Saga Gênesis: Abismos
13 Capítulo XII
Museu Nacional do Brasil- 25 dias e 39 minutos antes
Depois de toda aquela confusão, todos ficaram questionando a mudança de Emily, inclusive a própria. A Baker sabia que uma hora ou outra isso iria fluir em sua mente, a briga somente foi um estopim para sua alma entrar contato com o cavaleiro. De fato Emily sempre entendeu que não há como mudar o destino, principalmente aqueles traços por uma profecia.
A garota tinha medo sobre o que os amigos pensavam sobre ela, afinal Baker perdeu quase tudo não é justo perder a única família que restou, mas sabia que certos julgamento seriam inevitáveis, só queria ter coragem suficiente para dizer a verdade a todos, essencialmente Jéssica que sempre esteve ao seu lado lhe apoiando em todas as bagunças que fez até agora, até mesmo na pior de todas, o apocalipse. Emily suspirou cansada enquanto dirigia em direção ao museu, com um pressentimento estranho e com medo do que poderia acontecer após as revelações no museu. Olhou para Alex e Charlie, que dormia em seu colo, viu nos olhos da garota dúvidas e jurou ali mesmo que a protegia contra tudo.
Alex observa a garota ao lado com dúvidas. Emily é a mesma garota que conheço meses atrás ou ela mudou com o tempo e esse seu lado sempre esteve escondido? A loira deseja que aquilo tudo que aconteceu seja somente um momento de frustração com o que houve mais cedo. E que Emily, continue sendo a sua Emily de sempre.
O silêncio permanecia na van, ninguém tinha vontade de conversar ou questionar Emily sobre o fim do mundo, apenas rezavam para que nada daquilo fosse verdade e tudo não passara de um sonho ou pesadelo.
Lucca tinha consciência de tudo que fez foi errado, mas estava com medo e confuso com as coisas que descobriu nos arquivos do pai em casa e sabia que Emily nunca se apaixonaria por ele.
Observando a paisagem que já não são mais tão maravilhosa como antes, porém mesmo depois de infectados e bombas caírem sobre a cidade maravilhosa, Rio de Janeiro não perdia seu encanto, assim Felipe se distraía de tudo que acontecera e olhava os prédios, as praças e o céu, que agora já não era tão azul como antes, estava cinza como seu coração, triste por seu melhor amigo e paixão secreta ter feito tudo aquilo.
— Eiii, Emily. Por que o céu está tão cinza?- uma voz um pouco alarmante ecoou até a frente da van e Baker torceu para que Sophia calasse a boca da irmã, mas olhou pelo retrovisor e viu que a mesma se encontrava dormindo. Suspirou pesadamente e rolou os olhos quando Alex rindo dela.
— Mas o céu não está cinza Elena, é impressão…- parou de falar quando pelo parabrisa da van e nunca tinha visto a atmosfera tão escura assim — Eu não sei por que está assim, talvez seja por causa das bombas. — mentiu, sabia que não deveria fazer mais isso, porém não tinha escolha.
Olhou pelo retrovisor e observou Elena dá de ombros e se virar para o lado. Mas quando ia voltar olhar para a estrada observou o olhar desapontada da amiga, a mesma sabia que a garota estava mentindo.
Nunca ficou tão chateada e desapontada com Emily daquela forma. Jéssica sabia que a mais nova vinha mentido esse tempo todo para os amigos, mas não para ela, não para Fernandes que ficou o tempo todo ao seu lado, não para aquela que sempre a amou e apoiou em tudo que fez.
O céu está cinza é a maior preocupação de Emily, ela precisa agir rápido e proteger sua irmã, tinha uma leve impressão de que eles estavam próximos.
Emily estava prestes a parar o carro uma rua antes do museu quando sentiu uma mão na sua perna.
— Mi, eu tô com medo. Esses monstros vão pegar a gente?- Baker olhou para irmã e sorriu sem mostrar os dentes, não queria admitir para si mesmo, mas a palavra "monstro" lhe deixou incomodada.
— Eles não vão fazer nada com a gente, eu não vou deixar.- parou o carro e desceu. Estava levemente irritada com a pergunta de Charlie.
Todos olharam confusos para Emily.
— Isso deve ser falta de sexo. Alex não deixe a metida a gênio na seca, sabe como ela fica insuportável assim. — nem em horas tensas Melissa perde a oportunidade de soltar alguma piadinha, essa era maneira da garota lidar com os problemas e medos que lhe cercavam.
— Cala a boca Melissa, agora não é hora para isso. — respondeu nervosa e completamente vermelha.
— É claro que não é. Afinal vocês não vão se pegar na nossa frente. Eu não ligaria, mas a pequena Charlie ficaria traumatizada.- sorriu debochada para a amiga.
— Isso é verdade mesmo, Emily anda muito frustrada ultimamente, deve ser falta de pepeca.- Sophia que acabara de acordar negou com a cabeça rindo da irmã acompanhada dos outros, que inclusive até Jéssica e Lucca estavam rindo.- Já sei- todos olharam assustados para a ruiva mais nova- que tal, depois de toda essa confusão passar ajudarmos Alex a preparar uma noite sexy…ops, quero dizer romântico para a nerd chata ali?- a garota falava como se fosse uma ideia genial e sorria abertamente para Alex, que naquele momento queria cavar um buraco e se enterrar.
— Era só o que faltava, agora as duas vão ficar enchendo meu saco agora.- grunhiu irritada e Charlie rio da garota.
Emily que estava do lado de fora da van, pensava em como iriam passar pelos infectados que estão em voltada do museu. Baker resolveu conversar com os outros, que pareciam estar discutindo no veículo. A garota se irritou e abriu a porta da van.
— Já acabaram com sei lá o que estejam discutindo. Temos coisas mais importantes no momento. — a morena disse friamente e recebeu olhares estranhos de todos, principalmente de Alex que parecia chateada com o tom da mais velha.
— Eu não disse. A falta que uma pepeca faz na vida de uma pessoa.- Elena disse irônica para a garota.
— O que quer dizer com isso?- Emily parecia confusa com a fala da ruiva.
— Esquece, Mily. O que houve para você está assim agora?- Sophia resolveu mudar o rumo da conversa antes que Alex ficasse roxa.
— O museu está cercado de infectados. Precisamos de um plano para entrar lá.- Baker respondeu olhando ao redor com uma sensação de estar sendo observada.
— Podemos abrir caminho com van até a porta e de lá corremos e lutamos com os infectados próximos da entrada.- Fernandes surgiu tentando entender o que Emily observava na rua.
— Isso é muito arriscado. Tem muitos deles, não temos suficientes, sem contar que esse é o nosso único meio de transporte no momento.- todos concordam com a resposta de Felipe.
— Malditos monstros — falou Bernardi irritado e frustrado com a situação. Emily apenas fechou a mão e apertou a mesma, já era a segunda vez que ouvia aquela palavra, ato que não passou despercebido por Alex que parecia preocupada com a garota.
— Eu tenho uma ideia. — todos olharam atentos para Sophia- Eu já trabalhei antes aqui num estágio e conheço uma entrada que os seguranças usavam para entrada e saída de artefatos, mas ele tem um sistema de segurança que precisa de um cartão de acesso e…- a mesma foi cortada por Emily.
— Esperem aqui. Eu vi um dos seguranças que virou infectado lá fora, talvez ele tenha um cartão de acesso.- a morena disse indo em direção ao museu.
— Espera, Emily.- a garota parou ao ouvir a voz do nerd — Tem um carro vindo na nossa direção.- Felipe falou apontando atrás da van e Emily olhou pelo retrovisor.
— E o que vamos fazer agora?- Elena perguntou assustada pela cara de surpresa de Emily.
— Talvez eles sejam pessoas boas e possam nos ajudar.- disse Alex segurando Charlie que parecia agitada em seu colo.
— Eles não são boas pessoas. Temos que sair da van agora. Vamos. — Emily disse com medo de quem estaria naquele carro.
Rapidamente o grupo saiu da van com algumas mochilas e se esconderam atrás de um carro quase em frente ao museu.
— Essas coisas não vão nos ver aqui não, Emily?- Jéssica questionou a garota.
— Eles são atraídos pelo som.- Felipe e Emily falaram juntos.
— Se você ficar em silêncio.- Jéssica revirou os olhos com a resposta da amiga.- Felipe, você ainda consegue invadir sistemas de segurança, né?- o garoto concordou com a cabeça — Ótimo. Vocês vão com a Sophia e Felipe que vão liberam nossa entrada, enquanto eu fico aqui sendo a isca dos infectados.- terminou Emily, falando bem baixinho.
— Você vai ficar bem?- perguntou Alex segurou a mão de Emily.
— Sim, cuida da Charlie por mim.- a Baker sorriu e beijou a testa de Alex.
Emily pegou seu taco de beisebol e saiu em direção aos infectados, batendo nos carro para fazer barulho e segui-la em caminho oposto de onde seus amigos estão.
Notando que o plano de Emily deu certo, o grupo seguia para parte de trás do museu ao noroeste da entrada de artefatos. Passaram despercebidos pelos infectados que corriam em direção a garota. Ao chegarem no local viram que cinco infectados estavam vindo em suas direção.
— Droga. Eu cuido deles. E Felipe, abre logo essa porta.- Lucca então ia ao encontro daquelas coisas.
— Espera. Vai precisar disso.- Jéssica chama atenção do garoto e entrega a arma de Emily. Lucca sorri para a mais velha e vai até os infectados, levando eles ao caminho que Emily estava fazendo.
[…]
A cada passo que Emily dava aparecia mais um infectado, a horda estava ficando maior e a garota já não fazia mais ideia da onde poderia levá-los.
Baker pensou em parar, mas sabia que eles voltaram até o museu ou ficariam empacados no meio da avenida, atrapalhando o caminho de volta.
Ela parou então e, se sentou no chão e observava os infectados passando por ela como se fosse um deles. "Um deles?" Essa pergunta ficou gritando em sua mente, enquanto se lembrava daquela palavra que sua disse referindo-se à eles, "monstros". Isso quer dizer que ela é como eles, um monstro.
— Eu sou monstro? Eu não pode ser um.- disse a garota quase chorando — Ou posso? Não, na verdade sempre fui, causei o fim do mundo e agora faço parte dessa profecia.- Emily divagava quando viu Lucca se aproximando. — Saía daqui agora, Lucca. — o garoto se virou assustado e acabou tropeçando e batendo numa lata de lixo causando um grande estrondo.
— Emily me salva desses monstros. Por favor.- Bernardi gritava e chorava desesperado- Vamos Emily, você é igual à eles pode me ajudar.- Baker que estava indo até o garoto parou.
"Você é um monstro mesmo? Seu amigo está certo? Então se é monstro mesmo deveria deixá-lo morrer". A voz ecoava pelo seu subconsciente. Emily começou a sorrir quando viu dois infectados tentando comer Lucca. Mas outra voz ecoou no seu subconsciente, uma voz doce e calma. " Emily não faz isso, você não é um monstro, você é minha Emily, a mesma garota gentil que me ajudou aquele dia."
A Baker voltou a si e foi ajudar seu amigo. Ou pelos tentava, ele estava cercado. Por um momento Emily achou que não poderia salvá-lo, mas de repente escutou barulhos de tiros e rapidamente se abaixou. Cinco minutos depois os tiros cessaram, a garota se levantou e ficou surpresa com as duas figuras a sua frente.
— Como vai, Baker? Você não disse que iria proteger meu filho?- sorriu sarcástico e Emily revirou os olhos para o Dr. enquanto limpava sua roupa- Ah, só mais um comentário, você realmente ficou igual eles, só faltou aparecia também.- a garota voltou a ficar séria.
— Ele está vivo ainda. E eu não sou igual à eles.- respondeu Emily friamente.
— Tudo isso é falta de sexo? Cadê a Emmanuelle que não ajuda você nas necessidades básicas? Ou já se livrou dela?- disse um rapaz com roupa de soldado e cabelo preto ao lado do Dr. Bernardi.
— Não seja palhaço. E mais respeito ao falar da Emma. — a morena bufou irritada.
— Meu querido Lorenzo, Emily já está em outra. Como é o nome dela mesmo? Ah lembrei Alexandra.- comentou para o moreno- E sobre a Emma, ela deve estar morta nessa altura.- sorriu debochado e o soldado começou a rir.
— Emma não está morta. Ela é forte o suficiente para se proteger. E você deveria se preocupar com seu filho que está caído ali quase morto.- Emily bufou e caminhou até o museu.
— Tinha me esquecido como ela era revoltada.- disse Lorenzo ainda rindo.
— Chata e teimosa como pai. Vamos, pega o Lucca e nos espere no carro.- mandou o Dr. e assim o garoto fez.
— Como assim nos espere no carro?- o soldado questionou o cientista.
— Você não viu que eles estão no carro?- falou o Dr. indo até a garota.
— O quê? Os cavaleiros estão aqui? E você vai me deixar sozinho?- gritou o moreno apavorado do carro.
— Por que está medo? Emily e eu somos também, apenas não ativamos nos poderes ainda. Agora faça silêncio, não queremos atrair aquelas para onde está meu filho, não é mesmo?- Alberto se virou e olhando bem fundo nos olhos do menino, que Lorenzo poderia jurar que teve a visão do próprio inferno.
Com isso o garoto se calou e entrou no carro com Lucca.
[…]
— Vamos Felipe, mais rápido. Daqui a pouco os infectados aparecem ou aquele carro preto de novo.- disse Melissa desesperada segurando a mão de Charlie.
— Não me apresse, você não sabia como está isso aqui.- o nerd retrucou enquanto tentava descobrir se era o fio azul ou vermelho que desabilita o sistema de segurança- Por que essas não são iguais aos filmes?- a garoto bufou frustrado com sua falha tentativa. Já era a quarta vez que cortava o fio errado.
— Quem são eles Alexi?- perguntou a criança apontando em direção a esquina da rua.
— Crianças não precisam ficarem com medo.- uma voz fria e séria tentava acalmar o grupo assustado- Sophia, Elena ainda estão vivas?- as garotas se viram em direção a voz surpresas- Emily realmente fez um ótimo trabalho, manteve até a irmãzinha viva.- a mulher sorrir enquanto pegava um cartão do bolso — Pode me dá licença garoto?- Felipe saiu do caminho da mulher e a mesma passava o cartão de acesso.
— Eu achei que você estava com os responsáveis pelo apocalipse.- a ruiva mais falou enquanto tentava assimilar o que estava acontecendo. A mulher sorrir e acenou com a mão para que eles entrassem no museu.
— Aposto que Emily disse isso à vocês. E responsáveis? Só deve uma pessoa que fez tudo e a mesma que trouxe todos aqui.- sorriu e caminha até a sala mais próxima.
— Mas mamãe, se não foi você quem foi?- questionou Elena, não acreditando que foi a amiga que causou isso tudo. A Dr. apenas sorriu concordando.
— Emily nunca faria isso. Ela quer salvar as pessoas por isso aconteceu tudo isso.- retrucou Alex não acredito nas palavras da cientista.
— Bom, se não foi ela deve ter uma irmã gêmea então.- a Dr. disse debochada.
— Emily nunca seria capaz disso.- respondeu Jéssica já não tendo mais certeza disso.
— Maninha é má então?- questionou Charlie triste ao lado de Alex.
— Por que não pergunta à ela? Daqui a pouco ela chega para reunião.- falou a Dr. se sentando na cadeira.
— Quem é essa pessoa encapuzada que chegou com você, mãe?- Sophia olhou sem entender para a pessoa toda de preto.
— Ele? Ele ainda não está pronto para se revelar.- respondeu a Dr. e o encapuzado balançou a cabeça concordando.- Emily está demorando, não gosto de esperar.- Moura disse tentando segurar a mão de Charlie que rapidamente tirou a mão e se encolheu no colo de Alex.
[…]
— Emily devagar. Não sou jovem como você.- disse o Dr. Aberto cansado.
— Temos que ser rápidos tinha um carro preto seguindo a gente- respondeu Emily indo mais rápido.
— Droga. — disse o cientista que não passou despercebido pela garota que parou e olhou para Dr. esperando respostas- Eles são os outros cavaleiros.- soltou o Dr. e voltou a caminhar puxando Baker que parecia assustada.
— Outros? E cadê o resto?- disse se recompondo e entrando no museu com o Dr.
— Estão aqui.- a garota olhou confusa para ele — Somos nós, Emily. — Baker abriu a boca pra falar alguma coisa, mas nada saia.- Depois você pergunta, temos que pegar sua irmã agora.- falou o Dr. indo até um corredor com várias salas.
— Eles estão aqui.- Emily apontou para uma sala ao lado esquerdo de Bernardi.
O cientista apenas abriu a porta recebendo vários olhares para os dois.
— Vocês demoraram hein. Agora, por favor fechem as portas, não queremos aquelas coisas aqui dentro.- disse a Dr. sorrindo sarcástica.
— Você? Eu deveria suspeitar que você está no meio disso também. E quem é você?- respondeu Emily séria e apontando para a pessoa encapuzada.
— Ele ainda não está pronto.- disse simples a Dr. A pessoa encapuzada sorriu por debaixo do capuz, ato que não passou despercebido por Emily.
— Maninha você é má mesmo?- Baker olhou assustada para a irmã.
— Mas eu não sou má, Charlie. O que disse à eles, Laura?- perguntou Emily indo em direção a mãe de suas amigas, mas Aberto lhe segurou.
— Então realmente é verdade, Emily?- perguntou Felipe olhando fixamente à Emily.
— Sobre o quê?- rebateu Emily torcendo para não perguntarem sobre o vírus.
— Sobre o Pro-13. — respondeu Sophia sem levantar a cabeça não tinha coragem de encarar a amiga.
— Sobre isso? Eu já disse que era uma cura para o câncer, mas alguém modificou as células da cobaia.- disse meio relutante.- Você sabe Jéssica, eu te…- foi interrompida por Jéssica.
— Me poupe de suas mentiras Emily. Eu sempre estive ao lado por que não me disse a verdade?- perguntou Jéssica alterada para a garota.
— Você ficaria ao meu lado se eu falasse?- olhou para amiga — Algum de vocês ficariam?- ninguém respondeu todos olharam para o chão.
— Emily, por que fez isso? Você não é assim. O que houve para você…- Emily interrompe Alex que estava em frente a mesma.
— Vai dizer que eu sou um monstro? Igual aquelas coisas lá fora?- Alex ia responder para Emily contou a mesma — Sim, fui eu e faria novamente.- respondeu Emily sorrindo.
— Você mudou. Você não é aquela garota que conheci, se parece realmente com aquelas coisas.- Alex disse chorando e colocou Charlie no chão. O Dr. rapidamente pegou a criança do colo e segurou uma arma por baixo do jaleco.
— Eu sou um monstro mesmo. O que você achou, que iria namorar comigo? Que eu ficaria com você? Não me faça rir Alex achei que fosse mais realista.- sorriu e empurrou Alex para o lado indo em direção a Dr.
— Não encoste nela.- disse Melissa se colocando na frente da amiga.
— Então fique no meu caminho.- sorriu e seus olhos se tornaram mais frios e vazios, mas mesmo assim Alex não parava de olhar para eles.
Alberto observando que Emily já está fora de controle e para evitar que a garota cometa o maior erro de sua vida resolve ir embora com as irmãs Baker.
— Vamos Emily. — o cientista chama a garota e puxa seu braço.
— Não, temos que terminar com isso aqui.- fala friamente olhando diretamente para Alex. Mas o choro de sua irmã lhe traz de volta a si.
— Vocês não vão a lugar nenhum, não com a Charlie.- respondeu a Laura levantando e indo em direção ao cientista.
— Ninguém toca na minha irmã. E isso vale para você, titia.- disse Emily pegando a irmã no colo.
— Acho que agora temos que nos retirar. Adeus. Quem sabe não nos encontramos caso vocês fiquem vivos.- disse sarcástico e deu um tiro na lâmpada da sala e saiu correndo com Emily até a saída.
— Até que foi uma boa reunião, não acha Baker?- disse o Dr. sorrindo para a garota.- Você usou a cabeça dessa vez Lorenzo. — apontou para carro para Emily entrar com a irmã.
— Eu achei que iriam fugir caso ao acontecesse.- disse o soldado dando de ombros ligando o carro e saindo daquela rua.
— Esse caso foi a Emily, se não fosse por Charlie teríamos matado todos lá dentro.- falou o Dr. observando a garota mais velha segurando a irmã.
— Então você é má, Maninha?- perguntou Charlie com medo da irmã.
— Não, somente fiz isso para proteger você.- respondeu Emily tentando acalmar a garotinha.
— Por que machucou a Alexi se você não é má?- questionou a Baker mais nova confusa com tudo que aconteceu.
— Eu também não sei Charlie.- suspirou e colocou a menina ao seu lado.- Mas descobrir logo.- disse e se virou para janela e ficou olhando para o céu acinzentado.
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