Saga Gênesis: Abismos
12 Capítulo XI
Dezesseis anos atrás- Rio de Janeiro
A cidade mais populosa do país estava mais agitada que o normal e o trânsito se encontrava cada vez mais caótico. Dentre os motivos por essa azáfama o presidente estava presente para prestigiar os arqueólogos que acham um livro que pode mudar toda uma história.
A equipe de arqueólogos contavam como acham o livro para os jornalistas em frente ao Museu Nacional.
— E como essa descoberta? E qual a sua relevância histórica para o país?- pergunta um repórter.
— Estávamos escavando na região do Cemitério dos Pretos Novos quando encontramos o livro em umas das covas. Acredito que sua relevância histórica não seja a nível nacional e sim mundial, no seu conteúdo há inúmeros acontecimentos que ocorreram pelo mundo. Mas ainda não sabemos direito como isso é possível, porém a uma teoria que seja como a bíblia ou uma parte dela. Temos professores de história, geografia e antropologia fazendo análises no livro.- o chefe da equipe conta parte do ocorrido, mas quando iria fazer mais um comentário um homem aparece e o chama para seu escritório.- Desculpa, mas temos que ir.- o grupo se direciona e caminha rapidamente até o museu.
— Esperem! Qual o nome do livro? E por que estava justo no local que dizem que foi a queda de quatro anjos?- os jornalistas ficam curiosos com a história e tentaram entrar no museu, mas foram barrados pelos policiais.
Logo em seguida os seguranças fecharam as portas de entrada do museu e ativaram as câmeras de segurança do lugar.
A equipe de arqueólogos caminhavam até a sala de reuniões. Por mais assustados e curiosos sobre o livro não concordavam em escondem das pessoas a história, mas sabiam o caos que se instalaria na multidão e, principalmente, porque não queriam ir contra o Vaticano.
Ao chegarem na sala estava o recém eleito Presidente da República, Lula, um bispo da igreja de São Pedro enviado pelo próprio Papa João Paulo II, Bispo Francisco, um historiador, Guilherme Mota, um antropólogo italiano, Lino Vincenzo, uma britânica doutora em geografia, Gale Hall, um cientista e doutor em biomedicina, Henry Baker, uma médica especialista em doenças virais e bacterianas, Verônica Baker, um biólogo e químico, Alberto Bernardi e o chefe da equipe de arqueólogos, Luiz Guimarães.
— Já que estamos aqui, precisamos discutir como vamos contar as pessoas essa descoberta – Luiz foi cortado pelo químico.
— Não iremos contar. Não acha que foi suficiente o que ocorreu em Varginha?! Inventar aquela história de extraterrestres foi melhor explicação para "anjos". Não precisamos de outro alvoroço.- responde Alberto um pouco alterado.
— Temos que tomar cuidado para as informações não vazarem e se vazarem, precisamos de uma história pronta para contar. – aconselha Lino.
— O que precisamos é entender por que o Brasil sempre tem aparições de anjos ou sei lá o que for essas coisas. E, principalmente, a ligação com esse livro.- questiona Guilherme.
— Vocês acreditam mesmo nessa história de anjos?- debocha Alberto.
— Não acha coincidência aparecer dois anjos em Varginha e quatro anos depois aparecer esse livro?- pergunta Henry a Alberto que apenas revira os olhos.
— E não é de maneira alguma. As regiões que apareceram esses anjos são muito próximas, talvez haja uma explicação lógica.- completa Gale.
— Estamos lidando com as forças de Deus, não existe explicação lógica, precisamos apenas decifrar as profecias bíblicas.- refuta o bispo Francisco.
— O senhor acha mesmo que são forças de Deus?!- o bispo concorda com a cabeça.- Diz isso para as famílias das pessoas desaparecidas em Varginha- retruca Alberto.
— Então, a teoria mais aplicável seria o Apocalipse, mas qual seria? O profetizada na bíblia ou nesse livro, aparentemente grego, o Genesis?- questiona o presidente Lula.
— Excelentíssimo presidente, com base no livro e na bíblia, acredito que seja um complemento do outro, em outras palavras, o Genesis teria sido escrito pelo os quatros cavaleiros do apocalipse.- concluí Lino.
— Está dizendo que, teoricamente falando, os cavaleiros do apocalipse existem e que talvez o fim do mundo esteja próximo?- pergunta assustada a Dra. Verônica.
— Sim, porém esse "talvez" seja "sim". Eu estava lendo uma parte do livro e diz que os quatros cavaleiros são reencarnados a cada geração e, cada um deles causa uma tragédia pelo mundo, exemplo a peste negra. — responde Guilherme.
— Então, esses dois anjos que apareceu seja alguma reencarnação e os outros dois estejam por aí pelo mundo?- pergunta Henry curioso pela informação.
— Ou talvez não foram reencarnados ainda, pela informação presente no livro, dois deles, a Plague e a Death, não reencarnaram desde 1980.- diz Lino.
— Desde da epidemia de Varíola?!- responde a Dra.
— Em outras palavras, esses dois somente aparecem
para concluir a missão. O último impasse para o apocalipse. – fala Alberto pensativo.
— Se isso for realmente verdade temos…- Henry foi interrompido pelo Bispo.
— Ainda acha que é mentira, com tantos dados e provas na sua frente?- questiona o Bispo.
— Não acho que seja mentira, mas temos que tomar medidas preventivas.- responde Henry.
— E quais seriam elas Dr.?- pergunto o presidente ainda tentando absorver todas as informações.
— A cura para AIDS.- Alberto olha assustado para a Dra.- O quê?! Não me olhe assim, a cura foi inventada às 10 anos e agora é o momento certo para liberarmos ela, antes que vire uma epidemia como a Varíola.- conclui a Dra. colocando a mão em sua barriga que já está bem visível.
— Concordo, mas não estamos esquecendo da doença mais perigosa e que se espalha mais rápido no mundo?- pergunta Alberto.
— Podemos encontrar a cura para Câncer. Não pode ser tão difícil, afinal a da AIDS foi encontrada.- responde Henry esperançoso.
— A diferença que é todos nós temos ela, a partir do século XX que ela se desenvolveu. Podemos usar esse ponto da história como um meio de partida.- concorda a Dra.
— Estamos mesmo tentado impedir um apocalipse que nem sabemos que é verdade?- pergunto Alberto.
— Amigo, é melhor prevenir do que remediar. Enquanto cuidamos da cura, os historiadores cuidam da profecia.- diz Baker sorrindo para o químico.
— Irei voltar ao Vaticano e tentar decifrar as cartas dos profetas. — fala o bispo e saí sem se despedir, ainda estava assustado com tudo isso.
— Voltarei com uma equipe nas regiões de aparição dos anjos.- diz Gale e se despede de todos.
— Ficarei aqui na cidade para estudar o livro, com o Lino e a equipe de arqueólogos.- fala Guilherme e caminha acompanhado pelos outros.
— Presidente, nós vamos montar uma equipe de cientistas para a pesquisa. Dentro de um ano teremos informações sobre a cura.- fala Henry.
— Certo. Então dentro de um ano voltamos para uma reunião.- responde o presidente e saí acompanhado pelo seus seguranças.
— Espero que saiba o esteja fazendo Henry. Até logo Verônica.- fala e caminha para fora da sala.
— Amor, não fique assustada vai dá tudo certo. Vou proteger nossa família, eu prometo.- diz Henry e abraça a esposa.
— Eu sei.- fala e sorri para o marido- Tenho que ir ao hospital fazer um exame de rotina e ver como está o nosso filho- a Dra acaricia a sua barriga.
— Nossa filha — responde Henry sorrindo de lado.
— Como tem tanta certeza que é uma menina?- pergunta Verônica ainda abraça com o cientista.
— Não sei, só sinto isso. Minha pequena princesa, Emily- sorri todo bobo.
— Já deu até um nome. Até logo, meu amor.- a mulher sorrir e beija o marido e vai embora.
O homem sorrir feliz e observa sua esposa saí da sala e desfaz seu sorriso, dando lugar a um rosto mais preocupado e sério. Ao ver que sua esposa não está mais presente caminha até a equipe de arqueólogos no segundo andar e vê o lugar vazio.
— Vai vê eles saíram pra um intervalo.- conclui olho o local vazio. – mas deixaram o livro bem a vista.- revira os olhos e bufa irritado.
Com sua curiosidade de cientista, ele resolve olhar o livro mais de perto, mas quando chega próximo ao livro, excita. Como seus instintos estivessem dizendo para não toca- lo ele para, porém uma voz ecoa pelo o interior do museu como um sussurro.
— Abre ele e descubra a verdade.- diz a voz.
O cientista balança a cabeça e tenta não ouvir a voz, achando que sua mente esteja lhe pegando uma peça. Então, mesmo excitante, Henry ignora seus instintos e pega o livro.
Na mesma hora, uma corrente passa pelo seu corpo e sua mente começa a ter visões de todas as catástrofes geradas pelo homem, desde as guerras até as mortes. De repente as visões cessam.
— AHHHHH!!!- o Dr. solta um grito de dor, como se algo entrasse na sua cabeça. Logo a equipe de arqueólogos entra na sala.
— Aconteceu alguma coisa Dr?- pergunta Luiz preocupado com o cientista.
— Nada, só levei um susto com a estátua a frente.- sorri forçado e aponta para estátua de um dinossauro.
— Ok então.- assente meio desconfiado o chefe arqueólogo- Mas o senhor está bem mesmo?- pergunta mais vez, notando um brilho estranho nos olhos verdes do Dr.
— Claro. Somente preocupado com essa história.- sorri para o chefe.- Até logo- se despede e caminha em direção ao primeiro andar.
— Dr.?- o cientista virou em sua direção- o livro- apontou para o objeto nas mãos do homem.
— Ah me descupe. Estou tão distraído ultimamente.- responde e entrega o livro a equipe.
Em seguida, caminha até o estacionamento e pega o seu carro.
— Como é bom estar de volta, principalmente agora que é a última.- sorri sarcástico e dirige em direção ao hospital.
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