Safe & Sound
34 "Ninguém irá te machucar"
Notas iniciais
–Meu amor...se acalma -Pediu Leon -Não seja egoísta -Ele levantou um pouco o tom de voz -É sua mãe...eu daria tudo pra ter um último minuto com a minha -Berrou Leon -E você nem perceber que tem a sua e que ela te ama.
–Ela não me ama ! Nunca me amou ! Se me amasse jamais teria feito o que fez ! -Gritou Violetta mais uma vez.
–O que ela te fez ? Te deixou de castigo por uma semana ? -Riu enquanto gritava.
–Ela fez a pior coisa que alguém poderia fazer para outra ! -Berrou mais uma vez -Ela não é minha mãe !
–Você sabe que é, tanto quando você é uma criancinha mimada ! -Berrou Leon de volta -Você tem que perdoa-lá.
–Não posso ! Não seja egoísta ! Você não tem o direito de se meter na minha vida ! Não tem o direito de mandar-me perdoar alguém que me obrigou seu uma prostituta durante toda a minha adolescência -Violetta automaticamente colocou a mão na boca, enquanto observava a expressão de Leon mudar.
Violetta estava ficando preocupada, Leon não esboçava nenhuma reação, apenas a olhava, como se estivesse assimilando o que ela acabará de dizer, por um instante temeu que ele ficasse furioso, ou que duvidasse de tudo o que ocorreu entre ele e ela, até mesmo pedir um exame de DNA para comprovar a paternidade tanto de Manuela quanto da criança que agora que esperava. Ao contrário do que Natália pensava, Violetta não tinha dúvida que Manu era filha de Leon, apenas nunca havia confirmado isso, para não ter nenhuma reviravolta surpreendente.
–O que ? -Leon finalmente havia proferido algo. Violetta levantou sua cabeça para fitá-lo e respondeu:
–Leon, você ouviu, quando adolescente, eu...eu..eu era uma prostituta -Falou pausadamente, enquanto tentava fixar suas lágrimas em seus olhos, e não deixá-las saíres livremente por sua face -Minha mãe...a Maria era uma mulher muito..vaidosa, mimada e egoísta, ela não precisava se importar com nada...ela nunca trabalhou e nem pretendia...vivia as custas do meu pai, mesmo já estando divorciados -Violetta respirou fundo e prosseguiu -Mas uma hora o dinheiro sempre acabava, ela gatava em roupas, joias, perfumes, coisas para beneficiar a si mesma...e eu entrava na história -Violetta fechou seus, e sentiu-se como se viajasse à um passado um tanto distante -Ela tinha um amigo, Pablo Gallino, ele era dono de uma boate, e eu trabalhava lá, junto a Natália.
–Por que não contou ao seu pai ? -Indagou Leon, ainda com uma expressão desconhecida.
–Vergonha...vergonha, como você reagiria ? É vergonhoso prestar a um papel desse. E não acho que ele acreditaria em mim...por mais que soubesse quem Maria era...ele já foram casados..e ela só ficou assim, após o divórcio, após papai traí-la. Antes ela era diferente...
10 de maio de 2001
Era dia das mães, Violetta tinha 5 anos, estava radiante no colo de sua mãe, seu irmão brincava com um caminhãozinho no chão, Violetta tentava assobiar, German e Maria estavam rindo da cena, eles eram uma família completa e feliz. Violetta saiu do colo de sua mãe, queria ir para a cozinha, mas foi impedida.
–Ah ! -Gritou, logo sentiu-se indo em encontro com o chão, encontrando os olhos de sua cadela, um golden -Susi ! -Exclamou -Tome mais cuidado por onde anda -Advertiu, levantando-se, mas sendo jogada novamente para o chão -Mamãe ! Papai !
Maria riu e aproximou-se, sentou-se no chão ao lado de sua filha e acariciou as madeixas dela, e docemente falou:
–Minha querida...Susi é apenas uma cadela, e se ela fez isso é porque te ama, e precisa de você -Exclamou, Violetta a mirou surpresa -Ela apenas quer sua atenção, gostaria de ensinar-lhe algo, sempre alguém der-lhe amor, não importa que tipo de amor, você dentro das medidas do possível, retribuí-lo, nunca sabemos o dia de amanhã meu amor, e essa pessoa que um dia cuida de você, como a Susi, talvez brevemente ela não estará mais convosco, e é uma dor insuportável a do arrependimento, e quando não retribuímos algo quando temos a chance nos arrependemos por muito tempo, pois no nosso coração abre-se uma ferida, e ela pode levar muito tempo para cicatrizar-se -Proferiu por fim, Violetta olhou para sua bela mãe admirada, aquelas foram as palavras mais lindas que alguém já havia proferido, ela assimilou aquilo como se sua mãe tivesse lhe ensinando o valor de um simples "Eu te amo" .
–Leon...minha mãe antes me amava e eu sei muito bem disso, mas ela mudou, ela destruiu minha vida, e quando papai tentava minha guarda da justiça, mamãe sempre vencia, talvez ela me odiasse apenas pelo fato de quando me olhasse recordasse papai, eu posso ser fisicamente parecida com ela, mas eu ainda era fruto de um amor rompido, um amor que não era mais correspondido -Afirmou Violetta -Eu tinha um padrasto -Leon cortou-a.
–E como ele era com você ? -Leon pela primeira vez olhou Violetta diretamente nos olhos.
–Mau -Contou -Ele abusava de mim Leon -Violetta antes que pudesse olhar para baixo sentiu Leon abraça-lá fortemente, como se não quisesse mais solta-lá, ela sentiu Leon depositar-lhe um beijo na nuca, automaticamente Violetta passou a chorar, começou a sentir uma dor insuportável tomar conta de si, era como se sua alma doesse, foram tantos anos quieta sobre tudo, pela primeira vez compartilhava com quem menos esperava, Leon Vargas o seu noivo.
–Shiuu, pequena não chore, eu estou aqui meu amor ninguém irá te machucar...ninguém -Afirmou Leon, Violetta apenas o abraçou mais forte, tendo novas recordações de seu passado, mas de seu passado com Leon, um passado que era perdido em meio a tantas outras lembranças que a arrebatavam.
12 de fevereiro de 2011
–Pequena, você tem certeza que é seguro você cozinhar ? -Indagou Leon sério como sempre.
–Seguro, seguro não é -Riu Violetta, Leon revirou os olhos como de costume -Você é um grosso sabia ? -Provou Violetta, ela rapidamente sentiu Leon a puxar para si e segurar firme sua cintura.
–E você é imprudente -Leon ficou ainda mais sério.
–Machista -Respondeu Violetta.
–Mimada ! -Leon sorriu.
–Impossível -Murmurou Violetta.
–Insuportável -Retrucou Leon.
–Chato ! -Respondeu a garota.
–Criança ! -Leon foi ao extremo, mas Violetta o revidou.
–Mas bem que você gosta -Antes que ele respondesse, ela o beijou, calando-o.
Violetta e Leon tinha brigas constantes, como um casal, obviamente, era Leon que as iniciava, mas Violetta sentia prazer em revidar, apenas para ter a certeza que estava ao menos o divertindo de diversas formas.
Violetta e Leon separaram-se do abraço de consolo que havia à proporcionado, eles se olharam nos olhos por um instante. Leon deu uma certa distância da noiva, por um instante Violetta assustou-se imaginando que era ali que seu conto de fadas terminaria, ele caindo na real e a deixando, mas ele abaixou-se e deu um pequeno beijo na barriga de Violetta que já estava bem visível.
–Leon...-Chamou-o, o mesmo levantou-se e a olhou nos olhos -Por que você não desconfia de mim ? Por quê, não acha que Manuela pode ser filha de outro ? -Indagou, ela não se conformava com que Leon não desconfiasse de algo tão importante.
–Porque confio em você -Violetta arqueou a sobrancelha -E também porque no ano passado a Manuela precisou daquele transplante e eu era compatível -Justificou-se, Violetta o olhou indignada e o mesmo lhe deu um selinho, automaticamente ela sorriu.
–Eu te amo Leon...-Murmurou o olhando nos olhos.
–Também te amo Vilu, também te amo e muito -Afirmou Leon, que logo a puxou para um carinhoso abraço.
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