Notas iniciais
Oi gente, espero que gostem da história! Tentarei fazer algo meio terror, mas não sei como vai sair. E alguns trechos que aqui serão apresentados, serão baseados em fatos reais.
A começar pelo prólogo.

Apenas mantenha distância do vidro.

Com a enfatização da ordem, dei três passos para trás, me separando um pouco mais do vidro.

A garota lá dentro estava sentada na maca, abraçada aos seus joelhos. Ela fechou seus olhos, e começou a se balançar. Para frente, para trás. Para frente, para trás. Seu balanço tinha um ritmo, e eu comecei a segui-lo.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis.

Uma parada.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis.

Seu balanço se tornava cada vez mais intenso e brusco.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis.

Ela parou de repente, com um olhar vazio no rosto.

- O que ela está fazendo? – Perguntei à médica que estava ao meu lado.

Ela não me respondeu.

A garota ruiva levantou de sua maca de modo aterrorizante, com as mãos imitando garras e sua coluna curvada em uma posição dolorosa.

Olhei para os enfermeiros, que evitavam ver a cena que se passava por trás do vidro.

A ruiva andou pesadamente até a parede ao lado da porta, e se jogou ali, gritando aos quatro ventos e praguejando.

- Por que tudo isso? – Perguntei para ninguém em especial. A médica me encarou, e se limitou a dizer “esquizofrenia”.

Repassei em minha mente os sintomas da esquizofrenia.

- Esquizofrenia residual? – Falei, enquanto a via arranhando a parede.

A médica assentiu suavemente.

- E os remédios?

- Não surgem mais efeitos.

Quando fui comentar sobre a terapia com ECT (eletro-choque), ouvi um baque no vidro.

A garota havia se jogado nele, e seus dedos ensanguentados faziam desenhos abstratos, que ora se pareciam com animais, ora com pessoas, ora com cenas de destruição total. E o tempo todo ela murmurava:

Un, deux, trois, quatre, cinq, six.

Un, deux, trois, quatre, cinq, six.

Un, deux, trois, quatre, cinq, six.

Un, deux, trois, quatre, cinq, six.

Un, deux, trois, quatre, cinq, six.

Notas finais
Até o primeiro capítulo! (E por favor, deixem reviews se acharem que mereço...)