energia com aproximadamente uma tonelada de pressão cada uma na velocidade de uma bala de canhão nos robôs, que os mesmos desviaram com facilidade. Os dois apenas olharam friamente para Tetis lamentando por sua fraqueza. Era a primeira vez que o Príncipe emanava desespero.

E nas montanhas que atrás deles estavam bem distantes, se via repentinamente dois clarões azuis seguidos de duas labaredas de fogo que subiam até o céu.

Apontando e carregando uma energia de cor vermelha na boca de seus canhões, os dois sem pensarem duas vezes, estando a déz metros de distância de seu alvo, atiraram ao mesmo tempo sem piedade.

No último segundo, Tetis pulou cerca de cinco metros de distância para seu lado esquerdo, fugindo por pouco da explosão de pressão e fogo vermelho no pé da montanha. O príncipe caindo em um desfiladeiro, simplesmente partiu provocando um estrondo quebrando a barreira do som.

Saindo andando em meio a explosão, os dois pularam no desfiladeiro e fizeram o mesmo, tornando a persegui-lo.

Rente ao solo do desfiladeiro aparentemente largo, sua velocidade chegava a distorcer o chão por onde passava. Olhando para trás, notou que estava novamente sendo perseguido, e atirou mais algumas esferas de energia azul, porém todas falidas.

Ao se virar novamente, Tetis não pode evitar, o terceiro robô, que havia dado à volta no planeta, o prendera e parara seu vou segurando-o pela cabeça. Abrindo duas pequenas turbinas em seu ombro esquerdo, a energia cinética que explodia as paredes e o chão do desfiladeiro, a mesma que correu rapidamente pelo braço do terceiro robô, foi transformada em energia mecânica, anulando-a, jorrando uma rajada continua de fogo pelas turbinas em seu ombro facilitando a parada do príncipe pela energia contrária. — Te peguei — disse friamente o terceiro robô.

Jogando Tetis com violência no solo chegando a afundar o chão, as três máquinas que pararam em volta do príncipe, se olharam entre si e observaram-no por alguns segundos.

Notando que ali seria o seu fim, Tetis desesperado com seus olhos banhados em lágrimas de medo, juntou suas mãos em sentido de oração para assim poder realizar seu último ato, seu golpe final. Entretanto, o terceiro robô apenas levantou seu canhão de sua mão direita no rosto de Tetis, carregou sua esfera vermelha tão densa quanto chumbo, e atirou, não deixando o ato divino ser realizado. Apagando de uma vez por todas aquele tal príncipe Tetis.

Depois que o jato de terra caiu após o tiro de canhão, um dos três robôs se abaixou para analisar se Tetis estava realmente derrotado.

— Como vocês podem ver — disse o robô ao levantar a mão de Tetis e largando-a deixando-a cair — Jaz mais um príncipe caído — ressaltou

— Pegue-o — ordenou o primeiro robô com um ar de maldade — Vamos levá-lo para o laboratório — mencionou como se houvesse descoberto algo importante, onde ninguém precisava saber.

O segundo robô ainda agachado à frente de Tetis, o pegou e prendeu seu corpo entre seu braço e se levantou sem nenhuma dificuldade. Algumas passadas à frente foram o suficiente para pegarem impulso e saltarem para bem longe daquelas terras sombrias e inundadas por uma nuvem negra acinzentada, que banhavam todo o planeta.

Os três, após um tempo saltando de montanha em montanha, aterrissaram em um castelo que ficava em uma montanha onde dava vista panorâmica daquela magnífica cidade de luz.

Um porto seguro, onde não era tão seguro assim.

O castelo era o único monumento que não emanava luz. Um lugar escuro, sem vida, silencioso e vazio. Onde qualquer alma se sentiria desolada.

Os três entraram a dentro da instalação e aprisionaram Tetis em uma sala redonda, crucificado, prendendo suas mãos e seus braços com grosas amarras magnéticas de metal que o fazia levitar no ponto de estabilidade com os ímãs na parede bem ao centro da sala.

Conectando quatro cabos no crânio do príncipe e um no início de sua medula, os três robôs puderam ter acesso a todos os seus pensamentos, sonhos e informações obtidas ao longo de sua vida.

As informações saltavam de sua cabeça como imagens fáceis de serem manipuladas por toda aquela sala redonda. Muitas coisas em seus pensamentos não interessavam aos robôs, como sonhos e vida cotidiana. Procuravam informações mais precisas e aparentemente valiosas.

Enquanto andavam pela sala a procura de tais informações, um dos robôs que estava um pouco mais perto de Tetis viu algo que o deixou curioso.

— Vejam meus irmãos! — Chamou a atenção dos demais — Vejam essas estruturas robóticas — mencionou espantado por nunca ter visto nada parecido.

E os dois se puseram a ver o que era.

Se tratava de novas estruturas robóticas de batalha que ainda não foram apresentadas para Veras, estruturas criadas por Tetis que seriam apresentadas à Urano, como dizia em seu pensamento. Príncipe Tetis acreditava que esse projeto poderia deixar qualquer titã tão forte quanto os príncipes e que seriam usados apenas para defesa do planeta Veras.

Ao se surpreenderem com as informações.

— Número 3. Vá a cidade e colete todo o metal necessário para a construção de seis unidades extraordinárias — ordenou friamente

E assim, número 3 partiu.

— Número 2. Avise ao imperador da captura — novamente ordenou.

E assim, número 2 partiu.

Número 2 ao chegar nos aposentos do imperador, se ajoelhou em reverência e se pôs a pronunciar

— Meu senhor! — O chamou — A captura foi realizada com sucesso como ordenou.

E apenas um olhar gelado saia do imperador

— Descobrimos estruturas robóticas extraordi...

— Cale-se. — ordenou o imperador friamente o interrompendo.

Número 2 abaixou a cabeça rapidamente enquanto seu mestre se levantava da poltrona.

— Quero ver isso de perto — disse ele — com meus próprios olhos — ressaltou.

Número 3 voou pela cidade a procura da estrutura certa para a construção de seis máquinas de batalha. Ao ver uma casa um pouco mais afastada do centro da cidade, decidiu que essa seria a casa perfeita, de dois andares totalmente iluminada devido ao metal puro e luminoso que sustentava a casa.

Sem nem ao menos perguntar ou pedir para entrar, o robô simplesmente mergulhou pelo telhado fosco e invadiu a casa destruindo o chão com a aterrissagem.

havia quatro seres ali, um homem e uma mulher junto com seus dois filhos, um mais velho e outra garotinha de aproximadamente seis anos, todos com uma aparência similar a dos humanos.

E todos que ali estavam se assustaram com a entrada repentina.

— Com licença – disse o robô – Desculpe incomoda-los em seu culto. Preciso da casa de vocês – comentou.

O robô olhou para cara de espanto e medo de cada um , e reparou que nenhum deles possuíam correntes invisíveis presas em seu peito.

— Onde estão suas correntes? – Perguntou o robô frustrado.

— Não precisamos de correntes para vivermos em adoração ao nosso mestre! – Gritou o filho mais velho ao se levantar da cadeira com um pingo de coragem.

— Filho não! Se sente! – Disse a mãe tentando-o evitar que se pronunciasse.

— E quem é o seu mestre? – Perguntou o robô com um tom mais feros.

— São os devas! E não vocês! – Tornou o filho a confrontar.

Sem piedade, número 3 apontou e atirou no peito do jovem que voou para traz colidindo com a parede. Todos ali tentaram correr para se salvarem. Entretanto o robô não perdoou ninguém.

O mesmo destino do jovem veio para o pai e a mãe daquela família. No meio da sala, daquela casa repleta de balas, número 3 olhou para trás e vi aquela pequena garotinha, dona de uma alma pura, de pela branca e pálida e de olhos azuis, tão lindos quanto o céu.

O robô apenas pronunciou com suas últimas palavras naquela casa.

— Eu não admitirei desabrigados ou órfãos nessa sociedade perfeita — disse número três atirando na cabeça da garotinha, cessando mais uma vida inocente.

Carregando pressão em seu punho, número 3 socou o chão da sala bem no meio da casa, provocando um impacto gigantesco, quebrando o chão, o teto e as paredes do lugar

Caos ao aterrissar suavemente em uma das fachadas do castelo tenebroso, foi acompanhado por número 2 entre corredores e escadas, até o último andar, onde se encontrava a sala em que Tetis estava aprisionado.

Número 3 ao entrar afoito na sala de controle, quis logo dar as notícias

— Irmão, já temos material suficiente — afirmou com uma fala um pouco mais cansada.

— Muito bem, agora construa as máquinas — ordenou — Ja irei ajudá-lo — Nosso imperador chegou, preciso ver isso de perto — comentou ansioso.

Número 1 se pôs a espiar pela janela da sala de controle Caos se aproximando de Tetis vagarosamente.

Vestindo uma armadura de prata tão brilhante quanto diamante, Caos pode sentir todo o poder que o príncipe possuía.

— Acorde meu irmão — sussurrou o imperador

E assim o príncipe abriu os olhos lentamente

— Eu realmente não sabia da existência de novos príncipes tão extraordinários como você — Comentou o imperador enquanto se aproximava lentamente de Tetis, admirando suas memórias.

Príncipe Tetis, sem forças, apenas podia observar ao levantar a sua cabeça, o quão cega e perturbadora aquele ser, aquela alma se encontrava.

— Eu realmente não havia reparado que Veras ainda estaria lá — novamente comentou após olhar o planeta em uma de suas memórias — Tão majestosa! — serenamente aclamou lembrando-se de seu misterioso passado.

— O que você quer de mim? — Perguntou o príncipe preso naquela prisão magnética, com uma voz baixa, praticamente sem forças.

Ao olhar novamente para o príncipe, Caos pela primeira vez sorriu. Depois de alguns segundos de pausa, segundos suficientes para que o imperador se posse bem à frente de Tetis, ainda calmo e sereno.

Escondendo todo o seu ódio e raiva — Você provavelmente já deve saber o que eu quero — Respondeu o imperador deixando por um estante vazar suas verdadeiras intenções e seu verdadeiro poder.

Tetis após um suspiro cansado e pesado arregalou seus olhos após notar o verdadeiro perigo que se escondia por trás das sombras, ao reparar o que realmente aquele misterioso ser seria capaz de fazer.

— Como ousa? — Perguntou o príncipe indignado.

— Em teus pensamentos eu vejo o futuro! — Aclamou Caos ao se aproximar ainda mais de Tetis.

— Em seus sonhos eu vejo poder! — Ressaltou o imperador Deslisando vagarosamente seu dedo indicador no canto do rosto do príncipe — Tu achas que eu não sei? — Perguntou — Achou que eu não iria notar os artefatos divinos? — Nos artefatos do infinito — Ressaltou Caos serenamente se virando andando de volta por onde entrou.

— Você não tem poder aqui! — Gritou o Príncipe perdendo suas forças completamente. Virando seu rosto para trás, em sua forma mais sutil e tenebrosa concluiu

— Vamos ver se não tenho — disse Caos se retirando rapidamente da sala.

— Façam o que tem que fazer e depois apaguem no — Ordenou o imperador

E assim número 2 eletrocutou o Tetis com uma onda de choque fazendo-o gritar e sofrer, fazendo-o entrar em coma.

— Deixe-o dormir em um longo sono profundo – Ordenou

Notas finais
Por favor, comentem sobre, me digam se está bom, e no que posso melhorar? Seu comentário servirá de grande ajuda para o meu desenvolvimento na escrita.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.