Saga Crepusculo.: Nossa Salvação
18 A complexidade da minha gravidez
Notas iniciais
POV Richele
Eu sabia o que Aro queria. Os bebês que estavam em meu ventre eram importantes para ele, mais uma conquista, mais poder diante da comunidade sobrenatural.
E essa era a oportunidade que eu precisava. Já estava na hora de Aro sair de linha, pra alguém mais poderoso reinar.
E era por isso que eu estava indo para Volterra neste exato momento. Era bem possível que os vampiros que deixei petrificados, logo iriam acordar com a chegada do resto de seu clã, e eu já estava há uns bons quilômetros deles. Consegui uma passagem fácil para Roma, usando a persuasão, então logo quando eu chegasse iria para Florença e depois ficaria mais fácil chegar até Volterra usando as pessoas certas. E eu teria que ser rápida, os Cullens estavam em meu rastro, aposto, e não demoraria para juntarem as peças e perceber qual era meu destino.
Por hora eu teria que me sujeitar à primeira classe desse avião por mais sete horas, e depois era só colocar meu plano em ação.
POV Seth
Não sei quanto tempo eu corri, mas sei que foi por muito tempo. As coisas ficaram turbulentas e eu só queria correr daquele lugar e tentar achar um vestígio dela. Mas senti todos os cheiros possíveis nesse país, e nenhum rastro do cheiro adocicado dela. Essa situação me deixava tão furioso e impotente que por um tempo eu não soube que rumo eu estava seguindo, só sabia que estava longe.
Não me importava com mais nada, nem com os Cullen, nem com Jake ou a matilha, eu só queria encontrá-la mais do que tudo nesse mundo. Minha mente parecia nublada, e só ela que eu via claramente e doía mais do que a pior tortura nesse mundo não saber onde ela estava e que tudo poderia acontecer à ela ou aos nossos filhos.
Quando percebi que o sol já estava se deitando no horizonte, decidi votar, e meu subconsciente só me guiou de volta para a casa dos Cullen. Quando cheguei eles estavam me esperando, pareciam entender que eu precisava desse tempo, e me esperaram pacientes e com uma muda de roupas lindas do lado de fora da casa, que eu logo tratei de colocar e atravessar porta adentro.
Todos me olhavam com um olhar melancólico, e isso não me surpreendeu.
—Não achamos nada dela Seth, sinto muito. — disse Edward.
—Eu também não.
—Mas temos uma idéia de onde ela esteja indo. — Renesmee comentou e meu coração disparou.
—Pra onde?!
Todos olharam pra Renesmee com um olhar acusador e eu não entendi. Isso era bom!
—Olha, não é bem uma pista. Ahadi tem um poder parecido com a visão da Alice, mas ela vê lugares onde a presença da pessoa está sendo ou é forte. Onde ela precisa estar, ou onde ela quer estar. Depende muito da força de cada coisa… — Bella interveio calmamente.
—E onde ela vai estar??- Eu não tinha paciência pra nenhuma explicação, não era difícil perceber.
—Em Roma, Itália. — surgiu Ahadi descendo as escadas, com uma bolsa em seus ombros. E precisamos ir logo, antes que ela mude de direção.
POV Richele
E lá estava eu desembarcando em Roma, sem malas, ou mochilas, não parecia nem um pouco estranho para as pessoas ao meu redor. Porém ao invés de sair do aeroporto, e procurei um caixa para conseguir outra passagem para Florença.
—Desculpe-me moça, só temos voos para florença amanhã às dez horas da manhã.- o sotaque italiano era forte, mas a mulher de cabelos e olhos negros era esforçada na pronúncia.
—Bom, vou querer esse mesmo. Já que não tenho escolha. — disse sorrindo pra ela.
—Tudo bem, qual será a forma de pagamento?
Olhei fundo em seus olhos e deu um sorriso mínimo me preparando para usar a persuasão.
—Tenho certeza que você pode me encaixar em algum lugarzinho bom pra mim, não é meu anjo? — É claro que eu estava com dinheiro, não foi difícil achar dinheiro estocado na casa dos Cullen, de todos as moedas é claro, então só peguei algumas notas altas dos reais e dólares e um pouco a mais de euros. Mas não valia a pena gastar com isso se eu precisaria comer e afins.
A mulher a minha frente sorriu de volta, usou o teclado do computador a minha frente e logo me deu uma passagem para primeira classe.
—Obrigada meu bem…- e saí dali, e seria como se eu nem tivesse estado lá para a mulher. Fui para a rua, e logo avistei uma lanchonete, e senti minha barriga doer, como eu odiava essa situação que a outra me colocou.
Entrei no estabelecimento, procurei um lugar ao canto, e achei um em frente a janela, fiz meu pedido e logo me trouxeram. Parecia que que eu não comia a dias, e acabei me entupindo de pelo menos três lanches simples tradicionais, uma porção de batatas fritas, suco e um milkshake de chocolate. A atendente me olhava assustada, e achei graça. Sinalizei que queria a conta e ela me trouxe rapidamente. Perguntei se ela aceitava dólares e ela assentiu com a cabeça, onde eu prontamente paguei e sai.
Agora eu teria que achar um lugar pra passar a noite, não seria difícil, Roma era cheia de turistas, então logo cheia de hotéis de diferentes preços.
Peguei um taxi e pedi para o motorista me levar pra um hotel razoável, e ele me levou para o Rome Cavalieri, a fachada era linda e iluminada, do tipo que atraia qualquer turista, e o melhor, era um pouco longe dos centros turísticos. Logo era um bairro tecnicamente calmo, pelo menos uma boa noite de sono eu teria.
Fiz o que foi preciso fazer no hall, e paguei com os euros que eu tinha na bolsa de mão que encontrei no porsche de Rosalie. Me levaram até meu quarto no último andar e então me senti relaxada ao ver o quarto. A decoração vitoriana me ganhava, em tons claros e aconchegantes para os olhos, o quarto era extenso. Uma porta dupla do outro lado do quarto parecia o banheiro, onde fui diretamente. Eu precisava relaxar corretamente.
E quando adentrei o cômodo, foi como se uma parte de mim me dissesse de que tudo isso era o que eu precisava. Não aqueles casebres de madeira que minha outra eu ficou na reserva.
Me dirigi à banheira enorme que havia bem no centro do cômodo, e abri a torneira para a água quente descer. Mexi na bandejinha que tinha ao lado no apoio, vendo várias essências de banho e espumas. Escolhi um que tinha o cheiro de lírio com algo que não consegui decifrar, na embalagem dizia revigorante, então despejei algumas gotinhas na banheira que enchia rápido.
Tirei minhas roupas e prendi o cabelo com um prendedor que achei na pia a minha frente. Observei o corpo no espelho enorme a cima da pia, e percebi certas mudanças. Os seios estavam mais grandes, o que era de se esperar por causa da gravidez, o quadril levemente mais largo se ajustava com a proeminência na barriga. Bom, depois de todo esse tempo vivendo, nunca imaginaria que eu chegaria a esse ponto, grávida.
Nunca precisei tomar cuidado com esse tipo de coisa, apesar de meu corpo ainda ter certas vulnerabilidades humanas e até mesmo a própria menstruação, eu ainda assim nunca me preocupei com cicatrizes, e possíveis machucados meus, sempre se curaram com muita facilidade. Não se compara a cura dos lobos de forks, mas ainda assim uma humana teria dificuldade.
Então me lembrei de uma conversa que a minha parte boazinha teve com Carlisle antes de eu fugir.
¨ Carlisle olhou meus exames com um vinco em sua sobrancelhas, concentrado no que lia. Eu estava deitada na maca preparada só pra mim na casa em que estávamos, todos me vigiando e isso me deixava apreensiva.
—Então você nunca teve sintomas de gravidez antes, mesmo não tomando cuidado?
—Não.
Ele exibiu um olhar de apreensão e suspirou.
—Bom, você provavelmente nasceu infertil. Mas como você tem a capacidade de cura acima do normal, por você obviamente, não ser humana, então é possível que seu corpo lute para ‘curar’ isso desde sempre. Mas não é obtido sucesso, porque você provavelmente já teria engravidado em algum momento da sua vida.
—Mas, como engravidei de Seth então? Não faz sentido pra mim.
—Por causa dos genes dele. Seth não é humano, é um metamorfo, por assim dizer. Os cromossomos dele são menos que os nossos, e maiores do que humanos, é a genética deles. Minha teoria é que por Seth ser diferente, os espermatozóides, logo, os genes que há neles, seja forte o suficiente para passar da ‘barreira’ que seu útero faz para não engravidar.
—Carlisle, eu já tive parceiros vampiros também, e se for seguir essa risca, era pra eu ter engravidado de um vampiro, assim como Bella.
—Não se vampiros são mais improváveis de ter compatibilidade com o seu tipo de gene. Pelas minhas pesquisas, você é mais parecida com os genes dos metamorfos do que dos vampiros. Por isso a facilidade. ¨
Eu não me lembrava dessa conversa, foi bom ter essa informação. Não vou me esquecer de ter cuidado nunca mais. É horrível o que isso faz com o corpo que tive por tantos anos.
Percebi que a banheira atrás de mim estava quase cheia, então apenas a desliguei e coloquei meus pés tocando a água quente e aromatizada, logo me aconchegando nela e relaxando os músculos.
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