Safe and Sound
7 Ele a beijou
Notas iniciais
Acordei com a luz solar no meu rosto, coloquei o braço na frente do meu rosto, sentei na cama e encarei o nada. Meu corpo estava dolorido, levantei e fui até a porta e abri a mesma, encontrando Gabriel deitado no sofá. Fui até ele, me ajoelhei e comecei a balançá-lo devagar. Ele acordou e olhou para mim e sorriu.
– Elisa – falou sorrindo
– Oi – falei levantando e sentando em uma poltrona – Só vou ficar aqui essa noite, estou atrapalhando muito.
– Está não – falou se sentando
– Gabriel – escutei uma voz feminina
– Oi, mãe – falou Gabriel olhando para porta, fazendo eu olhar também e encontrar um mulher
– Oi, senhor – falei com um sorriso
– Oi, você é amiga do Gabriel?
– Sou sim – falei sorrindo
–Você está dormindo aqui em casa?
– Só foi hoje – abaixei a cabeça
– Mãe, deixa ela dormir aqui só por uma semana pelo menos? – a mãe dele parecia pensar – Por favor, mãe
– Tudo bem – falou e eu sorri – E você filho vai dormir aonde?
– O sofá não é tão ruim
– Tudo bem – falou – Vou sair
– O.k – falou Gabriel
– Tchau – disse saindo
– Você vai dormir no sofá? É mais justo eu dormir no sofá – falei
– Não, princesas não dormem no sofá, já viu isso – falou e eu ri – Bom, vamos sair
– O.k, vou com essa roupa mesmo – falei
– Vou tomar banho – falou saindo e entrando no banheiro
Sentei no sofá e comecei a mexer nas minhas mãos. Escuto o barulho do chuveiro parar e minutos depois a porta sendo aberta. E Gabriel já pronto.
– Vamos?
– Vamos – falei levantando, ele veio na minha direção e segurou na minha mão
– Para onde? – falou saindo da casa – Vamos ver o Veloz
– Tudo bem – falei sorrindo
– Aquele filho da mãe te machucou – falou olhando o meu machucado na boca
– Ele te machucou mais, isso não foi nada – falei tocando no lugar
– Foi sim, ele só me deu um soco – falou
– Só? – falei irônica
– Nem doeu tanto, acho que doeu mais nele o beijo que eu te dei – falou com um sorriso e eu fiquei seria
– Podemos não falar sobre ontem? – falei
– Tudo bem
Fomos até onde Veloz estava. Gabriel queria voar com Veloz. Ele perguntou se eu queria ir, mas eu não aceitei, preferi ficar em terra firme e olhar ele voando. Saímos e ele logo voou com o Veloz, me sentei em um banco que existia ali. Estava olhando as pessoas, quando vejo Stoico. Ele me viu e veio na minha direção com uma cara nada amigável, eu sorri para ele.
– Elisabeth – gritou um pouco alto demais, chamando atenção das pessoas que estavam ali
– Oi – falei
– Onde você estava? Você me deve explicações – falou
– Você também viajou e nem me falou – falei cruzando os braços
– Sou um adulto, agora me responda – falou
– A resposta é fácil, na casa de um amigo – falei
– Por quê? – falou
– Por causa do seu filho – apontei para ele
– Soluço? – perguntou e eu assenti com a cabeça – O que ele fez?
– Pergunta a ele – falei
– Você fica aqui, vou chamá-lo – falou
– Eu não quero falar com ele – falei e ia me levantar, mas Stoico impediu
– Não, você vai falar
– Você vai me obrigar – olhei pro lado e vi Gabriel se aproximando
– O que houve, Elisa? – perguntou ficando ao meu lado
– Stoico quer que eu fale com Soluço – falei olhando para Gabriel
– Senhor, ela não quer falar com o garoto – falou Gabriel
– Ela ira falar, ela é minha filha – falou
– Não, ela não é – falou Gabriel
– Não se meta garoto – falou Stoico e quando vejo Soluço estava se aproximando com um homem bem alto – Obrigado, Fred
– Serio? – falei revirando os olhos quando vi Astrid e Soluço encarava o chão – O que ela faz aqui?
– Deixe ela aqui – falou Soluço e Astrid sorriu
– Então Gabriel fica – falei segurando a mão do Gabriel
– O que aconteceu, crianças? – falou olhando para Soluço
– Pergunta para o seu filho querido, ele sabe responder melhor que eu – falei
– Cala a boca, Elisabeth – falou e eu estremeci, toda vez que ele fala meu nome inteiro eu estremeço, o porquê eu não sei
– Poderia me explicar? – falou Stoico
– Podemos ir para casa? – falou Soluço – Lá falamos
– Tudo bem – falou Stoico – Vamos Elisabeth
– Vamos, Gabriel – falei levantando ainda segurando a mão do Gabriel
Fomos andando e ninguém falava nada, Soluço ia andando ao lado da Astrid, ela olhava para ele e sorria, mas ele não sorria para ela. Chegamos na casa e Stoico entrou logo depois Soluço e Astrid e por ultimo eu e Gabriel. Nos sentamos na sofá.
– Serio mesmo que ele tinha que vim – falou Soluço apontando para Gabriel
– Tinha sim, porque ele é meu amigo – falei e Soluço soltou um sorriso falso
– Amigo? – falou rindo forçadamente – Ele quer te pegar
– Cala a boca – gritei
– Calma, Soluço – falou Astrid
– Tudo bem – falou Soluço
– Vamos, me contem a historia
– Não tenho nada para contar, só que seu filho é um idiota – falei
– Elisabeth, por favor – falou Stoico
– Elisa, calma, por favor – falou Gabriel
– Garoto, não se meta – falou Soluço
– Ele se mete se ele quiser – gritei – Você é um idiota
– Elisa, eu vou esperar lá fora – falou Gabriel
– Não – segurei a sua mão – Você fica, olha eu não estou falando nada da Astrid, então fica calado Soluço
– Ta, até agora, ninguém me explicou nada – falou Stoico
– Eu explico
Soluço começou a explicar a historia, ou melhor a sua versão “Que eu estava me pegando com o Gabriel.” “Que queria me defender”.
– Então foi isso que aconteceu? – falou Stoico
– E o Soluço ainda machucou a Elisa – falou Gabriel
– Gabriel foi besteira – falei
– Aonde? – perguntou Stoico
– Perto da boca – ele viu e logo se virou para Soluço – Mas foi sem querer, Stoico
– Não machucaria uma garota – falou Soluço – Por mais que merecia
– Você é um idiota – falei – Posso ir embora?
– Ainda não – falou Stoico
– O que foi?
– Fique um pouco com a gente, eu considero você uma filha – falou sorrindo
– Tudo bem, eu fico – falei me ajeitando no sofá
– Pai, vou levar Astrid em casa – falou Soluço
– Eu posso ir sozinha – falou Astrid
– Então vou te levar até a porta – falou se levantando
– O.k – falou Astrid
Estava indo até a cozinha, cheguei lá e estava colocando água para beber, na cozinha tem um janela que da para ver lá fora, estava vendo Astrid e Soluço enquanto bebia água. Quando Soluço beija Astrid e eu deixo o copo cair jogo a água para fora da boca e estava segurando as lágrimas, quando vejo Gabriel correndo até a cozinha, e olhando para mim preocupado.
– O que foi, Elisa? – perguntou vindo na minha direção e parou e olhou na janela e Soluço e Astrid tinham se separado mais ainda estavam próximos – Filho da mãe
– Ele a beijou – falei com as lagrimas já caindo do meu rosto, iria cair no chão se Gabriel não tivesse me segurado – Ele não podia fazer isso
– Quer ir para minha casa?
– Quero – falei o abraçando
– Vamos – falou se separando do abraço e enxugando as minhas lagrimas
– Vamos rápido – falei saindo da cozinha junto do Gabriel, com a cabeça baixa.
– Elisa, já vai? – falou Stoico
– Vou sim, qualquer dia desses eu venho aqui – falei não olhando para Stoico
– Tudo bem – falou
– Tchau – falou Gabriel
– Tchau – falou Stoico e eu sai da casa e logo depois Gabriel
– Me espera – falou e eu já chorava de novo – Estou com muita raiva dele
– A culpa é minha – falei andando e Gabriel logo atrás – Não devia ter aceito aquele acordo
– Não, ele que está fazendo isso com você – falou
Fomos andando em silencio quase nenhum barulho, se não fosse o meu choro. Chegamos na casa dele e eu me sentei no sofá.
– Da pra parar de chorar – falou e eu o encarei – Se você tivesse chorando por outro motivo tudo bem, mas por ele
– Gabriel... – falei
– Ta bom, pode ir para o meu quarto – falou e foi até a cozinha suspirando alto
– Obrigada – falei um pouco alto para ele ouvir
Entrei no quarto e me deitei. Fiquei lá chorando. E logo durmo.
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