Saga Gênesis: Abismos
9 Capítulo VIII
Em algum lugar do Rio- 25 dias e 5 horas antes
Todos ficaram congelados no lugar em choque pelo susto da explosão, mas logo foram despertados por um choro.
— Maninha 'to com medo'- foi o que saiu em meio a soluços da pequena.
— Calma, Charlie- Alex seguiu para o lugar onde a garotinha estava e pegou ela nos braços e olhou rapidamente a Emily, estranhando seu silêncio.
Para morena está tão quieta algo sério acabou de acontecer e não foi somente uma simples explosão. Foi proposital, pensou a Baker mais velha sorrindo de canto pensando em quem está por trás de tudo isso.
Um barulho ecoou do fundo do ônibus mistura com gritos.
— O que está acontecendo?- a ruiva saí assustada do último banco e caminha até a frente junto com sua irmã.
— Aquelas coisas estão vindo e tentado entrar por trás.- o loiro ajeita seus óculos e levanta indo pegar o taco de beisebol de Jéssica- já que nossa gênio parece contente com tudo isso e não vai mover nenhum músculo vou tentar afasto-los.- olha para Emily e revira os olhos pelo seu sorrisinho e vai em direção ao fundo do ônibus.
— Emily, pare de pensar um pouco em ciências e nos ajude.- Elena falou e lhe deu um tapa em sua nuca.
— Ouch!! Eu não estava pensando na… — parou e pensou em que a mais nova falou é verdade- Bom estava pensando nisso sim, porém é necessário. E para sua informação Felipe, eu não estou nada feliz com isso, apenas tive um devaneio.- remungou e viro a cara como uma criança mimada. Jéssica sorriu achando fofo junto com Alex enquanto os outros riam.
— Adorei sua desculpa, mas o que vamos fazer? — o loiro perguntou e Emily apenas continuou a olhar a loira- Sei que está apaixonada por Alex, mas agora não é hora de namorar.- puxou a morena até o fundo do ônibus.
— Certo- coçou a nuca com as bochechas vermelhas e sorriu para Alex que estava passando do estágio de vermelho para quase roxa- vamos seguir para shopping. Precisarmos de mantimentos e despistar esses zumbis ou sei lá o que eles são.- acenou para Lucca e ele começou a dirrigir.
— Vamos ter que passar por cima deles e isso vá amassar a lataria do ônibus, isso se eles não entrarem entre as rodas.- Bernardi pontuou.
— Talvez no shopping podemos pegar algum carro, só tira a gente daqui.- Melissa falou com medo e abraçou a loira de lado que sorriu para amiga. Porém franziu cenho ao ver Emily ficar séria e emburrada para ela.
Depois da crise de ciúmes de Emily o silêncio pairava no ar e somente se ouvia de longe os sussurros daquelas coisas- não se sabe ainda o que são, mas a Baker suspeita de algo- e Charlie que está um pouco assustada e soluçava algumas vezes.
— Por que você não conta exatamente o que aconteceu Emily? Não iremos te julgar.- o garoto se remexeu no banco do motorista com medo do quê seu pai havia feito- Sei que papai está no meio disso.
A morena suspirou pesadamente e pensou como e o que deve contar à eles, afinal a garota não tem tanta certeza do que de fato aconteceu.
— Vou contar o que já sei e que fiz.- virou para o lado chamou a irmã para ir ao seu colo.
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Horas antes
Instituto Baker- 25 dias e 9 horas antes
O Dr. ainda estava no laboratório procurando informações sobre o Pro-13 e como conseguiu saí de sua cela.
Em sua busca, foi até a sala de vacinas, tinha um pressentimento que alguém havia sabotado seu projeto.
Isso não pode ter acontecido, pensou nervoso enquanto entrava na sala e observava tudo revirado.
Olhava arquivo por arquivo, vendo se não está faltando nada. Na última fileira de projetos e vacinas, as anotações do Pro-13 haviam sumido, somente se encontrava um bilhete dentro.
"Olá Dr. como se sente tenho seu projeto sendo roubado? Agora acredito que tenha uma ideia de como me sentir naquele dia, mas esse assunto temos que tratar pessoalmente. Quero fazer uma proposta, se junte a nós e podemos realizar seu sonho de acabar com todas as doenças, porém pense rápido, está se espalhando depressa e não quero que morra antes de seu propósito.
Plague"
Sua raiva aumentou depois desse bilhete e suas suspeitas de quem é somente se tornou maior ainda.
Antes de sair pegou o papel e caminhou até sua sala, precisava de uma coisa antes de sair.
No caminho pensava no filho, em como Lucca iria reagir ao saber que seu pai é responsável pelo fim do mundo e pior, sem chances de salvar seu primogênito.
Ao entrar na dependência, viu a Dra. Moura sentada em sua cadeira revirando as gavetas.
— O que pensa que está fazendo?- gritou enquanto tentava se acalmar. A mulher sorriu de lado.
— Estávamos enfrentando o apocalipse e sua lealdade não será mais necessária. Apenas se contente-se em estar vivo-levantou-se e passou ao lado do cientista.
— Acha correto matar bilhões de vida assim, inclusive suas filhas?-agarrou seu braço antes que passasse.
— É para um bem maior. Raça humana precisa ser salva.- fecho os olhos e respirou fundo.
— A solução não é essa. Eu criei essas células de defesa contra o câncer. Só precisamos de tempo até a garota estar pronta.- abaixou a cabeça afrouxando o aperto de sua mão.
— Primeiro, o projeto não é seu e sim dele, War. Segundo, encontramos uma solução melhor que consiste em nossa sobrevivência. E por último, você não é mais um cavaleiro. Aproveite suas últimas horas de vida. Adeus.- se soltou e sumiu pelo corredor.
" Droga" sussurrou procurando seu celular. Ao pegá-lo ligou para única na qual poderia confiar.
—"Alô?"
—"Olá, Baker. Trago péssimas notícias para você."- Diz sorrindo, adorava implicar com a garota.
—"Claro, o que eu poderia esperar de você."- revirou os olhos, mas sem tirar o sorriso.
— "Antes que seja mal educada, a culpa não foi minha e nem sua. O Conselho nos manipulou, alguém que ainda não descobrir quem é, está no seu comando e pelo que sei até agora, o Pro-13 foi liberado intencionalmente."- fala com cuidado, tentando ser calmo, não era hora da garota descobrir a verdade.
—"Já sei disso. Eu tenho um plano e você vai me ajudar de qualquer jeito, afinal tem um filho para proteger, que inclusive é meu amigo."- diz estranhamente calma, o que não passou despercebido pelo Dr.
— "A cada dia que passa você me surpreende. E qual é o plano?"- sem muita escolha resolve se juntar a Baker.
—" No interior de São Paulo tem um 'acampamento pós pandemia' — escutava atentamente a menina e anotando numa folha sobre o lugar- meu tio é o general do exército brasileiro e com certeza ele está lá. Então irei levar meus amigos e família nesse lugar e nos encontramos no laboratório que tem lá, porém tenho uma ordem para o senhor".- sorriu negando com a cabeça. 'Emily está cada dia mais parecida com seu pai', pensou.
—" Agora sou seu empregado?"- diz tentando manter a calma.
—"Desse o momento que não cumpriu seu papel no pesquisa.- tirou o celular do ouvindo e virou em direção a porta- Quero que descobra quem é essa pessoa."- 'merda' pensou enquanto escutava passos vindo da entrada e sobre o que Emily pediu.
—"Certo. Mas quero que proteja o Lucca."- fala preocupado com seu filho.
—"Ele é meu amigo."- os passos aumentaram seguido por vozes.
—" Tenho que ir, Baker. Nos vemos em breve."- e desliga rapidamente a ligação.
Pega sua pistola Glock e saiu da sala correndo até a área de testes. Logo os outros o seguiram e começaram a atirar. Alberto atirou de volta, mas uma bala pegou em seu braço.
— Merda.- entrou na clínica e abriu o armário, tirando de lá uma pasta preta. Caminhou até uma porta ao fundo da sala enquanto tentava estancar o sangue com a mão.
Ao abrir a porta saiu em um corredor e andou até uma saída de emergência.
— Olá Dr., acho que irá precisar da minha ajuda- o cientista apenas acenou com a cabeça e entrou no carro.
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