Safe And Sound - Dramione
27 I. love. you
Notas iniciais
P.O.V Draco Malfoy
Levantei a cabeça e senti tudo ao meu redor rodar por um minuto, passei a mão pelos cabelos e foquei no fim da enfermaria já era de tarde e Hermione estava com a cabeça encostada na cama sentada em uma poltrona desconfortável. Toquei seus cabelos e senti ela se mexer e depois se aquietar novamente.
– Hermione, acorda meu amor. — Sussurrei em seu ouvido e vi os lindos olhos castanhos se abrirem para mim, ela abriu um sorriso e me abraçou.
– Draco eu senti tanto sua falta. — vi seus olhos ficarem marejados e a puxei para um abraço, sentia falta do cheiro do corpo dela, dos olhos inocentes e até mesmo maldosos as vezes.
– Eu também Hermione, eu também... — Disse baixinho em seu ouvido.
Me assustei quando ela saiu correndo da enfermaria, e fiquei a olhar para o nada, logo Madame Pomfrey me liberou, e eu me vesti e sai porta a fora, encontrei Blás em um dos corredores que dão acesso ao meu dormitorio e o perguntei sobre Hermione e ele disse que não havia a visto o dia todo.
Corri até meu dormitorio sussurrando rapidamente a senha quando cheguei ao quadro, Hermione estava deitada em seu quarto, calmamente apenas de roupa intima e cabelos revoltos, deitei ao seu lado e ela se assustou mas depois que me viu sorriu largamente, seu corpo estava com mais curvas do que eu me lembrava o sorriso mais brilhante, tudo nela irradiava.
Ela me olhou e despejou em cima de mim tudo o que ela queria a tanto tempo.
Estar aqui com você, isso parece como... Como se eu estivesse em casa. — sussurrou a palavra, e é uma única sílaba quebrada.
Eu estou respirando com dificuldade, como se tivesse levantado mil quilos. Eu estou tremendo como nunca antes. Ela torço seu pescoço em meu ombro para olhar para manter seus olhos em mim, e meus olhos estão fechados, E eu lutando contra a emoção.
— Casa. — Eu pronuncio a palavra, como ela fez, quase uma reverência, moldando uma palavra que não tem significado por si só.
Meus olhos abertos, e eu encontro o seu olhar. Uma lágrima aponta em um canto do seu olho e eu a beijo.
— Então... — Ela luta para a coragem de dizer isso na próxima parte. — Então, se isso, se eu e você... Se isso não for real, então por favor, não jogue comigo. Não comigo, Draco. Se não é real para você, então me diga e eu vou...
Eu te amo, Hermione. — Eu falo, me interrompendo, cortando-a com três palavras afiadas.
Ela enterrou o nariz no oco da minha garganta e respirou o meu cheiro, e sinto ella relaxar em meus braços. Ela se prende em mim e apenas respiro meu cheiro. E eu deixo. Eu só a abraço, respiro profundamente em seu cabelo e começo a acariciar as suas costas sobre a colcha que eu levava comigo e havia colocado sobre seus ombros.
Minha mãe fez esta colcha, — eu disse do nada. — Na reabilitação. É realmente tudo o que eu tenho dela. Sabe, ela nunca disse que me amava. Nem meu pai. O mais próximo que eu já ouvi alguém falando de amor para mim foi de Andromeda , uma vez. Eu havia acabado de receber a marca e fui passar um dia escondido em sua casa pra fugir de tudo, eu estava assustado com tudo aquilo herms. E ela apenas olhou para mim, Andromeda, eu quero dizer, e me disse em seu perfeito sotaque britânico; ‗A sua mãe te ama, meu querido. Este seu jeito selvagem vai ser a sua morte ainda, obedeça tudo que ele te mandar fazer meu bem‘.
Ninguém? Nunca?
Eu balanço a cabeça, em seguida, encolho os ombros em um movimento estranho. — Bem, eu quero dizer, eu já ouvi isso antes. Mas não de qualquer um que realmente quis dizer isso. No calor do momento, garotas de uma noite só não contam.
— Eu te amo. — Ela disse de repente fazendo com que meu coração acelerasse como um louco. Ela segurou a respiração esperando por minha reação.
Meus olhos estão fechados apertados. Minhas mãos estão enroladas em tornos dos seus quadris, a segurando perto de mim.
—Diga... diga novamente. Por favor.
Ela se contorçe mais perto, se pressionando contra mim, embalando-se a mim. Ela escova os lábios sobre minha mandíbula, em seguida, belisca o lóbulo da minha orelha enquanto proferi as palavras mais uma vez, um sussurro tão silencioso que quase não conta como discurso, mas ela sabe que eu ouvi como um grito de megafone. Eu me encolho a cada fonema, cada letra.
— Eu. Te. Amo.
Eu estremeço debaixo dela, tremendo, e sei que ela está tão envolvida como eu por este momento. Todo o mundo está em silêncio e imóvel. O sol não se moveu em seu arco no céu. Partículas de poeira suspensas no sol, congelado. Há apenas ela, seu coração batendo contra o meu, a batida lenta dele em mim, e eu nele.
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