Saga Dos Titãs

1 Saga dos Titãs – Prólogo


Um homem a beirada piscina observa atentamente o sol brilhando forte acima de sua cabeça. O céu no Monte Olimpo era sempre do mais puro azul, sem nuvens e com uma leve brisa ventando constantemente. A única coisa capaz de mudar esse clima é a vontade de Zeus, Deus dos Deuses. Mas no momento, a calma e serenidade habitam seu coração. Zeus estava prestes a tomar uma decisão. Uma da qual jamais imaginou que precisaria tomar. E isso exigia muita concentração.


Com passos firmes e decididos, ele entrou na piscina de águas sagradas enquanto jogava seu manto sobre a grama. No meio da piscina, com a água pela cintura, ele esperava que sua imagem se torne nítida sobre a superfície da água antes de lançar um olhar novamente aos céus.


Imagens do passado se formam diante de seus olhos, fazendo-o refletir e observar mais uma vez com muita atenção. As cenas das guerras travadas entre seus irmãos e filhos pela conquista da Terra. Ferindo-o novamente. Athena, Poseidon, Hades e Apollo. Todos promovendo a violência entre seus seguidores e trazendo apenas morte e destruição ao planeta que eles supostamente deveriam proteger.


Zeus – Sim, já tomei a minha decisão final. Os deuses aproveitam-se de sua condição divina e tentam sobrepujar uns aos outros, esquecendo-se que são todos irmãos no sangue! Qual pai gostaria de ver seus filhos e irmãos se digladiando em vão? Talvez eu tenha errado em ter-lhes dado tanto poder. Mas agora é chegada a hora de me redimir. Os deuses não estão prontos para viverem entre os humanos e nem entre si!


Zeus – Hermes.


Das sombras de trás de um pilar, uma figura testemunhando tudo o que ocorreu ele atende prontamente ao chamado do pai. Agora se revelando um homem, trajando também vestimentas divinas, se aproxima da beira da piscina e se ajoelha.


Hermes – Sim meu pai? Estou aqui para servi-lo.


Zeus – Já sabe o que deve ser feito. Faça-o!


Hermes respondeu apenas com um sinal de cabeça.

*Hemisfério Norte do planeta.*


No frio intenso do inverno siberiano, um garoto espera a beira de um buraco feito no gelo o retorno de seu amigo. Jacó esta ansioso, afinal já faz muito tempo que Hyoga esta lá embaixo e, mesmo para um cavaleiro, ficar tanto tempo nas águas geladas do norte pode ser mortal.


Jacó – Vamos Hyoga, você já esta ai embaixo a muito tempo! Você prometeu que não demoraria...


Algumas centenas de metros abaixo do gelo que cobre o grande mar do norte, Hyoga reza junto ao corpo de sua falecida mãe. Mas algo interrompe suas orações.


Hyoga (pensativo) – Mesmo com a baixa temperatura, o corpo de minha mãe esta começando a se deteriorar, talvez eu devesse construir para ela um ataúde de gelo, assim seu corpo durará para sempre.


Nesse momento, uma estranha sensação interrompe os pensamentos de Hyoga. Um cosmo muito poderoso vindo de um ponto muito mais profundo do mar alcança o cavaleiro de Cisne.


Hyoga (pensativo) – Estranho. Tive a impressão de ter sentido um cosmo extremamente forte vindo das profundezas do mar. Mas isso é impossível, nem mesmo um cavaleiro alcançaria essa profundidade com vida! A não ser que...


Enquanto isso na superfície, Jacó corre desesperado de um lado para outro gritando por seu amigo.


Jacó – Hyogaaaaa!! Por favor, volte!! Já esta ai embaixo por tempo demais!!! Ai meu Deus!! O que poderá ter acontecido!?!? É isso! Não tem jeito! Vou entrar!


Em uma pose heróica, Jacó se prepara para saltar, mas no último momento Hyoga retorna a superfície. Jacó luta para recuperar o equilíbrio e não tocar a água congelante.


Hyoga (rindo) – Se preparando para um mergulho Jacó?!


Jacó – Graças a Deus você está bem! Pensei que tivesse morrido! Nunca mais apronte uma dessas comigo!


E Jacó acerta um soco na barriga de Hyoga que ri meio sem jeito. Já agasalhado e a caminho de casa, um pouco atrás de Jacó, Hyoga para e olha novamente para o oceano tentando entender o que sentira. Uma estrela cadente rasga os céus boreais da Sibéria e Hyoga pressente que algo esta para acontecer...

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