Sadness And Sorrow
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Gabriel POV
O grande dia chegou, passei essas duas ultimas semanas preparando as coisas, para que nada pudesse dar errado. Não sei por quê, mas toda vez que penso que agora, quando ela fizer seus 18 anos é provável que não nos vejamos mais, isso me dá um aperto no coração, é como se estivessem me apunhalando, porém, já deveria ter me acostumado com isso, sendo que todas as vezes que eu me aproximo de alguém, esse alguém é arrancado de mim a força.
Mas não estamos aqui para falar de mim, certo? Então vamos ao que interessa...
Ontem enviei para Elize – por meio de uma mediadora – uma carta, pedindo que me encontrasse hoje, às 14:00 no saguão do prédio onde fica o orfanato.
Cheguei lá e fiquei aguardando ela aparecer, acho que eu estava com um medo imenso do que ela iria achar sobre a surpresa, quando ela apareceu eu a cumprimentei e pedi que fosse comigo a um local, ela disse que tudo bem, então nós saímos.
Pegamos um ônibus até um dos pontos turísticos do país – O Big Bang – eu levei- a a um restaurante que fica em frente a praça central, nós comemos e ficamos conversando por um tempo, quando eu olhei no relógio já eram 15:40, um horário ótimo para que eu pudesse leva-la ao nosso destino final.
Elize POV
Estava certa de que esse seria mais um dia entediante em que completo mais um ano de vida, isso é, até a hora em que Gabe resolveu me fazer uma surpresa.
Primeiro ele me levou até um restaurante que está situado a um marco histórico, o Big Bang [acreditem, mesmo eu morando na Inglaterra nunca havia estado lá], agora ele disse que queria me levar a um lugar especial, não sei nem o que pensar sobre como será esse lugar.
Ele me levou até o que eu julgava ser um beco sem saída, o sol já estava começando a se pôr, achei estranho ele me levar até ali, afinal, o que ele queria fazer em um local como este?!
Gabe começou a bater na parede [não pensem que é como em HP], murmurando algo, até que ele bateu em um tijolo que estava no meio e a parede se abriu, como se fosse um portão, só que de um modo que impedisse que as pessoas desconhecidas vissem o que havia do outro lado.
Ele estendeu a mão e eu segurei-a, então ele me guiou até um lugar, aquilo era lindo, tinha uma mansão no fundo daquele paraíso, na frente era um imenso jardim, digno de um lugar daqueles, muito bem cuidado por sinal, do lado da mansão tinha uma piscina, com direito a cascata e tudo o mais, quando entramos, havia uma trilha de tijolinhos que seguia até a casa, dividindo o jardim em duas partes, o lado onde havia a piscina, mais a frente tinha um chafariz lindíssimo, e do outro era tipo um campo, cheio de flores e outras coisas muito lindas, eu olhei para Gabe, não entendendo como ele conhecia aquele local, foi então que ele disse
-Espere um minutinho que eu já venho – ele soltou minha mão e seguiu até a mansão, na porta estava uma moça, muito jovem por sinal, eles conversaram por um tempo, então ele voltou até onde eu estava, dizendo – Vamos?
A única coisa que fiz foi assentir com a cabeça e segui-lo, ele estava com um sorriso nos lábios que me deixava louquinha.
Ao chegarmos na porta da mansão a mesma moça veio falar com ele.
Sr. Gabriel, já está tudo pronto.
- Obrigado, e já disse para não se referir a mim como senhor, certo Yumi?
Perdoe-me Gabriel, é o hábito você sabe, seus pais sempre pediram...
Por favor Yumi, não fale mais deles está bem?
Sim, perdão, vou me retirar, se precisarem de algo é só chamar.
Está certo, pode ir.
Acho que eu devia estar olhando para ele com a pior cara de “não entendi nada” que exista, pois quando ele olhou pra mim deu uma risadinha de leve, e disse
-Não ligue, depois lhe explico tudo, apenas venha.
Nós subimos uma imensa escadaria toda feita de mármore para podermos chegar ao segundo andar da casa [se é que posso chamar um lugar tão grande por esse nome], em imensas paredes existiam quadros de duques, condes e suas famílias, sempre que havia a foto de famílias como pais com seus filhos, estes já eram grandes, mas uma foto me chamou atenção, uma moça que não aparentava ter mais do que a minha idade, estava com um bebê em seu colo, e apesar de estar sorrindo, dava para perceber uma pontada de dor e sofrimento em seus olhos, como se ela soubesse que algo ruim estava prestes a acontecer, quando olhei para Gabe ele virou o rosto para o outro lado, então deduzi que o bebê do quadro era ele, e que a moça que o estava segurando era sua mãe. Parecia que só de olhar para aquele quadro vinham-lhe lembranças ruins sobre seu passado, então preferi nem tocar no assunto sobre sua família, simplesmente segui em silêncio com ele até onde quer que seja que ele estava me levando.
Gabriel POV
Quando chegamos na mansão a empregada Yumi veio falar comigo, para dizer que a ala da casa que eu havia pedido para arrumarem já estava pronta, então eu subi com Elize, fazia tanto tempo que eu não ia aquela casa que nem me lembrava da “arvore genealógica” que estava na parede, havia fotos desde o tempo de meu tataravô, até eu, o ultimo descendente de nossa família a nascer, toda vez que eu vejo a foto de minha mãe me dá um nó na garganta, quando olho muito fixamente em seus olhos só vejo sofrimento, é como se ela tivesse noção do que aconteceria com ela em breve, e isso me deixa com raiva, porquê é como se eu pensasse que ela poderia ter intervindo, poderia ter prevenido esse acidente fatal, seja lá como meus pais tenham morrido, eu era tão pequeno, apenas um bebê indefeso, não tinha nem noção do que estava acontecendo, e até hoje ninguém teve coragem de me contar o que aconteceu de verdade.
Continuei puxando-a para o fim do corredor, quando abri a porta me deparei com aquele lugar que fora meu refúgio quando era pequeno e acabava por algum motivo sendo separado das famílias que vivi.
Meu quarto -se é que posso chama-lo assim- era uma enorme suíte, todos os detalhes de portas e janelas tinham ao menos um detalhe em ouro, as maçanetas de prata, na parede havia um retrato, meu com meus pais,neste sim minha mãe estava feliz, acho que aquela foto fora tirada assim que nasci.
Abri as janelas e a porta que dava para um “banheiro”, onde havia uma banheira muito grande com detalhes cromados nas bordas, e outras coisas normais para um banheiro, só que tudo cromado.
Me sentei na minha cama, puxando Elize para que sentasse ao meu lado, quando ela sentou fui me aproximando mais e mais de seu rosto até que começamos a nos beijar, o tempo foi passando e o beijo foi ficando mais intenso, eu deitei-a na cama e comecei a acariciar seu rosto e fui descendo as carícias conforme íamos nos aprofundando mais e mais em nossos beijos, ela começou a acariciar minhas costas, e foi descendo com o tempo, quando nos demos por nós, já estávamos despidos, nunca pensei que iria fazer isso com alguém bem no meu “quarto de alteza”, mas sendo com Elize isso só me deixou feliz, a cada minuto, a cada segundo que passava abraçado a ela, eram minutos e segundos felizes para mim, eu estava feliz, de um jeito que não me sentia a séculos.
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Acordei, pelo que pude observar no céu, já era tarde, por volta das 10 da noite, levantei, pus meu roupão e me sentei no parapeito da janela, olhando para o céu e pensando em tudo o que acontecera na minha vida neste ultimo ano, pela primeira vez me vi sorrindo para o céu, lembrando que quando era pequeno, Henrique meu mordomo vivia me dizendo que meus pais quando morreram viraram estrelinhas e estavam sempre no céu, me olhando e me protegendo onde quer que eu estivesse, fazendo de tudo para que um dia eu fosse feliz, e acho que este dia chegou, então sussurrei “Obrigado mãe, obrigado pai, por tudo”.
Desci do parapeito da janela e fui tomar um banho, quando saí vi Elize sentada na cama, vestindo sua roupa, fui até ela e depositei um beijo em seus lábios, abraçando-a em seguida, não sei por quanto tempo estivemos abraçados, mas acho que se passara muito tempo, apesar de para mim parece tão pouco, já que quando estava em sua companhia o tempo parecia parar para que eu pudesse aproveitar cada segundo ao seu lado, mas quando ia ver eram horas e horas que haviam se passado, para mim pouco importava, já que estava com a pessoa mais importante para mim neste mundo.
Me separei dela e pedi que ela esperasse que eu já voltava. Fui até o andar debaixo e perguntei para Yumi se o pacote já havia chegado, ela disse que sim e me entregou uma pequena caixa, eu abracei-a e subi correndo até meu quarto, entrando lá eu disse
-Elize Mackgonav, você aceita casar comigo? Eu prometo te fazer a mulher mais feliz desse mundo- Parecia que ela havia congelado, pois ela nem piscava, então prossegui – Estava pensando esses dias, e não aguentaria ter de me separar de você, para sempre talvez, então tive essa ideia, eu te amo, e prometo tentar nunca te desapontar, quero que você seja a mãe dos meus filhos, a minha esposa e melhor amiga, quero... — Quando ia continuar fui surpreendido com um beijo, depois de um tempo ela parou com o beijo e disse
-Sim, é claro que eu aceito – então ela sussurrou um “eu te amo” e voltamos a nos beijar
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