*Salão Principal – Monte Olimpo*

Zeus espera ansiosamente por notícias de seu filho Hermes. Ele lhe incubira a tarefa de trazer de volta os espíritos adormecidos de Poseidon do fundo do mar, e de Hades dos campos Elisios.

Apenas Hermes e seus Mensageiros têm o poder de cruzar livremente entre os mundos dos homens, dos mortos e dos Deuses. Hermes em toda sua vida nunca decepciona Zeus, e é apenas uma questão de tempo até que Zeus tenha todos seus filhos de volta ao Olimpo.

Seus pensamentos são interrompidos por passos se aproximando no corredor. Um homem portando uma imponente armadura negra abre as pesadas portas do salão e se ajoelha frente a Zeus em sinal de respeito.

Cavaleiro – Meu Senhor, recebi mensagem de Hermes.

Zeus — ...

Cavaleiro – O espírito de Poseidon já esta a caminho, assim como o espírito de Hades.
Cavaleiro – Ao que parece, os Mensageiros de Hermes não tiveram dificuldades com esses dois. Ele próprio foi chamar os outros deuses e buscar aqueles que se preparavam para reencarnar na Terra.

Zeus – E ela?

Um carinho especial é sentido na voz de Zeus ao se referir a sua filha Atena.

Zeus – E quanto a Atena, Terion?

Terion – Hermes mandou seus dois cavaleiros mais fortes meu senhor. Atena se encontra cercada por seus seguidores. E mesmo os cavaleiros de ouro estando mortos, os outros tentarão protegê-la com todas suas forças.
Terion – E esses cavaleiros de Atena já se mostraram muito perigosos inúmeras vezes.

Zeus – Sim. Estou ciente de suas capacidades. Mas tenho certeza de que mesmo esses cavaleiros de bronze não representarão ameaças a Dan e Meleagant...

*Santuário de Atena – Grécia*

Diante de uma grande rocha, um homem igualmente grande vestindo apenas uma calça pondera sobre o que esta para a fazer. Com seu punho erguido à frente de seu corpo, ele concentra todo seu cosmo e canaliza a energia em sua mão, prestes a desferir um golpe contra a montanha.

À medida que seu cosmo cresce, pequenas pedras no chão começam a levitar em resposta a quantidade de energia acumulada e na diminuição da força da gravidade ao redor do homem. No auge de seu poder, ele soca a rocha com a força do seu cosmo.

— ONDAS DE CHOQUE!!!!

O estrago é grande. O dano causado é comparado apenas com o de uma bomba.
Geki, o cavaleiro de Urso então esboça um sorriso, aprovando as dimensões de seu estrago.

Desde de que se tornara um cavaleiro, Geki nunca deu muita importância em aprimorar essa técnica. A força em seus membros e a intimidação que seu tamanho lhe proporcionava eram mais do que o suficiente para vencer seus oponentes. Pelo menos no começo...

Após sofrer algumas derrotas como cavaleiro, Geki percebeu assim como outros cavaleiros de bronze, que precisariam treinar mais ainda para poder se igualar a Seiya, Shiryu e os outros.

E foi isso que Geki fazia até então.

Agora, mais forte do que nunca, Geki espera poder fazer frente a qualquer inimigo que possa vir a querer fazer mal a Saori.

Mal sabe ele que essa oportunidade esta mais próxima do que ele imagina.

Voz – Nada mal Geki. Mas rochas não revidam!

Geki – Ahm? Jabú?

Um homem aparece atrás de Geki.

Jabú – O que foi Geki? Não reconhece mais seus amigos?
Geki (rindo) – È claro que sim! Já faz algum tempo, não?

Geki e Jabú apertam as mãos.

Jabú – Sim, desde a batalha de Hades.
Jabú – Você andou treinando. Vejo que seu cosmo esta mais desenvolvido.

Geki – Posso dizer o mesmo de você!
Geki – Vamos. Saori ficara feliz em saber que voltou de seu treinamento.

Ambos partem em direção ao salão de Atena, antigo salão do Mestre.

Caminhando pelas Doze Casas, os dois amigos percebem que estas já estão reconstruídas.

Jabú – Veja Geki, nem parece que inúmeras batalhas foram travadas aqui.
Geki – Essas paredes e escadas já estão aqui testemunhando batalhas há muito tempo. E agora se encontram vazias, esperando seus novos guardiões...

Atravessando a anti-sala, ultima sala antes do salão de Atena, Jabú e Geki se surpreendem ao ver um homem com armadura carregando Atena desacordada em seus braços.

Jabú – Mas o que?!?! O QUE ESTA ACONTECENDO AQUI?! QUEM É VOCÊ!?

O misterioso cavaleiro trajando uma poderosa armadura num tom de vermelho sangue, coberto por uma capa branca parece não se importar com a pergunta e continua a caminhar em direção a porta, bem atrás de Jabú e Geki.

Os dois cavaleiros de bronze então assumem posição de combate.

Jabú – Se você pensa que vamos deixar levar a Senhorita Kido, a Deusa Atena, esta enganado!

Geki – Terá que passar por nós primeiro.

Ambos convocam suas armaduras que se encontravam dentro de suas respectivas caixas, guardadas nessa mesma sala.
O homem então para e abre seus olhos.

Cavaleiro – Não tenho a menor intenção de lutar contra vocês cavaleiros. Sugiro que não se intrometam.

Jabú – Você deve estar de brincadeira! Se der mais um passo em direção a porta, estará provocando a sua morte.

O estranho cavaleiro apenas sorri ironicamente para Jabú.

Cavaleiro – É mesmo cavaleiro de bronze?

Antes de que o invasor complete um passo em direção a porta, Jabú e Geki pulam para frente e atacam o raptor de Saori.

Jabú e Geki –Iaaaaaaaa!!!!

Sem se mover, os olhos do cavaleiro brilham e um flash arremessa o cavaleiro de Urso e Unicórnio contra as paredes da sala. Os dois se levantam impressionados com a velocidade do ataque e partem de novo para o ataque.

Geki – Jabú, esse cavaleiro possui a mesma velocidade dos cavaleiros de ouro!

Jabú – Eu sei. Atrairei a atenção dele e você pega a Saori.

Geki – Sim!

Jabú então salta e ataca o cavaleiro pelo ar. Com apenas um movimento de cabeça, o cavaleiro paralisa Jabú e o arremessa ao chão. Jabú bate violentamente contra o piso de pedra e abre uma pequena cratera.

Geki que não conseguiu se aproximar o suficiente para pegar Saori também é paralisado no ar. Novamente um clarão de energia o arremessa contra as portas da sala, que não resistem e acabam quebrando, jogando Geki fora do salão, indo parar no meio da escadaria.

O cavaleiro continua sua trajetória para fora da sala. Jabú se levanta com alguma dificuldade e se coloca em posição de combate.

Jabú – Aonde pensa que vai?? A batalha esta arecém começando!
Jabú — GALOPE DO UNICÓRNIO!!!!!

Em grande velocidade, o cavaleiro assume a aparência de um unicórnio e parte rumo a seu inimigo. O cavaleiro de armadura rubra então aparentemente parece sumir da frente de Jabú que passa sem o acertar.

Jabú – O que?! Ele sumiu?! Mas como?!

Cavaleiro – Não unicórnio! Apenas me movimentei em uma velocidade que nem seus olhos conseguiram acompanhar.
Cavaleiro – Vocês cavaleiros de bronze se movem a uma velocidade comparada à velocidade do som. O que não é nada comparado a minha velocidade, a velocidade da luz! Portanto limite-se a sua insignificância e por ora prepare-se apenas para ser eliminado!!

Cavaleiro — SUPERNOVA CÓSMICA!!!!

Jabú – O QUE?! É COMO SE O UNIVERSO INTEIRO ESTIVE EXPLODINDO SOBRE MIM!!! AAAAAAAHHH

Jabú e Geki, que estava se levantando, são arremessados até a Casa de Peixes e caem desacordados. Suas armaduras estão destruídas, assim como a entrada da anti-sala.

Cavaleiro (pensativo) – Estranho. Mesmo desacordada Atena conseguiu com seu cosmo conter o meu golpe. Se não fosse por ela, Urso e Unicórnio teriam virado poeira cósmica.
Cavaleiro – Vermes.

Saindo de um acesso lateral, outro homem, vestindo uma armadura com tons de marrom e dourado e um enorme escudo preso a seu braço esquerdo, joga ao chão dois corpos de cavaleiros. Ambos desacordados e muito feridos, mas ainda vivos.

Cavaleiro com escudo – Veja Meleagant. Percorri o Santuário inteiro e encontrei apenas esses dois cavaleiros de bronze guardando o Templo de Atena.

Meleagant – Sim Dan, depois de desafiar tantos deuses, não me admiro que tenha sobrado tão poucos cavaleiros aqui no Santuário. Até mesmo os cavaleiros de ouro morreram.
Meleagant – Veja, o sol já esta se pondo. Devemos nos apressar.

Ambos então partem rumo ao Monte Olimpo levando consigo Atena, a Deusa da Sabedoria.


Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.