Saga Das Espadas - As Espadas
4 O Reino de Nasoq
Notas iniciais
No dia seguinte fui transferido para outro quarto e logo me acostumei, acho que fizeram isso comigo por que ter garotos e garotas no mesmo quarto não é muito bom, principalmente na hora em que iriam trocar de roupas ou tomar banho, então resolveram fazer isso.
Algumas semanas mais tarde eu já estava completamente curado, então coloquei a roupa que usava no dia da batalha e fui até o dormitório onde Mari estava. Estranhamente as enfermeiras e enfermeiros não quiseram nos deixar manter contato enquanto estávamos internados, então restou eu fazer uma visita a ela apenas agora.
Cheguei ao quarto e ela estava com as mesmas roupas do dia da batalha como eu, ela estava sentada na cama que ela estava aquele dia, segurando um prato com alguma comida, enquanto me aproximava ela parou de comer e olhou para mim com uma expressão séria, eu sinceramente fiquei apavorado com a expressão dela, parecia algo completamente frio e desprovido de emoções, então ela colocou a tigela em cima de uma bandeja que ficou na mesa ao lado da cama, então se levantou e foi até, se aproximou o máximo que podia e então me abraçou.
Eu não entendi no primeiro momento, mas logo ela me disse:
- Vou com você, essa é uma missão para nós dois e os outros Guerreiros! –Ela me abraçou e afundou seu rosto em meu peito
- Então essa é a Guerreira da água, forte como uma onda e mole como uma poça d’água – Dei um breve sorriso enquanto acariciava seus cabelos azulados.
- Não vá pensando que vai ser tão fácil, além de nós, que outros guerreiros já estão reunidos? – Questionou ela
- Por mim? Nenhum. Sabe por onde podemos começar? – Perguntei esperando uma resposta rápida.
- Que tal irmos atrás dos líderes da antiga elite? Sigmus, o Guerreiro Santo das trevas e Samitia, a Guerreira Santa da luz, eles eram casados e formavam a dupla mais forte da antiga elite, eu sei a localização de Nasoq, a cidade onde estava fundada a sede da antiga elite, ela fica no centro do continente... – Disse a garota bufando no final, ela devia estar incerta da procedência da cidade.
- Então melhor nos apressarmos! – Já eram três horas da tarde e eu não queria perder nem um minuto se quer – Eu só preciso terminar de arrumar algumas coisas e você?
- Nada além das minhas lâminas... – Disse ela admitindo que a única coisa que faltavam eram suas armas.
Ela pegou suas lâminas que estavam na mesma mesa que ela deixou a bandeja, eu voltei rapidamente à sala ao lado, onde estavam minhas coisas e peguei minha mala e minha espada.
Nos dirigimos até a saída, onde perguntei a Mari:
- Não vai se despedir de sua família?
- Não será necessário, eles já sabiam da minha escolha em viajar com você em busca dos outros guerreiros... – Disse ela confiante, provavelmente ela havia recebido visita dos parentes que moravam na cidade.
- Então só precisamos agora é preparar suas malas... – Eu disse imaginando que ela não poderia viajar sem levar roupas ou suprimentos.
- Não, não precisamos... – Ela estalou os dedos e uma esfera de água com uma mala dentro veio até ela – As chamas apenas destroem, mas as águas ainda podem movimentar os objetos... Não será necessário que eu carregue malas, elas podem vir pela água...
- Na verdade não... – Solidifiquei minhas chamas, fazendo uma grande mão então me levantei por essa mão – Viu?
Ela riu e disse:
- Fogo falso não me engana, as chamas do fogo falso são mais escuras e menos vermelhas que o do fogo normal – Ela havia descoberto meu truque de alguma forma.
- Ta bem, mas agora chega de conversa, é hora de irmos...
Nos dirigimos até o portão sul da cidade, indo pela estrada na direção de Nasoq, indo atrás dos Guerreiros Santos restantes.
Andamos até escurecer, então montei minha barraca e ajudei ela a montar uma para ela, então dormimos, passei a noite em claro, preocupado com que ela faça alguma coisa comigo ou com minhas coisas enquanto durmo, mas a única coisa de diferente que consegui ver nela foi a impaciência dela, ela virava de um lado ao outro dentro da barraca, parecia empolgada com algo. Ela devia ter conhecido a cidade antes da guerra.
Quando vi que ela não apresentava nenhuma ameaça dormi normalmente. Acordamos no dia seguinte um pouco exaustos, não é muito bom dormir no chão, principalmente com barracas feitas de folhas e galhos, mesmo que eu não ligue muito para isso não é fácil ficar com algo incomodando...
Viajamos por mais oito dias, tivemos algumas brigas, um pouco de falta de comida durante a viagem, mas nada que uma caçada não resolva então ela localizava o animal e eu os matava, por dois dias tivemos de comer coelhos e raposas que encontramos no caminho.
Começamos a ver rastros negros no chão, algumas crateras e locais em chamas, nos lugares onde deveria mais haver cor restava agora apenas o preto e o branco, ou então a eterna escuridão. Mais três dias de caminhada e chegamos até a atual cidade de Nasoq, estava tudo repleto de chamas negras e crateras, muitos monstros estavam ali naquele momento, então saquei minha espada e Mari suas lâminas.
Ficamos parados nos portões do Norte da cidade esperando ser atacados logo de inicio, mas nenhum deles parecia nos ver. Era como se fossemos invisíveis para eles.
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