Safe In New York City
6 Sometimes the hardest thing...
Notas iniciais
Enfim... A Caa Iero que tinha sumido apareceu! o/ q
Então, obrigada por quem leu, de verdade ):
Embora todo mundo tenha sumido e me deixado forever alone. (ok, nem todo mundo u_u)
Eu realmente adoro essa fic e fico feliz que tenham gostado tambem (acho).
A Ani fez um trabalho realmente maravilhoso aqui e eu não estou querendo levar os creditos pela fic. Só a traduzo porque sei que nem todo mundo consegue ler em espanhol, então seria bom que lessem essa coisa linda que é a fic.
Nos vemos nas notas finais, porque estou falando demais -sss
A musica é solta ao fundo, deixando que as pessoas se entretenham observando a arte ao seu redor e a melodia não interfira em seus pensamentos.
Ainda que seja solta não significa que seja suave.
É agressiva, um pouco perturbadora as vezes, e dá a exposição um toque maníaco que deixa claro que você paga as pessoas certas por seu trabalho.
O terno pica um pouco no pescoço e solta os dois primeiros botões da camisa, para ficar mais a vontade.
O lugar está fresco, ainda que deveria fazer mais calor dada a data, ainda entra o ar úmido cada vez que alguém abre a porta da galeria, e o ar condiciona não ajuda.
Mas não importa.
Você passeia pela multidão, as taças de champagne brilhando em baixo das luzes branca, como perolas de ouro liquido se perdendo na garganta das pessoas.
Você sorri e bagunça o cabelo com a mão porque o sente grudado um sua testa e você odeia essa sensação.
Avança entre todo esse grupo de gente que ri enquanto observam os quadros e falam de coisas que você não entende, escutando a musica que te relaxa, e pensa que apesar disso tudo você está desejando que a noite acabe.
Você está nervoso e não sabe o porque, mas você acabou pegando um pânico terrível á exposições.
Um homem alto e grisalho, meio estilo Clooney, te saúda com a mão e te dá os parabéns. Obrigado, murmura, é um prazer, espero que esteja se divertindo.
E tudo sai tão natural, como sempre. Deve ser verdade que é como montar em uma bicicleta, nunca se esquece.
Então nesse momento, enquanto avança fazendo o bom anfitrião, Vicky te aproxima com um sorriso do tamanho do Alasca, como um vendaval, o vestido violeta em torno do tornozelo.
"Boas noticias chefe"
"Eu já te disse mil vezes que não me chame..."
Ela revira os olhos.
"Sim, sim, não seja detalhista. Você sabe quem vendeu o quadro numero 10?"
Claramente havia sido ela. Isso não é o que te deixa em choque. O 10? Alguém havia comprado esse quadro?
"Você conseguiu vendê-lo?"
"Hmmm, hmmm. E por uma grana a mais. Não sabia o quanto você pedia por ele, então eu joguei o preço e colou"
Te sorri e você a dá os parabéns uma vez mais sem nem te consultar, nem pedir permissão. Como se você não fosse o chefe. Talvez não tenha sido melhor obriga-la a te chamar de Gerard no final das contas.
Você suspira e vai até onde está, porque você não confia no comprador e suas intenções. Você gostava demais desse quadro para vende-lo sem mais.
Representava muito.
(FLASHBACK)
Assim, nu como você está, e com quatro pares de olhos mirando em você em direções opostas, você não sabe o que fazer.
A olha e algo se meche por dentro, como flashes de tudo que havia sua vida com ela. Dez anos de bons momentos desde que você era um moleque, e ironicamente, são justamente esses dez anos de diferença que te levam a Frank.
"Por favor... Ao menos me deixe falar contigo á sós" murmura, a voz quebrada, e você não se lembra da ultima vez que a viu chorar em publico, porque ela é orgulhosa demais.
A olha com os olhos verdes molhados, perguntando-se se sua vida teria sido diferente se houvesse conhecido Frank dez anos atrás, quando ele tinha apenas trezes ou quatorze anos e você vinte e tantos.
Se houvesse sido ele, e não Lynz, se você estaria agora na mesma posição. Estaria Frank te pedindo uma segunda chance, com lagrimas nos olhos? Teria te magoado o suficiente para você não sabe nem se ele sequer merecia a oportunidade de se explicar?
Você olha para trás e o vê na cama.
Nu, perfeito, te olhando com a duvida na garganta e a compreensão nos olhos. COMPREENSÃO.
Não raiva, não chateação, não irritação, nem sequer ciúmes.
Compreensão e confiança, e você não o escuta mas sabe que de onde está ele quer dizer "faça o que tenha que fazer, o que seja melhor para você"
Havia passado varias horas do acontecido mas ele ainda tem a pele um pouco rosa, e algum ou outro arranhão, e parece um ajo caído, vindo do inferno para te torturar.
Uma tortura perfeita que te dá mais alivio do que qualquer um que ela já havia te oferecido até agora.
E isso, a compreensão, a ausência de decepção no olhar, só o apoio, faz com que você veja tudo mais claro do que havia visto até esse momento.
"Está bem" você diz para Lynz, e pelo rabo de olho vê como Frank fecha os olhos, e aperta as pálpebras, como se as palavras pesassem como cimento. Mas não diz nada.
A deixa na porta enquanto vai até a cama e pega toda sua roupa esquecida pelo chão. Você se veste sem pressa, sem olhar o que você coloca, sentindo o olhar de Frank como uma bala sobre sua pele.
Pesa e queima.
Quando você acredita estar pronto, você está um desastre, mas ao menos não te denunciariam por escândalo publico, você se permite um segundo para olhar para Frank.
Sentado sobre a borda da cama, observando-te sem dizer nenhuma palavra, não olhando para ela nem um segundo sequer, olhando para você, só para você.
Quando você se pega olhando-o como um babaca, ele vai abrir a boca para te dizer algo, mas não o deixa.
Você se inclina e gruda a boca em seu ouvido.
Não quer que ela escute o que você tem para dizer.
Você está tão nervoso que não sabe nem o que diz, provavelmente algum balbucio sem sentido sobre que você havia tido uma visão e que ele confie em você.
Mas não saberia dizer as palavras exatas.
Lhe fala uma frase, talvez duas, e lhe deixa um beijo na bochecha.
Ele assente e te deixa ir, mas quando está a dois passos mais próximo da porta, e mais longe dele, ele se levanta em um pulo e vai até você.
Não tem nem tempo de pensar em "oh, ele está nu como eu á um segundo", não tem tempo de abraça-lo completamente para que Lynz não olhe, porque não quer que ela o veja, porque toda essa visão é só para você.
Só sente seus lábios sobre os seus como um selo posto com pressão, com a sensação de que estão fechando um pacto sem saber.
Não te murmura nenhum adeus, mas enquanto o beija de volta, sente sobre a pele a sensação de queimação que não se vai. Se estende sobre toda sua pele como se, de todas a sensação possíveis, só te restasse ela.
Quando se separa de você fica olhando para Lynz, olhos desafiantes como espadas cruzadas em uma luta antiga, pequeno e nu, agressivo e tranquilo por sua vez.
Com um segurança que não tem.
Lhe toca a bochecha antes de ir.
Você não é capaz de dizer nem uma só palavra mais.
*****
Você sobe no carro com Lynz e seu incomodo se mescla com seu alivio.
Pode ser que haja musica de fundo, mas você não nota, só sente o sorriso que se estende sobre seu rosto como um peso morto sobre suas costas.
Suspira, respira profundamente.
Vamos, era capaz disso.
O caminho parece mais longo do que nunca para você, talvez semáforos demais, paradas e aceleradas que te colocam mais nervoso do que jamais havia estado.
"Obrigada" ela diz quando estaciona em casa, e vai descer. A olha sem abrir a boca e ela adiciona "sei que não mereço Gerard, mas estou tão contente que esteja aqui..."
Você só assente. Você não pensa em mais nada do que dizer e não sabe nem por onde vai começar a reconstruir sua vida afinal de contas.
Sobem para casa e quando já estão dentro as paredes se fecham sobre você com um riso maníaco.
"Você voltou" parece que gritam "sabíamos que você não tinha tanta coragem"
Você sorri amargo enquanto se senta no sofá e vê como Lynz se senta ao seu lado.
"Eu... Não sei por onde começar isso" É Lynz que falava, levando sempre o ritmo da conversa. Você está fazendo esforço demais a escutando sem vomitar. "sei que nós nos distanciamos muito nos últimos meses e que não fiz as coisas como deveria. Não tenho desculpa para fazer o que fiz, mas suponho que... Que eu só..." te segura a mão.
A sua está fria, em comparação com a dela, mas deixa.
Olha a Mao de vocês e continua falando.
"Suponho que eu só sentia sua falta, Gerard. Sentia falta do homem com quem me casei, que pintava sem parar, sobre a tela e sobre mim." e sorri um pouco porque sabe que noite ela tem em mente. Aquela vez foi uma puta loucura.
E, pela primeira vez, você levanta a cabeça e a olha.
"Foi você que me abandonou, Lindsay, não eu. Você que preferiu se centrar em seu trabalho em vez de me ajudar quando estava passando por um momento ruim, e foi você que preferiu foder com outro antes de resolver seus problemas de cama comigo... Então não me venha com essa de que sentia falta de mim quando..."
"Ei" ela lhe segura o rosto com as mãos, a tem próxima, respira quase sobre você e seu halito é gostoso, apesar de tudo. "não disse que me comportei bem, só estou tentando dizer quais haviam sido os motivos que me levaram a errar. Mas podemos consertar, eu quero concertar. Sinto sua falta, Gee"
"Acredito que Gabe está suprindo bem essa parte, não?"
Ela fecha os olhos. Arrependimento e ira mesclados.
"Me desculpe Gerard, de verdade, mas não é nada. Está acabado. Te juro que terminei no mesmo momento em que..."
Mas se cala.
Porque sabe o que vem depois, é: "me comeu".
Você pergunta se as coisas teriam sido diferente se nunca houvesse os flagrado. Continuaria se encontrando com ele sem tentar se acertarem?
"Não acredito que consiga voltar a passar por isso Lynz. É demais, não posso..."
"Shh, eu sei, eu sei, amor" se aproxima mais e pousa seus lábios contra os seus. Tímidos, doces e conhecidos "te prometo que tudo vai mudar, que tudo vai ficar bem... Te juro"
E você só sorri minimamente.
"E os quadros?" pergunta.
"O que há com isso?"
"Estou farto de não poder fazer o que quero, nem vender o que quero Lynz. Preciso poder trabalhar no que eu gosto, não no que seja melhor para a bolsa, a economia ou o maldito pais."
"Deus, está bem, querido. Você tem razão. Podemos expor todos os seus quadros, com certeza venderão"
E essa frase é que te deixa paralisado no lugar.
"Expor todos seus quadros" disse como se houvessem ficado quadros para expor, como se ela não os tivesse quebrado nem destruído todos.
Como se...
"Vou fazer algo para comer, ok? Porque você não toma um banho e continuamos falando depois?"
Você assente com força só pata que ela se levante do sofá e te deixe só.
Talvez seja a desculpa que você precise. Talvez havia sido isso que deu um CLIC em sua cabeça, como uma peça encaixada no lugar correto.
Talvez você houvesse decidido desde o "confie em mim" que havia sussurrado para Frank em seu ouvido antes de ir.
Tudo estava decidido em sua mente, mas você não via. As decisões estavam tomadas e só estava aqui para a deixar em seu lugar.
Talvez seja essa frase que tem faz raciocinar e descobrir tudo que estava escondido, não está, estava.
O havia decidido muito antes de acontecer.
Você sobre sem discutir com ela, sem medir palavras.
A ultima vez que você veio foi porque Frank recomendou que você falasse com ela, concertarem, a escutar.
Hoje você está aqui por seus próprios pés, e, pela primeira vez em muito tempo, vai fazer algo por você mesmo.
Não por Lynz.
Não por Frank.
Sim por você.
Porque as mentiras são horríveis, e você vê como se estivesse vendo um filme no cinema o que seria sua vida se voltasse de onde começou, e você não gosta nada, nada, do que vê porque só vê mentiras se acumulando como erros de tetris.
Talvez Frank não seja a decisão mais certa, afinal de contas tinham tantas possibilidade de se dar mal como todo mundo, mas ao menos era algo novo, diferente.
Limpo, claro e fácil.
Tão fácil que quando chega á seu quarto e pega a mala do armário para começar a pegar cada uma de suas coisas, nem sequer sente pressão no peito. Nem arrependimento, nem medo.
Está fazendo o certo, e o melhor para todo mundo.
Mas sobre tudo está fazendo o melhor para você.
É tudo que importa.
*****
Quando você desce a mala pesa mais que você, e há mais coisas que deveria ter pego, um monte de materiais do estúdio, mas você não quer ficar ali mais tempo do que o necessário e, sinceramente, tem dinheiro suficiente para comprar todos os materiais novos que te façam falta.
"Querido, você quer cogumelos com macarrão?" Lynz diz da cozinha, e quando vê que não a está respondendo sai e te vê ali, plantado, mala perto dos pés e a decisão no olhar.
"O que? O que está fazendo Gerard? Eu..."
Mas você não a deixa falar.
Sempre deixa que ela fale demais, sempre a deixa se explicar, toma suas mentiras como água, a deixa levar os lucros. Você está farto.
Quando você abre a boca sente que um novo Gerard havia nascido, e você se sente bem.
"Eu vou embora" disse e quando vê que vai falar de novo dá um passo para frente, e outro. Se aproxima dela, a pega o rosto entre os braços e a beija.
Não é um beijo como o de antes. Nada de intimo naquela língua que a lambe por dentro, a fazendo suspirar contra você, mesmo que não queira. A lambe a beija com tudo o que tem, e o que havia aprendido ao longo dos anos.
O beijo do beijo master dos Beijos. Curso: intensivo. Categoria: profissional.
A beija como despedida, mas, sobretudo, a beija dizendo "isso é o que você tinha e acaba de perder, linda. Veja se encontra algo melhor por ai"
"Querida, estou te deixando" sussurra contra seus lábios e até pode ser que sorri quando diz "acredito que você não fez mais do que mentir, e o fato de que destroçou todos meus quadros e nem sequer havia me contado não é mais do que a ponta do iceberg. Sinceramente, até duvido que tenha deixado Gabe,,,"
"Não, não, Gerard. Eu ia dizer, mas não queria que se chateasse... Não sei porque o fiz só... Não, por favor" ela segurou suas mãos, não te deixa andar.
"Claro, porque eu ia me chatear? Porque o trabalho de toda a minha vida estava destroçado no chão, como se não valesse nada? Se me conhece um pouco saberia que isso é tudo pra mim, e que se não os valoriza, não valoriza a mim"
Solta as mãos dela e se vira, andando até a mala, a deixando no meio da sala, com o pano de prato sobre o ombro o cabelo bagunçado, a boca aberta.
E a ira não tarda a sair, como o veneno na boca de uma serpente.
"Então é isso? Vai me deixa aqui por essa puta que está contigo? Por um cara? Vamos Gerard, isso é baixo demais até para você. Está tão desesperado para que alguém te queira?"
Você aperta os olhos e a mandíbula tanto que seus dentes que se partem.
E se você se vira de uma forma um pouco mais feminina do que deveria não se dá conta, porque a ira está te deixando cego, e te queima. Acido em sua língua.
"Você queria, você é a puta, que se vende por um par de quadros. Não ele. Ele... Ele..." vai dizer qualquer coisa sobre Frank.
Qualquer uma serviria para a deixar no chão, porque desde que o conheceu Frank havia a rebaixado tanto, é tão pequena agora em comparação á ele. Mas sabe que é o que a faria mal, e fala com cinismo.
Poderia dizer "ele me consolo quando fico com ataques de pânico, com certeza. Sabia que eu tenho ataques de pânico?"
Poderia dizer "ele me ofereceu sua casa e sua cama sem pedir nada em troca. Quando foi a ultima vez que fez algo por puro altruísmo?"
Mas não diz nenhuma dessas mais que boas razoes.
A olha, sorri de lado, e adiciona.
"E também, se ele fosse a puta, já teria conseguido mais vendas que você. Você fode como uma velha, querida"
Ouve seu suspiro abafado e com um sorriso na boca só diz "Adeus, Lynz, até nunca" mas enquanto arrasta a malta e sai adiciona "nos vemos nos tribunais"
"Gerard!" ouve quando te grita "Se sair por essa porta não volte a..."
Mas não a deixa que termine antes de bater a porta.
Não vai querer voltar nunca, não faz falta que ela termine essa frase.
*****
E no taxi você sente uma depressão estranha.
O motorista te olha estranho enquanto você soa frio e suas mãos tremem.
É como se durante uns minutos você houvesse sido uma outra pessoa e não sabe nem de onde havia tirado a força para fazer o que havia feito e dizer o que havia dito.
Agora mesmo, tremendo como um pudim, e olhar de cachorro assustado, não sabia nem se teria coragem para voltar a repetir.
O motorista te olha pelo retrovisor.
"Não quero coisas estranhas aqui, certo? Nada de drogas."
O olha e assente.
"Tranquilo" o dizer, não sabe o porque.
Talvez você tenha essa aparência, está tremendo e suando um pouco, e usa uma roupa amarrotada. Então, sim, é normal que ele pense que você é um viciado em qualquer substancia, passando o pior momento de sua vida.
O homem te olha mais um par de vezes, como se para assegurar que você não vai entrar em colapso no assento traseiro de seu taxi e você só sorri debilmente, o inspirando uma confiança que nem você sequer tem.
Havia feito o correto, você se repete enquanto chega até a casa de Frank, tudo vai ficar bem, tudo vai ficar bem.
Mas mudanças assustam mais do que tudo no mundo, e agora mesmo vê tudo preto.
Ainda que, ironicamente, o céu esteja mais claro que nunca.
****
Subir cinco andares de um lugar sem elevador, com a mala maior da história, deveria contar como esporte olímpico.
Ou então seja você que esteja ficando velho.
Mas quando chega até a porta de Frank você está com a língua para fora, e se Mama estivesse te vendo pensaria que é mais um cachorro.
Abre sem bater, porque esta com as chaves no bolso, e fez o que deixou de fazer antes de sair, afirmando uma vez mais que voltar era tudo o que você queria, mesmo que inconscientemente.
Deixa a mala jogada para um lado e fecha a porta.
Mama corre até você dando saltinhos, mas parece ser a única que está em casa. A pega e faz carinho.
"Onde Frank está pequena?" mas a cachorra, como era de se esperar, não te responde só te olha com a cabeça virada.
Deixa a cachorra no chão e avança pela casa, até que cai a fixa de que, atrás da porta do banheiro, tem o som de água, e Frank não havia ido para outro lugar, só estava tomando banho.
Sorri porque esperava que ele estivesse ali para contar o que havia feito, para que te apoie em sua decisão, porque sim. Porque queria o ver outra vez.
Se sente como um babaca enquanto tira a roupa ali, fora do banheiro, primeiro os sapatos de uma vez, depois a camisa. Casualmente a camisa é a ultima coisa que sai.
Abre a porta em silencio absoluto, tratando de não avisa-lo de sua presença ali, e quando abre o box do chuveiro ele está de costas pra você e não há como ele te ouvir.
Você fez barulho, mas a água está caindo tão forte sobre sua cabeça e suas costas, os ombros tremem de uma maneira tão compulsiva que sabe sem o ver que ele está chorando.
Você sente um nó no estomago. A sensação de que ele esta assim por você lhe agarrando as bolas e as retorcendo.
Não teria que colocar um pé para fora daqui essa manha, você diz para si mesmo enquanto aperta mais e a sente na garganta, olhando o que havia feito.
A água te molha os pés, e salpica um pouco em seu corpo, mas você não pensa muito mais quando se aproxima até ele por trás, e o redeia com os braços. A água quente, ardendo, te molhando e grudando-te mais á ele, sua cabeça fundida em seu cabelo molhado, seus braços o rodeando como se ele fosse o único que você tem.
Treme um pouco e dá um suspiro, mas fica quieto, sem se mover, quase sem respirar, enquanto a água cai sobre o rosto de vocês e você acredita que nunca vai reagir até que ele se vira e te olha.
"Está aqui de verdade?"
Te olha, olhos com esperança e vermelhos de chorar. A boca treme e tudo o que você quer é beija-lo para que os lábios fiquem coloridos e deixem de tremer.
"Eu te disse para confiar em mim" disse e sorri um pouco, te dando animo.
"Eu confio, mas não sou a primeira escolha. Eu não me escolheria"
O disse como se acreditasse de verdade que Lynz é melhor que ele em algum sentido.
"Babaca" murmura e abaixando a cabeça o beija.
A água esta ardendo, e ainda sim ele tem os lábios frios e um pouco roxos, e você quer os pintar de vermelho, não roxo.
Avança um passo com ele grudado em sua nuca e o gruda contra os azulejos do banheiros e você se gruda a ele como se seu DNA se adquirisse á ele.
Suspira em sua boca, e se deixa relaxar contra você, deixando-o fazer o que quiser, como se não acreditasse que estava ali, como se precisasse disso demais para resistir.
O beija na boca, língua lambendo o canto dos lábios e a sua. Lhe beija as bochechas, as pálpebras fechadas, a testa. O abraça e fica ali, o queixo apoiado contra seu cabelo, abraçando-o forte, incrustando seus ossos aos seus, e te deixando saber que está ali de verdade.
Havia estado tantas vezes para mim. Deus, estou, estou aqui de verdade. E se me deixar não vou a lugar nenhum.
"Pegue o tempo que você precise" murmura "mas estou aqui, e não penso em ir"
Morde suavemente o ombro para te deixar saber que havia te ouvido, mas não se move.
Beija onde havia mordido e te abraça ainda mais forte, se é que isso é possível, e seus pés estão ficando gelados, mas você não se importa.
Todas as pneumonias do mundo valem a pena agora mesmo.
****
Apesar de tudo a água quente não demora muito para terminar e vocês se veem obrigado a sair do chuveiro ou iriam adoecer de verdade.
Frank levanta a cabeça de seu peito e te dá um beijo antes de sair, ainda que vá o seguindo muito próximo, como se precisasse disso pra se assegurar de que estava ali.
Pega as toalhas e te dá uma. A agarra e quase que se seca no modo automático, enquanto o observa, a toalha no rosto, escorrendo água, nu, tatuagens brilhando.
Você se seca rápido, quase sem o fazer direito, e deixa a toalha cair no chão antes de se aproximar dele e dizer "vem aqui"
Sacode a cabeça para desgrudar o cabelo molhado e depois o despenteia com uma mão, mas se aproxima de você, com um meio sorriso porque pode ver suas intenções.
tira a tolha de sua mão e começa a seca-lo.
O pescoço, o peitoral, o peito, a barriga, as pernas, e você está de joelhos o secando, subindo em vez de descer, e pelo visto não é o único que está "subindo".
Termina em seu quadril, evitando a todo custo a ereção que se levanta sobre seu estomago graciosamente. Apoia a cabeça contra sua coxa e deixa um beijo ali.
"Gee" murmura.
"Me deixa fica?" pergunta enquanto levanta o queixo e o olha através de seu cabelo molhado, diretamente em seus olhos pardo.
"sim" suspira "Deus, que tipo de pergunta é essa? Se fosse por mim você não teria colocado o pé para fora desde que te conheci" e desce uma mão e a pousa em sua bochecha, acariciando-lhe o rosto com o polegar, lambendo o lábio.
"Não" disse, levantando a outra mão, acariciando o caminho de sua cintura até seu quadril, passando por essa parte da coxa que é sensível. Você quer ficar de joelhos mas essa não é a postura adequada para o que quer dizer.
Deixa a toalha cair se coloca de pé de novo e coloca uma mão em seu peito, sobre o órgão pulsante que vai a mil por hora "Se me deia ficar aqui" e dobra um pouco os dedos sobre seu peito, deixando o sinal de onde quer estar.
Frank te olha em pânico, sua mão e seus dedos, tudo sobre você.
Te agarra pelo pescoço sem te dar tempo nem de respirar. Te joga para trás, te obriga a segurá-lo pelo corpo, e os dois estão contra a porta, se beijando. Um beijo mais forte que o maior de todos os trovões, ao menos você tem a sensação de que faz o mesmo ruído.
"Imbecil" murmura, sente o sorriso contra sua boca e diz "E onde porra você achava que estava?"
Você ri, ri só pela confirmação de que ele sente a mesma coisa que você por ele, ri porque é feliz.
Porque, pela primeira vez em muito tempo, pode permitir a liberdade de jogar sem causar mal, só por jogar, só para fazer feliz a alguém, e não para ferir.
O sente contra sua barriga, duro, quente e molhado. Sente sua forma contra você, grosso e suave, e está certo de que ele te sente contra o quadril porque está igual a ele. Ou pior.
Baixa a mão com um sorriso de merda na boca.
"Aqui, talvez" diz, e está brincando e ele sabe.
O agarra e demora um segundo para se acostumar com seu tato, quente e pesado contra sua palma. O acariciam devagar, memorizando a curva graciosa, e a suavidade da cabeça quando a toca com o polegar.
Frank suspira e sorri como um demônio. Sexy e atrevido.
"Sim, aqui também, ah" um gemido, os lábios abertos, e vermelhos, beijáveis e perfeitos. Mas então pega a mão que o está acariciando e a tira de si mesmo.
Te guia até a boca e lambe seus dedos "E aqui" murmura contra eles, mordiscando as pontas, fazendo-te sentir entorpecido, falta de ar, e acredita que "cresceu" três centímetros só por isso.
Baixa os dedos molhados e os guia sobre seu corpo. Acredita que vai voltar a se tocar mas te surpreende quando os baixa mais e os deixa sobre a entrada de seu corpo, onde você morre por estar.
Você não pode fechar os olhos nem deixar de olhar como Frank se coloca sobre seus dedos úmidos. "E aqui" volta a dizer quando se penetra com seus dedos, os dois de vez, e ele fecha os olhos, mas é você que geme com a boca aberta.
Surpreendido e excitado.
Solta sua mão e te deixa só, para que possa os mover em seu capricho, ao principio são movimentos sem ritmo, tateando, se acostumando com a sensação estreita e quente de ter os dedos dentro de alguém, porque você nunca havia feito isso.
Você vai dizer "Está tudo bem? Estou te machucando?" porque você se lembra de ontem a noite e de como foi para você, pouco a pouco, dedo a dedo, e muito lubrificante, não dois de vez e um pouco de saliva. Mas quando vai falar a vontade de fazer com o pênis em vez dos dedos te ganham e você dá uma investida, com os dedos dentro, com os quadris sobre ele, se esfregando e deslizando, úmido sobre sua pele.
E sabe que ele gostou porque o "hmmm" que ele murmura e porque quando olha entre o corpo de vocês vê que ele está úmido, quase molhado, e uma gota brilhante sai pela cabeça.
Está perdido em seu próprio prazer e por um segundo não faz nada que murmurar pequenos gemidos e dizer "Gerard" mas para ele que para você. Levanta um pouco a perna e o angulo é melhor, e você tem mais liberdade para entrar e sair.
E por um segundo você não se lembra do que estava tentando demonstrar, só está perdido ao toca-lo, em ver o que mais pode fazer, o quanto mais de prazer pode provoca-lo. Pode fazer com que ele goze só com isso?
Mas Frank abre os olhos, olhar vidrado e turvo, e te segura a mão livre prazerosamente, se movendo ao ritmo do sexo com o corpo, com os quadris, para frente e para trás.
"Mas, sobre tudo, aqui" e deixa sua mão sobre seu peito, sobre o coração, onde havia feito você antes "nem pense em perguntar"
Você está surpreso e aliviado, e sente tantas coisas de vez que não sabe nem o dizer só abaixa a cabeça e o beija.
O morde a boca e de repente, só pelo que havia dito lhe cai a fixa de que, ei, olha para onde, não é o único lugar onde você quer morder.
Te deixa cair sobre seus joelhos, e não sabe de onde ele havia tirado isso, talvez tenha visto pornô demais quando era adolescente, mas ele passa uma das pernas sobre seu ombro, para que seus dedos possam entrar e sair dele sem problemas e colocar a boca, aberta e molhada, quente, diretamente sobre a pele da base do pênis.
Geme forte e assobia, deixando uma mão cravar-se em sua nuca, onde nascem os cabelos.
"Deus, eu poderia terminar só por isso, bastardo"
O arranha com os dentes, se perdendo em toca-lo coma boca e o nariz, o cheirando e lambendo e o fazendo sofrer um pouco. A ponta da língua sobre toda a extensão e quando está no final o olha.
Sorri de lado, quando vê que te devolve o olhar, com olhos perdidos, e abre a boca sobre ele, deixando-lhe um beijo úmido na ponta do pênis, todo lábios e língua, quentura e pressão.
Vê como os olhos ficam brancos só por isso, e as tatuagens do estomago se encolhem com sua respiração superficial.
"Merda" diz e morde o punho "Gerard, merda, eu... Me desculpa mas..." e avança com o quadril te fazendo-o o receber com a boca , pela primeira vez, inteiro e salgado, como se houvesse estado se contendo mais temo do que fosse bom para a saúde mental.
"Ah, porra" está se aproximando e o nota porque apertando tanto os dedos que não pode sair dele, só dobra-lo por dentro.
Seu corpo parece saber o que precisa, melhor que você, e melhor que ele mesmo, então ele te deixa, deixa que mova o quadril contra você, e te sujeita a isso, recebendo dentro de sua boca e escutando-o gemer e quando não sobra voz para isso só geme rouco, cada vez mais seguido.
Lhe dá a liberdade para que te foda como quiser, e se quer foder sua boca, que o faça, não é como se você fosse gozar só isso.
Claro que não.
De repente você sente que ele pulsa dentro de você, com um "merda, merda" mais gemido do que dito e está mais amargo e um pouco salgado, mas ainda não havia se desmanchado.
"Não, não, não" disse e para. Se FORÇA a parar os quadris "Espera, espera"
O tira, e lhe dá um beijo outra vez, e por isso deixa que os lábios o beije de cima a baixo, só os lábios escorregando com saliva que havia deixado, dobrado os dedos e fazendo que ele mie.
Então isso passa, como se ele houvesse tido um orgasmo sem ter, tremendo dos pés a cabeça, e você está hipnotizado.
"Gerard, Gerard, para, espera, vem, vem, vem" o diz como uma reza, e com os olhos fechados, como se quisesse, mas não pudesse parar "por favor"
Você fica com pena dele, e seja o que seja que ele quer, sobre por seu corpo e se encaixa nele, o rodeia pela cintura com o outro braço, te beija na mandíbula, o caminho até sua orelha, lhe murmura "O que aconteceu, Frank? O que quer?"
"Dentro" consegue dizer, mas continua se mover contra seus dedos, e choramingando porque quer gozar, mas com isso só não pode "quero gozar contigo dentro, não seus dedos, você"
Grunhe.
Sério, você grunhe como um cachorro quando tira o dedo dele e silva de prazer, e te rodeia a cintura com a perna, deixando a outra no chão para manter o equilíbrio.
Quando nota a cabeça contra ele, morde o lábio fortemente e aperta as mãos sobre seus bíceps, tão forte que deixa marcas.
Beija a boca e o beija quando dá uma investida com o quadril.
O calor te envolve de vez, estreito e ardente, e ele geme em seu boca, e o som abafado dele dizendo "Assim, droga, mmmm"
E encontrar um ritmo é muito fácil. O mesmo movimento que fazia contra seus dedos, mas contra você, lento e suave, mas sensual, e te levando mais dentro com cada investida.
"Deus, Frank, você está ardendo, droga"
"Você está bem?" pergunta/geme, e ri "Se sente no céu? Deus, você estava assim ontem. Tão fodidamente estreito, aahh" te crava como um trem que investe e sente o orgasmo na base das costas, apesar de que fazia menos de dois minutos que havia começado. Merda.
"Mas..." adiciona enquanto abaixa a mão de seus braços até seu traseiro e se segura tanto á ele que não sobra nenhum centímetro seu para fora "acredito que a partir de agora te deixarei fazer todo o trabalho... Drogaaah"
Uma mão apoiada na porta ao lado da cabeça de Frank, e a outra segurando a coxa enquanto investe e está o grudando tanto seu corpo que a fricção de sua barriga sobre seu pênis é mais que suficiente.
Morde seu pescoço para reprimir um gemido e, Deus, está tão acabado.
"Vamos, Frank, merda, eu vou..."
"Eu... Eu... Também" te pressiona mais, as unhas em sua carne "só um pouco mais..." joga a cabeça para trás e deixa a garganta exposta.
Se alguém os estivesse vendo pela janela veria dois caras fodendo com as almas possuídas, quase sem ritmo a estas alturas de tão rápidos que vão, e tão desesperados que estão para encontrar alivio.
Lhe morde a garganta vermelha pelo esforço e Frank goza.
Murmura um "aahh" surpreso e grunhe como um lobo quando se esvazia contra sua barriga, se arqueando, e apertando tanto os músculos por dentro que te aperta até perder a cabeça.
Você goza deixando cair a cabeça em seu ombro e enquanto ainda te dão espasmos, porque, porra, o orgasmos maior de sua vida, sente que ele lhe beija a orelha e te lambe, mordiscando.
Sorri para ti e você se dá conta de algo.
Está tão, mas TÃO apaixonado.
"Então você me deixa viver contigo, não?" diz de brincadeira.
Frank te dá um tapa no braço, brincando.
"Imbecil"
(FIM DO FLASHBACK)
*****
Você segue o vestido violeta de Vicky até estar com ela, e vê que está falando com o "comprador". De longe você não pode vê-lo porque está de costas, mas quando está a um metro o vê se mover e conhecer.
Só por como se move as mãos no ar, e por como faz Vicky rir, e sobretudo, a maneira com a que ele mesmo ri.
Sorri como um idiota porque está ali, e vai até ele, o abraçando por trás, e deixando a cabeça apoiada em seu cabelo.
"Então você é o misterioso comprador"
"Eu também fico feliz de te ver" diz de volta, e se separa de você só para dar a volta e te beijar.
Beijar Frank continua sendo o mesmo três anos depois. A mesma sensação de eletricidade na ponta dos dedos e o sentimento de ser invisível.
"Olá" murmura contra seus lábios.
Ouve Vicky pigarrear ao fundo, mas não se importa. É sua galeria, e é L.A., se não aguentam dois caras se beijando que engulam suas próprias línguas e morram de raiva, que você não se importaria.
"Pensei que não viria"
"E perder sua primeira exposição de verdade? Nem com a porra..." te sorri e se separar um pouco de você, recobrando a compostura "e também, eu vim comprar um quadro, viu?" disse acenando o enorme quadro de um Frank muito nu, de costas para o mundo, as costas pedindo para se manter a fé. Aboboras rindo descaradamente.
"Então ficamos com ele?" lhe pergunta curioso enquanto seus dedos se unem aos teus, em um gesto inconsciente.
"Com certeza. Quero que o coloquemos na sala. É lindo"
"Isso não é narcisismo, querido?"
"Que vá a merda" disse com um sorriso, adiciona "E também, serei como Dorian Gray, não envelhecerei nunca"
Você reira os olhos porque, sério, Frank não tem remédio.
E o pior de tudo, você não quer que ele tenha.
Passa um braço por cima do ombros, enquanto nota que a musica, que é uma das da nova banda de Frank e você pensa em tudo que havia mudado em sua vida nos últimos anos.
Vocês estão vivendo em Los Angeles, em uma casa próxima da praia, mas humilde e muito parecida com o anterior apartamento de Frank, mas ostentoso.
Frank havia conseguido entrar em uma banda e tem shows a rodo, fazendo o que mais gosta.
E você conseguiu abrir sua própria galeria, pintar como quer, fazer uma exposição com seus quadros.
Vê sua vida passada como algo tão distante que se dissessem que só havia sido um sonho, que não existe.
"Escuta" diz Frank interrompendo o discurso de seu pensamento "Acredita que esta noite poderia escapar antes? Você sabe... Para celebrar"
Faz com que você pense "hmmmm... Não sei"
Se gruda a você e te diz contra a orelha "Vamos, e te deixo me foder como quiser"
Você morde o lábio.
"Isso é trapaça"
"Você gosta que eu a faça"
E ele tem razão.
Lhe segura a mão, te faz passar entre as pessoas, poque pode ser que essa seja sua noite, essa em que você tem que triunfar e vender mais quadros que nunca, mas é ele quem a faz especial.
E isso vale mais do que todos os quadros do mundo.
FIM
Notas finais
Então, aparecem nas regrinhas ): qq
https://www.fanfiction.com.br/historia/207317/30_Reglas_Para_Conquistar_Al_Conquistado
Se alguem aparecer por lá né, e comentar, porque teve gente que apareceu! u_u ♥
Obrigado por ter estado aqui.
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