Saga Gênesis: Abismos
16 Capítulo XV
Museu Nacional do Brasil- 24 dias antes e 18 horas antes
Depois que o Dr. e Emily fugiram todos se levantaram, estavam abaixados por causa do tiro que o cientista deu na iluminaria da sala.
— Eu não posso acreditar que Emily foi capaz de fazer tudo isso.- a ruiva mais velha disse tentando não chorar.
— Nossa, e eu achando que vocês são grandes amigas . — Elena olhou para mãe descrença- Afinal nem sabiam que a garota é um cavaleiro.- sorriu debochada enquanto caminhava para fora da sala.
— Concordo com a senhora, somos tão cegas que não vimos que nossa própria mãe é um monstro.- Elena disse chorando e indo até mãe segurando seu braço.
— Tudo o que eu fiz foi para dar um mundo melhor para vocês. Ser um monstro ou não, varia do ponto de vista. — se virou para filha e tirou mão da garota bruscamente do seu braço.
— Um mundo melhor?! Vocês mataram milhões de pessoas. — o encapuzado deu um passo a frente em direção ao garoto — Por que fizeram tudo isso?- a Dr. colocou a mão na frente do encapuzado impedindo ele de ir até o garoto.
— Estamos criando um mundo para pessoas fortes, se eles morrem é porque são fracos. Tudo não passou de um teste.- todos olharam assustados para a cientista.
— Teste? Que teste?- a negra perguntou se levantando e indo até Alex, estava com medo daqueles dois . A Dr. Moura sorriu para a garota.
— Não me diga que isso já foi planejado?- a loira olhou diretamente para Laura — Emily mentiu para todos nós esse tempo todo?- perguntou segurando as lágrimas. Se culpando por idealizar uma Emily diferente e por ter se apaixonado por ela.
— O vírus já foi espalhado há muito tempo.- disse séria e olhou para Alex sentindo um leve tremor por aqueles olhos, se perguntando se já teria visto antes.
— O quê? Como? Emily disse que se espalhou ontem. — Jéssica sorriu amarga, a garota mentiu para ela novamente.
— Acha mesmo que se espalharia tão rápido assim? Emily usou a pesquisa do pai e com a ajuda de alguns influentes pelo mundo conseguiu propagar o Pro-13 pelo ar.- respondeu Laura, mas ainda não conseguia tirar os olhos de Alex, a garota parecia uma ameaça.
— Então aquela semana que Emily não foi na escola, ela estava fazendo isso?- a loira parecia juntar os pontos, se lembrando quando viu a morena saindo do Instituto enquanto passeava com Melissa no centro no meio daquela semana.
— Isso quer dizer que todos nós estamos…- Felipe foi interrompido pela cientista.
— Infectados. Todos vocês carregam o vírus.- respondeu sem desviar olhos de Alex. De repente viu um leve flash de luz na pupila da garota.
— Por que fizeram isso? Emily não faria isso sem algum motivo.- a loira não consegui acreditar nessa história.
— Precisamos preparar o mundo para a vida dele. Emily foi e sempre será o principal meio para isso.- uma voz grossa e conhecida ecoou pela sala. Sophia e Elena olharam para o encapuzado se perguntando se esse homem era familiar.
— O fim do mundo, o apocalipse…- o nerd estava preso em seu próprio mundo tentando entender a fala do encapuzado — Ele existe mesmo?- as garotas olharam surpresas para Felipe, pela primeira entendiam a linha de raciocínio do garoto.
— Sim e logo mais vocês estarão ajoelhados de ante dele.- Alex sentiu uma leve tontura e por sorte Melissa a segurou.
— Vai dizer que Emily sabe disso?- a morena mais velha perguntou olhando para Alex, parecia preocupada com a mais nova e depois olhou para a Dr. Moura.
— Não sei. Mas não dúvido nada que já está preparando a vinda dele.- a Dr. olhou para Alex e notou que aquela garota não era normal, havia algo nela.
— Se vocês desejarem podem nos acompanhar. Ficarão seguros com a gente.- mesmo tentando ser fria a cientista se preocupa com as filhas- Menos a loira, ela não é confiável.- sabia que logo Emily iria atrás dela ou a garota lhe ameaçaria de alguma forma.
— E por que Alex não pode ir?- Jéssica e Felipe perguntaram juntos, tinha algo estranho nessa história.
— Não gostei dela e também sei que Emily cedo ou tarde irá atrás dela.- estava com um pressentimento sobre a garota.
— Mas a gente vai recusar do mesmo jeito.- a mulher olhou para a filha mais nova confusa — Não podemos nos juntar a uma pessoa que causou uma destruição em massa.- Elena caminhou até sua mochila que se encontrava em cima da mesa e se juntou aos outros que fizeram a mesma coisa.
— Não sei por quê tem tanta certeza que Emily virá atrás de mim.- a Dr. sorriu fraco para a garota.
— Ela pode se tornar a pessoa mais horrível do mundo, mas ela sempre estará lá para você. — Alex olhou confusa e surpresa pela a resposta da cientista- Não precisa ficar surpresa, no laboratório ela sempre falava de você. Isso sempre evitava seus surtos.- a Dr. sorriu amarga, não sabia se eles seriam capazes de impedir o fim do mundo, mas talvez Alex sim. Felipe sorriu e percebeu que amiga não é má de verdade.
Os dois cavaleiros saíram da sala, mas no meio do caminho a Dr. gritou:
— Vou deixar alguns presentinhos para vocês.- o grupo se entre olhavam confusos quando ouviram um estrondo vindo da porta frente.
— O que? Isso foi uma granada ou bomba?- ninguém respondeu a Melissa — Será que eles são terroristas também?- Alex olhou para amiga e revirou os olhos.
— Vamos logo.- puxou a amiga enquanto acompanhava os outros pelo corredor.
— Eu vou dá uma olha por onde entramos.- o garoto correu até a entrada detrás do museu.
— A gente tem ir logo, acho ouvi eles entrando no museu, logo estarão aqui.- Sophia olhou para o fim do corredor e suspirou quando ouviu os infectados. Ela teria que proteger a irmã agora, é sua prioridade no momento.
— Eles estão vindo por lá também.-disse ofegante enquanto tentava normalizar a respiração.
— Você me assustou.- disse a negra com os olhos arregalados e com a mão no coração pela a chegada repentina do garoto.
— Vamos ter que subir. Acho que no terraço tem uma escada para incêndio.- a ruiva mais velha puxou a irmã até o fim do corredor e outros foram juntos.
— Merda. — disse Jéssica quando eles deram de cara com os infectados no caminho.
— As escadas. Vamos até o fim e não olhem para trás.- disse Felipe um pouco mais alto que deveria- Droga. — os infectados ouviram a voz do garoto e foram atrás do grupo.
O grupo corria pela escada como se suas vidas dependessem disso e as vezes escorregavam por entre os degraus.
— Essas escadas não tem fim não? — disse Melissa quase parando- Acho que já perdi uns dez quilos só aqui.- Alex apenas puxou a amiga que já estava ficando para trás.
— MERDA. — o grupo parou quando ouviu o gritou de dor e notaram que tinha uma pessoa faltando — Podem ir, eu viro aqui.- os garotos olharam para Jéssica que estava caída alguns degraus abaixo com a mão no tornozelo.
— A gente não vai te deixar.- Jéssica olhou surpresa para Alex — Vem se apoia em mim.- Felipe se juntou as duas e ajudou Alex a levantar e caminhar com Jéssica.
— Rápido. Eles estão atrás de vocês.- Sophia gritou segurando a porta de entrada para o terraço e as outras estavam espertas para puxar os três para o terraço.
Felipe não estava mais aguentando segurar Jéssica por causa dos ferimentos da briga com Lucca. Olhou rapidamente para trás e viu que eles não iriam consegui chegar até o terraço, faltavam ainda três lances de escadas.
— Você ainda consegue levá-la até o terraço, né?!- Alex concordou com a cabeça confusa com a pergunta do menino- Ótimo. Foi bom te conhece Alex. — nessa hora Jéssica levantou a cabeça e encarou Felipe.
— Você não vai fazer isso. Você não pode.- a morena já se encontrava com lágrimas pelo rosto e Alex não estava diferente.
— A gente vai conseguir.- Felipe sorriu para garota. Agora ele entendeu porque Emily é apaixonada por Alex, nem nessas horas ela deixa de ser otimista.
— Não vamos.- ele se soltou de Jéssica e começou a descer as escadas — Confiem na Emily, ela não é má de verdade. Estejam ao lado dela, ela precisa das duas. Digam a Emily que eu mandei um adeus.- o garoto sorriu. Ele estava feliz. Nunca achou que ia conseguir uma família, passou vida inteira no sistema acreditando nisso e agora estava se sacrificando por uma.
— NÃO!! Me solta Alex. Eu tenho que impedir ele.- Alex segurou mais forte ainda a mais velha e arrastou a garota pelas escadas. Ela também queria impedir o amigo, mas já era tarde. Ele já estava bem perto dos infectados.
Quando chegaram perto das escadas Melissa ajudou Alex a passar com Jéssica.
— Cadê o Felipe?- Elena perguntou procurando pelo amigo. Sophia olhou para Alex e Jéssica e entendeu o que aconteceu- Não, não você não pode fechar essa porta, Felipe vai passar por ela.- a ruiva mais nova já estava chorando enquanto tentava convencer a irmã.
— Elena. Ele não vai…- Sophia não consegui nem terminar a frase quando notou as lágrimas pelo seu rosto.
— Ele não merecia isso. Ele só queria uma família.- Elena se sentou no chão com a cabeça abaixada e com as mãos tapando o rosto.
— E ele conseguiu. Somos nós.- a morena se soltou de Alex e se deitou no chão ainda chorando.
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